História Captain Who - Capítulo 26


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Categorias Doctor Who
Personagens 12º Doctor, Bill Potts, Jack Harkness, Personagens Originais, River Song (Melody Pond), The Master
Tags 12th Doctor, Bill, Brasil, Capitã, Capitão, Charlotte, Cindy Louper, Doctor Who, Fic, Gallifrey, Histórias Originais, Jack Harkness, John, Lisa, Londres, Missy, Personagens Originais
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Palavras 3.842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 26 - Derradeiro Dia da Raça Humana


Fanfic / Fanfiction Captain Who - Capítulo 26 - Derradeiro Dia da Raça Humana

I

À frente do prédio dos Irmãos Smith, no portal mais próximo, começou a sair uma imensa criatura de tom obscuro com o corpo semelhante à rochas. Ela pôs o rosto pra fora e depois os braços, tentando passar, embora parecesse ser uma tarefa difícil.

- Por Alá - Disse Kira Rochinoph. -, o que é isso?

O Capitão olhou e engoliu em seco. Todos estavam absolutamente aterrorizados, mas ele parecia estar mais do que todos.

- Nacron - Disse ele.

- O que são Nacron? - Perguntou Kira.

Ele inspirou e a criatura pôs um braço inteiramente pra fora, pousando na água da praia.

À essa altura todos já haviam sido afastados pelas autoridades.

- Uma das formas de vida mais cruéis e destrutivas do universo - Disse o Capitão respondendo a pergunta.

- E o que fazemos? - Perguntou Analis aflita. - O que ele quer, destruir tudo?

- Os militares já estão à caminho - Disse um jovem para Kira.

- O quê? Será que não dá pra negociar?

- Aquilo é uma fera gigantesca que pode massacrar toda a costa do Rio - Disse Kira.

- Capitão? - Prosseguiu Analis, com a esperança de que tudo pudesse se resolver pacificamente.

O Capitão fez que não e baixou a cabeça.

- Chamem o exército, a marinha, a aeronáutica e o diabo que quiserem - Disse ele. - Tentem enfraquecê-lo enquanto está se adaptando à nova atmosfera, mas duvido que a raça humana sobreviva à isso.

Ele se virou e deu as costas, caminhando pra longe de todos. Analis o seguiu, mas ele estava extremamente perturbado.

O Nacron permaneceu tentando sair enquanto imergiu os inúmeros braços na água, mas por sorte estava lento, assim como os demais pelo mundo, o que não impediu, de todo modo, que o pânico tomasse conta de todos os lugares em que haviam pessoas. 

- Por quê tem tanto medo deles? - Perguntou Analis ao lado do Capitão que havia se sentado no chão escorado a uma parede.

Ele ficou um minuto calado.

- "O medo é que faz que não vejas, nem ouças porque um dos efeitos do medo é turvar os sentidos, e fazer que pareçam as coisas outras do que são!" Miguel de Cervantes - Citou ele. - Não tô com medo, tô encarando a realidade e tudo o que tá acontecendo, Analis. A humanidade começa a acabar de hoje em diante, isso é um fato.

Mas Analis não queria saber desse pessimismo.

- Por favor, Capitão. Diga o que são esses Nacron explicitamente, de uma vez. Quero saber o que tanto lhe preocupa.

Ele respirou fundo, olhou nos olhos dela e tocou sua mão.

- São o fim de tudo - Disse. - Há muitas lendas sobre eles, sobre o que aconteceu... Nem mesmo os Senhores do Tempo sabiam direito.

- Mas estão aqui, não é?

- Bem, sim. A galáxia deles sumiu no espaço há muito tempo, é um ponto obscuro no espaço... Agora acho que sei pra onde vieram.

- E o que querem?

- Tudo o que qualquer espécie, racional ou não, quer - Ele olhou pra frente. - Se alimentar. Segundo as histórias eles devoraram todos os habitantes dos planetas da galáxia Crosy, a que sumiu. Dizimaram bilhões em cada um dos planeta, e olha que só havia cerca de um em cada.

Analis entendeu a partir daquele momento o temor do Capitão e a aparente desistência.

- Há dezenas deles vindo por todos lados, Analis... Em cada canto do mundo... - Ele voltou a olhar pra ela nesse momento. - Acha mesmo que há alguma chance?


II

Ao redor do globo, nas regiões em que haviam fendas, por menor que fossem, os portais aumentavam e permitiam a passagem dos Nacron.

