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História Captain Who - Um outro Senhor do Tempo - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Sequestro em Massa


Fanfic / Fanfiction Captain Who - Um outro Senhor do Tempo - Capítulo 6 - Sequestro em Massa

I

- Por que sempre um banheiro público? - Perguntou Lisa ao deixar a TARDIS. - E se alguém quiser usar?

O Capitão saiu e trancou as portas.

- A TARDIS não é facilmente perceptível.

Eles começaram a caminhar pela cidade na direção da casa de Lisa. Ela olhava para o céu, como se algo a incomodasse.

- O que foi? - Perguntou o Capitão espontaneamente.

- Nada, é só... Não sei, eu vi coisas que jamais pensei ver. Conheci Joana D'Arc, vi o futuro e outras espécies... Agora tudo parece tão pequeno.

O Capitão pôs o braço sobre seu ombro.

- As coisas nunca foram pequenas, sua mente é que era limitada.

Ela gargalhou de leve num tom irônico.

- Você tenta mas não consegue deixar de parecer um alien.

Ela tirou o braço dele do ombro dela e apertou o passo enquanto sorria.

- Ei, você é alien pra mim - Gritou ele tentando alcançá-la.

Eles passaram por um banco sob uma árvore, como o no qual conversaram pela primeira vez. Ao redor dele no chão havia uma estranha marca ofuscante que parecia faiscar.

O Capitão e Lisa, antes de conseguirem chegar à casa dela, decidiram passar no asilo.

- Quanto tempo depois voltamos?

- Eu diria que dois dias. Tentei trazer você de acordo com o tempo que ficamos fora, achei melhor.

Ela bateu na porta e esperou que alguém surgisse.

- Não avisei a ninguém, minha mãe deve estar preocupada. E se eu não tiver perdido o emprego... Acho melhor voltarmos um dia, não acha?

- Ah, não, agora é muito arriscado. Você poderia acabar cruzando sua própria linha do tempo.

A Senhorita Lins atendeu a porta e pareceu muito surpresa ao vê-la.

- Onde estava? - Perguntou rispidamente. - Não deu mais notícias, e garanto que te procuramos...

- Não foi nada de mais, Senhorita Lins. Eu queria ver a senhora Balman, ela tá acordada?

Lisa sorriu ao perguntar aquilo, mas a reação da Senhorita Lins foi o total revés da sua. Seu rosto se tornou triste e não mais amargo, parecia que algo realmente sério havia ocorrido.

- Olha, nós te procuramos... - Ela tropeçava nas palavras. - Sua mãe não sabia onde estava, e tivemos que agilizar as coisas...

Lisa estremeceu. Ela sabia que algo muito sério havia acontecido, sério o bastante para abalar a Senhorita Lins.

- A senhora Balman morreu, Lisa.


II

Durante horas Lisa não acreditou no que tinha acabado de ouvir. Ela Insistia que não podia estar certo, que devia haver alguma coisa errada. Mas aos poucos a ficha foi caindo.

Ela foi consolada pelos funcionários e pelos pacientes. O senhor Blake disse que ela não havia falado muito nas suas últimas horas, mas que demonstrou sentir a ausência de Lisa, perguntou por ela alguma vez.

- E eu estava longe - Disse ela sentada na recepção com o Capitão. - Não pude estar com ela - Seu rosto de repente mudou de triste pra desconfiado. - E tudo isso logo depois que conheço você.

O Capitão mordeu os lábios. Ele sabia que precisava dizer alguma coisa, e mesmo não sendo muito bom em demonstrar comoção ele tentou.

- Deixe-me ver - Pediu ele pra olhar a foto da senhora Balman que Lisa segurava.

Sem hesitar ela a entregou e ele olhou todos os detalhes.

A senhora Balman devia ter seus setenta anos, tinha alvos cabelos brancos, pele enrugada e pelancuda, mas era dona de um sorriso jovial, misterioso até, que se sobressaia do restante.

- Ela tinha família?

Lisa olhou pra ele com uma expressão estranha e enxugou uma lágrima da face.

Ela não falou absolutamente nada. Apenas retirou o celular do bolso e ficou o olhando.

- Se eu pudesse tinha ligado - Falou.

Lisa entregou o celular nas mãos do Capitão e levantou.

- Você não precisa fingir que liga - Disse ela de modo hostil. - Qualquer coisa liga pro número com o nome que eu atendo, é o celular do John. Preciso resolver umas coisas.

Ela saiu e o deixou se sentindo confuso enquanto olhava para o celular sem saber o que dizer.

