História Cão De Guarda - Capítulo 4


Escrita por: e SimoneVIP

Postado
Categorias SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, KiBum "Key" Kim, Minho Choi, Taemin Lee
Tags Fantasia, Shinee, Universo Alternativo
Visualizações 7
Palavras 4.011
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Quatro


Fanfic / Fanfiction Cão De Guarda - Capítulo 4 - Quatro

Onew se debruçou, pousando a mão sobre sua testa suada tirando os cabelos úmidos do caminho e Key agarrando-se ao fio de sua vida entreabriu os olhos. Podia ver através de seus longos cílios que uma figura escura o encarava, piscou diversas vezes com impaciência, respirando com sofreguidão. O peito doía muito, o rosto borrado diante de si pouco a pouco foi ganhando forma, ele conseguia ver claramente agora. Reconheceu-o quase de imediato, era o garoto bonito que criará confusão por conta de um estúpido sanduíche. Tinha sido por causa dele que passará por tudo aquilo, pensou deixando se levar pela raiva.

- Foi... F-foi você! – conseguiu dizer delirante, meio-febril.

- Ainda pode falar! – exclamou Jonghyun agachando ao seu lado, Minho se juntou á ele embasbacado.

- Fiquem quietos. Quero ouvir o que tem pra nos dizer. Fale humano. O que podemos fazer por você?

Embora sua voz soasse amável e alentadora não entendia o porquê do jovem não parecer convencido quanto a sua boa intenção. Havia algo desagradável no seu semblante, seu olhar era feroz, estranhamente agressivo.

-Que p-pergunta es-túpida?!Não quero morrer... Não me deixem morrer! É sua culpa... S-Sua... Culpa!

Uma náusea quente sacudiu dolorosamente seu estomago, a garganta ardeu com o vomito amargo. Uma massa de sangue viscosa lavou seu peito. Taemin levantou sua cabeça e o apoiou em seus braços sutilmente.

As palavras causaram um impacto desconcertante ao jovem líder o estarrecimento acentuou sua palidez.

- O que ele quis dizer com isso? – indagou Jonghyun franzindo a testa.

- Não o reconheceu?Ele é o garoto que nos atendeu na loja e o demônio estava possuindo o outro cara que puxou briga com a gente. – respondeu Minho.

- Continuo não entendendo. – insistiu.

- Está nos culpando, ou melhor, me culpando pelo que aconteceu á ele. – Murmurou Onew cabisbaixo.

Key arfou profundamente, os olhos revirando tentando manterem-se abertos. Doía respirar. Os pulmões pareciam pedras as veias latejavam como se um rio de lava as percorressem.

-N-Não me deixe morrer... – suplicou a voz esmaecida, de súbito engasgou sendo atormentado por um excesso de tosse violenta, puxou o ar ruidosamente os olhos esbugalharam por um momento antes de se fecharem e sua cabeça pendeu para o lado, o semblante rígido de dor.

Onew se afastou meio perdido remoendo um antigo desgosto. Sua mente fora de controle insistia trazer a tona uma velha e dolorosa lembrança uma da qual achava estar sob seu controle. Até o exato momento.

A mesma dor a mesma agonia, e o mesmo implacável remorso emergiram trazendo consigo, fragmentos, de rostos, de palavras e de promessas não cumpridas.

- O que faremos? – disse Jonghyun lançando fora o punhal quebrado.

- Nada. – respondeu Taemin. – Infelizmente chegamos tarde demais.

Ao tentar recolher a corrente notou que a mesma ficou segura entre a palma da mão do garoto.

- Incrível! Ele está segurando a corrente mesmo semi-inconsciente.

Onew retornou á eles com uma inquietação no olhar.

- Deve haver um meio de salva-lo.

- O que?! Não mesmo, sem chance – resmungou Minho se juntando a Onew. – Não ouviu Taemin...

- Eu sei. – interrompeu rudemente. – Mas não posso permitir que se vá... Não sabendo que me culpa. Jonghyun esse seu tomo... Talvez aja algo nele que nos auxilie.

-Onew enlouqueceu. – Minho elevou o tom de sua voz. – Não está sendo coerente.

- Pro inferno a coerência. Jonghyun procure no livro idiota do seu pai alguma coisa, qualquer coisa que possa mudar o destino desse inocente. É uma ordem.

Ele assentiu puxou o livro e rápido passou a folheá-lo.

- Taemin não recolha a corrente.

