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História Caos - Capítulo 1


Escrita por: ProjetoAOP e __Nakamura

Notas do Autor


Opa, fala pessoal, antes da leitura queria avisar que esse One pode conter gatilho para algumas pessoas, se não gosta desse tipo de conteúdo vou pedir que pare por aqui e vá ler outras histórias do projeto.

E só isso mesmo, até as notas finais

Boa leitura 🌹

Capítulo 1 - Capítulo único


  Em um segundo aquela luz atrativa da qual sentia tanta falta se fez presente, pintando um lindo quadro nos olhos esmeraldas que refletiam o caos a sua frente. A cena que presenciava era magnífica, digna de um quadro no qual nem mesmo os melhores pintores que conhecia poderiam retratar a intensidade dos sentimentos que o artista trouxe à tona, demonstrando não somente a sua realidade caótica ou sede por desordem, como também uma grande confusão barulhenta a seus pés.

   Abaixo de si tantos gritavam de dor, enquanto a maior ameaça antes daquela fumaça preta invadir seus pulmões se desintegrava em chamas, cumprindo o objetivo daquela que tinha a joia em seus olhos brilhando de animação ao presenciar aquela cena.

   Céus, por que Luciano implicou tanto com sua ideia? Era tão lindo! Tinha feito arte, uma escultura que se bem retratada venderia milhões de cópias. Implorariam e pagariam milhões… não! bilhões para ter o original. Por mais que no processo o escultor pudesse perder um pouco de pele para as chamas, e desenvolver algum problema pela fumaça tóxica que consumia o ar próximo, valeria a pena para qualquer artista que ousasse retratar tal beldade. Valia a pena para Erin.

   Ah, falando na tão conhecida fumaça, já podia sentir a dificuldade de respirar que fazia doer a garganta, e os olhos esverdeados mostravam nitidamente a vermelhidão que deixava aquele verde mais vivo em suas íris irritadas pelo ar tóxico. Mas, mesmo assim, continuava incansavelmente com um brilho incompreensível que era ofuscado pelas lágrimas nada bem vindas em seus olhos. Elas estavam atrapalhando a contemplação de sua própria obra!

   Mais um estrondo, e a luz brilhou novamente a sua frente. Oh! Tinha acertado algo inflamável mais embaixo, pois o prédio tremeu, fazendo os cabelos ruivos voarem pela janela e a próxima granada em sua mão voar para fora deixando o pino que já estava quase retirado entre seus dedos, tamanha intensidade do tremor.

   Dessa vez, diferente das outras, sentiu um ardor incomum sobre as palmas cobertas por luvas sem dedo, pôde sentir a queimação de seus dedos até os cotovelos entrando em contato com a pele sem proteção de forma agressiva sem aviso prévio, e deixando-a agitada em segundos. 

   Doía. Doía muito, de uma forma conhecida. A dor de queimadura, do fogo deformando sua pele em uma quantidade preocupante de calor.

   Por um momento aquele olhar confiante que admirava aquela tão bela arte do caos se abalou, revelando de forma perigosa uma preocupação em meio ao ápice de sua loucura.

   Estava preocupada com o que estava fazendo, preocupada em como ficaria depois daquilo; se valia a pena arriscar sua vida pela arte; se aquela dor e sofrimento que causava tinham algum significado além de sua própria loucura incontrolável, além da vontade insaciável de trazer o caos e a desordem que tanto lhe acolhiam para o resto do mundo.

   Aquilo realmente lhe fazia bem?

   Ainda sentia aquele ardor incômodo e desnorteante em seu braço, com um fogo que passaria a consumir suas roupas em segundos, e em um último flash de lucidez uma única frase lhe veio à mente:

   “Vamos fazer Kaboom!”

   E ela faria. Ela iria saciar sua sede, faria a maior e melhor obra de sua vida, seria lembrada por aquela explosão histórica que ficaria marcada na memória, nem que seja da ordem, mas com toda certeza lembrariam de todas as vezes que Erin Parker fez Kaboom.

   E assim, pensando que finalizaria como uma Supernova, a mulher colocou novamente todas aquelas granadas em seu colete, se aproximando da janela do último andar daquele prédio, e tirando o pino de cada uma delas ao se sentar no batente com os fios ruivos voando junto a fumaça preta. Podia sentir sua consciência se esvaindo após ter inalado tanto daquilo, podia sentir o calor do fogo sobre si ao olhar para baixo. Era lindo! E agora era hora do Gran Finale. 

   Aquilo não precisava ser eternizado com uma pintura ou escultura, seria eternizado na memória de todos aqueles que vissem o estrago que fez, que vissem aquela explosão e que ouvissem seu nome.

   Estava sendo eternizado pela mulher que, sem hesitar um segundo, se jogou daquele prédio tendo o caos abaixo como abrigo, acolhendo-a na queda ao sentir tudo aquilo explodir ao seu redor.

   Afinal de contas, ela sempre fez parte do caos. Sempre foi o caos.


Notas Finais


Opa, antes de acabar eu não podia deixar de agradecer a nossos queridos @Xubas e @Nara_S_Cohen que foram responsáveis pela betagem incrível e essa capa maravilhosa, obrigado, vocês arrasam sempre!

Foi isso, obrigado por ler e até a próxima! 🌹


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