Em Cardiff, um deles era um semelhante a um dinossauro e saiu por completo em meio à cidade. À essa altura quase todos já haviam deixado as proximidades, mas alguns não conseguiram em decorrência do trânsito concentrado.

As autoridades estavam tentando acalmar as coisas, mas quando a criatura saiu ficou praticamente impossível manter a calma.

- Permaneçam nos veículos - Disse um guarda pras pessoas, mas algumas começaram a abandonar os carros. - A situação está sob controle.

Mas então a fera rosnou e espalhou temor por todos os lados.

Se assemelhava à um tiranossauro, mas então se ergueu ao céu, como se a gravidade não existisse, e de lá começou a observar as pessoas, que agora não se continham de modo algum.

O guarda apitava, mas era em vão. E eis que o Nacron abriu sua boca mais uma vez, e dela saiu um comprido tentáculo que se lançou contra quem estava perto, que acabou por ser o guarda. Ele foi engolido pela criatura, que gostou do que experimentou e começou a lançar dezenas de tentáculos por entre os prédios em direção às pessoas. 

Já em Nova Delhi, na Índia, do portal saíram cerca de seis criaturas aladas um tanto que menores que o do Rio e o de Cardiff. Eram um tanto que coloridas e pareciam serpentes que nadavam no ar.

Rapidamente começaram a avançar por entre as casas, já que o portal se localizava sobre uma zona residencial, e por onde passavam as coisas apodreciam. Não importava o que fosse, elas se tornavam um substância negra que se despedaçava.

E as pessoas, achando que estariam seguras em suas casas, permaceram nelas, mas logo as criaturas começaram a adentrar os lares e observar os moradores.

- Afaste-se! - Gritou uma mãe com sua família em seu idioma. 

Mas aquilo pareceu ter despertado um sentimento de maior ardência na fera, que se lançou contra todos ali.

Em Washington, coincidência ou não, o portal se abriu exatamente sobre o pentágono, e de lá saiu um dos maiores Nacron existentes. Tinha quatro pescoços enormes que se uniam para juntar-se com a cabeça.

Ao sair ele acabou por esbarrar no monumento, que quebrou em parte.

Ficou um tempo observando o local, à essas horas já quase que completamente esvaziado. Quando estava pronto começou a se mover pela cidade.

Havia um batalhão com tanques de guerra pronto pra atacar, mas qual não foi a surpresa ao verem que ele se movia extremamente rápido, apesar do tamanho. Percorria um quilômetro em um segundo.

O que o Capitão disse parecia ser verdade. Era o fim da humanidade. 


III

O Capitão e Analis permaneciam sentados naquele lugar, pensando em tudo o que estava acontecendo.

- Várias pessoas podem estar morrendo agora - Disse ela preocupada. - Não podemos simplesmente desistir, nunca fizemos isso. Tem de haver alguma saída pra essa situação. A raça humana não acabou em 2018, disso eu tenho certeza.

Ela sacudiu o Capitão, que não parecia estar muito disposto.

- Eles não são imbatíveis - Disse ela. - Será mesmo que não podemos... Sei lá, mandá-los de volta?

- Provavelmente é uma via de mão única. Então não.

- E... Diplomacia? Eles não discutem, apenas matam?

O Capitão lembrou de algo nesse instante. Pensou numa das coisas que sabia sobre os Nacron, e então se pôs de pé.

- O que foi? - Perguntou Analis também se levantando.

Ele parecia ter tido uma ideia, algo que poderia mudar absolutamente tudo. 

- Diplomacia - Repetiu ele. - Os Nacron são feras que devoraram o povo que os idolatrava, mas havia um intermédio. Eles têm Tutores que falam por eles, podemos...

- Negociar?

- Sim, pelo menos tentar. No momento é a única chance que devemos ter. Mas...

Ele pareceu um pouco decepcionado agora.

- Eu precisaria da TARDIS.

- O quê? - Perguntou Kira Rochinoph de repente chegando próxima a eles. - Pra quê? Tem um jeito de detê-los, é isso?

- Bom, é uma chance.

Ela pressionou algo em seu tablet e então olhou animada pra eles.

- A trouxemos no jato.

O Capitão franziu a testa.

- Pegaram minha TARDIS sem minha permissão?

- Achei que pudesse precisar dela, e veja só, você precisa. 

Ele se contentou e alguns instantes depois dois carregadores surgiram trazendo a TARDIS em formato de banheiro químico.

O Capitão abriu as portas e estava pronto pra entrar, mas então pensou em algo e saiu correndo, voltando com Kai ao seu lado.

