História Captain Who - Capítulo 25


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Categorias Doctor Who
Personagens 12º Doctor, Bill Potts, Jack Harkness, Personagens Originais, River Song (Melody Pond), The Master
Tags 12th Doctor, Bill, Capitã, Capitão, Charlotte, Cindy Louper, Doctor Who, Fic, Gallifrey, Histórias Originais, Jack Harkness, John, Lisa, Londres, Missy, Personagens Originais
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Palavras 3.252
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 25 - O Mistério do Céu


Fanfic / Fanfiction Captain Who - Capítulo 25 - O Mistério do Céu

I

A TARDIS se materializou em formato de banheiro público, como fazia na maioria das vezes em que pousava na Terra.

O Capitão e Analis saíram e observaram onde estavam pra se certificar de que era mesmo o lugar certo. 

- É a minha rua, você acertou - Disse Analis feliz por ver que estava verdadeiramente em casa. 

- Por que não acertaria?

Ela olhou pra ele com uma cara meia debochada e acabou por notar algo.

- Tá usando batom?

Ele estranhou a pergunta.

- Estou, por que não usaria?

- Bem, você agora é... Deixa pra lá.

Eles foram andando pela calçada e apreciando as redondezas. Encontraram alguns dos vizinhos de Analis no caminho, que a olharam muito curiosos, mas nenhum se pôs a falar com ela.

- Alguns dias desde que saí, né? Ha, nem devem ter notado minha ausência.

O Capitão olhou pra ela, pensando em como tinha mudado, em como sorria agora e não mais aparentava tanta tristeza.

- Ei, e os seus amigos? - Perguntou ela quando eles passaram pela casa que ele havia comprado.

- Ah, não - Disse o Capitão espantado. - Os Hermes, eu esqueci deles. Devem estar perdidos...

Ele abriu a porta com o canivete sônico e saiu à procura deles, acabando por os encontrar nos fundos tomando café com tapiocas ao lado de duas senhoras, vizinhas de Analis. 

- Ah, mas vejam só - Disse um dos Hermes. - Olhem quem tá de volta, rapazes.

Eles disseram pras senhoras que já era hora de irem, que precisavam falar com o Capitão e Analis.

- Como foi de viagem, querida? - Perguntou uma delas antes de ir para Analis.

Ela deduziu que os Hermes haviam contado algo sobre ela ter viajado pra elas.

- Bem... - Disse meio sem jeito.

Elas então saíram e o Capitão sentou-se com eles, assim como Analis.

- Você ficou fora por meses - Disse um dos Hermes chateado.

Analis se virou pra ele lentamente.

- Ok, são umas semanas há mais do que o previsto - Disse ele. - E vocês ficaram aqui de boa fazendo amizade com a vizinhança. 

- É claro, não tínhamos mais o que fazer enquanto esperávamos por você. 

- Não se preocupem, eu...

Ele prosseguiu falando, mas agora Analis não prestava atenção no que dizia. Olhou pro céu e viu agora estranho, mas fascinante, e também bizarro ao mesmo tempo.

- Nossa... - Disse, e fez todos olharem pra mesma direção que ela. Todos ficaram boquiabertos com o que viam.

No céu, bem no alto, haviam inúmeras faixas de cor e luz, arco-íris, só que não era comuns. Formavam um tipo estranho de círculo que refletia luz como o sol.


II

- Mas que troço é esse? - Perguntou o Capitão indo em direção à rua com os outros pra ver mais de perto.

- São arco-íris... - Disse Analis. - Arco-íris de 360°.

O Capitão apontou o canivete sônico, mas não pareceu ter conseguido muito progresso.

Os outros vizinhos começaram a notar, assim como pessoas que passavam na rua. Algumas acabaram até quase batendo os carros.

- E se for uma distração? - Sugeriu Analis. - Uma forma de ofuscar todo mundo.

- Bem pensado - Disse o Capitão. - Vamos à TARDIS ver se conseguimos alguma coisa. Vocês - Ele apontou pros Hermes. - Fiquem aí, exatamente aí, não se preocupem, vou levá-los pra casa... Alguma hora.

Ele correu de volta ao "banheiro químico" ao lado da amiga.

- Bom, vamos ver se eu consigo...

Ele mexeu nos controles da nave e em seguida desceu corredor à baixo e voltou trazendo um monte de parafernalhas.

- Vê se o scanner consegue resultados - Disse ele pra Analis, que se aproximou do visor enquanto ainda olhava curiosa pras coisas que ele trouxera.

- Você guarda mesmo muita coisa por aqui.

- Relíquias dos últimos tempos...

