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História Capítulo 1: mundo perfeito? - Capítulo 6


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Notas do Autor


Boa noite lindos e lindas, eu espero que estejam respeitando a quarentena e não ouvindo o idiota do pppppp fiquem bem e a salvo em casa bjbjbjbj

Capítulo 6 - Coisas Boas.


Fanfic / Fanfiction Capítulo 1: mundo perfeito? - Capítulo 6 - Coisas Boas.

- Bom, ele ficou até o jantar e colocou as crianças para dormir, depois disso falamos sobre as crianças e como tudo isso está os afetado, ele prometeu ligar mais vezes e vir sempre,  eu disse até logo e ele se foi – Louis estava sentado na sala de Liam, era terça feira e ele tinha ido lá pois o amigo disse que tinha uma surpresa.

- Só isso, nada de beijo de despedida nem nada – Louis riu negando – tão teimoso.

- Não é teimosia, Liam. Eu sei o que acontece depois de um beijo, vamos para cama e no outro dia nossos problemas pioram, não vou cair mais nessa – ele cruzou os braços e seu amigo riu – você me falou que tinha uma surpresa.

- Oh sim, inicialmente eu quero que saiba que é pelas crianças, o Zayn está sempre falando o quanto estão tristes e tudo mais ...

- Não me enrola – Liam gargalhou.

- Tá, eu resgatei uma cadelinha linda, ela é Golden retriever linda, já está castrada e treinada – Louis suspirou – recebi várias propostas de adoção, mas estava guardando ela para você, ela é perfeita para seus filhos e nesse momento seria muito bom.

- Eu sempre falei que queria uma casa com dois filhos e um cachorro, mas depois de um tempo eu acabei deixando o cachorro de lado, as crianças já dão muito trabalho, Liam ...

- Ela é um amor, tem um ano e já passou da faze de roer as coisas, eu treinei ela direitinho e ainda tem o fato que os meninos estão precisando de uma injeção de animo, ela se chama Loli  – Louis ponderou – vamos conhecer ela e depois você me responde.

Duas horas depois Louis estava voltando para casa com uma cadela em seu banco de trás e muita ração no porta malas além de brinquedos coleira e outras coisinhas. Foi impossível não se apaixonar por ela, a cadelinha era um doce e inda por cima ela fez a maior festa ao o ver, como se soubesse por que ele estava aí, como se estivesse tentando conquistá-lo de toda forma. Louis riu, foi enganado por uma cadelinha de pelo dourado e grandes olhos castanhos, quem resistiria.

Ele foi direto para casa, Harry tinha se oferecido para pegar as crianças dia sim e dia não na escola, ele não sabia como ele consiliária o trabalho com essa rotinha, mas não reclamou, pelo menos o maior estava se esforçando. Ele colocou a cadelinha no quintal para fazer uma surpresa para os meninos, pegou sua caçula que tinha ficado com a empregada e foi dar seu banho e o almoço, pouco tempo depois os meninos chegaram com Harry.

- Papa, eu vou jogar domingo – Alex gritou entrando na sala de jantar e ele sorriu, Vinicius veio atrás com Harry carregando as bolças – o papai vai, não vai – ele virou e Harry assentiu.

- Oi – ele falou para Louis que sorriu e retribuiu – oi princesa do papai – ele se aproximou e a menininha na cadeira alta gritou animada.

- Não pega ela, Harry, ela vai sujar seu terno – Louis o alertou, ele riu e pegou ela assim mesmo – meninos, tem uma surpresa esperando vocês lá no jardim – eles se olharam e saíram correndo, Louis riu e logo ouviram os gritinhos animados e latidos, a porta abriu e Loli correu para dentro de casa junto aos meninos que riam a medida que ela pulava e os lambia – essa é a Loli, o tio Liam resgatou ela e deu para vocês.

- Vamos ligar para ele e agradecer – Vinicius gritou animado fazendo seus pais se olharem e rirem, eles estavam mesmo preocupados com a tristeza do garoto nos últimos dias – podemos brincar lá fora com ela.

- Sim, mas depois vão para o banho para comer e fazer as tarefas – eles nem ouviram o resto e saíram correndo.

- Foi uma ótima ideia – Harry falou, beijou o rosto da filha antes de colocar ela na cadeirinha – eu tenho que voltar, mas amanhã vamos para a nossa primeira sessão – Louis suspirou e se sentou.