- Mas é pra eu me importar ou não? - Questionou a si mesmo.

Alguns passos justos surgiram.

- Lisa, será que você... - Falava a Senhorita Lins. - Ah, mas ela já sumiu! Espero que não fique usando o luto como desculpa pra não trabalhar.

Ao ouvir aquilo o Capitão ficou reflexivo sobre algumas coisas. Ele pensou no modo como reagiu sobre os pacientes do asilo da última vez, mal se importou. Se Lisa não estivesse com ele talvez todos tivessem morrido. E se só a senhora Balman ter morrido causou tanta comoção, qual não seria o luto se fossem todos eles...

Ele pensou em todos aqueles que morreram pelos lugares em que passou. Pensou nas pessoas convertidas em anjos, na Zygela que não queria guerra, nas pessoas comidas pela lula-leoa...

- Será mesmo que eu me importo? - Pensou em voz alta.

- O quê? - Perguntou a Senhorita Lins que já começava a se retirar.

Ele a ignorou e saiu do asilo. Na rua tentou ver Lisa, mas não obteve êxito. Ele então resolveu voltar pra TARDIS e esperá-la lá, e ligar caso houvessem novidades.

O Capitão prosseguiu a pensar nas mortes em suas viagens.

- Capitão de porcaria nenhuma eu sou - Continuou a falar sozinho.

Ele olhou pro outro lado da rua atraído pelo barulho do choro de uma criança. Com isso ele se lembrou de Joana D'Arc e de como conseguiu salvá-la. Pensou também que o Caraveu não faria mais vítimas, nem os Anjos ou a Rainha, e que conseguiu resolver o problema dos Zygons.

E Lisa sempre ao seu lado, não como mera companhia, como uma amiga. Era isso que eles eram, ótimos amigos. Sem ela para lhe esclarecer a vista quem sabe já não tivesse sido morto?

- Ela é completa e totalmente espetacular.

Ele cessou as reflexões ao sentir um abalo no solo, uma vibração estranha. Ele apontou o canivete sônico e resolveu correr pra conseguir chegar logo à TARDIS.


III

Ao tocar a campainha, Lisa se deparou com uma mulher com o cabelo despenteado, olheiras fundas e uma roupa que parecia não tirar há dias.

Ela pareceu numa mistura de surpresa e felicidade à princípio, mas logo se tornou um poço de ira e desespero.

- Você não pode fazer isso comigo - Dizia. - Está me testando, filha? Não faça isso nunca mais se você tem um pingo de consideração por mim!

- Calma mãe, eu só...

E então a ira desfez-se e deu lugar a felicidade de novo. A mãe abraçou a filha quase a partindo ao meio e a fez entrar pra um chá e umas boas explicações.

Voltando ao Capitão, quando ele finalmente chegou à TARDIS se espantou por encontrá-la com as portas abertas. Ele entrou rapidamente e se deparou com uma policial rechonchuda de cabelos pretos paralisada de frente pro console sem esboçar reação alguma.

- Tudo bem, não precisa se exaltar - Disse o Capitão.

Quando ela ouviu a voz dele se virou e quase gritou, mas se conteve.

- Eu só queria usar o banheiro - Disse.

- Ok, Lisa - Ele voltou a falar consigo mesmo. -, você tava certa.

- Eu vou prender você - Disse a policial parecendo meio insegura. - Por, por...

O Capitão cruzou os braços e falou com sarcasmo um "continue".

- Vem cá, deixa eu arrumar isso - Disse ele tentando se aproximar dela e limpar os últimos acontecimentos de sua mente.

- Oh, não me toca, eu tenho um... - Ela procurou uma arma, mas só encontrou... - Um cacetete!

Antes que um dos dois voltasse a falar, outra vibração no solo foi sentida. O Capitão olhou pra fora e viu uma marcação ao redor da TARDIS parecendo formar um círculo ao redor dela. Ele apontou o canivete sônico mas antes que pudesse fazer qualquer coisa a marcação brilhou e liberou faíscas elétricas.

A TARDIS sacudiu e eles acabaram caindo quase um sobre o outro. Eles se ergueram e olharam pra fora, vendo uma cortina de eletricidade ao redor deles no exterior. Quando ela se dissipou, viram que não estavam mais em Londres.

- Olá - Disse um jovem alto, cabelos cacheados e olhar perdido olhando para dentro da nave. - Por acaso vocês sabem o quê que aconteceu?

Lisa disse a sua mãe que não podia levar o celular, que foi para um retiro espiritual com uns amigos que tinha conhecido pela Internet.

