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História Cão e gato - Capítulo 10


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Capítulo 10 - A casa tem olhos e ouvidos


- Vou ser testemunho no caso de Harry, para ter certeza que Cornélio não vá inventar nenhuma lei de última hora para incrimina-lo - assegurou Dumbledore vendo a ansiedade dos demais ali. - Arthur, você pode levar o garoto para o ministério, certo?

- É claro - confirmou o senhor Weasley.

A maioria dos que se encontravam ali (o senhor e a senhora Weasley, Tonks, Gui, Lupim e Quim) estavam sentindo um clima tenso e desconfortável na sala de jantar onde uma parte da Ordem fazia a pequena reunião. Todos notaram que o Diretor e Almofadinhas estavam irritados um com o outro pois era evidente a troca de olhares descontentes, mas para eles era apenas poque o velho não deixava o animago sair. Snape, que estava sentado ao lado do namorado, acariciava a mão do mesmo, debaixo da mesa, para tentar mante-lo calmo pois sabia que o motivo da briga deles era exatamente ele.

- Acho que, como padrinho, eu deveria acompanhar Harry - disse o Black. - Ele precisa de apoio moral.

- Isso ele está recebendo de todos aqui - argumentou Alvo em tom calmo, embora seu olhar duro não dissesse a mesma coisa. - Um cachorro chamaria a atenção de pessoas como o Malfoy e a essa altura, creio que Rabicho já tenha informado os comensais de que você é um animago.

- Mas... - começou Ninfadora com dó do primo - nenhum comensal, pelo menos os que temos conhecimento, trabalha na área em que o Harry vai ser julgado. Minha chefe...

- Ainda assim, melhor não arriscar - ele disse.

- Então eu levo o Potter - o pocionista falou enquanto sentia o amado apertar ainda mais sua mão, provavelmente se segurando para não dar uma resposta mal criada. - Assim poderia mandar Lúcio e sua companhia ficar de boca fechada. Além disso, seria bom para o garoto ficar perto de Sirius.

- Vocês dois juntos? Já disse que não quero... - Dumbledore interrompeu-se assim que notou que elevou sua voz e todos encaram o surpresos. Não se culpava por perder a calma assim, o Black estava pedindo por isso. Respirou fundo e ignorou os olhares dos outros. - É importante Severo, e você sabe disso melhor que todo mundo, manter você como o Vilão. Se notarem essa "aproximação" - fez aspas com os dedos - de vocês, isso pode colocar tanto a sua vida como a dele em risco, além de todo nosso trabalho.

- Como se todos nós já não corresse-mos riscos constantemente - Sirius retrucou. - Harry...

- Ele vai ficar bem com Arthur, companheiro - Quim interviu, assim que viu o clima ficar mais pesado ainda, dando tapinhas amigáveis no ombro do ex-prisioneiro. - Esse assunto já está encerrado? Ótimo, ora de cumprir-mos nossa ronda - ele encarou os demais dando, quase que mentalmente, um sinal que era hora de se retirar. 

- O que? - a metamorfomaga conferiu as horas em seu relógio de pulso. - Mas ainda está tão cedo...

- Vamos Tonks - shacklebolt puxando a amiga pelo casaco que ela usava. - Boa noite pessoal.

Os outros também se levantaram e se despediram de Dumbledore, então se retiraram dali também.

- Bem, agora que estamos sozinhos... - Dumbledore encarou Sirius que estava em pé a sua frente junto a Snape que parecia apreensivo. - Há algo que queira me dizer, Sirius? - ele perguntou gentilmente.

- Há muita coisa que eu quero te dizer - retrucou apertando os olhos em desafio, aquele velho sabia como irrita-lo.

- Sirius... - Severo o chamou hesitante. - Não vá fazer nada que vai se arrepender...

- Não se preocupa, ou não vou - o animago garantiu beijando a testa do amado. - Me espere no quarto, tudo bem? - Sorriu para ele tentando parecer tranquilo. 

Snape assentiu e baixou a cabeça ao passar por Alvo. Sem falar nada, ele os deixou a sós.

- E então?

- Não vamos fazer rodeios - foi direto. - O que é que você está querendo de Severo?

- Como você e todo mundo sabe, Severo é meu espião e, como vocês estão tão íntimos e comprometidos a ponto de fazerem pactos românticos de ficarem sem segredos um do outro - havia desprezo em sua voz -, ele provavelmente te contou que temos uma ligação importante e que não pode ser quebrada por um mero detalhe como um relacionamento temporário.

