História Canto Mortal - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Red Velvet
Personagens Irene, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Seokjin (Jin)
Tags Bts, Irene, J-hope, Jin, Jung Hoseok, Kim Seokjin, Red Velvet
Visualizações 60
Palavras 1.718
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amores... Voltei depois de muito tempo... Estou sem Wi-Fi então vou atualizar devagar, mas os capítulos estão sendo adiantados, então não vão demorar tanto...

Comentem digam o que estão achando, isso ajuda a incentivar a escrever...

Capítulo 3 - Capítulo 3



Tentei me manter escondida, ele estava tão abalado que não me viu. Respirei aliviada. Eu sei como ele reagiria se soubesse que quem matou seu tio fui eu...

- Irene... - Hobi me tirou de meus devaneios. Sorri para ele enquanto se aproximava. - Está tudo bem?

- Eu vi... O sobrinho do homem que tentou... Me... - Minha garganta secou ao lembrar de tudo.

- Eu sei, fiquei sabendo... Fique sentada um pouco, irei procurar saber o que irão dizer lá. Me espere... Aliás... Tome... - ele me entregou uma chave. - É a chave do meu carro, você se lembra qual é? - Ele perguntou e eu assenti. - Então, me espere lá, assim que eu sair te levo para casa. Não é bom que te vejam aqui.

Eu fui para o carro dele, no caminho quase que a irmã do homem que tentou me abusar me viu. Ao chegar ao estacionamento vi seu carro, destranquei e entrei, tranquei por dentro. Fiquei durante um tempo pensando em tudo que aconteceu, se não fosse Hobi, o homem teria conseguido o que queria... E o Doutor Seokjin? E se ele descobrir que eu fui a causa da morte do seu tio? Eu acho que ele faria o possível para me ver presa... Eu jamais posso permitir que ele saiba a verdade... Como Hobi demorou, eu acabei cochilando, mas acordei com umas batidas no vidro do da janela, me assustei, mas fiquei calma ao ver que era Hobi. O céu estava mais claro, já estava amanhecendo. Abri a porta e ele entrou.

- Desculpa demorar, acabou que virou assunto oficial, tive que pegar relatório. Foi difícil, mas não foi considerado assassinato como a irmã dele queria, o corpo dele não havia marcas por fora, nem ferimentos. Os exames toxicológicos deram negativos. Então o caso será fechado. - Ele disse sorrindo, ele parecia cansado.

- Ele sabe que sou eu? A moça que estava com o tio dele...? - Perguntei e ele sorriu.

- Não, o Doutor não sabe. Eu disse que a vítima estava traumatizada demais pelo ataque, ele queria te ver, mas eu disse que você precisava de descansar. Ele não ficou satisfeito, mas aceitou. O tio dele será enterrado as 10:00 da manhã. - Ele disse e deu partida, me perguntou o endereço de minha casa e eu dei. - Sabe... Você fez um estrago nele... Os ouvidos, nervos do cérebro, coração, tudo se rompeu. Nervos estourados. Você já tinha feito isso? Digo... Usar sua voz assim?

- Na verdade eu nem sabia que podia fazer isso... Eu... Nunca elevei minha voz... As únicas vezes que a usei foi para cantar... Mas nada assim tinha acontecido... - Fui sincera, minhas mãos tremiam.

- Fica calma Irene, você não matou porque quis, só se defendeu... - Ele olhava o caminho. - Ainda não caiu a ficha sabe... O que você é... Parece mentira... - Ele sorriu.

- Mesmo as asas sendo minha, ainda acho estranho, ainda mais por ser a única assim... É ruim ter que me esconder... - suspirei pesado.

- Posso fazer uma pergunta? - Ele perguntou e eu assenti. - Você pode voar? - Eu dei risada e ele ficou vermelho.

- Sim, posso. Mas eu vôo pouco, as vezes faço isso a noite ou de dia em florestas. Para não correr risco de ser pega. - Eu disse e ele ficou admirado.

- Como é? Poder voar?

- Maravilhoso... É a melhor sensação que se pode sentir... - Me lembrei das vezes que voei e a sensação maravilhosa de liberdade.

Enquanto conversávamos, nem percebemos como foi rápido a ida até minha casa. Hobi disse que se eu precisasse poderia ligar a qualquer momento. Ele disse que gostaria de ser meu amigo, por ter mudado agora, não tem amigo nenhum. Falei que poderia, já que também não tenho ninguém aqui. Ele disse que me manteria a par do caso, se houvesse novidades ele me avisava , agradeci e me despedi.

Por ter chegado já de manhã em casa, liguei para o hospital dizendo que eu não iria ao serviço voluntário, o mesmo fiz com meu serviço no hotel. Meu chefe me deu o dia de folga, então aproveitei para descansar, minhas asas doíam muito, então passei o dia com elas livres. Também aproveitei para dormir bem. Já no outro dia, decidi ir para o hospital ver " minhas crianças, mesmo ainda dolorida, eu precisava ir, não poderia abandoná- las.

Me troquei como sempre faço, coloquei a roupa que fiz para esconder a base de minhas asas e fui para minhas crianças.

- Unnie!!! Você veio!!! - So Hee disse animada. - Você não veio ontem... Senti sua falta...

- Eu também princesa, mas aconteceu algumas coisas então não pude vir... - eu disse me lembrando de tudo o que aconteceu. - Mas hoje estou aqui é o que importa... - Eu disse tentando animá- lá.