Analis já o esperava na TARDIS, e se surpreendeu um tanto ao vê-lo ali, mas ele também se surpreendeu muito em ver a imensidão que havia no interior da TARDIS em relação ao exterior.

- É mesmo como disseram... - Ele meio que gaguejava. - É... É maior do lado de dentro. Quer dizer - Ele engoliu em seco. -, é óbvio, as dimensões e... Mas ainda assim é incrível.

Ele estava fascinado, não conseguiu manter a posição científica.

- Kai, o que sabemos agora sobre os portais? - Perguntou o Capitão fazendo algo no console ao lado de Analis.

- Bom, eles se expandiram e...

- Não, quero saber se já sabe de onde vieram, ou se estão emitindo algo.

- Bom, na verdade quanto à isso não progredimos muito. É a mesma coisa de antes...

- Certo, isso torna a minha teoria a mais plausível.

Kai permanecia admirado com o lugar.

- Capitão, acho que foi - Disse Analis.

Eles observaram o visor até que surgiu um mapa do mundo com algumas luzes.

- O que cês tão fazendo? - Perguntou Kai.

- Rastreando possíveis chances de uma negociação - Disse Analis.

Eles prosseguiram mais uns segundos, até que um barulho foi ouvido por todos. Kai saiu um instante pra dar uma olhada e acabou encontrando seu irmão.

- Os dois, pra dentro - Disse o Capitão.

Kai fez Billie entrar.

- Mas o quê... - Dizia ele.

- O que tá acontecendo lá fora? - Perguntou o Capitão pra Billie.

- Ele tá mexendo com a água - Disse Billie. - E vocês aqui sem fazer nada, nessa coisa horrível...

- Ei, não fale mais da minha TARDIS.

- Pessoas estão prestes a morrer e vocês aí, de boa?

- Estamos providenciando uma coisa - Disse Analis, ainda lembrando de tudo o que ele disse sobre eles.

Billie então saiu por um instante e se aproximou da vidraça, observando a orla e o monstro em meio ao mar. Kai o seguiu e também o viu. Ele estava fazendo a água subir pelo corpo dele estranhamente.

- Nada bom - Disse Kira. - Estavam com o Capitão?

- Sim - Disse Kai. - Ele disse que tá fazendo algo que pode ajudar, mas... Parece impossível né, olha só essa coisa...

Ela roeu uma unha.

- Tomara que ele consiga, os militares estão à caminho mas acho que nada vai ser o bastante.

E o Nacron então estava com o corpo completamente coberto pela água, até que de repente afundou no mar, e uma onda gigantesca começou a se dirigir a costa. 


IV

- Consegui! - Disse o Capitão.

Kai e Billie correram pra avisar à ele da onda, mas quando entraram perceberam que estavam partindo com eles.

Quando as turbinas pararam de trabalhar foi que o Capitão os viu ali.

- O que foi? - Perguntou.

- A cidade vai ser inundada - Disse Kai. 

- Ah, é? Bom, vamos ver o que conseguimos.

Ele saiu pra fora e viu que estava onde queria, bem próximo ao Nacron. Olhou em volta e viu um ser de estrutura semelhante a de um cadáver sobre uma pequena plataforma voadora.

- Pela intersecção dos Nacron! - Gritou o Capitão. - Eu convoco uma audiência.

O ser se aproximou e adentrou a TARDIS, observando todos ali.

- Só um minuto - Disse o Capitão como se aquilo não fosse importante.

Ele voltou com a TARDIS para o prédio e saiu com todos para observar a onda.

- Fiquem calmos! - Gritava Kira. - O prédio vai aguentar.

A água se chocou violentamente contra todos os prédios e foi adentrando por entre a cidade. Mas eles permaneceram de pé, felizmente.

- Capitão, você... - Dizia Kira, mas parou quando viu o ser sobre a plataforma voadora bem ali.

- Ah, sim - Disse ele voltando-se ao Tutor. - Precisa falar com ele.

Kira ficou sem entender, mas o Capitão disse que ela devia falar por ser humana, ele não podia representar a Terra.

- Peça misericórdia, vão se entender, a TARDIS vai permitir que se conversem.

Ela engoliu em seco e pediu com todas as forças e com todos os argumentos que tinha que o planeta fosse poupado.

