História Caótica - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Palavras 1.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, amorecos ♥

Mais um capítulo quentinho saindo do forno! Obrigada ao novo favorito e comentário, seja bem-vinda ^^
Neste vocês terão um pouco mais da Kira e Dean e mais mistério quanto a nossa Abigail. Espero que gostem tanto quanto eu tenha gostado de escrever.

Boa leitura e até lá embaixo!

Capítulo 4 - Salvadora


Fanfic / Fanfiction Caótica - Capítulo 4 - Salvadora

Instantâneos fotográficos percorrem minha memória como flashes sendo disparados seguidamente, deixando-me atordoada. Misturam-se com o terror vivo e recorrente nas veias de que estas pessoas se tornem os monstros invisíveis que me cercam e fazem-me temer qualquer coisa que ouse se aproximar. Em um segundo ambos estavam abrindo as algemas do meu martírio com a chave que encontraram no carpete, em outro, ouvia os latidos de Bobby e tentava a todo custo concentrar-me neles. Tinha de suportar a dor e permanecer acordada o tempo que fosse necessário. Imóvel, minha respiração tornava-se cada vez mais fraca e suspeito que a qualquer instante eu apague. Talvez, deixe de existir e torne-me apenas uma mera desconhecida sob os olhos daqueles irmãos, deixando escorrer pelo ralo, toda a dedicação que empreguei para conquistar minha segunda chance.

Optei por acreditar veemente que esta seja a ressureição que sinto merecer.

Havia balbuciado palavras soltas desde que Dean retornara com sua irmã. O que, estranhamente e por instinto, deixou-me mais à vontade e confiante quanto à humanidade dele.

A dor que constatava ainda mais forte tinha tons opacos, que ofuscavam o resplendor daquela tarde. E é tão exata, tão detalhada, que consigo enxergar seu contorno na mente. Posso ver a dor se mover quando os pulsos se mexem. Não é a dor aguda que senti quando despertei no primeiro ensejo. Agora é profunda, constante e pulsante. São cores mudas de deterioração, em vez dos tons explosivos do ataque que sequer tinha conhecimento.

Agora não estou chorando. Talvez porque chorar deixe-me ainda mais esgotada. Ou também, porque, acima de tudo, derramar lágrimas no escuro, cause-me em doses abusivas, estarrecimento. Não saber quem deveria odiar com todas as minhas forças, era o mesmo que deixar-me cega. Sendo assim, me mantive firme e em silêncio. Ouvindo aqueles estranhos decidirem qual destino seria mais louvável e inteligente para me dar o mais rápido possível.

Ela vai morrer antes que possa ser socorrida da maneira correta.”, ouvir a garota dizer.

É verdade.

Fale baixo.”, cochichos em resposta. “A garota não precisa ouvir que vai morrer, mesmo que isto seja iminente ao menos agora.”.

Tem razão. É angustiante ficar na expectativa sobre qual será meu destino. Principalmente quando não há muitas opções disponíveis.

– Carro... Hospital. – falei.

Observei Kira revirar os olhos para o irmão como se fosse óbvio.

– Estou me sentindo idiota aqui esperando. Não há tempo. Vou correndo até o carro que ficou na estrada e estacioná-lo a frente do chalé. Enquanto isso, rabugento, com todo o cuidado, segure-a nos braços e espera na varanda. – decidida, ela sumiu antes que eu pudesse protestar.

– SAIA DAQUI! – gritei, assim que o vi aproximando-se de mim.

– Ei, sei que você está machucada e traumatizada demais para confiar em caras quaisquer. Mas eu vou te ajudar. E além do mais, o Bobby mal desgrudou um minuto de você. Parecem ter feito amizade. – ele fez um carinho no focinho de Bobby que outra vez estava deitado ao meu lado. – Ele vai te proteger. – sorriu.

Assentir.

O vi retirar a jaqueta jeans que vestia e entregar-me com certa cautela para não assustar-me. Eu que havia me enrolado com o lençol desajeitadamente desde que me vi livre das amarras, pude tê-lo melhor envolvido em volta do corpo por ele. Fazia frio em toda a extensão da minha pele. E assim que sentir o peso da jaqueta sendo colocada por trás sobre meus ombros, um pequeno calor aconchegante quase me fez sorrir. O perfume de ervas ali presente invadiu-me por completo. Era bom sentir um cheiro distinto que não fosse de morte.

– Podemos? – indagou, gentil, antes que pudesse me colocar no colo.

Balancei com a cabeça em resposta.