- Temporário? - repetiu com ironia enquanto cruzava os braços e apoiava o quadril contra a mesa. - E que bela maneira de dizer que ele é seu escravo.

- Fico feliz que reconheça que ele me pertence - Alvo disse docemente, quase como se suas palavras não tivessem importância, como se falasse de um mero objeto.

- Severo não pertence a você, tão pouco a mim ou a qualquer outra pessoa - retrucou com indignação. - Ele não é um troféu para ser disputado. Você diz que se importa com ele, mas nunca se importa com o que ele sente, não é? Já pensou alguma vez em todo esse tempo em perguntar se ele estava bem? Se estava feliz? - claro, o diretor não tinha resposta pois ambos sabiam que a resposta era não. - É, você nunca fez isso, mas mesmo assim acha que pode toma-lo como posse?

Snape, que estava atrás da porta escutando tudo, apenas para garantir que os dois iam ficar bem, sorriu com a declaração de seu amante. Era verdade, ninguém nunca prestava atenção em seus sentimentos, ninguém a não ser Sirius.

- Belas palavras, mas você está vendo que ainda sim está disputando ele comigo, não?

- Não, sabe por quê? - aproximou-se mais do mais velho para encarar de perto aqueles olhos azuis que pareciam penetrar sua alma em busca de provocações. - Porque apesar de não poder declarar ele meu, Severo me ama e isso vale muito mais do que uma posse, é algo que ele nunca sentiu por você, amor. Ele tem apenas uma divida que ele cumpre por amor a Lílian e você usa esse tipo de sentimento para manipula-lo - aproximou-se mais, agora de forma ameaçadora. - Você só está com raiva porque eu mostrei a ele que amar não machuca e então você não pode mais faze-lo de fantoche, não é? Agora que Severo finalmente percebeu que ama meu afilhado e não cuida dele apenas por ela. Nós finalmente temos uma família, ele está feliz, Harry está feliz, por que quer tirar isso deles?

- Você não entende, não é? - Dumbledore perguntou com desprezo. - Eu ficou feliz que as coisas se instabilizem para vocês, mas até quando vão conseguir manter as coisas assim? - o outro se mantel em silêncio. - Está vendo? nem você sabe. Então como planeja sustentar esse relacionamento? - novamente silêncio. - Logo isso vai acabar e Severo vai ter dois caminhos para seguir: ou ele vai se magoar com você como aconteceu quando ele amava Lílian e Tiago, então ele vai buscar consolo comigo, ou ele vai simplesmente cansar da monotonia  desse namoro e então você vai acabar magoado quando ver ele ir para cama com todo mundo novamente. Tudo que eu fiz foi proteger ele.

- Proteger de que?! De alguém que pode faze-lo feliz de verdade?!

- Proteger de pessoas como você, Sirius! - Dumbledore finalmente havia perdido a paciência. - Severo estava ótimo até você chegar e de repente você começa a colocar ideias de que em um futuro próximo vocês vão casar e... ter filhos! - repudiou com ódio. - Por que faze-lo acreditar em algo que você não pode cumprir? Isso é algum tipo de vingança por Tiago? Quer fazer o mesmo que ele Fez?

- Tiago está morto e eu jamais brincaria com os sentimentos de alguém que me ama como esse homem - retrucou o animago. - Além disso, não estou planejando um futuro utópico, estou planejando algo que nós queremos. E, ao contrário de você, eu quero dar algo melhor a ele do que a visão de se sentir amado é transar com todo mundo que te acha interessante. Mas por que você se importaria, não é? estava satisfazendo seus próprios prazeres, por que você iria reclamar? Você adorava isso e o seu irmão também já que Severo enchia o Cabeça de Javali de gente atrás dele - suas mãos tremiam de vontade de socar algo. - Para que reclamar quando os dois estavam lucrando com isso?

Alvo se conteve em responder, apenas respirou fundo e ajeitou suas roupas, como se nada tivesse acontecido.

- Não vou perder meu tempo discutindo com você, creio que doze anos em Azkaban afetaram sua cabeça - disse calmamente. - Vou deixa-lo por si mesmo ver quem Severo Snape é e então, quando estiver decepcionado com ele, talvez eu perdoe sua insolência.