Ele pegou em meio aos objetos um pequeno bastão de cerca de vinte centímetros.

- O que é isso? - Perguntou Analis.

- Um bastão.

Ele pressionou um botão no bastão e o fez aumentar de tamanho até ficar com quase dois metros de invergadura.

- Mas pra quê isso?

- Autodefesa, não sabemos o que pode acontecer daqui pra frente.

Analis sorriu com aquela visão, e então percebeu que o havia alguém do lado de fora na rua, pessoas estranhas. Achou que aquilo era importante, mesmo que o scanner não tivesse indicado nada.

Ela avisou ao Capitão e eles saíram pra ver de quem se tratavam aquelas pessoas. 

Eles estavam uniformizados com as iniciais "BS" nos ombros, e instalavam dispositivos estranhos na rua em formato de losangos.

O Capitão apontou o canivete sônico pra eles, que notaram a interferência e enfim perceberam a presença dos dois ali.

- Ah, são vocês - Disse uma mulher de cabelos azuis ondulados se aproximando. Ela notou o banheiro químico por trás deles e tirou um dispositivo semelhante a um tablet do bolso. - Ah, e estão com a TARDIS. Perfeito! 

- O quê? - Disse Analis. - Como sabe da TARDIS? Quem é você? 

Ela deu mais um passo e nesse instante o Capitão reativou o bastão em sino de defesa.

- Não se preocupem, sabemos quem são - Disse a mulher. - Me chamo Kira Rochinoph, e sou representante no Brasil dos Irmãos Smith.

Nesse instante Analis olhou de novo pras iniciais nos uniformes das pessoas. Haviam sido traduzidas, eram agora "IS".

- Detectamos essas assinaturas desconhecidas - Ela apontou pros arco-íris. -, e viemos analisar. Fico feliz de finalmente os estar conhecendo pessoalmente e que estão aqui.

- Ok - Disse o Capitão enfim deixando o bastão pequeno de novo. - Como nos conhece e quem são os Irmãos Smith? 

Ela respirou fundo.

- Acho melhor virem conosco, temos muita coisa pra discutir.


III

O Capitão e Analis seguiram com eles num SUV e partiram para o aeroporto, onde pegaram um jato.

No caminho eles não puderam conversar mais sobre do que exatamente se tratava aquela organização, pois os dois foram postos sozinhos no carro com dois seguranças do lado, mas agora no jato a tal da Kira voltou a surgir.

- Como foi o trajeto? - Perguntou.

- Isso já tá ficando cansativo - Disse o Capitão estressado. - Há um mistério no céu da cidade e vocês ficam aí com seus protocolos e fingindo que são educados. O que querem, afinal?

Analis pegou o braço dele tentando fazê-lo se acalmar, mas provavelmente isso só aconteceria quando tudo fosse devidamente explicado.

- Não é só em Brasília - Disse Kira Rochinoph.

Ela tirou o tablet estranho do bolso de novo e mostrou a eles imagens em várias regiões do mundo, desde a África, a Europa e a América do Norte, até o Brasil e alguns outros países da América do Sul.

- Esses arco-íris surgiram do nada nas últimas horas, simplesmente apareceram. Não indicam nada que possa nos ajudar a desvendar o que são.

O Capitão observou as imagens minuciosamente, mas foi Analis que notou um detalhes.

- Espera. Às 09:58 em Brasília; 13:58 em Cardiff, Inglaterra; 08:58 em Washington, EUA; 20:28 em Nova Delhi, Índia. Todos os registros de quando os arco-íris surgiram são do mesmo momento. Fuso horários diferentes mas começaram no mesmo instante em todo o mundo.

- Mas como não vimos isso? - Questionou Kira a si mesma. - Outro ponto importante, então.

O Capitão sorriu nesse momento pra Analis.

- Então, o que são os Irmãos Smith? - Perguntou ele enfim devolvendo o tablet para Kira.

- Organização derivada da UNIT - Disse ela sorrindo. - Tratamos de onde eles não alcançam e também de ocorrências menores ligadas à atividade alienígena.

- Mas essa não é uma ocorrência menor - Disse o Capitão.

- Sim - Ela respirou fundo. - Mas com um mistério como esse em todas as partes do mundo todos os esforços são necessários e válidos.

- E de onde nos conhece, precisamente? - Perguntou Analis. - É por causa da UNIT?

- Bom, sim, soubemos como agiram no controle da ameaça das Gueixas, e devo dar-lhes meus mais singelos parabéns. 

O Capitão olhou pela janela nesse instante, observando o céu. Era possível ver os arco-íris de longe dali, e eram mais estranhos ainda daquele ponto de vista.