Com um dos braços envolto na minha costa e o outro abaixo das minhas pernas, tirou-me da cama e o resultado não poderia ser mais esperado: dor.

Sim, o mundo fora daquela cama ensanguentada é de um tom cinza doente. Sim, eu estou preocupada com a possibilidade de desmaiar. Mas uma realidade muito pior atravessa a miríade de problemas e medos. É complicada, engenhosa. Flutua, rodeia, então pousa nos limites da imaginação. É uma coisa da qual tenho me protegido e escondido desde o início da manhã.

O monstro que fizera isso comigo podia estar por perto. Filmando-a à distância só para garantir que ela não sobrevivesse ao ataque. Poderia ter planejado o xeque-mate e coloca-lo em prática com a maior facilidade assim que a visse ser socorrida.

PARE.

Seu cérebro exigiu.

Era cruel manter-se negativa, embora todas as circunstâncias navegassem contra a seu favor. Tinha de cultivar esperança em meio a nada, afinal, dois supostos salvadores apareceram para provar à sua amnésia, que ainda poderia haver bondade no mundo.

– Está doendo muito... – quexei-me em meio a gritos abafados de sofrimento.

– Falta pouco.

Ao sairmos do quarto, pude perceber o quão pequeno era o chalé. Passamos por um corredor estreito antes de chegarmos à sala de estar que ficava ao lado da cozinha. Havia poucos móveis, estes eram velhos e surrados. Na verdade, o local parecia abandonado, porém, a impressão que tive, é que houve uma tentativa meio falha de limpá-lo recentemente. Bobby nos seguiu sem que fosse preciso chama-lo e logo ouvir o barulho de uma buzina insistente que estremecia a minha cabeça.

– Kira como sempre exagerada. – ele comentou. – Não somos surdos. – resmungou, ao sairmos do local.

– Sai pra lá, rabugento. – Kira disse, abrindo a porta traseira do carro.

A luz do sol cegava-me a ponto de enxergar de maneira turva, a paisagem ao redor. “Ah, é um lago...”, concluiu. E respirei fundo ao ver que ao lado esquerdo do chalé, jaziam uma grande e linda variedade de flores. Uma em especial chamou-lhe atenção. Eram as peônias amarelas. Delicadas e extremamente perfumadas. Gostaria de poder tocá-las, contudo, tudo doía.

Sentiu-se viva.

Mesmo em condições deploráveis.

Com cuidado, Dean curvou-se e colocou-me sentada no banco traseiro. As lágrimas retornaram. Tudo estava tornando-se a cada segundo extremamente insuportável. Kira foi correndo até o outro lado e adentrou o veículo, sentando-se ao meu lado. Suspirei aliviada. Apesar de ter cumprido sua promessa ao dizer que apenas ajudaria, não conseguia permanecer confortável ao lado do rapaz – que deu a volta e começou a dirigir. Então saber que a viagem até o hospital não seria ao lado dele, deixou-me um pouco mais segura.

Deu uma última olhada no lugar que permanecera reclusa à própria sorte e tentou fixa-lo. Cada minúcia. Não porque gostaria de relembrá-lo ou retornar ao pesadelo caso conseguisse sobreviver. Trata-se de um singelo recomeço. Ansiava por deixar todas as lembranças desse dia junto das suas memórias perdidas.  Sei que é impossível apaga-las. Elas estarão para sempre marcadas em minha pele. Todavia, posso ser extraordinária sozinha. Sem resquícios de nada para me definir ou limitar. O mundo não desaparece quando você fecha os olhos ou simplesmente esquece toda outrora. Mas talvez eu tire uma foto mental para me lembrar dos pormenores do assombro que me fez chegar até aqui.

Eu sou a minha própria salvadora.”.


Notas Finais


Opiniões e críticas construtivas são sempre bem-vindas. COMENTEM, pessoas! Comentários me fazem feliz e animada ♥
Gostaria de pedir paciência caso estejam achando que a história está demorando a desenrolar. Como trata-se de um drama com um pouco de suspense e terror psicológico, quero levar as coisas no seu devido tempo, tanto para enriquecimento dos personagens, quanto para o amadurecimento deles e construção dos fatos.
Prestem atenção aos detalhes que deixo plantados em cada capítulo. Como características dos locais que Abby passa e cada coisinha que todos os personagens em geral falam. Eles são essenciais, haha ^^

Estão gostando da Kira e Dean?! Próximo capítulo vocês saberão deles de forma mais aprofundada!
Beijos ♥


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