- Mas você nunca fez isso - Dizia a mãe a chorar. - Não entendo por que não me avisou. E ainda mentiu dizendo que ia pra casa da Anne.

- Ah, mãe, já disse que não podia levar o celular e acabou que não deu mais pra te avisar, foi em cima da hora. Olha, esquece tudo isso, tá? Já passou.

A mãe de Lisa Peterson continuou a resmungar. O que a filha fez realmente a deixou extremamente preocupada.

- Desde que seu pai morreu eu me sinto tão sozinha. Te vejo pouco e você ainda me faz isso!

Lisa percebeu que seria melhor deixá-la desabafar um pouco. Ela havia vivido tanto nas viagens com o Capitão, talvez até mais do que em toda a sua vida, e não conseguia contar nada a mãe. Também, o que dizer?

Lisa decidiu abrir um pouco as janelas, a casa estava muito abafada, mas ao fazê-lo viu uma estranheza incontável. A casa da senhora Ophin, sua vizinha, havia sumido por completo. Simplesmente não estava mais no chão, como se tivesse se desintegrado.

- Mãe, a senhora Ophin vendeu a casa?

A mãe de Lisa estranhou ouvir aquilo. Ela foi até a filha e viu o mesmo que ela.

- Não, o que é isso? Onde foi parar a casa?


IV

O rapaz de olhar perdido que estava do lado de fora da TARDIS disse se chamar Lukas, e como eles não fazia a menor ideia do que havia acontecido.

O Capitão analisou o exterior com o canivete mas não pareceu conseguir muitas respostas.

- Fizeram um rapto - Disse aos outros dois dentro da TARDIS. - Alguém extraiu esse pedaço de Londres conosco junto. E... Pelo visto...

A policial e o rapaz saíram e olharam o entorno. Muitos outros pedaços de terra estavam espalhados nas redondezas.

Eles estavam num lugar com o céu azul como o da Terra, ar fresco e num tipo de campo com grama e algumas flores. Uma paisagem realmente agradável, não fosse a situação.

O Capitão reparou que a TARDIS, por não ter se materializado por si só, ainda era um banheiro público.

- Talvez consiga leituras sobre que lugar é esse - Disse ele correndo pros controles da nave.

- Mas isso é impossível - Disse a policial.

- Qual é mesmo seu nome? Você tem um?

- Charlotte Smith.

- Ótimo - Ele falava enquanto tentava descobrir as coordenadas daquele lugar. - Charlotte Smith, nós fomos abduzidos por alguma força exterior e provavelmente além da sua compreensão. Essa é minha nave e não um banheiro público, isso era só um modo de camuflagem.

Ela revirou os olhos ao ouvir aquilo.

- Péssimo disfarce. Não pensou que alguém podia querer usar?

- Na verdade isso não devia acontecer - Ele ficou um pouco reflexivo sobre o assunto. - É estranho...

- Se é uma nave por que não nos leva de volta? - Perguntou Lukas meio perdido com a situação, um pouco mais até do que Charlotte.

- Bom, posso tentar. Segurem-se.

Ele programou as coordenadas da Terra, apertou alguns botões e puxou uma alavanca. As luzes se acenderam e apagaram. As turbinas mau se mexeram.

- Ah, não vai dar. Alguém nos quer aqui.

Ele saiu da TARDIS e voltou a olhar em volta. Nos pedaços de terra haviam pessoas, em praticamente todos, mas estavam desacordadas.

- Hum, é possível que não tenha ar aqui - Falou ele.

- Mas estamos respirando - Disse Charlotte.

- Sim, a TARDIS, minha nave, não nos deixa sem. Mas de todo modo acho que não é isso...

Ele correu de volta pros controles da TARDIS e tentou mais uma vez descobrir onde eles estavam, mas sem muito êxito.

- Você! - Apontou ele pra Lukas. - O que fazia quando isso aconteceu?

O tom do Capitão foi meio ríspido, o bastante pra deixar Lukas inseguro.

- Ah, eu... Tava na rua, andando.

- E passou em frente a gente, vindo conosco?

- Acho que sim.

Ele não sabia bem no que pensar. Tentou mais uma vez descobrir onde estavam, e com uma certa insistência acabou conseguindo algumas informações.

- Não estamos mais na Terra - Disse ele.

Charlotte e Lukas se entreolharam desconfiados.

- Mas é como a Terra - Disse Charlotte. - O que está dizendo?

O Capitão verificou de novo o que havia descoberto e lamentou.

- Estamos em Mondas, um planeta gêmeo da Terra.

