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História Caninos Dourados - Capítulo 1


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Notas do Autor


Então, kkkk enquanto eu tava escrevendo a outra simplesmente a ideia pra essa veio então vamo que vamo, eu até já acabei ela porque a ideia tava muito forte kkkkk não sei exatamente quatos capitulos dá, mas foram mais de 100 folhas então vamos lá 😆
Boa leitura 😊

Capítulo 1 - Capitulo 1


Ren Abe era uma pessoa normal, que vivia uma vida comum, com mais do mesmo. Desde que começou a faculdade não morava com sua mãe, alugou um chalé no meio do nada o mais afastado possível do barulho e agitação da civilização. Banff era uma cidade pequena, mas sempre movimentada pelo grande volume de turistas, para ele Banff era um paraíso, gostava de sentir o cheiro do verde, e da neve derretendo sob as rochas das montanhas.
Mas nem sempre morar afastado de tudo era vantajoso. Aquele dia em especial, não era um bom dia para estar no meio do nada.
Havia brigado com sua namorada, na verdade ela havia brigado com ele, tudo porque nas ultimas semanas esteve concentrado nos seus deveres da faculdade e no estágio.
Como se não bastasse foi se queixar com sua mãe que ligou para ele, para defende-la e não a ele que era seu filho.
Como resultado, havia perdido a paciência e havia largado a celular sob o balcão da cozinha e saído para caminhar.
Isso sempre funcionava para acalma-lo ouvir a natureza sempre era mais agradável do que ouvir as pessoas, o frio era agradável e sempre gostou mais do frio do que do calor, porém estava frio demais.
Estava tão concentrado em não pensar em nada que não percebeu que havia um pouco longe demais. E quando viu as primeiras estrelinhas de neve não imaginou que o tempo iria virar tão de repente em uma tempestade.
Ao contrario de quando saia para fazer trilha não havia saído vestido para suportar o clima, e muito menos trazia suprimentos. Não conseguiria voltar para casa como o tempo estava, então precisaria encontrar um abrigo antes que morresse com uma hipotermia. Porém para todos os lados que olhava era tudo branco e vento. O frio começava a nublar seu raciocínio.
Mantenha a calma disse a si mesmo, as coisas poderiam ser piores.
Ouviu um uivo de lobo, seguido por vários.
Ok as coisas poderiam sim piorar. Apressou o passo. Qualquer buraco em uma rocha, até mesmo uma árvore oca serviria para que conservasse o calor do seu corpo.
Não queria morrer antes de encontrar um sentido para essa droga de vida.
Ótimo já estava, filosofando sem mesmo ter certeza que iria morrer, mas achava que preferia morrer congelado a ser triturado vivo pelos lobo...
Seus pensamentos foram interrompidos quando pisou em falso e saiu rolando sabe-se lá em que direção batendo a cabeça em algo duro. Antes de perder a consciência viu a morte bem diante dos seus olhos. Ela tinha a forma de um enorme lobo dourado com incríveis olhos verdes, mas se ia morrer pelo menos poderia encontrar o consolo por não sentir dor, pensou enquanto lentamente perdia a consciência.