- Qual a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha? - Perguntou.

- Ah, eu não sei... - Disse Kira estranhando aquela questão.

Analis foi até ele e também observou os arco-íris. Eram verdadeiramente belos, não fosse o quão perigosos podiam ser.

- Tá tudo bem?

Ele nada disse. Permaneceu olhando o céu e depois se virou pra Kira repentinamente.

- Não localizaram a TARDIS, né? Foram àquela rua por algum outro motivo.

Ela sorriu.

- Muito bem - Disse. - Detectamos uma maior frequência do sinal naquela área, como se tudo tivesse partido de lá.

Ele olhou pra Analis, pro seu rosto... 

- Bem na sua rua...

- Ok - Disse Analis um tanto que preocupada. - Isso é estranho.

- Muito estranho.

Eles continuaram pensando sobre aquilo e sobre os arco-íris pelos próximos momentos do voo, mas não progrediram muito.

Após não muito tempo, finalmente haviam chegado ao Rio de Janeiro, onde ficava a sede dos Irmãos Smith.


IV

A sede ficava em um prédio na orla, realmente próximo à praia, para o qual eles seguiram mais uma vez em um SUV. 

Quando chegaram no prédio descaracterizado e pegaram o elevador, se depararam com dezenas de funcionários analisando dados e gráficos em computadores e telas gigantescas. 

Havia a marca "Irmãos Smith" numa das paredes, e também um enorme mapa global e dos satélites ao redor da Terra.

- Senhoras e senhores, um minuto de sua atenção - Disse Kira Rochinoph atraindo a atenção de todos e os fazendo parar o trabalho e as conversas. -, aqui está um dos responsáveis por pôr fim ao ataque das Gueixas meses atrás. Eis o Capitão. 

Todos ficaram felizes e aplaudiram, mas o próprio homenageado não se sentiu muito confortável.

- Acho que não sou do tipo que gosta de ser o destaque - Disse.

Ele fez Analis dar um passo mais à frente, mesmo contra a vontade dela.

- Na verdade - Disse ele cessando as palmas. - Esta mulher foi muito mais responsável pelo êxito que houve do que eu, pelo pouco que me lembro - Essa última parte ele falou em sussurro. 

Analis ficou completamente envergonhada, mas as palmas que recebeu de todos a deixaram um tanto orgulhosa de si.

- Muito bem - Disse Kira cessando enfim as palmas. - Precisamos continuar o trabalho sobre os arco-íris pelo mundo, o Capitão irá nos ajudar, mas não poderemos fazer muito se vocês não fizerem suas partes. 

Ela chamou o Capitão e Analis para a acompanharem, e foram até um jovem um tanto ruivo de óculos que monitorava uma tela.

- Kai - Disse Kira atraindo sua atenção.

Ele ficou surpreso e feliz ao ver o Capitão e Analis, e acabou até por derrubar um mouse.

- Ah, desculpem - Disse sorrindo e apanhando o objeto. - Eu realmente admiro vocês.

O Capitão revirou os olhos.

- Novidades? - Perguntou Kira tentando fazê-lo focar no principal.

Ele abriu uma janela no computador e mostrou para eles o que pareciam ser as leituras de um dos arco-íris, e eram ondas circulares de tom verde e violeta.

- Parece que aumentaram cerca de quinhentos metros na última hora - Disse ele. - Ainda não prejudicaram o espaço aéreo mas os voos comerciais nas regiões deles foram suspensos. 

- E fazem algo? - Perguntou o Capitão não muito interessado. - Interferem com frequências de rádio, telefonia ou sei lá, fazem pipoca?

Kai ficou um pouco confuso, mas disse que provavelmente não.

- Bom, sabemos o que podem ter feito no passado, mas...

- Kai Sue, não! - Interrompeu Kira.

O Capitão ficou um tanto mais interessado.

- O que foi? O que houve no passado?

- Teorias sem sentido...

- Então fala - Disse Analis. - Qualquer teoria pode significar algo novo que ajude.

Kira respirou fundo e assentiu para Kai.

- As análises que fizemos indicaram que a energia da qual eles se compõem são antigas, semelhantes a algumas detectadas há quase um ano. O que está acontecendo aqui não é algo único, ocorreu várias vezes ao longo da história, só que em intensidades menores. E... Também tem a ossada...

- Ossada de quem? - Perguntou o Capitão.

- Venham comigo - Falou Kira, os fazendo acompanhá-la novamente, só que desta vez para uma sala que pareceu ser mais bem guardada.


