História Can't Remember To Forget You - Sizzy - Capítulo 35


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Palavras 2.279
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi genteeee
Trouxe mais um capitulo novinho para vcs|<3
Espero q gostem heuheu
Desculpe pela demora

Capítulo 35 - Perdão.


“Perdoa-se na medida em que se ama. ”

- François La Rochefoucauld

— Simon Lewis, você não pode me obrigar a abandonar meu evento para transar no meu escritório! — Falei batendo nele dentro do elevador, em segundos a porta se abriu.

— Logico que posso! — Disse ele me empurrando para fora do elevador — Você me fez tocar de novo, falou com meu pai para que eu tenha dias de folga, empurrou Camille para o Raphael, o que faz com que aquele espanhol fique longe da minha mulher, então você merece que eu te faça gozar pelo menos uma vez.

— Simon! — Meu rosto queimou de vergonha ao ouvi-lo ser tão direto.

Sua mão me puxou até minha mesa, onde delicadamente ele me colocou sentada.

— Vai dizer que você não quer? — Fiquei quieta. — Já esperava por isso. Agora, por favor, me ajuda a tirar seu vestido, estou louco para te foder de novo nessa mesa.

— Que linguajar! — Falei rindo, desci da mesa e puxei o vestido para cima.

— Sua performance sensual ativou esse meu lado tarado por você. — Ele abriu o cinto.

— Calminha aí — falei enquanto via ele abrir o botão da calça. — Deixa que eu faço isso por você.

Abandonei o vestido ainda na altura da coxa e deslizei o zíper dele para baixo. Enquanto seus olhos encaravam os meus com um ar de desejo que me fazia querer pular encima dele, empurrei Simon contra a mesa e me ajoelhei na frente dele.

Talvez pratica me tornasse melhor nisso.

Ver seus olhos girando nas orbitas era maravilhoso, seus dentes mordendo os lábios macios poderiam com toda certeza amolecer minhas pernas e estragar minha calcinha.

— Pensei que hoje eu poderia desfrutar de você sem que me enlouquecesse antes — o ouvi murmurar.

— Acho que não — falei abaixando suas calças até o joelho. Uma boxer vermelha lhe cobria minha parte preferida do seu corpo, ou talvez a segunda, já que eu amava seus olhos castanhos.

— Ai meu deus! Isabelle! Simon! — A voz era com certeza conhecida. Nunca levantei tão rápido do chão na minha vida e Simon ergueu a calça em uma velocidade que me impressionou.

— Puta merda, esse elevador não parecia tão rápido enquanto estávamos dentro dele — falou Simon.

— Eu só queria.... Esqueçam! Volto depois... — Disse ela voltando para o elevador.

— Não, deixa que eu vou. Me avisem quando terminar por aqui — disse Simon me abandonando com minha ex melhor amiga.

Pigarreei me escorando a mesa. Gostaria de dizer que estava com vergonha, mas alguma coisa me fazia não a sentir. Eu havia esquecido Clary nos últimos dias, não era o que mais me preocupava, com tudo sobre Simon e Raphael, meu relacionamento com Clary acabou se tornando o que menos me inquietava.

A cada vez que nos víamos, parecia que sua barriga estava maior. Eu havia amaldiçoado aquele bebe uma vez, por ter trazido tanta bagunça para nossas vidas, mas Clary parecia radiante, mesmo que tudo que eu havia acreditado ser importante para ela, ter sido destruído.

— Eu e Jace conversamos — ela disse depois de ver o elevador levando Simon. — Amo ele, mesmo que eu tenha feito uma grande bagunça. — Ela acariciou a própria barriga. — Falei com Sebastian também, ele é um filho da puta e disse que não vai assumir bebe nenhum. Não que eu me importe. — Ela deu de ombros — Na verdade, estou indo para Los Angeles, consegui uma exposição lá, e assim que Valentina nascer, estou indo embora.

— E como Jocelyn e Luke estão com isso? — Perguntei curiosa.

— Um pouco preocupados, mas acham que o melhor para mim é ir embora; conhecer novos lugares, sabe? — Uma parte de mim estava feliz por ela, todos merecíamos ser felizes, mas eu olhava para mim mesma anos antes e não conseguiria me ver sem ela, sem os conselhos e as piadas que só nós entendíamos. — Luke repetiu umas mil vezes que eu deveria vir falar com você. Por que éramos melhores amigas e sei que você se sentiu traída e deixada de lado, mas queria que soubesse que me senti do mesmo jeito. Eu fiz uma enorme cagada na minha vida, fui deixada não por um, mas por dois caras e eu nem gostava de verdade de um deles, minha melhor amiga não queria mais olhar na minha cara no momento em que eu mais precisava dela e eu... Não conseguia encontrar um motivo decente para ter feito tudo o que fiz.