Um ser humano! pensou o lobo maravilhado encarado o garoto desacordado em sua frente.
Ouviu quando ele gritou e ouviu o baque quando ele se chocou contra a pedra. Era a primeira pessoa que via em não sabia quanto tempo, esteve evitando se aproximar da civilização por um bom tempo e desça vez apenas se aproximou porque estava caçando. De qualquer maneira, não era para aquele garoto estar ali. Ele não parecia um caçador, talvez estivesse apenas perdido, mas também poderia não sobreviver se não fizesse nada.
Cravou as presas em seu casaco e o arrastou. Ali perto havia um túnel onde escondia comida as vezes. Ele provavelmente não caberia lá em pés, mas como estava com certeza. Quando já o tinha bem acomodado e longe do frio o examinou com cuidado.
Ele tinha uns vinte anos talvez, traços asiáticos e sobrancelha bem marcada, mas o galo enorme na cabeça o preocupava. Era melhor acorda-lo.
Começou a lamber seu rosto e grunhir.
"Acorde"
Gemeu não podia gritar. Não parou de lambe-lo.
Acorde, por favor.
Ele balançou a cabeça e gemeu.
Encarou na expectativa, então ele abriu os olhos, olhos grandes, castanhos e brilhantes.
Estava a tanto tempo sem ver uma pessoa que começou a considerar aquele cara realmente bonito?
De confusão aqueles olhos passaram para medo num instante.
Ele ficou extremamente parado como se avaliasse por onde deveria fugir.
Ah, era verdade. Ele Não sabia que não iria lhe fazer mal algum. Adoraria poder sorrir para ele, mas lobos não sorriam apenas mostravam os dentes.
Mesmo assim. Deu uma lambida enérgica em seu rosto.
Ele arregalou os olhos mais uma vez surpreso.
Então um pouco mais aliviado por ele estar bem se deitou pousando a cabeça em seu peito.
― Não acredito, você me trouxe até aqui?
Não podia falar, mas abriu a boca deixando a língua de fora, esperava que estivesse parecendo amistoso.
― Que dia estranho - ele murmurou e fechou os olhos.
Rosnou.
Ele os abriu novamente.
Lambeu o seu rosto.
Não durma agora.
Era o que queria dizer.
Ele suspirou e fechou olhos novamente.
Rosnou de novo.
― O que você quer?
Que você fique acordado!
Adoraria dizer isso a ele, mas não podia.
Fechou os dentes em sua mão com delicadeza.
Ele o encarou de novo.
― Você não quer me comer não é? Já teria feito isso a muito tempo.
Grunhiu e mastigou sua mão sem usar força nenhuma.
Ele suspirou de novo e com a outra mão começou a acariciar sua cabeça. Bom, não era por aquilo que estava esperando, mas serviria se fosse para mantê-lo acordado.
Só não pensou também que fosse gostar tanto daquilo, fazia muito tempo que não recebia carinho alguém, de ninguém e... E estava até balançando o rabo.
Aquilo era vergonhoso, mas quem estava se importando, lobos não tinham vergonha.
― Eu nunca vi um lobo como você - ele disse.
O olhou.
― Você é bem bonito, até parece uma pessoa.
Sacudiu o rabo euforicamente e lambeu sua mão.
Sim, continue falando.
― Hoje não foi um dia bom, mas depois de tudo acho que poderia ter sido pior. Eu poderia ter morrido.
Eu não vou deixar você morrer - pensou o encarando.
Estava comprometido a isso desde que o viu ferido e sozinho na neve, isso fazia apenas alguns minutos, mas não tinha importância.
― É normal um lobo ser tão expressivo? Ou eu bati minha cabeça com força demais?
Ele levou a mão a testa.
― Au! - gemeu - Definitivamente foi uma bela pancada. Então será que eu estou imaginando você?
Mordeu a mão dele com mais força.
― Isso doeu, então acho que não, - ele olhou para cima pensativo e espantado - mas como pode você entender o que eu estou falando.
Eu costumava ser uma pessoa também - suspirou.
― Seu pelo é tão quente, e macio - ele sussurrou enfiando os dedos nele - eu sinto posso dormir a qualquer minuto.
Dessa vez não conseguiu impedi-lo, por mais que tenha rosnado e sacudido sua mão ele dormiu. A única coisa que poderia esperar é que ele ficasse bem.
Enquanto observava seu rosto adormecido, não parava de se perguntar qual devia ser o nome dele.
Estava feliz por ter encontrado uma pessoa, e que principalmente não queria colocar o seu coro pendurado em uma parede, mas também estava extremamente frustrado por não poder conversar com ele.
Por fim, era bom sentir o calor humano de novo, e era tão confortável que também fechou os olhos e dormiu.

