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História Cappuccino - Capítulo 4


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Notas do Autor


Gente do céu.
Eu confesso que amei esse capitulo e espero que vocês também gostem.

Como um presente pela demora, escrevi duas mil palavras. (Queria ter escrito mais hehe)

Ah, e muito obrigada pelas quase 500 visualizações! ♥️

Boa leitura, meus amores!

Capítulo 4 - Four


Ambos estão no carro em direção ao ponto de encontro.

 

O olhar de Bobby é penetrante, totalmente concentrado na estrada a frente e seus pensamentos focados apenas no endereço do convite recebido.

 

Hanbin, pelo contrário do amigo, está inquieto. Ele está imaginando milhares de lugares que eles poderiam ir num horário como esse, mas sempre que cruzam as esquinas afora, um local é riscado da lista.

 

O caminho está cada vez mais diferente. Quanto mais próximos do endereço, menos lojas, restaurantes, ou até mesmo bares, são vistos.

 

Uma enorme estrada é perceptível a alguns metros de distância. Isso indica que eles chegaram ao ponto de encontro.

Mesmo o lugar sendo deserto, pessoas são vistas a frente, com alguns carros.

 

— Por que há tantas pessoas próximas aos carros? — Hanbin aponta no vidro.

 

— Imagino que isso não tenha passado por sua mente, mas estamos em um racha. — Bobby diz, rindo da cara de surpresa do amigo.

 

— Isso é verdade? Você sabe que isso é completamente ilegal! — A voz sai falhada e os olhos estão completamente arregalados. 

 

— Sério que você está me dando um sermão? — Arqueia a sobrancelha.

 

— Claro que sim, olha onde estamos!

 

— Faz um tempo desde que frequento rachas, não há com o que se preocupar. Todos são legais, apenas não cite sobre dinheiro, ou coisa parecida. 

 

— Um tempo? Deveria ter me contado antes. — A voz sai num tom baixo.

 

— Sim, eu sei, mas olhe a sua reação agora, provavelmente iria recusar de imediato. 

 

— Exatamente. 

 

— Olha, eu sei que está com raiva, mas tente dar uma chance. Esse tipo de coisa é planejada. — Limpa a garganta. — Eu confio muito em você, por isso decidi lhe mostrar quem eu sou atrás daquele terno.

 

— Tudo bem, mas não muda o fato que estou desapontado. — Suspira.

 

Instantes depois, Bobby estaciona o carro próximo às árvores do local, sai e ajeita as vestimentas. Hanbin faz o mesmo e acompanha o amigo até um grupo de homens. 

 

Bobby é cumprimentado por todos. É como se eles fizessem parte de uma família no meio dessa bagunça toda.

 

Olhares tortos são direcionados a Hanbin, mas em um só gesto de mão, de Bobby, eles entendem que ele está acompanhando. 

 

Depois dos cumprimentos, Ji-won arrasta o amigo para um canto. 

 

— Bom, já que estamos aqui, preciso mencionar algumas regras. — O tom de voz muda. — Em hipótese alguma comente sobre isso a alguém. Isso pode trazer problemas para o meu lado e até mesmo para o seu. Certo? 

 

— Entendi. — Faz um aceno de cabeça. — Desde quando conhece esses homens? 

 

— Não sei ao certo. — Arruma os cabelos. — Enfim, ainda temos tempo e vai ser o suficiente para eu te explicar as regras.

 

— Entendido, senhor!

 

— Não seja tão formal! Somos amigos.

 

— Certo, se… — Balança a cabeça em sinal de reprovação. — Bobby! — Ri.
 

Enquanto um resumo era dado a Hanbin, os corredores iam se posicionando na pista.

 

A influência de frequentar rachas veio do amigo Kim Donghyuk. Não há exatamente um momento específico que Bobby começou a gostar também, só se sabe que ambos começaram a frequentar esse tipo de corrida e são super conhecidos pelos organizadores e corredores.

 

Os eventos são planejados em dias estratégicos e em locais diferentes dos anteriores. Os convidados devem dar uma resposta quanto antes. No dia da corrida uma mensagem anônima é enviada, contendo o endereço e horário, assim como as informações resumidas dos corredores da noite.
 

— Ji-won! — Uma voz grave é escutada a poucos metros de distância. — A corrida já vai começar, você vem?

 

— Sim, estou indo. — Bobby diz e logo vira-se em direção a Hanbin. — Você entendeu mesmo o que eu disse? Parecia super perdido. 

 

— Claro que entendi. Depois que aquela moça com vestimentas vulgares dar sinal, os corredores dão partida e o vencedor ganha aquela maleta de dinheiro ali. — Aponta.