- O que você vai fazer hoje? - Hyun Seok perguntou, ele é um garotinho que tem leucemia, está aqui há um mês.

- Hoje irei cantar com vocês. Pois sei que algum de vocês estão com dor. - Percebi pelo medicamento que alguns estão tomando na veia. Como fica tudo escrito nos soros, eu já sei o que é.

Comecei a cantar músicas variadas, desde ocidentais a kpop. Elas adoram, principalmente quando danço e canto. É como se realmente aliviasse a dor delas quando faço isso. A hora foi passando e não percebi que havia cantado todas as músicas que planejei. Estava cantando a última música quando percebi So Hee olhar para porta e sorrir segui seu olhar e vi ele alí, encostado no batente enquanto ouvia a música de olhos fechados. Ao olhar a pequena fita de cetim preta cruzada em sinal de luto, me lembrei dele chorando e parei de cantar...

- Me desculpe... Não queria atrapalhar... - Ele disse e pude ver seus olhos marejados. - Continue... Por favor... - Seu pedido parecia súplica, então voltei a cantar. Agora seu olhar estava conectado ao meu, era como se um imã me puxando.

Ele se aproximou e segurou na beira da cama de So Hee e a outra ele levou até minhas asas. Tentei não reagir para ele não perceber que eu podia sentir seu toque. Eu continuei a cantar. Suas mãos deslizaram por minhas asas, seu toque era quente e delicado. Qua do terminei a música, ele soltou minha asa e sorriu.

- Elas parecem mesmo de verdade... - Ele disse sorrindo. - Você tinha razão So Hee, ela parece mesmo um anjo. - Ele disse olhando para a menina e depois para mim. - Obrigado pela música, ela de certa forma aliviou minha dor... Agora entendo por essas crianças te amam tanto.

- É só a forma que achei de ajudá-las... Não é nada demais... - Eu disse sorrindo sem jeito.

- Para elas isso vale muito sabia? - Ele disse sorrindo, mas eu podia ver a tristeza em seu olhar e isso me fez sentir culpa... - Você já está indo? Ele perguntou enquanto andava até So Hee.

- Sim, eu geralmente fico do até este horário. Bom... Vou me trocar. - Eu disse me virando e indo para o banheiro. Ele ficou examinando So Hee. Quando cheguei ao banheiro, tirei a roupa feita por mim, amarrei novamente minhas asas, por ter descansado ontem, elas não doem tanto. Me vesti com minha roupa normal, guardei tudo e saí do banheiro, o Doutor ainda estava examinando as crianças. - Já vou indo meus amores... - Eu disse e todas reclamaram, eu sorri e percebi o Doutor me olhava, seu olhar novamente estava em minha "corcunda", seu olhar encontrou o meu então ele sorriu simpático.

- Elas te amam muito. - Ele disse indo em direção a porta e eu também fui. - Obrigado por fazer isso por elas... As pessoas não gostam de vir aqui... Fiquei sabendo que muitas melhoraram após você começar a frequentar aqui.

- Minha mãe morreu aqui nesse hospital, câncer também... - Eu disse e ao me lembrar meus olhos marejaram. - Ela pediu que eu contasse para as pessoas doentes assim como eu cantava para ela. Ela dizia que minha voz aliviavam sua dor... - Eu disse e não pude evitar que uma lágrima escapasse e deslizasse em meu rosto. Ele tocou meu rosto e secou minha lágrima, o que me assustou.

- Sinto muito... Eu sei como é perder alguém que ama... - Ele disse e sua voz parecia embargada. - E você faz bem, sua voz realmente alivia dor... Aliviou a minha... - Ele disse tentando sorrir. Me senti novamente culpada.

- Bom... Preciso ir... - Eu disse mudando o assunto, ajeitei minha mochila nas costas.

- Você virá amanhã? - Ele perguntou curioso.

- Sim. No mesmo horário. - Eu disse e ele sorriu. - Até mais Doutor Seokjin.

- Até mais Irene e pode me chamar de Jin. - Ele disse e acenou.

- Até mais Jin... - Eu retribui o cumprimento e saí.

Não foi fácil ver ele... Passei o resto da tarde pensando nele e no seu olhar triste, ele estava abatido pela morte do tio. Imagine se ele descobre que eu que o matei... Acho que seria meu fim... A noite fui para meu serviço, meu chefe perguntou como eu estava, eu disse que estava bem. Era umas 21:00 horas quando ele me pediu para ir ao quarto que o tio do Jin usou, Hobi estava lá me esperando, por estar relacionada, ele pediu que eu não fosse organizar lá, mas como eu era a única disponível, tive que ir.

- Oi Hobi... - eu o cumprimentei ao chegar. - Em que posso ajudá-lo?

- Me desculpe... Sei como deve ser difícil... Um parente virá buscar as coisas dele. Guarde tudo. Eu preciso anotar tudo o que tem e saber se está tudo aí.

- Tudo bem... - Eu disse e comecei a guardar as coisas do homem. Não era nada agradável mexer nas coisas dele, saber que eu fui a causa da morte dele, me deixou mal. E tudo o que ele fez... Só quero esquecer tudo...

- Boa noite, vim buscar as coisas do meu tio. - Ouvi sua voz já conhecida ecoar no quarto, travei no lugar que estava, Hobi o chamou e ele entrou fechando a porta, então ele se aproximou e olhou para mim.

- Então é mesmo você Irene... Então você trabalha aqui... - Ele estava surpreso.

E eu... Continuei congelada...



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