Ren acordou com um lobo enorme e pesado deitado sob seu peito. E estava pronto para dizer adeus ao mundo quando se lembrou que aquele lobo era inofensivo. Ele o havia trazido aquele buraco e ficou ao seu lado lhe cuidando.
Ergueu a cabeça.
A tempestade parecia haver passado, e agora só precisava voltar. Se sentou e sentiu uma dor horrível no pé.
Era provável que havia torcido no momento em que caiu.
O lobo o encarou de novo e ficou desconcertado. Ele parecia muito uma pessoa, a maneira como olhava e como agia.
Ele olhou para o seu pé e logo para fora, então se levantou e saiu. Ficou parado do lado de fora como se estivesse esperando por ele.
Com o tornozelo torcido ou não teria que sair dali.
Se arrastou para fora, estava um frio glacial. Se levantou e foi quando pode perceber o real tamanho do seu novo amigo, sentado agora como estava ficava um pouco acima da sua cintura, se ele ficasse em pé com as duas patas com certeza seria mais alto que ele.
Ele era realmente impressionante. E ainda bem que era manso pois não teria condições de correr dele se quisesse lhe atacar.
Tentou dar um passo e uma dor lancinante atravessou seu pé. Não iria conseguir ir muito longe daquele jeito.
O lobo se levantou e saiu correndo. Não entendeu o que era estava fazendo até ele voltar com uma vara entre o dentes e soltar em seus pés.
De novo se perguntou se não estava sonhado. Como ele poderia saber que ele precisava de um apoio para andar?
Pegou a vara, parecia forte o suficiente para sustentar o seu peso.
― Obrigado - murmurou.
Ele abaixou a cabeça como se estivesse aceitando o agradecimento.
― Ah, com certeza você deve ter um dono é por isso que é esperto assim - disse.
Ele rosnou e começou a andar na sua frente, ele não parecia ter gostado nada da sua conjectura.
O lobo parou e olhou para ele, e fez um gesto com a cabeça para que ele o seguisse, não importava o quanto pensasse, isso era assombroso.
Ren não tinha outra escolha a não ser segui-lo já que não fazia a mínima ideia de onde estava agora, o céu ainda estava nublado e sequer podia ver o sol. Era quase seis da tarde quando saiu de casa, por sorte naquela época do ano o sol demorava um pouco mais a se por, mas já eram sete e quinze, não tinha muito tempo até que tudo fosse tomado pelo breu da noite.
Foi muito inocente, ainda mais para alguém que estava acostumado a praticar esportes nesse lugar. O clima sempre poderia mudar drasticamente, havia saído apenas de sapato e casaco, sem celular ou um fosforo no bolso, se não fosse pelo lobo teria morrido congelado, mas estava com tanta raiva que esqueceu esses pequenos e importantes detalhes. Agora não adiantava se lamentar.
A vara estava ajudando a caminhar, mas o seu ritmo ainda era muito lento. O lobo o levou para o rio, o que era bom pois estava com sede e daquele ponto já sabia que direção tomar para voltar para casa.
Foi andando devagar pelas margens do rio e se agachou para beber a água gelada, não tentaria lavar o sangue seco na testa, não com aquela água pelo menos.
Se levantou com dificuldade, aquela imobilidade já o estava incomodando muito.
Olhou para o lobo parado como um sentinela ao seu lado, mas parecia havia algo errado.
Suas orelhas se mexiam de um lado para o outro e seu focinho erguido farejava alguma coisa que para Ren era impossível captar. Então ele rosnou e agarrou a manga do seu casaco com os dentes o puxando na direção das árvores.
― O que foi? - perguntou.
Como se ele fosse responder.
Ele apenas continuou lhe puxando enquanto mancava ao seu lado. Mas pensando bem, não era uma boa ideia ficar tão perto do rio.
Afinal todos os animais iam para lá para beber água, incluindo lobos e ursos.
Mas precisava seguir aquela direção se quisesse chegar em casa, porém não tentou resistir a ele, não conseguiria de qualquer maneira com o pé como estava.
Depois de algum tempo sofrido tentado não tropeçar enquanto ele lhe puxava ele parou soltando sua manga.
Viu os pelos das costas dele se eriçarem. E aquilo não poderia ser bom.