- Mas nem mesmo Airmid consegue deter uma alma ao corpo quando esse está em seus últimos minutos de vida. O batimento cardíaco está muito fraco o coração está parando. É questão de minutos apenas e ele...

- Não interessa. Cubra-o com o seu pó de fadas faça tudo que puder, mas não o deixe partir.

- Isso não é certo. – Minho observou. – Olhe o sofrimento dessa pobre criança... Reconsidere, devemos dar um fim a isso de uma vez.

- Achei uma coisa. E é bem interessante.

- Leia. -Ordenou Onew ignorando Minho completamente.

Ele pigarreou limpando a garganta.

- Meu caríssimo filho...

- Não me venha com essa. – interrompeu. – Pule a conversa fiada e vá direto ao ponto!

- Ok... Ok. Como preferir Líder. - Jonghyun suspirou. - Bom aqui diz que se um humano estiver à beira da morte infelizmente as chances de salva-lo são mínimas. Humanos são extremamente frágeis. Seja doença ou um Ferimento fatal quase sempre essas coisas são sinônimos de morte certa. Porem para o bem ou para o mal existe um meio... Meu pai prosseguiu assim: Se por um acaso filho querido houver um humano que lhe seja importante a ponto de querer resgatar sua alma de Hades assim como fez o pobre Orfeu indo até o mundo inferir em busca de sua amada Eurídice. Se for realmente o seu desejo optar por livrá-lo do doce sono eterno aconselho a compartilhar o sangue de Abel embora proibido, embora imperdoável, essa é a única forma de poupar a vida de um mortal moribundo concedendo á ele um Grandioso milagre, no entanto filho amado preciso adverti-lo, jamais faça tal bobagem, pois...

- Pois o que?! – indagou Onew apreensivo correndo nervosamente a mão pelos cabelos.

- Eu não sei. – Jonghyun ergueu os olhos encabulado.

- Como assim?!Seu pai é um imbecil por um acaso?

- Não é isso!Meu pai é um gênio só que as folhas foram arrancadas, a informação que continha nelas se perdeu. Sinto muito...

Onew bufou rangendo os dentes.

- Nem pense nisso. – começou a dizer Minho pausadamente. –Dar seu sangue para um humano é inaceitável. Não haverá clemência seremos banidos ou até mesmo...

- Eu sei, eu sei com quem pensa que esta falando? – respondeu numa profunda confusão mental.

Encarou os companheiros longamente, apesar de mal poder suportar olhar para eles.

- Sangue de Abel. Tem que ser um sangue puro então.

-Por favor, espere. – Taemin falou soando exausto. – Sei como se sente é frustrante quando as coisas não saem como queremos, mas pense. Vale à pena correr tal risco por um mero mortal?Não salvamos sua vida, mas pelo menos evitamos que o íncubo o violasse.

- Vocês o ouviram ele não quer morrer.

- Nenhum mortal quer. – rebateu Minho.

-Verdade – resmungou Jonghyun – eles se agarram a vida admiravelmente. Tomam todo tipo de drogas, mudam o corpo e o rosto em cirurgias absurdas na esperança de alongar seu breve tempo de vida na terra. Sem mencionar aqueles que apelam para a feitiçaria. Dizem por aí que os míticos cobram fortunas para prorrogar a vida de um mortal.

-Basta. Isso é diferente... Ele está morrendo porque nós cruzamos seu caminho. – explicou.

- Foi uma infeliz coincidência não tem nada a ver conosco. - rebateu Minho descontrolado. – Não é nossa culpa tire isso da cabeça.

- É fácil pra você falar. – respondeu Onew. – Você não sabe...

-Não sei o que?

- Nada. Eu vou fazer vou dar meu sangue á ele. Alguma objeção?- ele pausou percebendo a relutância de sua equipe. - Então rapazes se pensam em me deter sugiro que o façam agora. – falou enquanto enrolava a manga expondo o pulso nu. – Embora eu acredite que vocês não se atreveriam a encostar um dedo em seu superior. Lembre-se de suas condições. – ameaçou.