— Não sei por que reagi tão mal. — Admiti. —Todos nós víamos você como a pessoa mais perfeita do mundo inteiro. Sebastian é um babaca, eu nunca imaginei que você poderia sequer cogitar a hipótese de ficar com um cara como ele, estando com Jace. Só não suportei a ideia de você me enganar também.

— Mas você perdoou Simon.

— Sim, foi meio difícil, mas eu amo ele... — Clary franziu o cenho.

— Pensei que também me amasse... Nos conhecemos há tanto tempo que não me lembro da época em que não éramos amigas.

— Eu amo, ou amava você...

— Então por que não pode me perdoar? — Eu não entendia por que ela precisava disso, eu não conseguiria falar, mesmo que os olhos dela me implorassem por isso. 

— Não dá, okay?! — Passei a mão no rosto frustrada. — Eu só não consigo! Não sou como Jace e todo mundo, uma parte de mim quer ser sua amiga novamente, mas a outra acha que nossa amizade nunca mais vai ser a mesma, que sempre haverá mentiras e segredos.

Clary ficou quieta, passou a mão no cabelo e deu um pequeno sorriso para mim, os olhos pareciam tristes por não conseguir o que veio fazer aqui.

— Fico imaginando, que se isso fosse daqui uns 7 anos, eu e você já estaríamos casadas, provavelmente combinando para engravidarmos juntas e nossas filhas serem melhores amigas como nós, então comemoraríamos com champanhe escondida seu mais novo desfile e a exposição que eu conseguiria em Milão; Simon e Jace se tornariam amigos, mas nunca admitiriam isso; Alec e Magnus adotariam alguma criança órfã necessitada de outro continente e sua mãe arrumaria um namorado novo, e tudo ficaria bem. — Ela respirou um fundo, limpando uma lagrima que escorria pelo canto de seus olhos. — Sei que não fui a melhor amiga do mundo, mas te desejo tudo de melhor, Izzy. Você é uma mulher incrível, Simon tem sorte.

Ela se virou de costas para mim indo para o elevador. Parou na frente dele e apertou o botão para chama-lo, pronta para ir embora.

— Não posso ter filhos, descobri faz algum tempo — disse dando um passo para frente. Clary pareceu travar no lugar, provavelmente se perguntando se eu gostaria que ela corresse até mim e me abraçasse. — Jace e Simon vão se acostumar com a companhia um do outro, — continuei os passos até ela — e Alec não deixaria Magnus ir tão longe atrás de um filho para eles, provavelmente diria que existem centenas de crianças só aqui em Nova York e citaria alguma pesquisa famosa, — ouvi o som do elevador chegando no andar — aposto que nesse momento Maryse está conhecendo um cara novo. E mesmo que você possa achar que não foi, eu tenho certeza de que tive a melhor amiga que alguém poderia ter, quando eu beijei Simon, tentei te evitar de qualquer jeito e talvez uma parte de mim, tenha feito isso por que acreditava que você me daria as costas do mesmo jeito que eu fiz com você. Sinto muito por não ser a amiga que você precisava.

Ela deu um passo para dentro do elevador, apertou o botão e virou de frente para mim. Suas bochechas estavam coradas, e os olhos marejados.

— Só te perdoou, se me perdoar. — Falei colocando uma mão na cintura— Mesmo que eu não queira admitir, preciso da minha melhor amiga. Não sei como estou sobrevivendo esses meses sem você — Clary deu uma risadinha, voltei a andar em sua direção, torcendo para que a porta do elevador não se fechasse. Clary deu um passo para frente e seu sorriso se desmanchou. — Clary?

— Izzy, eu... — ela olhou para baixo, a ideia de que sua bolsa tivesse estourado passou por minha cabeça, até eu ver um filete de sangue escorrer por suas pernas.

— O que está acontecendo? — Perguntei chegando até ela no elevador.

— Eu não sei — sua cara se contorceu em dor. — Está doendo, não era para ser assim, preciso ir para o hospital.

Apertei o botão do elevador algumas vezes até as portas fecharem.

— Quer que eu chame a ambulância? — Perguntei, ela se segurava nas paredes do elevador.  Ela me fez uma cara em resposta que dizia: Com toda certeza. — Tudo bem! — Bati minha mão contra a testa. — Deixei meu celular na sala.

— O meu tá com o Jace — ela falou e colou a testa na parede do elevador, seu rosto se contorceu de novo.

— Eu pego com ele e nós ligamos, tenta arrumar um lugar para sentar — ela fez que um movimento com a cabeça que parecia um sim.

A porta do elevador abriu e quando as pessoas me viram saindo, uma onda de aplausos soou por todo o ateliê.

— Me diz que vocês voltaram a ser amigas, ou tudo isso foi ridículo — Simon disse entrando na minha frente. — Está tudo bem?

— Clary está tendo um sangramento, chama a ambulância e arruma um lugar pra ela sentar, vou procurar o Jace! — Desviei dele e sai correndo atrás do meu irmão. Ele estava tomando uns drinks com alguma garota bonita que eu não reconhecia. — Jace!