- Tudo bem, amanhã os meninos ficam com seu pai e Vitoria vai ficar aqui mesmo com a Maria, ela não dá conta dos três – ele sorriu e Harry se aproximou devagar, baixou um pouco e beijou seu rosto.

- Até amanhã – ele murmurou antes de se afastar e Louis piscou algumas vezes antes de ver o maior desaparecer, ele olhou para cozinha e viu sua empregada rindo.

- Tá rindo de que – ele perguntou e ela gargalhou, Maria estava com eles a alguns anos, ela era bem calada e discreta, mas tinha um carinho muito grande pelo casal e seus filhos – ele faz isso de proposito, só pode – ele sentou pegando a tigela com a comida de Vitoria – seu pai e um galanteador barato – ele resmungou e a menina riu batendo palminhas sem entender muita coisa.

O resto do dia de Louis passou tranquilo e rápido, Loli não deu trabalho para dormir na caminha que ele fez na cozinha com um edredom velho, os meninos colocaram água e comida e ela ficou ali quietinha. No dia seguinte depois de levar os meninos para a escola Louis foi encontrar com um cliente para mostrar a previa de um trabalho e depois do almoço ele foi para o consultório da terapeuta que Harry tinha arrumado. O maior tinha mandado uma mensagem confirmando tudo e falando que o pai já estava a caminho para pegar os meninos.

Quando Louis desceu do seu carro na frente do prédio onde ficava o consultório ele pode ver Harry parado na porta, lindo dentro do seu terno feito sob medida cinza claro, com sua pasta de couro preta que Louis deu no Natal, seu relógio caro e um óculos de sol. O mais novo suspirou apaixonado, Harry era um deslumbre.

- Oi, desculpa o atraso – ele falou assim que chegou perto e Harry tirou os óculos e sorriu.

- Tudo bem, estamos no horário – ele abriu a porta de vidro e Louis entrou, Harry não pode deixar de notar como a calça preta do menor moldava lindamente suas nádegas, sorriu com o pensamento de apertá-las, Louis provavelmente o mataria.

- O consultório fica no térreo – ele perguntou e Harry voltou a olhar para frente.

- Sim, logo ali – ele e Louis seguiram pelo corredor até chegar em uma porta de vidro, passando por elas eles foram recebidos por uma senhora simpática que os pediu para aguardar um pouco. Quando eles se acomodaram nas cadeiras da sala de espera podiam ver mais dois casais ali, todos pareciam desconfortáveis assim como eles.

- Os Styles – a senhora anunciou e Louis se levantou seguido por Harry, mesmo depois de tantos anos ainda era estranho ser chamado de Styles, mas ele amava.

- Sejam bem vindos – a terapeuta os cumprimentou levantando-se da poltrona, ela aparentava ter seus quarenta anos, vestindo um conjunto de saia e blazer azul escuro e os cabelos loiros presos, ela sorriu apontando para um sofá afrente dela – fiquem a vontade.

- Obrigado – eles disseram juntos e ela sorriu sentando-se, logo que Louis sentou ele olhou ao redor, a sala era bem simples, com uma mesa, estantes repletas de livros, o sofá que estavam e a cadeira dela eram de couro marrom, assim como o carpete. Louis achou tudo muito sem graça.

- Eu sou a doutora Magnólia Marbieri, vocês podem se apresentar para mim, assim quebramos o gelo, coisas como o como, idade, profissão etc.– ela sorriu e Louis olhou para Harry o incentivando de falar primeiro.

- Bom, meu nome é Harry Styles, eu tenho 28 anos, sou advogado e trabalho na firma da família, o negócio e da minha família a gerações, sou casado a cinco anos, tenho três filhos – ele olhou para Louis – eu acho que é isso.

- Eu sou Louis To... Styles – ele riu e Harry também – me desculpe, eu acabai me desfazendo do nome do meu pai quando casai e mesmo depois de tanto tempo ainda não me acostumei – ele pigarreou – eu tenho 25 anos, sou formado em publicidade e me especializei em designe gráfico, trabalho com isso agora como home office, eu tenho três filhos e ... bom eles tomam muito tempo e trabalhar em casa facilita, acho que é só – ela sorriu e começou a notar, Louis cruzou as pernas e suspirou.