Houve um ruído engasgado de raiva, uma amargura não contida. Onew entendia o quanto estava sendo cruel pondo sobre os ombros dos companheiros um fardo a mais para carregarem. Porem não iria recuar na sua decisão. Com uma faca pequena cortou a pele levando aos lábios de Key, imediatamente o sangue deslizou para dentro da garganta ressequida. Key retornará para lago, em algum canto de sua mente sabia ser pouco provável aquilo fazer parte do mundo real ainda assim se sentia confortável e relaxado. De repente, vagamente, acostumado com aquele lugar passará a estranhá-lo. Ficou consciente de uma coisa, uma corrente fina segura na palma de sua mão. A impressão de que se a soltasse iria ao fundo martelava seu pensamento. Então veio a dor muito forte, aterradora. Debateu-se e os dedos afrouxaram, a corrente se soltou e nesse instante como temia, e já esperava, afundou numa brusca queda livre. Olhou desesperado ao redor, sendo tragado pelas águas do lago. Nada para agarrar. Escuro demais, impossível ver o fundo. No alto a luz tremulando ficava cada vez mais inalcançável. Quanto mais afundava pensava em como ainda não tinha se afogado. Podia respirar debaixo da água?!Como isso era possível!

Num dado momento tanto a escuridão e a água desapareceram e no lugar surgiu um cenário diferente. Um bosque. Gigantescas árvores bloqueavam a pálida luz do sol. A grama entrou por entre os dedos quando os pés alcançaram o chão um vento úmido com cheiro de folhas afagou seu rosto. Ele apertou os olhos, confuso, pensou estar sonhando ou até mesmo na pior das hipóteses... Morto!

Vozes alteradas elevaram abruptamente as suas costas, teve um sobressalto, se voltando alarmado deparou-se com dois homens um muito jovem cabelo desgrenhado roupas negras, sujas de lama. O outro aparentava uns trinta anos igualmente vestido, teria um metro e oitenta de altura, corpo esguio, olhos impiedosos um homem intimidador. Nos braços um pequeno embrulho que em particular atraiu sua atenção. Em especial os murmurinhos, vindo dele. Estremeceu abraçando a si mesmo. Aproximou-se devagar. Relutando por receio de que sua presença os deixasse furiosos. Mas quase sem acreditar notou num misto de medo e alivio que não podiam vê-lo. Key chegou perto e constatou realmente se tratar de um bebê.

- Onew eu só posso pedir a você. Por favor, entenda.

O jovem cerrou os punhos.

- Não sei se consigo... Eu... Não vou conseguir fazer. Tenho certeza. – Ele soou genuinamente incomodado.

Onew?!Esse nome não me é estranho pensou circulando o rapaz, seu corpo estava tão leve, flutuava no ar, sendo ele um expectador transparente sorriu pensando na possibilidade de esmurrá-lo e ficar por ali, rindo da confusão que causaria tirando proveito de seu novo inacreditável super poder de invisibilidade.

- Tome. – disse o outro oferecendo a criança. - alguém tem que fazer.

- O que fez com a mãe dele? - indagou os olhos fixos nas mãozinhas agitadas fugindo do cobertor.

- fiz o que tinha que ser feito.

- A matou. - disse sem emoção.

- Apenas cumpri com o meu dever. – replicou secamente. - Essa criança não devia ter nascido sua existência é prova de um pecado. Se ele viver e for descoberto você sabe o que farão com ele será pior que a morte. Livre-o desse destino Onew.

- Eric eu... Eu...

- Você sempre foi como um filho pra mim não posso contar com mais ninguém. Se o conselho descobrir não haverá misericórdia. Não penso só em mim. Minha desonra refletirá sobre minha equipe, o que construímos juntos... Nossas conquistas nossos feitos serão esquecidos assim que descobrirem sobre esse bebê o nome Shinhwa perderá o seu valor, será pronunciado com escárnio, manchando pela vergonha. Não é justo com eles!Passamos por cima de tantos obstáculos para gravar o nosso nome na historia dos guardiões arriscando nossas vidas em tantas guerras enfrentando esses malditos filhos de Caim... - ele se voltou para a criança o olhar perdido. -nem mesmo essa pequena criatura pode macular a honra de Shinhwa não abro mão de meus companheiros. Não tenho esse direito. - disse recolhendo o pequeno embrulho, apertando a criança contra o peito.

- Talvez... O conselho releve, por ser você Eric. -insistiu Onew.

Eric balançou a cabeça com pesar.

- Relevar o conselho?! Jamais. Não seja ingênuo meu rapaz. Essa criança caindo nas garras do conselho, no mesmo instante seria entregue aos tutores na cidade de Enoque. Você sabe dos rumores, está ciente do que fazem com os mestiços, os abusos se tornaram banais. O conselho finge não saber, mas bem da verdade é que ninguém se importa. Esse pequenino se tornaria mais um subserviente entre tantos vivendo sem quaisquer direitos. Partiriam sua alma em mil pedaços a ponto de acatar sem resistência todo tipo de ordens sem contestar... Uma vida inteira de servidão! Não... Eu não quero presenciar isso. Não quero vê-lo agrilhoado pelo nosso povo.