Sem dizer mais nada, Dumbledore se retirou da sala.

O Black fechou o punho e socou a mesa fervendo de raiva.

Logo sentiu alguém o surpreender com um abraço carinhoso e mal pode ver que era Snape quando esse juntou seus lábios e, sem esperar, começou um beijo carregado de sentimentos. Sirius apenas fechou os olhos enquanto o outro invadia sua boca docemente, correspondendo o beijo intensamente devolvendo o abraço. O ato fez seu ódio sumir instantaneamente, assim como seu fôlego.

Separaram-se somente porque seus pulmões suplicaram por ar.

- Você não precisava ter feito isso por mim - disse o pocionista fitando-o nos olhos. Sua fala não tinha tom de orgulho ferido, mas sim de agradecimento. - Não vale a pena discutir com Dumbledore, mas ainda sim, muito obrigado por me defender.

- Ele não pode falar assim de você, ninguém pode dizer o que você é - respondeu com ternura enquanto acariciava os cabelos do menor com uma das mãos. - E você não precisa me agradecer, eu disse que cuidaria bem de você, não é? - sorriu para ele.

Sirius beijou sua testa e roçou seus narizes em um beijinho de esquimó arrancando uma risadinha do professor.

- Eu te amo...

- Eu também te amo - declarou-se apaixonado. - Vamos tentar dormir?

O animago puxou o para pegar em seu colo e os dois subiram para o quarto agarrados um no outro sentindo necessidade de nunca mais se soltarem.

 

                                                                         *

 

Harry foi inocentado...

Você deveria estar feliz por ele, disse uma voz em sua cabeça, mas a verdade é que Snape não estava só triste, ele estava desapontado também. Ao contrário do garoto, ele não queria voltar para Hogwarts, mas precisava estar lá perto dele.

A poucos minutos notou que um de seus maiores medos havia se tronado real: ele se apegou ao Potter, ele amava aquele menino. Não como deveria ser, apenas como o filho de pessoas que amou, ele passou a amar Harry como seu filho e isso aconteceu de um momento para o outro, assim como começou a amar Lílian e... talvez Tiago. Certo, sabia que tinha uma ligação especial com Harry, só não esperava começar a se ver em uma família com o garoto junto a si e Sirius.

Ah, Sirius... Como esse homem o mudou.

Não era uma mudança ruim, não para ele, seu amado apenas quebrou uma "casca de proteção" que havia criado para afastar as pessoas de perto de si pois tinha medo de se apegar a elas e depois ter de vê-las partirem. Porem o Black mostrou que esse medo não fazia sentido e o ajudou a perde-lo.

Harry foi inocentado...

Viu suas expectativas sumirem.

Todos os planos que tinha feito em sua mente não poderiam existir. Por alguns dias cogitou a possibilidade de fugir daquela guerra, de Dumbledore e Voldemort, e ir viver em um lugar distante com seu amado e o Potter. Um lugar onde Sirius pudesse sair e ver as estrelas, um lugar onde pudesse ensinar magia a Harry e cria-lo da maneira certa, coisa que os Dursley vieram se recusando a fazer durante catorze anos, com amor. Um lugar onde seu namorado pudesse ter inúmeros cachorros, animais que ele tanto ama e até Bicuço poderia sair para voar e caçar. Um lugar onde poderia criar o bebê que tanto estava desejando ter. Um lugar onde poderia engravidar e... 

Não, não fazia mais sentido planejar algo que não tinha como acontecer mais.

Aquela poção que Alvo o mandara preparar realmente estava mexendo com sua cabeça. Toda manhã quando descia para verificar a mistura, sentia-se tentado a bebe-la. O líquido rosa claro, transparente como água, tinha uma fragrância enjoativamente doce ao mesmo tempo que atraente. Claro que não era só o cheiro que o hipnotizava, era também a ideia de carregar uma criaturinha dentro de si, um presente que se sentia tentado a dar a Sirius por amar ele. Poderia dar a família descente que ele tanto queria...

- No que tanto pensa, meu Príncipe? - o animago perguntou divertido enquanto ajeitava as coisas no guarda-roupa, olhando de relance que o amado parecia perdido em pensamentos enquanto fazia caretas.

O pocionista piscou algumas vezes notando que quase tinha dormido, ele estava na cama debaixo das cobertas.

