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História Capitalismo, batons e amores platônicos - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


por favorzinho, relevem a capa horrosa feita de última hora 😔👉💕👈🌼 é que eu amei tanto escrever esse slice of life

Capítulo 1 - Um dia como outro


Ela não fala.

Sim, ela não fala e eu não sei bem o porquê, porquê

Todas as vezes que a encontrei, sempre de longe, o único meio de comunicação utilizado pela galera dela era a linguagem de sinais. Talvez ela seja surda, mas, a esse ponto, já não tenho mais certeza. Geralmente tinha alguém que falaria em bom e alto som e a garota responderia sem menores problemas — fosse com uma frase de caligrafia duvidosa num bloco de notas, fosse gesticulando as mãos.

Ok, mas você deve estar curioso para saber aonde que eu a vejo diariamente, certo? Esse lugar pode ser resumido a café e croissants de chocolate. Por mais que eu lute contra o maldito impulso da minha paixão unilateral, já tinha virado hábito lembrar daquela moça quando o cheirinho de pão, recentemente saído do forno, invadia a rua e o mundo inteiro; é que não dava para simplesmente ignorar a felicidade da rosada ao comprar o café da manhã por alguns trocados.

Enfim, ela iria embora imediatamente após comprar umas boas unidades de pão e, sem nunca esquecer, um croissant. Provavelmente, estaria atrasada para o trabalho ou algo do tipo, visto que, enquanto esperava sua vez de ser atendida, conferia as horas a cada cinco minutos. 

Era engraçado. Não vou negar que um pouco de sadismo não faça parte da minha vida, principalmente quando a moça fazia aquela careta apreensiva, comprimindo os lábios (a cada dia, pintados de cores e, às vezes, tons diferentes).  

Infelizmente, nunca terminava meu café da manhã a tempo, mesmo chegando consideravelmente mais cedo que a garota que eu tanto observava, mas o bastante para ser atendida primeiro. Aliás, esse meu suposto café da manhã era apenas um café gelado, e digamos que eu goste de saborear tanto a vida, quanto uma simples bebida no meu tempo. Bom, não importa, a questão é que nunca tive a oportunidade de iniciar um diálogo por causa dessa rotina estúpida. 

Eu estudei libras! Libras, por uma total desconhecida. Sei o básico para sustentar uma conversa e sempre que saio de casa levo um bloco de notas porque — assim, só de emergência, sabe? Caso eu me depare com a garota ou esqueça como gesticular determinada frase. Sim, eu sei, é bobo e paranóico; mas, pelo menos, estarei preparada se algum dia esses acasos acontecerem, então, não me importo com o que poderiam pensar de mim.

Eu sei que estou um pouco desesperada e fora de mim.

Ah — suspirei, completamente derrotada, embora me recusasse a deixar meu sorriso habitual desmanchar-se. Eu quero sorrir mesmo no meu pior, ok? O sininho da porta da cafeteria se fechando evidenciava que a senhorita dos cabelos e lábios róseos havia finalmente saído.

Capitalismo estúpido, sempre mantendo as pessoas ocupadas.

Eu só… queria conversar.



Notas Finais


quem nunca performou horrivelmente que nem shinobu enquanto observava a crush de longe? longe de mim, sei dessa história não k

essa fanfic está fazendo parte do Prompt Week do @OtakuSquadProj 💗👈 fiz uso da palavra Paixões, pois estou na primeira semana de fevereiro.

você pode saber mais sobre o desafio do projeto clicando no link abaixo!
- https://www.spiritfanfiction.com/jornais/prompt-week-e-mimos-18478773


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