- Posso levá-lo para os humanos. - disse Onew esperançoso. - acharei uma boa família crescera feito um deles. No meu tempo livre procurarei ir ver como esta, vou me certificar que nada e nem ninguém descubra sua verdadeira origem...

-Não daria certo, cedo ou tarde alguém iria reparar que se trata de uma criança diferente. E o diferente atemoriza os humanos e em questão de tempo algum mortal sabedor da nossa existência traria a tona a denuncia junto ao conselho. Em busca de uma gratificação. Os envolvidos seriam levados e interrogados haveria uma minuciosa investigação. Chegariam ate você e depois a mim e meu bom rapaz, todo o seu esforço seria em vão.

Onew suspirou concordando.

- Não há outro jeito pegue-o e faça.

O bebe passou para os seus braços Onew sem jeito e extremamente desajeitado o segurou fitando seu rostinho rosado na moldura do cobertor. Era tão lindo!

-Ele tem um nome?

Eric deu de ombro sorrindo.

- Eu não lhe dei nenhum. Não pretendo criar nenhum laço, se eu lhe desse um nome estaria reconhecendo sua existência, e alias que importância teria pra quem está preste a deixar esse mundo melhor que morra anônimo como se não tivesse sequer nascido um dia. É mais conveniente desse jeito sem um nome pra se lembrar fica bem mais fácil pra esquecer.

Key em seu canto invisível tremeu de raiva, impressionado do quão terrível Eric soou.

- Agora vá Onew, por favor, vá. Temo que não possa mais me segurar estou a um passo de saltar sobre você e resgatar esse pequeno. - confessou. - o leve pra longe... Tire-o de perto de mim.

Onew estreitou a criança contra o peito deu meia volta e correu ágil. Sem olhar para trás não suportaria assistir seu mentor e herói desmoronar diante de seus olhos. Convencido de que Eric deixou transparecer que no fundo de sua forçada indiferença se importava com a criança, resolveu empenhar-se em levá-lo o mais rápido possível para longe de seus olhos.

Key o seguiu transparente feito um fantasma, voando ao seu lado. Onew saltava montes, arvores numa velocidade anormal carregando o pequeno bebe protegendo-o do vento e dos insetos.

A uma boa distancia diminuiu o ritmo, numa clareira parou, o bebe se contorcia choramingando.

- O que foi hein?O que há com você?

Ele começou a chorar alto em plenos pulmões.

****

O choro o trouxe de volta despertando-o do sonho insano. Todo o corpo doía, uma dor excruciante, as costas ardiam espetadas por pedregulhos e seixos pontiagudos, estava deitado sobre uma poça pegajosa de um odor acre nauseante.

- Acho que morreu. – escutou alguém falar. – Seu sangue deve ter acelerado seu fim. Mas veja só a ferida se fechou por completo e a marca do demônio desapareceu.

-Sem essa! Nos escritos de meu pai dizia claramente ser o sangue puro a solução. – insistiu outro indignado. - Acorde humano estúpido, abra os olhos de uma vez.

- Calma não o chute desse jeito.

- Consulte a corrente novamente.

Nem foi preciso Key abriu os olhos subitamente, se sentou ereto, trincando o maxilar limpando a dor persistente de sua mente dando uma longa encarada em todos.

- Quem... Quem são vocês?O que houve? – indagou apavorado ciente de sua nudez.

Onew percebendo, abriu o casaco atirando-o contra seu rosto Key piscou diversas vezes atônito. Claro que se sentiria bem mais confortável vestindo alguma coisa mesmo que essa coisa fosse um casaco pesado, manchado e com um cheiro esquisito. Contudo aqueles olhos todos repousando sobre ele estavam deixando-o muito nervoso, e usar aquilo no momento lhe pareceu melhor do que continuar o único garoto pelado na caverna.

- Como se sente? – perguntou Onew firmemente, disfarçando o alivio por sua aparente recuperação.

Key puxou o casaco até o queixo se encolhendo.

- Bem... Eu acho. –respondeu numa careta, sentindo gosto de sangue na boca.

Nesse instante duas figuras conhecidas abruptamente adentraram na caverna.