- Há sete bilhões de formas de vida inteligentes aqui - Disse o Tutor em resposta. Sua voz era aguda e não tão distante da dos humanos. - Mas nós não escolhemos vir, os portais nos trouxeram. Agora não poderemos ir enquanto a fome não for saciada. Não depende de nenhum de nós, apenas dos Nacron.

Todos ficaram decepcionados com aquilo, principalmente o Capitão e Analis.

- Mas... - Disse ela. - Toda essa gente vai morrer apenas pra que eles vivam, é isso?

Ele olhou pra ela estranhamente. Se aproximou um tanto e observou os seus olhos.

- Podemos ver um pouco da vida de alguns... Você não morrerá hoje, nem vocês - Ele apontou pros gêmeos. - Mas você - Ele apontou pro Capitão. - Você já morreu duas vezes.

O Capitão revirou os olhos.

- Não pode nos ajudar, vá embora! - Gritou ele.

O Tutor os observou mais um tempo e então simplesmente saiu pela vidraça, a atravessando como se ela não existisse.

- Plano B - Disse o Capitão.

Ele olhou pro Nacron, que ainda mandava água pra cidade, e viu que teria um pouco de tempo ainda.

- Qual é o plano B? - Perguntou Kai seguindo ele e Analis.

Eles estavam agora de frente pra ossada do Dragão mais uma vez.

- Esse cara é um Nacron também - Disse. - E morreu de algum modo. Só preciso voltar à época e ver o que precisamente aconteceu. 

- Vou com você - Disse Analis.

Ele não a questionou, e após ele pegar um dos ossos escondido rapidamente voltaram à TARDIS ainda seguidos por Kai.

- Posso ir também? - Perguntou ele quando os outros chegaram na nave.

- Ah, você... Fica aqui mesmo - Disse o Capitão. - Seja meus olhos e ouvidos.

E com isso eles partiram.

- Por que não o deixou vir? - Perguntou Analis.

- Quanto menos gente na TARDIS melhor, fico distraído.

Analis revirou os olhos.

Eles acabaram pousando e saíram pra ver onde estavam. Era algum lugar de aparência medieval.

- Deve ser hoje o dia da morte do cospe fogo - Disse o Capitão à procura da fera.

Não demorou muito e surgiu um barulho como um rugido no ar. Eles olharam na direção e viram a imensa criatura voando.

- Uau - Disse Analis. - É impressionante.

- E mortal, não se exalte.

Ela se conteu.

O Dragão então de repente rugiu pra algo que vinha próximo à ele. Era um outro, semelhante à ele, e os dois começaram a lutar. Rasgaram uns aos outros e se morderam, até que após um embate gigantesco um caiu no chão. O outro desceu e terminou de massacrá-lo, deixando o cadáver ali.

- Ok - Disse o Capitão voltando à TARDIS. -, isso foi maravilhoso.

- Mas Capitão, eles se atacaram. Um matou o outro.

Aquilo não parecia muito incomodar ele. 

- Ah, esquece a coisa da morte, o importante é que sabemos como acabar com eles.

Analis ainda não entendia bem.

- Como? Pretende fazê-los matar uns aos outros? 

O Capitão programou a viagem e a olhou.

- Não dá pra mandá-los de volta. Não dá pra negociar. O que resta? Matá-los, e como as armas das quais dispomos não são suficientes a gente tem que jogar um contra o outro, é o único meio. 

Analis pensou sobre o assunto e adimitiu que dentro de tudo o que se passava aquela era a solução mais viável, ainda que a incomodasse.

- Não há outro jeito, né? - Disse. - Vai ser terrível, mas seria ainda mais se continuasse...


V

Os estragos causados pelos Nacron continuavam pelo mundo.

Em Brasília, próximo à casa de Analis, os Hermes e os demais vizinhos tentavam se esconder dos ataques de pequenos Nacron que atacavam em grupo.

E ao Capitão e Analis só restou uma opção. 

Eles voltaram ao prédio e foram até Kai, ignorando Kira que tentava saber o que tinha acontecido.

- Preciso que espalhem um sinal por todo o mundo - Dizia o Capitão para o cientista. -, pra cada aparelho que receba sinais de redes de onda, quero que diga pras pessoas ficarem quietas, não interferirem com nada.

- Mas... Não sei se dá pra fazer isso com o que temos.

O Capitão foi até um dos computadores e usou o canivete sônico nele.

- Rede atualizada, pode até trocar um chat com Guerreiros do Gelo agora. 

Kai sorriu e foi até o computador, enquanto o Capitão e Analis voltavam à TARDIS.