- Bebês... - respondeu distraído, logo sentindo suas bochechas corarem. Só porque pensava no assunto boa parte do dia, não significava que queria falar sobre ele. Não queria mesmo. - Digo... comensais, estou pensando neles e... no Lorde das Trevas e os planos deles... só isso.

- Certo - Sirius sorriu o fitando. - Que tal me dizer a verdade?

Snape suspirou pesado e jogou os cobertores para o lado, levantando-se da cama e caminhando até o amado em passos lentos, o abraçando por trás enquanto apoiava o queixo no ombro do mesmo.

- Você também está sentindo isso? Essa decepção.

- Estou - respondeu honesto pousando uma de suas mãos sobre as do menor que envolviam sua cintura. - Mas por um lado, eu estou feliz - admitiu sem se virar para encara-lo, mas sabia que Severo lhe lançou um olhar confuso. - O lugar de Harry não é aqui e nem o meu. Não seria justo prende-lo aqui só para me manter e feliz. Por outro lado... - dessa vez o ex-prisioneiro virou o corpo e ficou de frente com o outro, suas mãos descansando sobre os ombros do mesmo que o encarava nos olhos - eu não queria que você fosse embora. Eu realmente cogitei a ideia de poder-mos sair daqui e viver uma vida de verdade,mas... - Sirius sorriu triste. - Dumbledore tem razão, eu fantasiei muito um mundo que até então não está ao nosso alcance e com isso, eu acabei te machucando também, não foi?

O professor de poções o encarou surpreso. Ele se sentia culpado por sua tristeza?

- Claro que não! - retrucou irritado agarrando o rosto do maior para faze-lo olhar no fundo de seus olhos. - Escute uma coisa Almofadinhas e jamais tire isso da cabeça: você nunca me fez infeliz e nunca me machucou. Aquelas brigas foram meros detalhes e... Que casal não briga? Só coloca uma coisa na sua cabeça - aproximou mais seus rostos de modo que Snape teve que se erguer um pouco mais porque o Black era consideravelmente maior que ele. Seu amado o encarava com atenção. - Você disse que não estava disposto a abrir mão de mim, por isso não vamos deixar nos influenciar por coisas que aquele velho caduca disse - ele finalmente sorriu. - Vamos ter um futuro muito feliz juntos você, eu e Harry, não importa o quanto demore ou o que aconteça. Eu não posso garantir que lá fora vai ficar tudo bem, mas aqui dentro eu posso, por isso, confia em mim meu amor, vai ficar tudo bem.

Sirius estava chocado, nunca vira Snape assim antes, tão determinado em fazer as coisas darem certo. 

Ele me chamou de meu amor...

Nunca pensou que veria um sonserino sair da zona da verdade e se arriscar no talvez de certo.

Ele me chamou de meu amor...

Aquela declaração fez seu coração e corpo aquecer e Sirius se sentiu completamente seguro e apaixonado.

Meu amor...

- Você está certo - disse docemente o olhando com carinho, sorrindo com amor. - Vamos fazer dar certo e vai ficar tudo bem - juntou suas testas. - Então você... - seu rosto ruborizou embora ele não estivesse realmente envergonhado - pode me chamar de... meu amor, de novo?

- Claro, meu amor... - Snape sussurrou em seu ouvido com ternura. 

Eles passaram um tempo abraçados até o maior se manisfestar.

- Mas por que você tem pensado tanto em bebês?

O rosto do pocionista tornou a esquentar. Por que se sentia envergonhado em falar disso?

- É só que... -escondeu seu rosto na curva do pescoço do amado, deixando um longo suspiro escapar. - Não sei, você não ficou um pouco ansioso com a ideia?

- Fiquei, mas vamos deixar as coisas acontecerem no seu tempo, não é? - o animago sorriu enquanto acariciava os cabelos do outro. - Já consegue imaginar nossos Snapezinhos correndo pela casa?

- Blacks, por favor - pediu se afastando um pouco para poder encara-lo. - Tudo que eu menos quero é que meus filhos tenham o sobrenome do meu pai.

