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História Caos e Flores - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo 2


How many people stand in a line? How many people never get a chance to shine? [...] How many people have died? [...] How many people have cried?

 

Quantas pessoas ficaram em uma linha? Quantas pessoas nunca tiveram a chance de brilhar? [...] Quantas pessoas já morreram? [...] Quantas pessoas te fizeram chorar?

 

Ainda afastada de seu cargo na prefeitura desde a quebra da maldição, Regina passava os dias lendo na biblioteca de casa ou na poltrona do quarto. Quando se cansava, experimentava receitas que via na internet. Era isso que ela estava fazendo na tarde de terça-feira. Naquela manhã, ao enviar Henry para a escola, ela pediu que o menino pedisse para que a mãe biológica fosse até lá para o café da tarde, pois precisavam conversar. Após a aula, o menino passaria o dia com o avô, que estava de licença paternidade, e o tio recém-nascido. A receita escolhida por Regina foi uma broa de berinjela. Ela tinha certeza de que aquilo ficaria ruim desde o momento em que misturou a massa, mas se comprometeu a terminar.

No forno pré-aquecido por quarenta minutos, a broa ficou pronta e esteticamente agradável no mesmo momento em que a campainha tocou. Regina colocou a assadeira sobre a bancada e correu para atender a porta. Com Emma já ciente de sua condição, ela não se preocupou em vestir algo mais justo, que disfarçasse o volume. Apenas de short jeans frouxo e blusa de seda, ela conferiu pelo olho mágico, tendo certeza de que a loira estaria nervosa do outro lado. No entanto, a imagem que teve foi de Ruby enrolando os cabelos.

- Abra logo, Regina, sei que está em casa. Estou sentindo o seu cheiro.

Regina rolou os olhos com graça e abriu a porta.

- Você nunca cansa de farejar?

Regina acenou para que Ruby entrasse e a conduziu até a cozinha.

- Está cozinhando?

- Fiz broa de berinjela, mas ainda não provei. Aceita?

- Uhum – Ruby pegou um lugar na mesa – Aceito uma água também.

Regina serviu algumas broas em um prato e o colocou sobre a mesa junto de uma jarra de água gelada. Ruby se serviu imediatamente.

- Não que eu esteja reclamando da visita, mas o que você está fazendo aqui? – Regina perguntou ao se sentar de frente para a loba.

- Você está sentindo o calor que eu estou sentindo?

- Eu tirei a poeira do aparelho de ar – Regina respondeu rindo.

- Estamos ficando sem energia no bar. A vovó acha que é por causa do tempo e me pediu para verificar a usina, mas está trancada. As chaves estão com você?

- Não. Estão na prefeitura, mas a Snow precisa te autorizar a entrar e te disponibilizar um técnico.

Ruby suspirou e mordeu um pedaço da broa.

- Eu acabei de sair da prefeitura e a Snow me disse que não sabe da chave. Aliás, ela sequer sabia que temos uma usina aqui.

Regina rolou os olhos.

- Como ela pensava que a energia era gerada?

- Por magia, provavelmente – Ruby debochou – Você acha que ela me consegue um técnico ainda hoje?

- Diga para pedir ao Max, o telefone dele está na agenda. E diga a ela que todas as chaves ficam suspensas em um mural na sala de reunião, mas o Max tem uma cópia desta. Ele é o responsável pela usina.

- Obrigada! – Ruby se levantou pegando mais uma broa e deu um beijo no rosto de Regina – Isso está uma delícia. Parabéns. Me manda a receita por e-mail, quem sabe a vovó tope vender na lanchonete. Precisamos atualizar o cardápio.

Regina acompanhou Ruby até a saída. Quando abriram a porta, o carro de Emma estava estacionado do outro lado da rua.

- Eu a enrolo por dois minutos enquanto você se troca – Ruby falou dando um abraço em Regina e fechando a porta. Do outro lado, Regina suspirou. Ela queria ter mesmo que se trocar, porém Emma já sabia de tudo.

Quando a campainha tocou novamente, poucos minutos depois, Regina abriu a porta segurando o prato de broas.