- Humano!Está vivo! – era Momo porem antes de chegar perto estacou recuando alguns passos, olhando fixamente para ele.

- humano... É você?!

- Momo fique longe dele. –advertiu o outro, o branco rabugento que vinha logo atrás.

- Meu amiguinho. – disse Key. - obrigado muito obrigado.

-Porque ele está agradecendo os míticos e não a gente. – resmungou Jonghyun cruzando os braços, indignado.

- Deixe pra lá olhe pra ele – falou Minho – veja seus olhos.

Key levantou vestindo o casaco, enfiando os braços nas mangas apressadamente, caminhou cambaleante, mas quanto mais avançava mais e mais os dois automaticamente recuavam com os olhos arregalados.

- obrigado meu amiguinho graças a você pude me defender daquele monstro se não fosse por você apagar parte daquele circulo...

-Apagar?! Não apaguei! O circulo foi criado do ressentimento de uma bruxa queimada viva... Aquele carvão de bruxa é cheio de magia negra só pode ser desfeito por... Uma magia similar á seu poder – explicou encarando insistentemente –Tá... Diferente... Alguma coisa em você mudou. – Acrescentou cauteloso.

Key semicerrou seus olhos, confuso.

- Eu... Diferente?! Ah, não importa devo agradecer apropriadamente. O que quer? Eu farei o possível para recompensá-lo.

Os olhos do pequeno brilhavam desviando dos dele, indo instantaneamente para os jovens de pretos, marchando determinado até eles.

- Guardiões. Quero minha recompensa agora, por favor.

- Momo não! – disse o outro entre os dentes.

Os jovens circularam o coelho olhando-o do alto.

- O que disse mítico? Acho que não escutei direito- rosnou Onew.

Ele olhou acima para eles se mostrando decidido.

- Minha recompensa por auxiliar num salvamento. Vocês sabem. Se um mítico ajudar um guardião ele terá direito a uma recompensa... Está nos acordos...

- É justo- se intrometeu Key – dêem algo a ele.

- Cale-se – rugiu Onew

Key teve um sobressalto.

- O que disse? Mandou-me Ca-lar...

Ao tentar se aproximar sentiu um tremor tomar conta das pernas. Surpreso percebeu um entorpecimento minar suas forças de repente. Os joelhos dobraram como se alguém tivesse lhe golpeado por trás,desabou, batendo mãos e cotovelos no chão o impacto vibrou por todo corpo sua espinha parecia que iria partir em dois. A cabeça pesou dolorosamente a franja ensopada de suor deslizou sobre a testa sombreando os olhos assustados.

- Hey não se esforce. Mal se recuperou – Alertou Taemin.

- Es-tou um pou-co tonto... – Balbuciou.

- O que fizeram com ele- perguntou o branco. – Desconfiado.

- Não é da sua conta. Minho lhe dê algum dinheiro e os mande embora. –Pediu.

Minho exalou desapontado, mergulhou as mãos nos bolsos procurando, depois arqueou uma sobrancelha trazendo-as de volta vazias dizendo num sussurro: - Não tenho nada estou zerado.

Onew esboçou um sorriso amarelo.

- Não olhem pra mim – disse Jonghyun – meus últimos trocados dei na vaquinha do nosso lanche... Nosso salário é uma miséria e vocês sabem bem por que.

Os três olharam para Taemin que balançou a cabeça negativamente.

- Hu-humano por uma acaso você tem algum dinheiro aí com você?- perguntou Onew.

Surpreendido, sua expressão mudou lentamente de vergonha pra espanto, estava acontecendo algo de muito errado, com o garoto.

- O que há com ele? – indagou Jonghyun espontaneamente tirando uma faca do casaco.

- Guarde isso. – falou num tom de desgosto.

- Tem certeza Líder, não sei não, acho que pretende nos atacar. – salientou.

- Droga!Inferno! –praguejou Onew vendo o garoto numa posição ofensiva. De quatro a colina toda esticada o traseiro levemente erguido, o lábio superior repuxado num trejeito raivoso, as pupilas dilatadas o olhar concentrado fixo nos trasmorfo.

- Venham, sem movimento brusco para perto de nós míticos, rápido!

O branco após um minuto de hesitação se apressou, conseguiu alcançá-los, mas o outro, o pequeno intrometido fez o oposto, curioso, tinha ido ver o que se passava com o humano.

E nessa hora Key investiu contra o tolo, o agarrou e correu sendo cercado e encurralado ligeiro pelos quatros.