Ele mostrou na tela da TARDIS pra eles a imagem do planeta. De fato os continentes e a aparência se assemelhavam a Terra. Se aquilo fosse mesmo verdade só podia ser uma a causa do sequestro em massa dos habitantes da Terra.

De repente um barulho metálico de marcha surgiu e à frente deles um pequeno grupamento de Ciborgues. Tinham no rosto um tipo de pano encobrindo toda a face, mas parecia ainda ter uma pois percebia-se a presença de um nariz, ou pelo menos de algo o imitando.

Vestiam luvas e outros tecidos encobriam o restante do corpo, enquanto na barriga haviam mais partes metálicas estranhas acopladas e também um chapéu metálico no topo da cabeça com um tipo de antena que ia de um lado ao outro.

Quatro deles foram na direção da TARDIS.

O Capitão ainda tentou sair com a nave, mas não obteve êxito e achou melhor sair e descobrir melhor o que os Ciborgues mondasianos pretendiam.

- Sejam bem-vindos - Falou um deles com uma entoação na voz assustadora. Ele alongava a pronúncia de algumas palavras e falava outras muito rápido. - Nós somos os Ciborgues e esse é Mondas, nosso planeta. Ele e o seu um dia já foram gêmeos, estando lado a lado um do outro no espaço. Porém, nos separamos. Hoje os trouxemos para que vivam conosco, os melhoraremos, removeremos a dor e o sofrimento, não mais precisarão se preocupar com o que chamam de emoção.

Com isso eles os tiraram de perto da TARDIS e do pedaço de terra que veio junto com eles.

Os Ciborgues tiraram um tipo de disco que carregavam na barriga e apontaram na direção da TARDIS, criando uma espécie de barreira estática. Os demais que iam ao encontro das outras pessoas também o fizeram à medida que as levavam.

- O que será que querem dizer com remover as emoções? - Perguntou Charlotte.

O Capitão sabia o que eles queriam, e não gostava nada da ideia de ver todas aquelas pessoas convertidas em Ciborgues.

- Mondas se despedaçou nos anos 80 - Disse o Capitão. - Eles vieram à Terra para drenar sua energia, conforme as histórias, mas acabaram não conseguindo à tempo.

- Mas então como estão aqui agora? - Perguntou Lukas com uma expressão de pânico.

- O modo que usaram pra trazer pessoas à Mondas. Devem ter criado uma distorção no tempo e no espaço, por isso as pessoas inconscientes, nós não ficamos por causa da TARDIS. Provavelmente esse ainda é o passado deles.

Lukas e Charlotte pareciam confusos.

- Por que você parece entender tudo melhor? - Perguntou a policial. - Como pode ter uma nave? É alienígena? Eles são alienígenas?

O Capitão inclinou a cabeça pro lado.

- Bom, eles são meio que humanos - Falou ele. - Só convertem humanos, logo todas essas pessoas vão ser como eles.

Ouvindo isso os dois se preocuparam e quase entraram em pânico.

- Vamos nos tornar eles? - Perguntou Lukas com a testa franzida.

- À menos que demos um jeito de escapar.

Ele pensou um pouco. Então se lembrou do celular que Lisa o entregou.


V

Os Ciborgues iam à frente e não se preocuparam com as conversas deles. Mas o Capitão iria usar o celular e talvez se eles percebessem as coisas não ficassem bem, por isso ele pediu que Charlotte e Lukas os ocupassem.

- Então - Começou ela meio que insegura. -, por que Mondas precisa de mais Ciborgues?

- Houve guerra - Respondeu um deles. Eles pareciam prontamente dispostas a lhes responderem. - Mondas foi invadido e muitos morreram.

Ela não sabia mais o que perguntar, então Lukas falou.

- Quem invadiu?

Com isso eles pareceram hesitar um pouco.

- Alô - Disse o Capitão quando alguém atendeu o celular. - Lisa, é você?

Na Terra a mãe de Lisa passou pra ela, que não tardou a falar pro Capitão o que havia acontecido com a casa da vizinha. Ele disse já estar ciente da situação e pediu que ela fizesse algo.

- Olha, posso ligar o sinal sônico do canivete com o que trouxe todos aqui e reverter, mas ele não tem força pra funcionar sozinho, não o bastante. Preciso que dê um jeito de ligar uma fonte de eletricidade a qualquer um dos lugares que desapareceu. Pode fazer isso?

Lisa disse que ia tentar dar um jeito e se conseguisse ligava pra avisar.

- Então está tudo destruído a nossa volta e esse cenário é só uma projeção? - Perguntou Charlotte após uma explicação do Ciborgue.