- Esperem - Disse Kira os seguindo. - A cidade tá inundada, pessoas estão morrendo e vocês querem que todo mundo fique onde tá?

- Sim - Disse o Capitão sorrindo e entrando de volta na nave fechando a porta na cara dela. 

- Onde vamos, então? - Perguntou Analis.

Ele puxou a alavanca e adentrou o espaço profundo.

- Galáxia dos Nacron, momento do seu desaparecimento. Se não podemos usar o portal ao reverso vamos usar conforme sua funcionalidade.

- Mandar mais algo pra Terra, então?

- Sim, mais ou menos. 

E enquanto isso Kai fazia o que o Capitão lhe pediu. Transmitiu, na voz de Kira, a mensagem. Mas não foi só um simples pedido que foi com ela, foi também uma frequência transmitida a partir do canivete sônico, uma frequência apenas ouvida por seres como os Nacron.

E pelo mundo bilhões de pessoas que quase foram massacradas escaparam. Os Nacron simplesmente começaram a agonizar, de certo modo, mas isso não seria o bastante para pará-los.

O Capitão, com muita dificuldade, conseguiu chegar ao ponto em que toda a Galáxia dos Nacron sumiu do universo. Ele e Analis puderam vê-los a ser sugados por uma força tão poderosa quanto um buraco negro.

- Toma isso - Disse o Capitão entregando para ela um cabo encandescente.

- Pra quê serve?

- Está ligado... - Ele abriu a parte inferior sob o console. - ao coração da TARDIS, energia pura derivada do Olho da Harmonia. Se conectar ao circuito de desmaterialização e direcionar para os portais possa ser que consiga o que pretendo.

- Eu acho que entendi. Você vai trazer um pra perto do outro na Terra, certo?

Ele sorriu e assentiu, então pressionou um botão e do cabo que Analis segurava começou a sair uma energia de luz dourada e azul que se lançou contra o ponto em que tudo se perdia, e imergiu pelo portal.

Não durou muitos segundos e o Capitão disse que era o bastante.

- Eles se matam agora - Disse Analis respirando fundo.

O Capitão não disse nada, apenas preocupou-se em voltar e ver se seu plano daria certo.

Quando chegaram de volta observaram que o Nacron que inundara a costa do Rio começou a nadar por entre ela, mas após uns segundos parou por conta das frequências de som que também se transmitiam por lá.

- Ele tá agonizando - Disse Kira ao ver o Capitão e Analis ali. - Deu certo, não é?

Todos pareciam em ritmo de comemoração, com exceção dos dois viajantes do tempo.

Eles esperaram um tanto e a energia que mandaram se projetou pelo portal, lançando-se sobre o Nacron e fazendo em seguida um outro surgir ao seu lado.

E por todo o mundo Nacron de várias partes se deparavam com outros lado à lado deles, todos loucos pelas frequências e dispostos à batalha. E com isso começaram a se atacar, ainda derrubando parte de alguns prédios, o que acabou incluindo o dos Irmãos Smith.

Parte da estrutura rachou e tudo começou a ceder, o que causou pânico absoluto.

- Corram todos, pra TARDIS! - Gritou o Capitão, e eles correram amontoados pra nave.

- Há outros andares com funcionários - Disse Kira para ele, e nesse exato instante acabou que uma das patas do Nacron bateu justamente onde ela estava, a destruindo em meio aos escombros.

- Não! - Gritou o Capitão.

Analis também se chocou com o que viu, mas ficou um tanto que feliz por ver o Capitão se importando.

Ele pegou a mão dela e correu o mais rápido possível em direção à TARDIS. Quando todos daquele andar estavam dentro, ele agiu o mais rápido que pôde e partiu para um campo aberto sem sinais de Nacron, onde deixou todos, ficando apenas ele na TARDIS.

O Capitão voltou ao prédio e cruzou sua própria linha do tempo diversas vezes, pousando com a TARDIS ao redor das pessoas nos andares e as trazendo pra dentro, tudo num mesmo segundo. E haviam centenas de TARDISes juntas em um único momento, salvando à todos enquanto a luta prosseguia. 


VI

O Capitão estava mais frio, menos otimista. Viu a cidade ser inundada e muitos morrerem, mas quando viu que podia salvar à todos e ainda assim alguém morreu, sentiu que não estava fazendo o certo. Sentiu como se sua tarefa não estivesse sendo cumprida.

Os corpos dos Nacron se estendiam por todo o mundo, e os que ainda ficaram de pé, muito fracos e desgastados da batalha, foram bombardeados até o fim.