V

- Muita segurança pra uma sala só - Comentou o Capitão.

Quando a porta enfim foi destrancada, um imenso esqueleto como os que haviam em museus de história se mostrava ali. Mas não era de um dinossauro, embora fosse um tanto semelhante. Tinha asas e chifres, ao que parecia. 

- Um Dragão?! - Disse Analis surpresa.

O Capitão o analisou rapidamente com o canivete sônico.

- Não são verdadeiros.

- Claro que não - Disse Kira. - É só uma réplica, mas vejam só esses aqui.

Ela pôs luvas e abriu uma gaveta, mostrando um crânio estranho que o Capitão deduziu ser autêntico.

- Faz parte do restante que compõem o esqueleto - Disse Kira Rochinoph. - E acreditem, são puramente verdadeiros.

- Mas... - Disse Analis ainda impressionada pelo esqueleto. - Dragões não existiram de verdade, existiram?

Kira não soube bem o que responder.

- Os ossos são autênticos, foram analisados por arqueólogos. Se ligam perfeitamente, não são uma brincadeira ou algo do gênero. Datam de três mil anos atrás e foram encontrados em Glasgow, Escócia.

- Hum... - Disse o Capitão. - Há alguma coisa que liga todos os lugares afetados e eu não estou notando... Mas por que acham que o carinha de asas aqui tem alguma coisa a ver com os arco-íris? 

- São só teorias, Capitão, isso não tem...

- Por favor, Kira Rochinoph, não omita nada que possa ajuda a esclarecer as questões.

Ela assentiu.

- Na região em que os ossos foram encontrados também foi detectada a energia dos arco-íris.

O Capitão pensou sobre aquilo.

- Será que posso usar o banheiro? - Perguntou Analis de repente.

Kira e o Capitão estranharam um pouco a pergunta naquela altura, mas Kira pediu que um dos funcionários a acompanhasse até o banheiro.

Quando eles enfim chegaram à porta, o funcionário quase entrou com ela.

- Posso lidar com isso sozinha, garotão - Disse ela. 

- Ah, sim, desculpe. Eu... vou ter que verificar a segurança no nono andar - Disse ele. -, mas vou pedir pra alguém te esperar pra te levar de volta, caso não saiba o caminho.

Analis revirou os olhos mas não se importou, afinal foi mesmo difícil chegar até ali, e uma ajuda não seria nada mau.

Quando ela saiu, porém, uns minutos depois, se assustou ao ver ali quem achou ser Kai, o funcionário que trabalhava na análise dos arco-íris e com quem eles haviam falado.

- Ah, é você - Disse ela sorrindo. 

Ele olhou com a cara fechada pra ela.

- Vamos logo - Disse rispidamente.

Ela estranhou aquela falta de simpatia, mas seguiu com ele. 

Quando haviam andando cerca de metade do caminho, foi que ela notou o nome no crachá dele: Billie Sue.

- Mas não se chamava Kai? - Perguntou ela tentando não soar estranha demais. 

Ele pareceu um tanto chateado com aquela pergunta.

- Deve ter encontrado meu irmão.

- Ah, entendi, são gêmeos, né? 

- Nossa, você percebeu. Que inteligente.

- Não precisa ser irônico. Mas... Você é da equipe de segurança?

- Sou, querida, nem todos aqui são cientistas, ok? E também o Kai só teve sorte de ser filho do fundador.

- Sério? - Aquilo surpreendeu Analis. - Vocês são filhos de um dos Irmãos Smith?

Ele assentiu ainda grosseiramente.

- Ah, mas isso é incrível. Como é que é...

- Escuta - Interrompeu ele com o tom da voz um pouco elevado. - Vocês não significam nada pra mim, tá? Só por que impediram umas doidas vestidas como japonesas não se tornaram deuses. Não tô disposto a bajular vocês como todos aqui.

Analis ficou sem reação para aquilo, e nada mais disse até que por fim chegaram de volta à sala com o esqueleto do Dragão. Ele deu um falso sorriso e se despediu.

- Não era o tal do Kai? - Perguntou o Capitão vendo-o indo embora.

- Irmão dele - Falou Analis com a testa franzida pensando no que ele disse.


VI

O Capitão ainda tentava decifrar o que relacionava todos os lugares, mas não conseguiu muito progresso.

- E se... - Dizia Analis tentando ajudar.

- Não fala nada agora, por favor - Disse ele. - Porcaria de novo corpo, por que é que virei homem de novo? Como era bom conseguir focar em duas coisas ao mesmo tempo. 