- Tudo bem - ergueu as sobrancelhas abrindo um sorriso ainda maior quando uma ideia passou por sua cabeça. - Então você também quer ter meu sobrenome? - perguntou vendo o pocionista assentir um tanto tímido, coisa que não era de seu feitio. - Então se você vai ser meu Black, tem que se vestir como um - ele soltou o namorado e voltou a mexer no armário, dali puxando um belo robe verde escuro com belos detalhes em prata, no peito gravado o brasão da família Black. - Minha família me fazia usar isso quando tinha-mos visitas que dormiam aqui em casa com a gente, por tanto, senhor Black - ele adorava ver os olhos do pocionista cintilando, esse parecia apreciar o presente - tem que estar vestido corretamente.

Sirius retirou a camisa branca que Severo usava (sua capa estava jogada em algum lugar do quarto) e vestiu o robe grosso de tecido caro no mesmo, fazendo o dar uma voltinha para admirar melhor o corpo dele que agora parecia mais sexy do que nunca. Era uma bela combinação de pele clara em contraste com o tecido escuro. Pensamentos maliciosos passaram por sua cabeça enquanto vislumbrava a visão do homem a sua frente.

- Como estou? - questionou Snape divertido ao ver o desejo transbordar dos olhos do ex-prisioneiro, parecia que ele iria começar a baba a qualquer segundo.

- Perfeito -respondeu apreciando-o. - E que tal se o senhor Black me desse a honra de toca-lo?

Snape sorriu malicioso e agarrou os cabelos de Sirius para aproximar seus rostos e selar seus lábios de forma desejada, deixando o beijo intenso já no começo. Não demorou para sentir as mãos de Sirius começarem a deslizar e apalpar seu corpo com safadeza e não tardou a fazer o mesmo, arrancando gemidos do animago.

- Espere - disse separando suas bocas vendo o menor o encarar confuso. - Se vamos transar, precisa ser em um lugar especial.

- O que você está pensando em aprontar dessa vez? - perguntou curioso ao mesmo tempo que animado. Aventuras sexuais sempre o interessavam, não importava o que fosse.

- Como eu te declarei um Black, acho que não seria ético da nossa parte não fazer amor em todos os cômodos da casa - explicou vendo Snape o encarar com mais desejo, provavelmente imaginando coisas que nem passariam pela sua mente, as famosas surpresas dele.- Infelizmente nós temos muitas visitas e a noite é bem menor do que a casa dos meus pais. No entanto, podemos ir a um lugar especial, o que acha?

Severo assentiu ansioso e então Sirius pegou sua mão e os guiou para fora do quarto. Eles desceram até o primeiro andar e adentraram a sala de visitas, onde ficava a amada tapeçaria da família do amado. Snape entendeu o que ele planejava ali, enlouquecer a pobre mãe. Enquanto o animago lançava feitiços na porta para não serem interrompidos, Snape deixou o robe deslizar um pouco para seus ombros ficarem a mostra, agradando o outro.

- Você realmente não tem vergonha na cara, Almofadinhas, muito menos respeito - provocou-o.

- Isso é verdade - concordou deixando a varinha sobre o criado mudo e guiando o pocionista para encosta-lo na parede. - Mas você também não tem muita vergonha, não é mesmo Príncipe? 

- Não mesmo.

Snape puxou o Black para outro beijo árduo e luxuoso, invadindo a boca no animago com vontade, sentindo-o apertar seu quadril com força e prensar seus corpos.

Não demorou muito para Sirius deixar os lábios do menor, que já estavam tão avermelhados e inchados quanto os seus, e começar a trilhar beijos e lambidas junto a mordidas pela bochecha do menor, logo descendo para seu maxilar e pescoço, além de ombros e clavícula, deixando uma trilha de saliva pela pele alva do namorado que suspirava e gemia baixinho.

Certificando-se de que Severo estava sentindo prazer com aquelas carícias, tratou de fazer marcas carinhosas no pescoço e nos ombros dele, logo desfazendo o laço do robe e abrindo-o. Afastou-se um pouco para ter a bela visão do amado e agarrou as coxas desse para segura-lo no  colo, usando a parede como apoio para ajuda-lo, sentindo Snape apertar seus ombros. Aproveitou que o menor agora estava um pouco mais alto que ele e abocanhou o mamilo de Snape que gemeu mais alto dessa vez, fechando os olhos para aproveitar o estimulo que sentia naquela parte sensível de seu corpo. 

O Black sentiu seu membro latejar sob a roupa que agora parecia duas vezes mais apertadas, podia sentir também o outro duro como pedra,seus corpos estavam fervendo de ansiedade para se sentirem sem as barreiras que eram suas roupas.