- Espero que goste – ela falou tentando sorrir como forma de cumprimento.

- Ruby estava aqui – Emma afirmou entrando na casa sem sequer olhar para o prato.

- É, eu sei. Por acaso esta casa é minha e ela estava fazendo uma visita – Regina resmungou caminhando até a sala e depositando o prato sobre a mesa.

- Ela te viu assim? – Emma perguntou apontando para o short de Regina.

- Sim, ela me viu assim.

- Isso significa que ela sabe... – Emma concluiu e ocupou um lugar no sofá. Regina também se sentou – Quem mais sabe?

- É justamente por isso que te chamei aqui. Você contou para alguém?

Emma negou com a cabeça.

- Eu disse que não falaria nada.

- Tendo a mãe que você tem, eu preferi checar.

- Quem mais sabe? – Emma insistiu.

- Henry, Ruby, Tinker, Malévola, Ratched e Blue – Regina contou nos dedos – Ah, e, claro, o Rumple.

- Henry sabe? – Emma perguntou com os olhos arregalados.

- É claro que sabe, Emma. Ele é meu filho, nós moramos juntos.

- E como todas essas outras pessoas sabem?

- Circunstâncias diferentes – Regina respondeu colocando uma almofada no colo, começando a se sentir desconfortável – Você sabe que eu não tenho a obrigação de te esclarecer nada, não é? É o meu corpo e só diz respeito a mim. Aliás, essa sua cara assustada e todas essas perguntas me ofendem um pouco – Regina tentou ser cuidadosa para não parecer rude, embora fosse inevitável.

Emma encarou as próprias unhas por um tempo. Regina quase conseguia ver as engrenagens girando em sua cabeça.

- Eu sei. Eu só não sabia que era possível. É claro que eu tenho ciência da existência de corpos inter, mas eu nunca soube de um corpo biologicamente feminino com um pênis perfeito e funcional.

- E quem te disse que ele é funcional? – Regina perguntou e riu quando o rosto de Emma corou – Você andou pensando sobre isso?

Emma se levantou a caminhou até o outro lado, ficando de costas para Regina.

- Pensei um pouco, mas não desse jeito.

- Eu estou brincando, Emma – Regina a tranquilizou e bateu a mão no sofá para que a mulher retomasse o lugar.

- Me desculpe. Eu não pensei em como isso seria para você. Eu só estava curiosa. Você sabe, é um pouco estranho... Ao menos por aqui, nesse mundo.

- Também não é comum na Floresta Encantada, mas te explicar isso é mais informação do que você entenderia.

Regina pegou uma broa e experimentou. Não era tão ruim quanto ela pensou que seria. Emma também pegou uma para si.

- Gosto estranho, mas bom – Emma falou, finalmente perdendo a vermelhidão do rosto.

- Olha, Emma, eu reforço o pedido para que você não conte a ninguém. As pessoas já não gostam de mim. Eu não quero que isso, uma coisa tão íntima, seja de conhecimento público. Isso só importa para mim e para as pessoas que dormem comigo. Eu também espero que isso não atrapalhe o bom relacionamento que estamos tendo.

- É claro que não, Regina. Isso não tem nada a ver com a nossa amizade. Não interfere em nada.

Elas ficaram em silêncio por um tempo. Regina não sabia mais para onde encaminhar a conversa e Emma estava envergonhada demais com a sua falta de delicadeza para encerrá-la. Por fim, Emma apenas se levantou e caminhou até a porta.

- Ei – Ela se virou antes de sair, não conseguindo conter uma última curiosidade – Posso fazer mais uma pergunta?

Regina se virou suspirando.

- Claro.

- Se você e Ruby não são amigas...

- Só porque Ruby é amiga da sua mãe, não significa que não somos amigas – Regina interrompeu.

- ...Como é que ela sabe disso?

Regina pensou por um momento, tentando adivinhar o que Ruby acharia da revelação. Acreditando que a loba não iria se importar, deu de ombros e respondeu.  

- Ela dormiu comigo. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Não deixem de comentar e avaliar, é super importante.


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