 

Bobby cai na gargalhada. De fato Hanbin não entendeu muita coisa e a explicação foi um completo fiasco.

 

— Acho que você vai entender melhor vendo. — Respira fundo. 

 

Todos estão em seus devidos lugares. A plateia ao redor transborda ansiedade e nomes dos corredores saem da boca de cada espectador, como uma torcida.

 

A mulher que está a frente dos carros, exatamente no meio deles, ergue a bandeira em sinal para que os corredores prestem atenção. 

 

Jung Chan-woo, um dos adversários, pisa no acelerador e um ronco artificial é ouvido. Óbvio que o veículo ao lado faz o mesmo e quando menos esperado, é dada a largada.

 

Apenas fumaça resta no local e os gritos entusiasmados das pessoas.

 

O coração de Chan-woo bate acelerado e a adrenalina corre pelas veias. 

 

O rival se alinha ao lado e joga o carro, na intenção de fazer o outro sair de pista e assim tomar controle. 

 

— Merda. — Chan-woo resmunga.

 

Ele aperta o volante e acelera. Os olhos estão em chamas e o pé pressionando o acelerador como nunca. O outro não deixa passar e bate na traseira do carro. 

 

— Quem é esse idiota? Nunca leu as regras não? — Grita, com ódio.

 

Faz uma curva arriscada e o pneu canta. Tomou domínio do ambiente. A respiração acelerada vai normalizando quando percebe que completou a penúltima volta.

 

— Só mais uma.

 

Acelerou com tudo. 

 

Passou o adversário que nem havia completado a penúltima volta. Um largo sorriso começará a aparecer conforme os gritos de torcida aumentavam. 

 

O carro passa pela faixa improvisada. Havia ganho a corrida. O veículo para com tudo a frente, Chan-woo fecha os olhos e solta um longo suspiro.

 

— Jung Chan-woo ganhou a corrida, senhores. Essa foi por bem pouco. — Um dos organizadores fala no microfone, aplausos e gritos de comemoração alastraram-se. — O seu prêmio de 15 mil dólares é merecido, meus parabéns. 

 

Chan-woo sai do carro, meio tonto. A multidão o cerca com garrafas d'água e toalhas.

 

Algumas pessoas pedem autógrafos e o presenteiam com ainda mais dinheiro. As típicas fãs ricas que tentam comprar o ídolo com bolos de cédulas.

 

Ele está presenciando um sonho. Impossível de acreditar nisso tudo, mesmo com toda a agitação por perto.

 

— Você modificou o seu carro, garoto? — Kim Jinhwan, o outro adversário, surge atrás do maior.

 

— Como se você não tivesse feito o mesmo. — Retruca. — Você riscou o meu carro, o quanto de merda você tem na cabeça? 

 

— Você ganhou dinheiro suficiente para pagar. — Da de ombros. — Eu estou indo embora. 

 

— Não está se esquecendo de nada?

 

— Meus parabéns. — Diz, sarcástico. Entra no carro, logo dando partida e saindo do local.

 

Chan-woo revira os olhos e anda até Kim Min-hyuk, o mesmo que anunciou a vitória.

 

— Onde está o prêmio? 

 

— Naquela maleta. — Sorri amarelo e aponta o objeto revestido em couro preto. 

 

Sem muitas cerimônias, trata de abri-la e seus olhos brilham ao notar a grande quantia de dinheiro. 

 

15 mil dólares.

 

Quantas apostas foram feitas para que isso tudo estivesse a sua frente? Muitas. Os frequentadores desse tipo de corrida não estão para brincadeira e gostam de esbanjar a riqueza dando lances altos.

 

Mesmo que no início tenha ficado receoso, Hanbin está admirado com o que presenciou essa noite. O jeito que sorri é o bastante para que Bobby tire sarro.

 

— E então? Vai descartar o sermão de mais cedo? — Fala, sorrindo.

 

Recebe uma cotovelada fraca de Hanbin.

 

— Você mereceu. — Cruza os braços. 

 

A multidão começa a ir embora. Sobram apenas os organizadores que estão desmontando algumas coisas.

 

— Está bem tarde. Onde você mora?

 

— No bairro Jung-gu.

 

— Não é muito longe.

 

Depois de se despedirem do restante, andam até o carro. 

 

A viagem foi tranquila, várias conversas entraram em pauta e risadas foram trocadas. 

 

Kim's Company

16 de janeiro de 2020

Escritório de Ji-won, 10:30 AM.

 

O dia está repleto de beleza. O inverno continua e os flocos de neve caem fora do prédio. 