- Certo, é claro que eu tenho os dados de vocês comigo, mas escutar as pessoas falando de si é um jeito de saber como elas se veem, se estão aqui é por que estão com problemas em seu casamento, isso e óbvio, mas vamos explorar muitas outras arias das suas vidas em minhas sessões, tentar encontrar uma forma de resolver os problemas e melhorar a convivência entre os dois, deixo claro que terapia não salva casamento, mas sim a vontade dos dois de estarem juntos – Harry assentiu e Louis continuou imóvel – me falem o que trouxe vocês aqui.

- Bom ... – Harry olhou para Louis e depois para ela – Nos últimos anos eu e Louis temos brigado muito, nos sempre resolvemos as coisas, mas de uns meses para cá as coisas têm saído do controle e ... eu saí de casa pois temos filhos e eu não quero que eles estejam no meio de tudo isso, eles foram adotados e ... bom o Alex tem quatro anos e adotamos ele com dois, a Vitoria veio para nós com um ano e tem dois agora e eles não entendem muita coisa, mas o Vinício já tinha seis anos e ele sofreu muito com os pais biológicos entende ... por isso eu estou aqui, quero resolver tudo sem expor meus filhos a mais discussões – ele terminou e recostou no sofá.

- E você, Louis. Porque veio – ele respirou fundo.

- Eu acho que nossos problemas são bem óbvios, mas se o Harry acha que podemos resolver isso assim – ele deu de ombros.

- Mas o que você sente que está errado nessa relação – ele bufou.

- Ele passa muito tempo no trabalho, não prioriza a família, nos últimos anos eu me sinto remando só e estou cansado, mas quando eu reclamo estou sempre sendo o errado, ou ele se desculpa e no outro dia repete os mesmos erros ...

- Eu me esforço Louis, mas você só reclama – Harry rebateu.

- Tudo bem – ela interrompeu – vamos fazer o seguinte – ela levantou e foi até a mesa, pegou  duas folhas de papal colocou em pranchetas, pegou duas canetas e as entregou a eles – quero que coloquem ai cinco coisas que acham que o outro faz de errado – Louis riu.

- Só cinco – ele perguntou e Harry o encarou de lado e depois escreveu algo Louis erguel a sobrancelha.

- Sim, serão apenas cinco por enquanto – eles se manteram em silêncio enquanto escreviam, quando terminaram eles olharam para a mulher – agora entregue seu papal para o outro – Louis entregou e Harry também, quando o menor leu o que o maior escreveu ele o encarou indignado – Louis, quer começar a ler em voz alta.

- Eu sou sínico, impaciente, distante, brigo por tudo, não o escuto – ele falou e bufou.

- Harry, explique – Harry ainda olhava para o papel, mas nem se surpreendeu com muita coisa ali, apenas uma, mas ainda não era sua vez.

- Bom, Louis usa o cinismo quando está com raiva ou quando quer sair de uma situação que está errado, geralmente na frente das outras pessoas para me irritar – ele começou – não tem paciência de ter uma conversa decente e logo está gritando, eu acabo respondendo no mesmo tom, muitas vezes ele se afasta de mim sem motivo e fica longe nem ao menos me deixa toca-lo, isso nos afastou muito, até mesmo o sexo que nunca foi problema agora perece ser um, e por ultimo ele não me escuta, eu só quero poder conversar sobre meu dia, música, ou qualquer coisa, mas ele não escuta, eu mal chego ele começa a reclamação e quando eu menos espero estou gritando – ele terminou e Louis suspirou.

- Certo, agora me fale o que o Louis escreveu de você – ele assentiu.

- Eu só me importo com o trabalho – ele começou negando com a cabeça – eu me atraso constantemente, nunca estou presente quando ele precisa, uso o sexo como arma – quando ele terminou riu sem humor.

- Louis, explique – o menor se arrumou no sofá.

- Ele está sempre trabalhando, mesmo em casa ele está com o telefone ou respondendo mensagens, ele sempre se atrasa para compromissos e sempre por causa do trabalho, isso é dês de que éramos namorados – Harry baixou a cabeça – ultimamente eu nunca sei quando posso contar com ele, coisas cotidianas ou importantes, ele nunca está presente quando preciso, e sim, ele usa o sexo como arma – Harry riu cruzando os braços – era só eu estar com raiva de algo para ele usar isso contra mim, depois tudo ficava bem e ele fazia tudo outra vez, então quando ele diz que eu me afastei é por que eu deixei de ser besta – ele terminou e ela suspirou.