— Ah, oi Izzy — ele disse olhando da garota para mim. Provável que eu tivesse atrapalhado o clima.

— Clary está tendo algum tipo de sangramento, — respirei fundo — deixei ela com o Simon...

— Onde ela está? — Ele perguntou apressado.

— Eu já disse, com Simon — respondi. — Pedi que ele ligasse para ambulância e...

Ele me empurrou de lado e saiu procurando por ela. Fiquei paralisada no lugar sem saber o que fazer.

— Querida, o que está acontecendo? — Ragnor apareceu do meu lado.

— Clary, ela... — tentei dizer, mas logo vi Jace passar por entre as pessoas com Clary nos braços e Simon correndo com o telefone no ouvido atrás dos dois.  — Explico depois! — E sai atrás deles.

Simon estava discutindo com Jace do lado de fora, enquanto Clary parecia estar se decidindo entre socar os dois ou se apoiar na moto de Jace.

— Você não pode levar ela pro hospital na sua moto, idiota! Ela está gravida! — Simon gritou para Jace que apenas revirou os olhos.

— Ele tem razão, Jace — falou a ruiva.

— Vocês têm alguma ideia melhor? A ambulância vai demorar demais! — Simon tirou as chaves do bolso.

— Eu tenho um carro, ia falar agora se vocês não ficassem me cortando! — Ele pareceu me ouvir descendo os degraus da frente do ateliê. — Izzy...

— O que estamos esperando, vamos logo para o hospital!

— Não é como se eu estivesse tendo uma hemorragia, não precisam ficar tão aflitos — Jace se aproximou dela como se fosse pega-la no colo novamente. — Eu estou bem! Posso andar até o carro sozinha, Jace.

— Tem certeza? — Ele parecia preocupado mesmo sendo rejeitado. — Sangramentos não são normais em gravidez, certo? E você não estava sentindo dor? — Clary andou até o carro fazendo uma careta.

— Deixe ela em paz, Jace. Está com dor e ter um cara no seu pé não vai ajudar em nada — ele me olhou com cara feia. Ignorei e entrei no banco de trás ao lado de Clary.

Seria um milagre Simon dirigir meu carro, e um milagre maior ainda Jace ir no banco da frente com ele. Clary segurou minha mão com força, parecia tentar esconder alguma coisa.

Era mais sangue escorrendo por suas pernas.

***

Uma parte de mim estava entrando em curto, estava apavorada e não estar com Clary só piorava tudo.

Nós entramos numa velocidade absurda no hospital, Jace berrou na recepção que Clary estava gravida e sangrando; Simon disse que ela estava com 7 meses e eu por fim disse o nome dela completo. Enfermeiras apareceram e escutei algo sobre um possível deslocamento prematuro da placenta, o que me fez pesquisar nos minutos seguintes o que era essa merda.

“Comum após o sétimo mês e em gestantes com pressão alta. Tem como sintomas, além do tom de sangue vermelho-vivo ou escuro, cólicas fortes e contrações persistentes. ”

Até então estava tudo bem, já que não indicava nenhum risco de vida, mas assim que Jocelyn passou pela porta da recepção parecia que tudo tinha piorado mil vezes, ouvi ela resmungar algo sobre pressão demais em Clary, então ela obrigou a enfermeira a deixar ela ver a filha dela.

— Vai ficar tudo bem, Izzy — Simon disse, mas não dei muita atenção, logo mais médicos pareciam estar indo para o mesmo lugar onde Jocelyn havia ido.

— O que está acontecendo? — Perguntou Jace a recepcionista, ele passara todo o tempo emburrado de braços cruzados com preocupação estampada no rosto.

Uma nova recepcionista parecia estar trocando de turno com a mais lerda que nos atendeu.

— Houveram complicações no parto de uma garota — falou a mulher pouco mais velha que eu.

— Parto? — Olhei para Jace preocupada.

— Sim. Na verdade, ela pediu que chamássemos uma tal de — ela olhou na prancheta na mão dela — Isabelle Lightwood.  É algum de vocês?

— Sou eu! — Quase berrei na frente dela.

— Tudo bem — ela fez uma cara feia de quem não gostou do meu tom de voz. — Preciso do seu documento enquanto a outra acompanhante não sai da sala.

Me virei para Jace.

— Deixei minha bolsa no escritório.

— Você está de brincadeira, não é? — Jace perguntou incrédulo. — Ela quer você, Isabelle. Ela precisa de você.

— Por que está demorando tanto, Isabelle? — Jocelyn perguntou.

— E-eu... — A moça da recepção parecia estar se divertindo enquanto assistia minha desgraça na frente de todo mundo.

Sai correndo para fora do hospital. 


Notas Finais


Comentem o que estão achando, qual o final que vcs esperam e até o próximo capitulo<3


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