Eles estavam chegando a um prédio estranho, alto e prateado no meio de uma arquitetura peculiar de uma cidade.

- Nosso médicos irão aprimorá-los - Disse um dos Ciborgues.

- Rápido, Lisa - Falou o Capitão pra si mesmo.

Lisa pediu carona da mãe até o asilo. Quando chegaram perceberam que um pedaço da rua próxima também havia desaparecido, o que foi bem conveniente.

- Espera aí no carro, mãe - Disse ela e correu pros fundos do asilo, voltando depois só pra pegar o celular da mãe emprestado.

Ela deu um jeito de acoplar fios do gerador de emergência do asilo à região que havia sido levada. Ela pôs os fios bem na marca que ainda faiscava, e então pegou o celular pra ligar pro Capitão.

- Olha, se acalma - Dizia ele a Lukas, o primeiro que se encaminhava para ser convertido. - Vou conseguir nos tirar daqui.

Ele chorava descontroladamente, e acabou sendo levado pra sala. Nas outras ao lado alguns gritos aterrorizados eram ouvidos. Charlotte fechou os olhos e começou a repetir pra si mesma que tudo ia ficar bem.

Então Lisa liga e avisa que tudo está pronto. O Capitão rapidamente apontou o canivete sônico na direção da TARDIS e ligou todos os locais que foram levados. Um deles era o pedaço da rua que Lisa acoplou os fios. Logo faíscas começaram a surgir de todos os lados e ao redor do Capitão e Charlotte.

Quando os Ciborgues perceberam eles já haviam desaparecido e reaparecido de volta em Londres. Porém ainda havia um problema. Os pedaços de terra voltaram sozinhos, as únicas pessoas que conseguiram regredir foram o Capitão e Charlotte por estarem com o sinal sônico.

Mas agora com a TARDIS em mãos as coisas se facilitavam pro Capitão. Ele e Charlotte viajaram primeiro até o asilo e pegaram Lisa. Sua mãe quase infartou ao ver uma banheiro químico aparecer e reaparecer ao redor da filha.

Ele então levou a TARDIS de volta à Mondas uns segundos depois que saíram.

- Posso enviar um sinal pra todos que ainda tiverem um coração orgânico batendo e fazê-los voltar à Terra - Disse ele.

- Capitão - Disse Lisa -, quem é essa?

- Charlotte, Lisa. Lisa, Charlotte.

O Capitão usou o canivete sônico de novo o apontando pro lado de fora de Mondas. A frequência que ele transmitiu fez todos os humanos ainda vivos serem transportados pelo tempo e espaço de volta à Terra, como ele havia imaginado.

Os três saíram da TARDIS com uma tarefa cada. Charlotte colocou vários dispositivos pelo lado de fora do hospital enquanto Lisa ia os ativando com o canivete sônico. O Capitão foi até as salas de cirurgia enquanto os Ciborgues estavam ocupados tentando entender o que havia acontecido.

- Lukas! - Gritou ele ao se deparar com o jovem convertido em Ciborgue. Ele o reconheceu por que ainda não havia tido a cabeça ensacada.

- Eu não quero viver assim - Disse ele chorando. O Capitão percebeu que ainda não haviam removido as emoções dele, mas o coração já, ou teria voltado à Terra.

O Capitão insistiu que ele viesse com ele, mas tudo o que Lukas queria saber era se ele podia voltar ao normal. Sabendo que não, ele disse pro Capitão ir embora sem ele, mas ainda ficou com um dispositivo que acionaria todos os que Charlotte e Lisa acoplaram.

- Os Ciborgues são monstros - Dizia o jovem a chorar.

Quando o Capitão chegou de volta à TARDIS só bastou fechar as portas e viu explosão no hospital. Pra que ficassem seguros ele os emergiu no vórtice do tempo.

- Lukas ainda estava lá - Disse ele. Charlotte se entristeceu. - Não havia mais nada o que fazer.

- Tenho certeza que tentou - Disse Lisa. - Todos os Ciborgues estão mortos agora?

- Talvez, mas acho que não, são fortes... Pelo menos os enfraquecemos.

E então algo pareceu ter batido na TARDIS. Tudo se sacudiu e algumas luzes de alerta se acenderam.

- O que é isso? - Perguntou Charlotte se segurando pra não cair.

O Capitão se espantou ao ver o que indicava o alerta.

- O que foi, Capitão? - Perguntou Lisa indo na direção dele.-

- É impossível - Falou ele e conferiu os dados de novo. - Estamos batendo numa outra TARDIS.


Notas Finais


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