 

Não há tantos trabalhos sobre as costas de Bobby nessa semana e por isso ele está em um dos sofás da sala, bebericando um chá de eucalipto. A noite anterior atacou a rinite de Bobby e a Ji-hyun, cuidadora do irmão dele, fez questão de preparar o chá.

 

Uma ligação é ouvida. Bobby levanta, caminha nos típicos passos longos até a mesa e pega o celular. Quase derruba a xícara de chá quando lê o nome "Japa na França", ou para os colegas de trabalho "Kim Donghyuk".

 

Atende quase de imediato, faziam-se séculos desde que tinha recebido notícias dele. Sempre eram respostas curtas por mensagem, e agora uma ligação? Só poderia estar morrendo, na cabeça de Bobby.

 

— Quando aconteceu o óbito?

 

— Eu não morri, idiota! Trago boas notícias da França e uns macarrões. — Diz, animado.

 

— Macarrão? Isso não vende em lojas de conveniência?

 

— Perdão, eu quis dizer macaron, mas isso não vem ao caso. Você consegue vir me buscar no aeroporto? Estou morto de cansaço.

 

— Em qual aeroporto você está? 

 

— O de Incheon, estou próximo a uma rede de Fast-Food.

 

— Entendido.

 

A ligação é encerrada.

 

E parece que o dia está ainda mais radiante. As notícias boas devem ser sobre o contrato, meio óbvio. Donghyuk nunca foi bom de esconder as coisas de Bobby, desde a infância.

 

Aeroporto Internacional de Incheon, 11:15 AM.

 

Depois de dirigir por aproximadamente meia hora, Bobby finalmente chegou ao aeroporto. 

 

Anda meio perdido pelo local. Há tantas pessoas aglomeradas nesse lugar, mas depois de longas caminhadas enxerga o letreiro da loja. 

 

Consegue facilmente ver Donghyuk saboreando um dos lanches e trata de assutar o amigo, uma boa recepção depois de tantos meses. 

 

— Da próxima vez eu vou enfiar aquela neve na sua cueca! — Fala, num tom alto e logo faz referências de desculpa.

 

Sempre tão fácil de se assustar e o defeito de responder continua.

 

— A vossa senhoria está brava? Mil perdões. — Bobby ri. 

 

— Rainha, por favor.

 

— Tudo bem, tudo bem. Quais as novidades? — Bobby senta ao lado de Donghyuk.

 

— Consegui fechar contrato com a CTHC. Eles farão uma ligação em duas semanas. Um dos funcionários deles vira para uma reunião presencial em nossa empresa. 

 

— Eu nunca duvidei de você. De fato um dos melhores da companhia.

 

— Claro que sou. — Sorri. — Enfim, chega de conversas desse assunto. Você não tem ideia do quanto as pessoas são bonitas na França.

 

— Pegou alguém, foi? A sua cara não me engana.

 

— Óbvio! Não poderia sair de lá sem fazer isso. Bebi horrores também. — Bate palmas de felicidade. — Deveria ter ido. 

 

— Não sou muito de barulho e eu precisava cuidar da empresa, mas fico feliz que você tenha curtido a sua viagem de negócios. — Da ênfase na última palavra. — Eu conheci uma pessoa também.

 

— E quem seria? Não me diga que a sua mãe o obrigou a ter encontros planejados, para unir bens, de novo.

 

— Não. — Faz uma cara de desgosto. — Conheci alguém na cafeteria que abriu em frente a empresa. 

 

— Começou a ficar interessante. Conte-me mais.

 

— Ah, não sei. Eu fui conhecer o local e começamos a conversar diariamente e acabamos nos tornando amigos, ele é um dos garçons. Ontem mesmo saímos.

 

— Vocês fizeram?

 

— O que? — Olha a cara de Donghyuk. — Não! Recebi um convite dos rapazes e decidi levar ele.

 

— Eu acredito em você. — Faz um joia com a mão direita. 

 

Donghyuk levanta e arruma as malas.

 

— Vamos sair desse lugar. Preciso terminar algumas papeladas e depois dormir. 

 

Bobby levanta e ajuda o amigo a levar algumas bagagens. Donghyuk sempre exagera nas compras e acaba voltando com mais coisas do que levou consigo.

 

— Vai para a empresa?

 

— Sim. — Acena com a cabeça. — Quero conhecer o garoto que você conheceu, depois. Nem sei o nome dele ainda.

 

Eles saem do aeroporto e vão em direção ao estacionamento, onde está localizado o carro.

 

— Kim Hanbin. Esse é o nome dele.
 


Notas Finais


Mano, que capítulo! Aposto que por essa vocês não esperavam hihi
Ainda tem muito mais pela frente e digo mais, as aparências enganam.

Se gostou, da um favorito para fortalecer <3
Até o próximo cap!

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