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História Caos e Flores - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo 4


I needed loving, needed a friend. I needed something, that would be there in the end […] I knew you'd help me […] you knew I didn't want to be misunderstood […] I'm not after any special treatment […] I want to get inside to be with you

 

(Eu precisava de amor, precisava de um amigo. Eu precisava de alguma coisa que estaria lá no fim [...] Eu sabia que você me ajudaria [...] Você sabia que eu não queria ser incompreendido [...] Eu não estou atrás de um tratamento especial [...] Eu quero ficar lá dentro para ficar com você)

 

 

No domingo, Regina se assustou quando, ao preparar o café da manhã, percebeu que as flores do jardim dos fundos da casa, que começaram a crescer com o fim da neve, já estavam murchas. Trocando o pijama por um short de malha e uma blusa de algodão, ela pegou uma mangueira e se pôs a molhar a grama, as flores e as árvores que tinham ali. A sua macieira resistia bem às altas temperaturas, mesmo assim recebeu alguns jatos de água. Quando se deu por satisfeita, levantou a mangueira e deixou que a água caísse sobre o seu corpo, refrescando-se.

- Banho de mangueira? Nunca pensei.

Regina saltou de susto quando ouviu a voz de Emma.

- O que está fazendo aqui? – perguntou ao caminhar até a torneira e desligá-la.

- Henry decidiu voltar mais cedo. Uma casa tão pequena quanto o loft para cinco pessoas parece mais uma fornalha.

- E cadê ele?

- Está no banho – Emma respondeu e apontou para a mangueira que Regina ainda segurava – Aliás, você se importa se eu fizer o mesmo?

Regina a entregou para a mulher e se afastou. Sentada sob a sombra da macieira, assistiu com diversão quando Emma ligou o jato de água e despejou sobre si mesma.

- Está mais fresca que a do chuveiro.

Ela concordou.

- Como foi o acampamento?

- Com muitos mosquitos – Emma balançou os ombros – Foi uma péssima ideia. Felizmente Henry tinha um repelente na mochila.

- Adivinha quem colocou lá – Regina apontou para o espaço ao seu lado e Emma se sentou.

- Henry me contou que vocês costumavam acampar no jardim e eu fiquei pensando em uma coisa.

- No que? – Regina se virou para olhar Emma de frente.

- Você é muito diferente da imagem que eu tinha. Na rua você está sempre muito elegante, com as roupas mais caras, de salto, cabelo impecável, conversa pouco e até o seu tom de voz é diferente. Mas em casa... não sei, é como se fosse outra Regina – ela pensou por um momento, escolhendo as palavras – você usa short, camiseta, anda descalço e é fácil conviver com você no dia-a-dia. Você é gentil e educada.

- Sabe, Emma, eu acho que existem muitas versões de cada um de nós. Existe a nossa versão do trabalho e a de casa. Existe a pessoa que somos com os amigos, com a família e com aqueles que são apenas conhecidos. Cada pessoa conhece uma versão diferente nossa, a depender das circunstâncias com as quais convivemos e da época. Mesmo quando eu perseguia a sua mãe, eu também andava a cavalo com os filhos dos meus cavaleiros, fazia negócios com os reinos vizinhos e cozinhava sopa para meu pai e eu quando tínhamos insônia.

- Uma madrasta ruim, uma rainha competente e uma filha amorosa – Emma verbalizou o pensamento – Três versões da mesma pessoa.

Regina pensou sobre isso. Ela não se considerava uma filha amorosa, embora amasse o pai. Afinal, ele morreu por suas mãos.

- Mais ou menos isso.

Emma olhou para Regina ainda pensando sobre o que foi dito, mas desviou o olhar imediatamente.

- Uou, Regina – ela cobriu o rosto – Parece que tem uma coisa aí que, não sei, está acordada.

Regina olhou para baixo e cobriu o volume maior que o comum do short. Ela sentiu o rosto queimar.

- Foi o banho de mangueira. É melhor eu me secar – Regina se levantou e caminhou em direção a casa – Você tem um vocabulário péssimo, Swan.

 

*

 

Já no quarto, Regina secou o corpo e escolheu um short de alfaiataria preto e uma camisa de manga curta na cor branca. Ela lavou o rosto e desceu. Ao entrar na sala, viu Dexter Morgan jogando sacos pretos no mar pela televisão.

- Essa série de novo? – Perguntou para o filho e Emma que estavam sentados no sofá.

- Como de novo? – A mulher perguntou sem tirar os olhos da tela – Nós ainda não terminamos.

- Eu não sei se é adequada para Henry.

- Tarde demais. Nós já estamos na 5ª temporada – o menino respondeu ao mesmo tempo em que erguia uma taça cheia de sorvete – Nós trouxemos. Tem mais na geladeira. 

- Eu acho que tem calda de caramelo em algum lugar. Vocês querem?

Regina deixou a sala e caminhou até a cozinha. Emma a seguiu para repor a sua taça e preparar uma para a outra mulher.