Analis sorriu daquilo pensando em como a questão de gênero podia afetar os Senhores do Tempo. Não sabia se ele estava falando sério ou simplesmente fazendo uma piada.

De repente um alvoroço começou a ser ouvido vindo de não tão longe da sala.

- Mas o que está acontecendo? - Perguntou Kira tentando descobrir. 

Muitas vozes eram ouvidas por parte dos funcionários que trabalhavam, e enquanto Kira ia ver do que se tratava o Capitão enfim pareceu perceber algo.

- É claro! - Disse.

Analis se aproximou mais dele e perguntou o que havia descoberto.

- Caramba, tava tão na cara - Disse ele em alerta. - Como não vi isso antes?! Ah, não importa.

- Capitão, o que foi? - Perguntou Analis.

- Fendas, Analis! - Gritou ele. - Cardiff, Nova Delhi, Glasgow, Brasília... O que todos esses lugares têm em comum? Fendas, rupturas no tempo e no espaço.

- Espera, então... A coisa que tava sobre minha casa e que trouxe o Ciborgue ainda tá lá?

- Talvez, provavelmente... Mas deve estar pequena. O que interessa é que seja o que forem esses arco-íris estão se projetando aqui por meio das fendas, as usando... - Ele olhou pro esqueleto do Dragão. - E se isso já aconteceu há muito tempo, e se o cospe fogo ali saiu de um deles... Só pode significar que...

Ele ficou muito assustado com a possibilidade. Olhou bem para Analis e a abraçou. Ela não esperava aquilo, mas retribuiu.

- Calma - Disse Analis pra ele. - Está dizendo que mais daquela coisa - Ela olhou pros ossos preocupada. - podem sair pelos arco-íris? 

O Capitão desfez o abraço, a olhou com a cara mais preocupada que podia fazer e antes que pudesse dizer algo Kira voltou correndo.

- Vocês têm que ver isso - Disse.

Eles correram com ela e voltaram à sala repleta de computadores, onde todos estavam agora assustados como nunca enquanto discutiam.

- Houve aumento das assinaturas - Dizia Kira. - Estão aumentando cada vez mais.

Os três chegaram então juntos à Kai, que projetou a figura das análises numa das telas pra que todos pudessem ver mais amplamente.

- Senhor - Disse ele quando viu que o Capitão se aproximava. - Todos os arco-íris ao redor do mundo se intensificaram. Algo está acontecendo.

Ele observou o quanto os arco-íris haviam aumentando, e aquilo o preocupou ainda mais. 

- Ei, olhem só! - Gritou uma funcionária próxima à vidraça do prédio.

Todos se aproximaram e olharam o céu dali, e agora também haviam arco-íris lá.

- Isso não é bom - Disse o Capitão. - Estão aumentando a força, se espalhando... E logo irão deixar algo sair.

- O que quer dizer com isso? - Perguntou Kai.

Analis segurou a mão dele, o dando apoio. Era o melhor que podia ser feito naquele momento tendo em vista que logo mais o mundo podia enfim acabar.

- Os arco-íris - Disse ele respirando profundamente. - São portais.

Aquilo preocupou mais à todos, e antes que pudessem discutir sobre, observaram mais o arco-íris dali. As cores dele começaram a se destacar e ele se movimentou, como que girando.

Logo se tornou apenas um clarão de luz misto forte que chamou ainda mais a atenção das pessoas, principalmente as que o avistavam pelas televisões.

- Adeus, pessoal - Disse o Capitão.

Nos arco-íris começaram a surgir imensos rostos assombrosos, que variavam de aparência conforme a região do globo. Mas em todas as partes algo estava começando a se projetar pra fora pelos portais, e o que sairia deles provavelmente não traria paz e conforto. 


Notas Finais


No próximo capítulo:

[...]

- O quê? Será que não dá pra negociar?

- Aquilo é uma fera gigantesca que pode massacrar toda a costa do Rio - Disse Kira.

[...]

- Afaste-se! - Gritou uma mãe com sua família em seu idioma.

Mas aquilo pareceu ter despertado um sentimento de maior ardência na fera [...]

- Pegaram minha TARDIS sem minha permissão?

[...]

- Esse cara é um Nacron também - Disse. - E morreu de algum modo. Só preciso voltar à época e ver o que precisamente aconteceu.

- Vou com você - Disse Analis.

[...]

Todos pareciam em ritmo de comemoração, com exceção dos dois viajantes do tempo.

[...]

- É que eu podia salvá-la, entende? Ela estava bem ali e tinha uma chance, mas se foi de repente...

[...]


Pois é, esse é um capítulo duplo, e sim, no meio de uma temporada. Alguma teoria?


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