- Momo meu irmão!Salve ele! – implorou o trasmorfo retomando sua verdadeira forma.

De coelho para um menino esbelto trajando jeans surrado e camiseta de Rock, longo e bastos cabelos ruivos surgiram no centro da cabeça escorrendo sobre os ombros olhos grandes e verdes, medindo um metro e meio, nariz fino e pontudo sobrancelhas grossas e delicadas. Não importava de qual ângulo o observasse ele não se diferenciava de um adolescente comum.

- Diga pra seu irmão transmutar também. – pediu Onew. - Fale para virar algo pequeno... Um rato ou... Sei lá! Peça logo!

- Ele não vai conseguir está apavorado. Quando sente medo ele trava.

- Merda!

- Vou abatê-lo. Já o tenho na mira.

- O que?Não! Minho... Nem pense nisso.

- Não podemos permitir que mate um mítico diante de nossos olhos.

Key segurava momo junto dos lábios, o corpo se movia sozinho, balançava de um lado pro outro correndo seus olhos febris a procura de uma rota de fuga. Momo se esperneava debilmente em meio a lagrimas, o cheiro vindo dele aguçava seus sentidos.

Seria fome?Sede?Dor de estomago?Raiva?Um turbilhão de pensamentos golpeava sua cabeça. Nesse meio tempo uma voz se elevou por detrás deles os surpreendendo. Todos levaram às mãos as armas, girando ao redor, mas logo viram se tratar de um velho conhecido. Bem que Minho farejou um quase imperceptível cheiro peculiar se aproximando, Só não teve tempo de dar o alarde. Recordou então de uma coisa quando conheceu a equipe Shinhwa de que todos os membros eram irritantemente silenciosos eles tinham o dom de apagar por completo suas presenças.

- Andy Lee!- Onew exclamou sobre o impacto da tensão.

O belo homem encarou a todos prolongando seu olhar em Key.

- Estava por perto vi uma movimentação suspeita resolvi checar.

- Eu posso explicar – adiantou o líder – ele foi atacado por um demônio e deixado a beira da morte...

Andy Lee moveu seu olhar de Key para Onew um sorriso debochado se alargando nos lábios.

- Ah puxa vida! Você por uma acaso não fez o que eu acho que fez?

- Como?! Não entendi.

- Está com ele na mira porque não atira de uma vez. –recomendou se dirigindo a Minho. – Vamos. Você é bom nisso que sei. Aperte logo esse gatilho. – incentivou.

- Não! Eu disse não!–vociferou Onew encarando Andy Lee, irritado.

- Posso saber por quê?

Houve um breve silencio, Onew respirou fundo refletindo em se confiaria ou não em Andy Lee afinal ele era o preferido de Eric.

Lançou uma rápida olhadela para os companheiros depois voltou encará-lo tentando enxergar através de seu semblante risonho alguma luz, uma maneira de se livrar de toda a merda que a essa altura já imaginava ter feito.

- De algum modo... Sou responsável por tudo isso... Se ele morrer agora não vou me perdoar.

- Ótimo. – Ele sorriu. - Continua o mesmo emotivo de sempre. - Com um franzir de cenho prosseguiu. - O nome dele é Key. Onew ordene que pare.

- Orde... Nar?!- repetiu confuso.

- Diga seu nome é peça para largar o mítico. Coloque bastante ênfase em cada palavra, considerando o que fez a ele, certamente... Vai Lhe obedecer.

*******

Um segundo depois Key recobrou a consciência impactada por uma voz autoritária que gritou dentro de sua cabeça. Seus braços cederam e o pequeno Momo se libertou. Key viu as costas de um menino ruivo correndo para os braços de outro, furioso, encarando-o como se quisesse matá-lo.

O que houve?!Pensou enquanto se deixava cair sentado. O eco persistia, aquela voz fazia-o tremer, odiou a sensação de ter sido dominado.

Tapou os ouvidos com força. E mesmo assim podia escutá-lo: - Key solte-o!

Confuso ergueu os olhos notou alguém perto, se retraiu quando uma mão tocou embaixo do queixo erguendo seu rosto.

- Como vai pequeno?Você hein sempre atraindo confusões. – Andy Lee riu um risinho torto, debochado ainda segurando seu queixo prosseguiu: - Pois bem. Eu lhe dou as boas vindas ao mundo dos guardiões, ou melhor, como os mortais costumam nos chamar, bem vindo ao mundo dos... Vampiros... Key.

 



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