- Certo, o que entendi e que a falta de sexo não é por perda de libido e sim por birra – ela perguntou e Louis deu de ombros.

- Está bem claro – Harry falou. A médica anotou mais algumas coisas e voltou a encará-los.

- Agora neste mesmo papal eu quero que coloquem cinco coisas que seu parceiro fez que te agrada – eles trocaram os papeis e começaram a escrever, eles demoraram bastante e não tiveram problemas para escrever  – Louis, leia em voz alta o que o Harry escreveu de você – eles trocaram as pranchetas outra vez, quando Louis viu começou a  rir – tão bom assim – ela perguntou rindo.

- Eu gosto quando ele usa minhas roupas, sempre fala que são mais quentinhas, mas eu sei que é pelo cheiro, por isso, eu em épocas frias eu coloco meu perfume em um dos meus moletons e quando chego em casa ele está vestindo ele – ele terminou fungando e sorrindo – gosto da forma que ele trata nossos filhos, ele se tornou um pai incrível e está sempre me surpreendendo, não escolheria mais ninguém para ser pai dos meus filhos – ele fungou novamente e a médica lhe ofereceu uma caixa de lenços, ele pegou um e agradeceu enxugando as lagrimas – amo a forma como ele cresceu e se tornou uma pessoa maravilhosa e eu amo o fato de ter visto isso dês dos seis anos dele, acompanhei cada mudança. Eu amo como ele consegue transformar qualquer ambiente, ele tem o dom de conquistar todos. Amo quando ele apenas me abraça sem motivo algum, e fica assim por horas se eu deixar, sinto falta disso – quando ele terminou e olhou para Harry e sorriu entre lágrimas.

- Isso foi lindo, agora você, Harry – o mais velho pegou o papel e suspirou.

- Certo, eu amo a forma que ele trata todos ao seu redor, Harry e a pessoa mais humilde que já conheci, ele está sempre fazendo questão de cumprimentar a todos e tratar eles como igual, do porteiro ao presidente – ele riu – amo quando ele cozinha para nós, ele passa horas na cozinha e fica todo orgulhoso quando elogiamos, ele cozinha muito bem. Eu amo a forma como ele é com os filhos, parece que ele sempre tem a coisa certa a dizer, até quando os meninos quiseram saber de onde vinham os bebés – Harry gargalhou e ele riu junto, lembrou de como Harry explicou tudo sem mentir ou inventar nada e depois de meia hora os garotos estavam satisfeitos com a explicação e Harry traumatizado – amo a forma como ele me protege, Harry me protege dês de quando eu tinha seis anos e eu não sei o que seria de mim sem ele. Por fim, eu amo como ele me olha, ele consegue me fazer sentir a pessoa mais linda do mundo, mesmo depois de tanto tempo ele ainda me olha da mesma forma – ele terminou e a médica suspirou satisfeita.

- Perceberam que vocês tinham muito mais a falar das coisas boas do que das ruins – eles se olharam sorrindo, até esquecerem da primeira parte da dinâmica – muitos casais tem dificuldade de falar coisas boas um para o outro, mas vocês dois me impressionaram, eu acho que se tivessem mais tempo teriam escrito muito mais coisas – eles riram – vamos fazer assim, vocês vão levar esses papéis para casa e vão pensar em como podem mudar o que incomoda o outro, vão trazer para mim na próxima sessão.

- A senhora me falou que veria quantas cessões teríamos por semana – Harry falou dobrando o papel e colocando no bolço.

- Isso mesmo, vamos começar com duas por semana a partir da semana que vem, liguem para minha secretária e merquem os horários – ela levantou e eles acompanharam – fomos muito bem para uma primeira sessão, pensem em tudo que falamos aqui e nos vemos semana que vem. O mais importante é o sentimento e isso eu vejo que vocês têm.

Eles saíram do consultório em silencio, perecia que tinham passado horas lá dentro, os sentimentos estavam um turbilhão dentro dos dois. Harry acompanhou Louis até o carro dele, o menor recostou ali e ficou olhando para seus pés, ele parou em sua frente e suspirou.