Almofadinhas voltou a colar suas bocas necessitado de outro beijo quente enquanto Snape arrancava suas vestes superiores, expondo o corpo tatuado do namorado, arranhando com fervor e luxuria o peitoral e as costas dele. Uma das mãos de de Severo agarrou o pênis enrijecido por cima da roupa do Black que gemeu contra seus lábios, começando a masturba-lo em um ritmo lento e torturante apenas para provoca-lo. Seus joguinhos eram sempre excitantes.

Seus corpos começaram a clamar por alivio a medida que as carícias se tornavam mais intensas.

Sirius deixou Severo tocar o chão novamente e ambos tiraram as o restante das roupas, exceto que o pocionista continuou com o robe porque não seria agradável sentir suas costas desnudas raspando na parede. O ex-prisioneiro tornou a segurar o professor no colo, apertando uma de suas coxas com vontade a ponto de deixar a marca da sua mão e arrancar um gemido manhoso do mesmo. Pegou sua varinha e murmurou um feitiço que fez Snape estremecer ao sentir-se molhado por dentro, a sensação de sentir algo gelado em seu canal quente era muito boa.

O maior jogou a varinha de lado e segurou o outro firmemente enquanto guiava-se para dentro do mesmo que gemia manhoso já pedindo por mais. Olhou-o nos olhos para pedir autorização a Snape que concedeu-a com o olhar. O Black também gemeu quando seu pênis foi apertado pelo interior de Severo que cravou as unhas nas suas costas. Começou a se mover em um ritmo gostoso, embora um tanto lento, e forte arrancando gemidos dos dois que já tinham as mentes nubladas de prazer. Claro que não demorou para as estocadas ficarem mais rápidas e fortes, tudo a pedido de Snape que revirava os olhos enquanto o amado o saciava, o masturbando na mesma velocidade das investidas. Aquilo realmente estava o levando a loucura, então passou a morder o pescoço do animago com força para deixa-lo com marcas evidentes.

Os dois chegaram ao ápice juntos, se deliciando com os orgasmo intenso que um proporcionou ao outro. Seus corpos escorregaram pela parede e ambos estavam no chão quando finalmente abriram os olhos para se encarar, Sirius ainda dentro de Snape. Suas bocas estavam entreabertas e seus peitos arfantes, os pulmões procuravam por ar enquanto seus corpos moles relaxavam.

Iniciaram um beijo caloroso que não pode durar muito pois o fôlego não os permitiu, então sorriram um para o outro amorosamente.

- Isso foi... - começou Severo com um sorriso de satisfação - incrível.

- Se essa é a vida que uma pessoa casada tem, então eu quero casar com você logo - disse Sirius dando-lhe um selinho, acariciando sua bochecha com os nós dos dedos. - Meu Blackzinho...

- Mas a noite ainda não acabou.

- Você quer mais? - perguntou surpreso.

O pocionista abraçou o corpo do ex-prisioneiro e começou a beijar e mordiscar o pescoço do mesmo.

- Vamos para a cozinha... - pediu manhoso.

- Não podemos descansar um pouquinho? - perguntou sentindo o menor sentar em seu colo, provocando-o com leves reboladas.

- Você disse que queria transar em todos os cômodos dessa casa - repetiu com um sorriso carregado de malícia, empurrando o peito do Black com certa brutalidade para que ele se deitasse no chão. - A noite está longe de acabar, cãozinho.

- Socorro.

 

 

 

- Severo - Moody o chamou.

O professor, sentindo-se extremamente sonolento embora já fosse quase onze da manhã, encontrou o auror no corredor. 

- Já terminei todas as poções que você pediu - disse educadamente, mas não sentia a menor vontade de conversar com aquele homem. - Estão no escritório.

- Certo, obrigado, mas não é sobre isso que eu queria falar com você - Alastor falou enquanto seus dois olhos focavam em Snape que encarou-o indiferente. - O que está planejando com Sirius?

- Que?

- Você sabe perfeitamente do que estou falando - bradou. - Eu te conheço perfeitamente Severo, sei que não é o tipo de pessoa que se apega em um relacionamento, principalmente com a pessoa que todos sabemos que foi seu rival por muitos anos. Então, o que está pensando em fazer com Sirius?