A água na costa do Rio se dispersava de volta ao mar, já que não havia mais a interferência daquele Nacron.

Os Tutores sumiram sem que ninguém os visse.

Naquele dia, a raça humana quase acabou. Milhões ainda morreram, bilhões viveram, e foi terrível, mas o que trazia um tanto de conforto era que havia mais uma chance para se erguer.

- Você lamentou por ela - Dizia Analis para ele. Os dois estavam no campo onde deixaram as pessoas sentados observando o sol.

- É que eu podia salvá-la, entende? Ela estava bem ali e tinha uma chance, mas se foi de repente...

Ela tocou a mão dele.

- Não se culpe, eu sei o que a culpa faz, e é terrível.

Ele fez que sim e suspirou.

- Temos a chance também de poder tirar alguém disso - Disse ele. - Vai ser um caos daqui pra frente. Registro de mortos e desaparecidos, reconstrução de tudo...

Analis pensou sobre o que ele estava dizendo.

- Mostrar outros lugares à alguém que queira? - Perguntou ela. - É isso que tá falando?

Ele sorriu.

Voltou com a TARDIS para onde havia deixado todos que salvou depois, num parque no Rio de Janeiro.

Os dois saíram à procura de quem buscavam e quando o encontraram pediram que viesse com eles até a TARDIS.

- Bilhões de planetas - Disse o Capitão.

- Novas espécies e outras épocas - Completou Analis.

- E uma pergunta - Prosseguiu o Capitão. - Quer vê-los?

Eles perguntavam isso para Kai, que ficou boquiaberto anexando tudo o que diziam.

- Estão me chamando pra ir com vocês, é isso? - Perguntou sorrindo.

- Se não quer... - Disse o Capitão entrando na TARDIS, mas o rapaz o interrompeu.

- Não, não - Disse. - Depois de tudo o que houve... Sempre sonhei com outros mundos... É claro que aceito.

O Capitão e Analis sorriram e entraram na TARDIS, seguidos por ele, quando então uma voz os impediu de prosseguir.

- Ei, Kai! - Gritava seu irmão Billie. - Onde vai?

Ele foi até o irmão e disse que iria ver as estrelas, e que ele não o impediria.

- Se decidam, por favor - Disse o Capitão pra eles.

- Você pode acabar morrendo - Disse Billie. - Viu como as coisas são com esse cara, não pode ir.

- Eu não preciso da sua permissão.

- Não, mas eu preciso garantir que você não morra ou a mamãe me mataria.

Kai respirou fundo e acabou trazendo o irmão pra dentro da TARDIS com ele.

- O que cê tá fazendo? - Perguntou Billie.

- Se quer ser meu segurança, então vem também, por que eu não vou abrir mão disso.

- Tudo bem? - Perguntou Analis pro Capitão, que inclinou a cabeça meio que dizendo um sim. 


Notas Finais


No próximo capítulo:

[...]

- Onde estamos? - Perguntou Kai num misto de fascínio e preocupação.

- Bom... - Disse o Capitão analisando as redondezas com o canivete sônico. - Tem ar, nada de radiação... Provavelmente há vida, mas isso... - Ele olhou pro teto vendo uma imensidão de estrelas e galáxias sobre sua cabeça.

- Talvez um asteroide - Disse Analis. - Sabe, como aquele que tinha uma estação de mineração.

[...]

- Mas vai dar certo hoje à noite - Disse ela mordendo o lábio. - Vamos conseguir nos falar.

Kai tentou acreditar naquilo, embora o Capitão andasse bastante ocupado em seu trabalho como faxineiro.

[...]

- Mas você sabe o seu destino, não é? - Perguntou. - Quer dizer, você...

- Vejo grandes acontecimentos, coisas que mudam muito. Mas não posso saber de nada em relação a mim mesma.

[...]

- Mas o que tá acontecendo com eles? - Perguntou Billie encostado na parede.

[...]

- O que há com você? - Perguntou Analis, ainda que se sentisse insegura ao fazê-lo. - Não age como os outros, por que?

A criatura virou o rosto pra eles lentamente e os encarou. Depois voltou ao que fazia: mexer num painel na parede.

[...]

- É minha vez [...] Feche os olhos, conte até dez e... Bem, o resto já sabe.

[...]


Ha! Por essa vocês não esperavam, não é? Bem, espero que tenham gostado. Agradeço a todos que estão acompanhando e nos vemos no próximo capítulo!


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