- Onde será que eu coloquei? – Regina resmungou em voz alta ao abrir e fechar portas do armário.

- Tem de chocolate e baunilha. Qual você quer? – Emma perguntou tirando os dois potes de sorvete do freezer.

- Baunilha.

Emma encheu as duas taças e se juntou à Regina na procura pela calda.

- Esse tipo de coisa não deveria ficar na geladeira?

- Não sei. É para bolo, mas eu acho que deve servir para sorvete também... Achei!

Regina ergueu o frasco como se fosse um troféu. Nesse momento, os olhos de Emma vagaram até o short de Regina, mas ela rapidamente o desviou.

- É incômodo para você?

- Como? – Emma fingiu não entender e pegou o frasco das mãos da rainha.

- Te incomoda eu ficar assim? – Regina repetiu a pergunta – Eu tenho uma calcinha especial e uso para esconder o volume quando saio de casa, mas aqui eu costumo ficar assim porque é mais confortável.

- Você está em casa. Você deve se sentir confortável – Emma despejou a cobertura nas taças, guardou o restante na geladeira e esfregou o rosto – Me desculpe, Regina, é horrível isso, eu sei, mas os meus olhos simplesmente vão até você. Eu não sei o que acontece.

- Você está irritada?

- Eu estou frustrada por não conseguir agir naturalmente.

Regina sorriu para ela e pegou uma das taças.

- Tudo bem, Emma. É uma novidade para você. Talvez leve um tempo. No início você também não conseguia tirar os olhos dos meus seios e hoje a frequência já diminuiu bastante.

A provocação surtiu efeito e arrancou uma risada de Emma.

- O que eu posso fazer se você é irresistível, majestade?

 

*

 

Mais dois dias e toda a cidade estava sem energia. Devido a isso, Regina recebeu uma ligação urgente de Ruby ainda na hora do almoço. “A Vovó quer falar com você”, foi tudo o que a loba disse entre “oi” e “tchau”. Chegando ao Granny’s, Regina encontrou as portas fechadas. Ela deu a volta e entrou no hotel. Vovó e Ruby estavam esperando na recepção. Vendo o semblante irritado da mais velha, Regina se assustou.

- O que aconteceu?

- Estamos sem energia – Vovó gritou – Como você vai resolver isso?

Regina olhou para Ruby, que simplesmente deu de ombros.

- A senhora não devia estar falando sobre isso com a prefeita?

A idosa bufou.

- Snow não sabe onde fica o próprio nariz.

Regina quis rir, mas o olhar irritado da idosa a impediu.

- Quando você esteve na usina com Max, o que ele disse? – Ela perguntou para Ruby.

- Que o nível de água estava diminuindo – Ruby apontou para a avó – Eu já expliquei para ela...

- Não interessa o que está causando isso – Vovó interrompeu – Eu quero saber como vai ser resolvido.

Regina coçou a cabeça tentando encontrar uma solução.

- Existe um gerador que pode atender a região central da cidade, mas se ficar ligado o tempo todo não deve durar três dias.

O rosto da Vovó suavizou um pouco, mas não o bastante para deixar de ser uma expressão medonha.

- E então? – ela perguntou.

- Talvez ele possa ser ligado algumas horas por dia, apenas o suficiente para atender necessidades básicas. Quem sabe assim ele dure até que uma solução permanente seja encontrada. Mas, como eu disse, isso precisa ser discutido com a prefeita. É ela quem tem autoridade sobre a usina e sobre o gerador – Regina ponderou.

- Pelo menos temos a ideia, basta pedir que Snow execute – a idosa falou já caminhando para a saída – Eu não sei a razão de te tirarem de lá, é inegavelmente a melhor pessoa para o cargo.

Quando Vovó já estava fora de vista, Ruby conduziu Regina até o quarto. Abrindo totalmente a janela, elas se escoraram, cada uma em um montante, tentando sentir um pouco de ar fresco.

- Ela parece abatida – Regina comentou.

- Ela ainda não se recuperou, mas não quer mais ficar em repouso. E você sabe como ela é, ninguém segura.

- Eu nunca vi um inverno tão curto em Storybrooke. Não durou mais que um mês.

- E também não é primavera – Ruby apontou para a praça a alguns metros de distância – A grama está praticamente morta.

- Será que está assim no país inteiro?

- Talvez – Ruby respondeu deixando a janela e se deitando na cama – Você não acha que tem um cheiro estranho no ar?

- Eu não sou tão boa com cheiros quanto você.

- Meu nariz está coçando, quando isso acontece alguma coisa costuma estar errada.

Regina franziu a testa tentando se lembrar onde havia escutado algo parecido.

- Tinker.

- O que?

- A Tinker me disse a mesma coisa, que tem algo estranho no ar e que suas asas estavam coçando, como se algo de errado estivesse acontecendo.

Ruby se sentou na cama.

- Será?

- Bem, vamos descobrir. 


Notas Finais


Opiniões???


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