- Me conhece perfeitamente? - repetiu com indignação e ironia. - Será que não passa pela cabeça de vocês que as pessoas mudam e se apaixonam? Não que eu te deva satisfação da minha vida, mas eu estou apaixonado pelo Sirius.

A declaração fez suas bochechas ruborizarem com violência. Não que aquele fato o envergonhasse, mas era a primeira vez que estava dizendo a alguém com quem não tinha a menor intimidade que amava o Black. Para sua surpresa e confusão, Olho-Tonto sorriu.

- Era isso que eu queria ouvir - Moody disse tranquilamente. - Então, é melhor os dois tomarem cuidado, Dumbledore está de olho nos dois.

- Ele pediu para você nos observar? - perguntou um tanto chocado.

- Não sou só eu a quem ele pediu, essa casa em si tem olhos e ouvidos muito bons.

Dito isso, o homem mais velho apontou com o olhar para uma porta e saiu andando, batucando sua bengala no chão. Severo encarou a porta tentando entender, aquele era o quarto onde Harry e o amigo Weasley dormiam, o que tinha demais ali?

Abriu a porta e adentrou o cômodo que não era muito aconchegante para um quarto de visitas. Não havia muita coisa ali, porem estava bem bagunçado com as coisas dos garotos esparramadas pelas camas e pelo chão. De cima do armário, duas corujas o observavam, a menor piou alegre como se estivesse o cumprimentando. De repente uma risada debochada foi ouvia, olhou em volta e não tinha ninguém ali, então sua atenção se voltou para o quadro vazio.

Era isso... Alvo estava usando um dos ex-diretores para observar o Potter e aproveitou disso para observar a ele e a Sirius também. Certo, talvez o velho estivesse o provocando a ponto de sentir vontade de ir ao escritório dele nesse exato momento para tirar satisfações, quem ele achava que era para controlar sua vida daquele jeito?

- Já está pirando - a voz disse dando outra risada debochada. - Devo dizer algo a ele?

Aquela pergunta não era para Severo.

- Fineus... - murmurou para si mesmo, logo cerrando os punhos raivoso. - Diga ao Alvo que se ele tem algo para reclamar comigo, que venha dizer na minha cara.

Minuto de silêncio.

- Ele mandou dizer que está ocupado demais recusando sua candidatura para professor de Defesa Contra Artes das Trevas.

- Então diga a ele para pagar meus dois meses de salário que ele atrasou! - retrucou irritado franzindo a testa.

- Dumbledore mandou dizer que você não deve falar desse jeito porque ele não é tuas negas - o ex-diretor tornou a rir, estava se divertido com a briga. - Se fosse comigo eu não deixava. Ah, Alvo também manda dizer que você fica muito fofo quando está irritado.

- Diga a ele... - Snape parou de falar assim que ouviu passos no corredor, resmungos que provavelmente eram de Monstro. Então lembrou-se que precisava resolver o problema do elfo. - Diga a ele para parar de me tratar com se eu tivesse três anos.

- Falou para você parar de agir como se tivesse três anos... Não era para dizer isso? Bom, então ele não disse para você parar de agir como se tivesse três anos. Ele mandou dizer também que te ama e que quer seu bem.

Severo suspirou cansado só de pensar que teria de ir para a casa dos Malfoy, com isso poderia encontrar o Lorde das Trevas e com isso teria que... Não, era melhor não pensar nessa parte. Embora, se entregasse-se a ele, talvez ganhasse mais confiança de Voldemort.

Teria de fazer um sacrifício.

- O bem maior... o bem maior... o bem maior... - Fineus sussurrava como se fosse uma voz em sua cabeça.

- Cala a boca! - disse irritado, já havia tomado sua decisão, era realmente por um bem maior. - E diga a aquele velho que eu também o amo.

Apesar de tudo, não conseguia sentir raiva de Dumbledore, não raiva de verdade.

Retirou-se do quarto ignorando os bruxos que estavam no hall de entrada e os gritos do quadro da Sra. Black.

Quanto mais rápido acabasse com aquilo, melhor seria para todos.

Pense em Sirius, pense em Harry... É por eles que você está fazendo isso...

 

 

 

 

  

 

 

 


Notas Finais


Desculpe a demora, acabei me enrolando com a vida, emfim, isso é tido pessoal <3
(Prometo que o próximo capítulo não vai demorar tanto)


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