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História Caos e Flores - Capítulo 1


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Notas do Autor


Depois de muito tempo, resolvi escrever uma nova fanfic para que este momento difícil (pandemia Covid-19) que nos acometeu passe mais tranquilamente. Espero que gostem e não esqueçam que a melhor forma de prevenção é ficando em casa. Cuide de você e dos outros.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo 1


Prólogo

 

Por cima dos grandes pinheiros cobertos de neve, uma nuvem escura percorreu o céu de Storybrooke na madrugada de sexta-feira. Quando o relógio da alta torre marcou 3h, a fumaça pairou sobre a cidade por alguns instantes até se dissipar completamente, como se nunca estivesse ali. Gotículas de água pingaram dos pinheiros, dos galhos mais altos até os mais rasteiros, produto da neve que lentamente se derretia. No interior da torre do relógio, um portal se fechou tão rápido quanto se abriu enquanto os moradores da pequena cidade do Maine dormiam.

 

*

 

Capítulo 1

 

There is a fine line between recklessness and courage […] It's a long way, and in every contradiction. Seems to say it's a game that your bound to loose

 

(Existe uma linha sutil entre imprudência e coragem [...] É um longo caminho onde cada contradição parece dizer que isto é um jogo que você está destinado a perder)

 

 

Não passava das 5h30 quando Regina chutou as cobertas durante o sono. Não demorou muito mais até que ela acordasse e desligasse o aquecedor. Cerca de trinta minutos depois, desistiu de dormir e se levantou. Ao abrir a janela do quarto, ela precisou cerrar os olhos para enxergar algo além do sol que brilhava lá fora. As ruas estavam limpas, as árvores tinham os galhos nus e a neve que esteve cobrindo tudo durante as últimas semanas já não era mais vista.

Sentindo o mau cheiro que vinha de si, Regina arrancou as roupas e jogou-as no cesto. Ela, que sempre prezou pela água quente, optou por um banho gelado pela primeira vez desde que chegou a Storybrooke. Após um longo banho, enquanto secava o corpo, vasculhou o guarda-roupa até encontrar uma camiseta que não se parecesse com um pijama, mas que fosse fresca o bastante para a temperatura do dia. Experimentou algumas saias, mas todas eram justas demais, então pegou um short de malha que costumava usar quando praticava exercícios em casa.

Enquanto descia as escadas, sentiu o cheiro do café.

- Henry? – chamou.

- Aqui, mãe.

- Você já deu uma olhada lá fora? Não tem um fragmento de gelo e esse calor...

Regina parou de falar quando entrou na cozinha e encontrou o filho de doze anos sentado na bancada tomando um copo de leite enquanto a mãe biológica, Emma, estava escorada na bancada segurando a cafeteira.

- Ei, Regina. Espero que não se importe por eu estar aqui tão cedo, mas é que...

Emma também parou de falar quando se virou e encarou Regina. Não pela visão da mulher em si, com quem ela se encontrava rotineiramente desde que finalmente se entenderam e passaram a compartilhar a guarda de Henry, mas por algo que – ela achava – não deveria estar ali, mas estava.

Regina levou a mão à frente do short quando percebeu que era lá que os olhos de Emma haviam pousado. Emma, por sua vez, parecia assustada. Seus olhos arregalados se moveram para o chão e lá ficaram enquanto as palavras morriam na boca.

- Henry, vá tomar o leite na sala – Regina pediu.

O menino, aéreo à tensão que se instalou no ambiente, passou sorrindo pela mãe, desejando-lhe bom dia.

Sozinhas no cômodo, Regina manteve as mãos à frente do short enquanto a outra mulher percorria cada linha da madeira escura entre os pés de Regina e os seus próprios pés.

- Acho melhor eu ir – Emma colocou a cafeteira sobre a bancada e deu alguns passos à frente, mas a porta do cômodo foi fechada antes que ela conseguisse atravessá-la.

Regina, que há anos não usava seus poderes no dia-a-dia, trancou o cômodo com apenas um gesto da mão.

- O que você vai fazer? – Emma perguntou erguendo os olhos com mais do que apenas susto explícito, havia uma centelha de medo.

- Eu preciso que você me prometa que não vai contar a ninguém o que viu – Regina disse em voz baixa, mas firme.

- Eu não sei o que vi.

- Emma... – Regina suavizou a voz – Por favor.

Momentaneamente esquecido, o calor se fez lembrar quando uma gota de suor escorreu pela testa de Regina. Suspirando, ela caminhou até o outro lado do cômodo e abriu uma janela e a porta que dava acesso ao jardim. Com as mãos longe do short, foi para lá que os olhos de Emma vagaram novamente.

- Eu não vou contar.

- Eu também preciso que você pare de olhar.

Emma se virou de costas e colocou as mãos sobre a bancada.

- Isso é um... Digo, isso aí é um...

Regina não pensou que Emma conseguiria completar a pergunta e, não fosse pela imensa vontade de chorar, ela teria zombado da mulher. Mas, então, ela encarou o volume no short por um tempo e respondeu.

- É um pênis, sim.

Emma se virou de frente com os olhos novamente arregalados.

- Como?

Regina tornou a usar as mãos para fugir da curiosidade da outra mulher.

- Você se esqueceu que eu não sou desse mundo?

Emma balbuciou outra série de questionamentos, mas Regina não os respondeu. Em vez disso, ela se serviu de uma xícara de café e tomou tudo em dois goles, ali mesmo. Depois saiu do cômodo relembrando Emma de que ela havia feito uma promessa.

No quarto, Regina se jogou na cama e afundou o rosto no travesseiro. Se Emma for tão boa em guardar segredos quanto a sua mãe – ela pensava –, a cidade toda ficaria sabendo em apenas algumas horas. Tanto quanto era uma realidade na Floresta Encantada, os moradores da cidade não sabiam muito sobre magia e natureza. Aquilo apenas alimentaria o nojo que muitos já sentiam por ela.

Com o próprio pênis, porém, Regina nunca teve problemas. Era apenas um membro do seu corpo. Ela até mesmo pensou que todas as mulheres tinham pênis até que, aos dez anos de idade, entrou sem bater no quarto da mãe e a viu se trocando. Foi então que Cora lhe explicou que poucas meninas – muito poucas – tinham um pênis, já os homens, em sua maioria, o tinham. As únicas pessoas que sabiam deste detalhe sobre o corpo de Regina eram sua mãe, seu pai, seu filho e os parceiros sexuais que teve na vida. A maioria dessas pessoas estava morta, quanto às que estavam vivas, Regina confiava que nunca falariam. Ela só dormia com alguém quando tinha essa certeza e isto era algo que ela não tinha em Emma. 


Notas Finais


É a primeira vez que escrevo G!p. É totalmente ficção e nada embasado na realidade. Espero que tenham gostado e que continuem comigo para conhecer o desfecho da história.


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