Um uivo ecoou pela floresta, seguido por mais alguns. Engoliu em seco, com o pé normal se julgava capaz de correr de um lobo por muito tempo, com o pé como estava não tinha chance alguma.
O lobo dourado o olhou e em seguida olhou para os pinheiros.
Pelo visto ele queria que ele subisse. Também parecia o mais lógico a se fazer em uma situação assim, mas....
Escutou o som de um galho se quebrando o Lobo Dourado rosnou furiosamente.
Não precisava de outro convite, com o pé bom ou ruim teria que subir. Assim que começou cinco lobos emergiram dentre as árvores.
Eles pararam ao ver o lobo dourado, todos eles começaram a rosnar.
Seu protetor era realmente diferente dos outros, ele era bem maior e estava intimidando todos eles com seu porte, mas isso não os segurou por muito tempo.
Colocou todos os seus esforços em subir o mais rápido possível, então eles atacaram.
Três foram para cima do seu amigo lobo e os outros dois vieram em sua direção. Suas mãos estavam rasgando com o esforço mas não foi suficiente pois um deles cravou os dentes em seu sapato e sacudiu tentando puxa-lo para baixo. Chutou sua cabeça com o pé ruim, mas ele não o soltou.
Os rosnados da briga do seu lobo com os outros estavam quase o deixando surdo. Estava suando e tinha certeza que ele não iria conseguir salva-lo de todos.
Mas não iria se deixar virar comida pra lobo tão fácil assim.
Chutou mais forte a cabeça do lobo, ficando quase cego de dor, ainda sim ele não o soltou e continuou sacudindo, estava quase sentindo os dentes dele perfurando o couro do sapato, e suas mãos estavam por um fio de soltar o galho quando o dourado cravou os dentes nas costas do seu predador fazendo com que ele o soltasse.
Ren nunca havia visto algo assim. Era comum que cachorros defendessem seu território assim como os lobos, mas lobos não defendiam pessoas com tanto afinco, muito menos pessoas que eles mal conheciam.
Olhou para baixo, ele não poderia com cinco por maior que ele fosse, mas agora ele não estava brigando com os outros estava apenas encarando um, que com certeza era o alfa.
Se ele derrotasse o alfa eles os deixariam em paz?
Os dois se enrolaram no chão, o Alfa do outro bando tentou morder o seu pescoço, mas ele conseguiu antes dele e o sacudiu com violência.
O alfa se soltou e mordeu a sua pata.
― Cuidado! - gritou.
Se sentiu um idiota, mas não pode se conter, por instinto ou não ele estava salvando sua vida, não podia deixar de se preocupar com ele.
Ao tentar subir um pouco para ver melhor o que estava acontecendo o galho em que se segurou quebrou e em meio segundo sua vida inteira passou diante dos seus olhos.
Ser mimado por sua mãe quando era criança, evitar seu pai a todo momentos. As brigas deles, sua ida ao Japão, ver seus amigos brincando no parque enquanto observava sentado no balanço, voltar para o Canadá, ir para faculdade, morar sozinho. Sair de casa sem levar o celular e cair de uma árvore estar preocupado por um lobo.
Seu corpo se chocou sem defesa alguma contra o chão frio e não viu nada mais.

*****


Notas da autora: Apenas dando uma contribuição a mais para o casal que eu amo 😍
Essa história me veio a mente simplemente porque sonhei com um lugar frio 😂 minha mente é muito fértil. Não é uma história muito comprida também, "terminei" ela Praticamente em um mês e o plano é postar toda semana, bom espero que gostem.
E eu sei, é estranho ver o Ren com um sobrenome que não seja Kaido, mas enquanto eu pensava em que sobrenome dar ele não achei nada mais justo que dar o da própria autora 😆
Sobre a outra fanfic não desisti dela, só parei porque tinha que escrever logo essa enquanto a ideia estava fresca na minha cabeça ❤
Avisos que considero importantes: Não tem lemon aqui sinto muito kkkkk, mas tem pegação espero que se conformem com isso 😆
A classificação etaria dela é de 16 anos.
Ren tem 20 anos nessa fic, ou seja, não temos restrições 🌚

Até a proxima pessoal o/



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