- Não foi tão ruim assim – Louis comentou baixo e o encarou, seus olhos ainda estavam vermelhos e Harry agradecia por dessa vez o choro não era de tristeza dessa vez.

- Sim, foi bom na verdade – ele assentiu – eu vou pegar os meninos sábado ... eu estou precisando de uns ternos, posso passar mais tarde lá – Louis assentiu e ele se aproximou – vamos fazer isso dar certo – ele murmurou tocando o rosto do menor.

- Sim, nós vamos – ele falou baixo hipnotizado com os olhos do maior, Harry sorriu de ladinho e beijou seus lábios – tchau – ele sussurrou e abriu o carro, o maior ainda sorrindo se afastou e ficou ali até ele arrancar com o carro.

Louis estava se sentindo um adolescente com o coração batendo desesperado como quando beijou Harry a primeira vez. A sessão tinha sido bem diferente o que ele imaginava e ele agora se perguntava se Harry estava certo, ele também tinha sua parcela de culpa em todas as bigas, mesmo que ele ainda não concordasse com isso faria um esforço enorme para mudar, tudo pela sua família.

 

- Bom, ele está se esforçando, tem mudado seus horários no trabalho para estar mais presente, isso já é uma grande coisa – Jay falava com uma xícara de xá na mão, ela tinha ido visitar o filho aquela tarde, não encontrou Louis em casa e o esperou chagar, ele contou o que estava acontecendo, ela não sabia que o mais velho estava fora de casa.

- Sim, ele está – Louis concordou vendo seus irmãos, Doris e Hernest brincando com Vitoria no tapete da sala, o Gêmeos estavam enormes e lindos -eu cheguei até a pensar no que me falou quando eu te contei sobre querer me casar com Harry, que talvez eu tivesse me precipitado e ...

- Não querido, vocês eram jovens e eu tinha medo que algo desse errado só pela minha história com seu pai, mas vocês não tem nada a ver conosco – ela o interrompeu e ele assentiu – seu pai não me amava como o Harry ama você, estão passando por um problema muito comum para os casais de hoje, essa correria do dia a dia acaba atropelando tudo, só precisam se encontrar no meio desse caos – ele sorriu.

- Acho que tem razão, mas eu só queria que tudo isso acabasse logo – ele resmungou e a mulher sorriu.  Antes da hora do jantar Desmont chegou com os meninos, eles deixaram o avô exausto e muito feliz, Louis amava a forma que seu sogro tratava seus filhos, ele se apegou muito a eles. Jay se despediu e aproveitou a carona de desmonte para ir para casa, Louis colocou seus meninos para o banho e deu um longo banho de banheira na sua princesa, quando todos estavam sentados a mesa de jantar Harry chegou deixando todos agitados e se juntou a eles.

- Vou levar apenas dois – Harry comentou de dentro do closet, já eram nove da noite e ele colocou os meninos para dormir enquanto Louis cuidava de Vitória, o menor sentado na cama com seu computador apenas resmungou um hum – sabe onde está meu ... achei – Louis riu.

- Você falou que buscaria os meninos no sábado, mas domingo tem o jogo do Alex e os pais estão organizando um piquenique para depois do jogo – Harry saiu do closet com os ternos em um braço e um par de sapatos na outra mão – vai participar – o maior se aproximou da cama colocando os objetos – eles me pediram cuques e suco natural, eu não sei fazer cuques e não queria comprar – Harry riu.

- Quer que eu faça – ele perguntou risonho e Louis revirou os olhos – certo, estão eu venho sábado a tarde e faço, mais alguma coisa – ele pegou a bolça que tinha levado para guardar as coisas, Louis estava odiando ver seu marido arrumando uma mala outra vez, mas disfarçou seu desconforto.

- Eu acho que não, me manda a lista do que vai precisar e eu compro – ele recostou na cabeceira e Harry se aproximou dele.

- Eu compro quando vier – ele murmurou e abaixou, Louis fechou os olhos quando ele tocou seu rosto e beijou seus lábios de leve – até sábado, baby – ele sussurrou e se afastou, Louis deu um longo suspiro.

- Até – ele falou baixo – tranca a porta por favor – o maior assentiu pegando a bolça, como Louis queria que ele ficasse, mas ele sabia que era melhor assim, mesmo que seu coração doesse em ver ele partir novamente.

 

- O que o Harry está fazendo na sua cozinha de avental – Zayn perguntou sentando-se ao lado de Louis no banco da varanda do jardim.

- Fazendo cuques para o piquenique da escola dos garotos – ele respondeu arrumando a franja e olhou para o amigo que sorria.

- Como foi a terapia – Louis riu.

- Boa na verdade, eu acho que pode dar certo – Zayn ficou feliz de saber disso – a Loli se adaptou super bem aqui – Louis falou olhando os meninos mimando a cadelinha e Zayn acompanhou seus olhos – ela veio na hora certa.

- O Liam falou que ela te conquistou – ele riu assentindo, a porta da varanda abriu e Harry aparecer, ele estava usando uma bandana nos cabelos, uma camiseta branca e uma bermuda preta, tudo sujo de farinha.

- Lou, me ajuda com a cobertura – ele pediu e Louis levantou sorrindo.

- Bom, eu vou indo agora – Zayn levantou – se cuida baixinho, tchau Hazz – o moreno se despediu e Louis o levou até a porta, quando voltou ele foi ao encontro de Harry na cozinha, nem lembrava a ultima vez que eles fizeram algo assim juntos.

- Harry, como está arrumando tanto tempo para estar por aqui – ele perguntou espalhando a cobertura nos biscoitos já prontos – quer dizer, vai pegar os meninos na escola, temos a terapia e até tem vindo aqui quase todas as noites, não que eu esteja reclamando, mas ...

- Eu mudei algumas coisas em minha rotina no escritório – Harry respondeu pegando uma bandeira para colocar mais biscoitos para assar – foi difícil, os outros advogados, principalmente os sócios reclamaram bastante – ele encarou Louis – meu pai estava sempre lá, pegando os clientes mais importantes e cuidando do administrativos, enquanto eles apenas faziam um trabalho meia boca – Louis recostou na bancada – só que meu pai não tinha família e não confiava em ninguém para fazer seu trabalho, se sobrecarregava.

- Sim, eu me lembro disso, ele mau parava em casa – Louis comentou e Harry assentiu arrumando os cabelos.

- Bom, eu fiz uma reunião depois da nossa terapia e falei que isso iria mudar, eu já estava me ausentando do trabalho antes de eles reclamando, então eu falei não iria carregar aquele lugar nas costas enquanto eles recebiam os louros do meu trabalho – Louis arregalou os olhos e ele riu – foi um pandemônio, até ligaram para o Des – ele bateu a mão no balcão – acredita nisso, agora os casos são distribuídos igualmente e como eu tenho outras responsabilidades entreguei alguns para outros advogados  – o menor estava impressionado.

- Bom, isso vai deixar você bem menos sobrecarregado – ele murmurou disfarçando sua alegria de Harry finalmente ter tomado um atitude como aquela – mas, isso pode te prejudicar de alguma maneira – ele perguntou ainda olhando para os biscoitos na mesa e Harry sorriu se aproximando, ficou atrás dele e Louis tencionou um pouco.

- Vai ficar tudo bem – ele murmurou tocando a cintura do menor se encostando nele de leve – ainda mais é uma das coisas que falamos na terapia, eu só estou começando a mudar as coisas da sua lista – Louis sorriu de leve e ele baixou o rosto até o ombro dele e beijou de leve causando arrepios em Louis.

- É verdade, acho que vou ter que começar a pensar na minha lista também – ele murmurou tremulo e Harry sorriu subindo os beijos pelo pescoço – as crianças ...

- Tudo bem, não vou usar sexo contra você – Louis arregalou os olhos e ele riu se afastando.

- Sebe que eu estava falando a verdade – Louis apontou e ele ainda ria – era sempre assim, eu estava com raiva e você sabia que eu não resistiria então usava isso para me enrolar.

- Certo, eu admito que eu fazia isso, mas não era por mal – Louis rolou os olhos – era a única forma de fazer você parar de brigar comigo, e não pode negar que nosso sexo de reconciliação é maravilhoso – ele tentou agarrar o menor e ele se afastou.

- Como você é idiota – Louis estava rindo, não tinha como não rir. As crianças entraram correndo pela casa com Loli e eles pararam aquela conversa por ali, mas era bom saber que podiam passar uma tarde agradável juntos sem brigas finalmente.

 

Continua ... 



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