História Capuccino - Capítulo 11


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Apollo, Eros (Cupid), Hades, Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Will Solace
Tags Solangelo, Valgrace
Visualizações 149
Palavras 3.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oee!
mano alguem me bate pq a inspiração só vem quando eu quero dormir
na boa, vou corrigir tudo bonitinho amanhã pq agora eu só quero morrer de tanto dormir
era pras frases em italiano estarem em italico mas nao tao
to escrevendo tudo errado kk
aaaaaa

espero que gostem!

Capítulo 11 - Queimadura e italiano


Apolo ainda ficou alguns segundos encarando o nome na ficha sentindo algo em seu estômago se revirar, mas resolveu ignorar isso e respirar fundo para poder finalmente encarar o homem a sua frente.

Juntando uma grande parte de sua coragem, levantou seus olhos até Hades e tentou não notar muito a mudança que aqueles anos fizeram em seu corpo, como os cabelos curtos e com algumas poucas mechas grisalhas, leves rugas começando a surgir em seus olhos, uma musculatura um pouco mais forte do que da última vez que o viu, seus braços repletos de tatuagens — inclusive uma no lugar da queimadura —, alguns anéis em seus dedos e o olhar mais malicioso do que antes, porém agora também astuto.

Apolo sacudiu a cabeça e se aproximou do moreno.

- Olá. - diz Hades enquanto segurava o próprio braço com a queimadura.

- Olá senhor Di Angelo, pode me dizer o que aconteceu? - pergunta num tom neutro enquanto colocava os papéis na maca ao lado de Hades e analisava seu braço com cuidado. Tudo aquilo lhe parecia tão familiar que quase se perdeu no que fazia.

Enquanto isso Hades ainda tentava digerir a indiferença com que o médico lhe tratava. Claro que não esperava que Apolo lhe recebesse com um beijo no rosto e um daqueles sorrisos que quase o cegava, mas também não estava preparado para aquela indiferença quase fria.

- Eu estava cozinhando e deixei a panela com água quente cair e uma parte acabou caindo no meu braço. - explicou enquanto observava os olhos azuis atentos na queimadura. Sempre se surpreendia com a delicadeza com que Apolo trabalhava.

O outro comprimiu seus lábios em uma linha fina e se afastou do ferimento.

- Queimadura de segundo grau superficial. - ele anotou algo na folha com os dados de Hades - Poderia ter sido pior. - então se virou para pegar algo em um armário para passar sobre a queimadura. Logo voltou para o lado do moreno, segurou seu braço com uma mão enquanto que com a outra despejava um medicamento sobre a queimadura. Hades resmungou:

- Ai! - ele apertou o colchão da maca com a outra mão. Apolo não conseguiu não sorrir.

- Você sempre reclama disso. - então parou seus movimentos, repentinamente sendo atingindo por uma lembrança de anos atrás.

Hades fora até o hospital todo ralado com a justificativa de que havia caído, porém Apolo sempre teve uma leve desconfiança de que aquele não era a única justificativa.

- Tá tudo bem? – pergunta o moreno depois de alguns segundos em que o loiro passou parado encarando seu braço, mas sem realmente vê-lo.

Apolo se sobressalta e se afasta para pegar alguma outra coisa no armário, em seguida volta para o mesmo lugar ao lado de Hades, ainda em silêncio, agora com algo para cobrir a queimadura, tomando o cuidado de não apertar o ferimento, pois apenas queria isolar o local afim de impedir que microrganismos externos entrassem em contato com a pele sensível. Terminada a tarefa, Apolo se voltou para as folhas, recolhendo-as para em seguida virar-se para a porta do local com a intenção de deixa-lo.

Percebendo isso, Hades inconscientemente acabou segurando o braço do médico como uma maneira de impedir que saísse.

Apolo fechou os olhos e os apertou com força.

- Algo errado senhor Di Angelo? – ele se obrigou a manter o tom de voz o mais neutro possível, mesmo que por dentro estivesse quase tendo um colapso por ficar perto do moreno.

- Voltamos ao “senhor”? – agora Hades se encontrava de pé atrás do outro enquanto ainda o segurava pelo braço.

- Pelo que me lembre, não saímos disso. – novamente a indiferença atingindo Hades como um tapa.

- O que aconteceu com você? – perguntou num murmúrio, seu polegar agora fazendo leves movimentos na pequena parte da pele exposta do pulso do médico, que era onde o segurava.

- Acho que sou eu quem devo fazer essa pergunta. – droga! Ele não havia conseguido se segurar, o moreno o desestabilizava demais – Você simplesmente sumiu sem mais nem menos! – agora ele estava irritado, e se estava.

Apolo se virou para poder encarar os olhos negros. De repente toda a mágoa e raiva acumuladas ao longo dos anos, as quais não se permitiu nem por um segundo sentir, explodiu dentro de si. Hades não se deixou abalar por isso, sabia que iria ser um reencontro difícil e que, possivelmente, seria a última vez que se veriam.

- Eu sei.

- “Eu sei”? – o médico soltou uma risada amarga – É só isso que diz? – ele se solta do aperto em seu braço – Por favor, não faça eu perder meu tempo. – então se vira novamente para a porta.

- Apolo. – dessa vez Hades o segura pelos ombros. – Me escuta. – pede quando o faz lhe encarar nos olhos.

- Por favor me deixe ir. – pede o loiro com medo de se deixar levar, suas mãos apertaram com tanta força as folhas que segurava, que os nós de seus dedos ficaram brancos – Só pega a droga do analgésico e vai embora, por favor. – encarou o moreno com certo desespero no olhar – Olha, não sei exatamente o quê você quer me falar, mas se for algo pra justificar o seu sumiço, só vai embora. Sei que deve ter tido os seus motivos, e eu queria muito conseguir compreendê-los, mas eu já me magoei demais com isso. – sua voz foi falhando a medida que terminava de falar – Sabe, eu tentei te entender, de verdade, tentei achar uma justificativa pro seu sumiço, mas depois de um tempo eu cansei disso, cansei! – Hades sentiu algo doer em seu peito ao escutar aquilo – Tentei ficar com raiva de você, mas eu simplesmente não conseguia porque eu gosto muito de você, seu idiota. – suas mãos apertaram mais ainda os papéis, agora os amassando – Acho até que ainda te amo. – confessou com a voz muito baixa enquanto acabava de se dar conta da veracidade daquilo. Hades engoliu em seco, aquilo sim foi como um soco. Apolo suspirou derrotado ante o silêncio – Só... vá logo embora.

Delicadamente, Apolo retirou as mãos alheias de seus ombros e saiu do quarto.

 

>> 

 

- Ciao. – repete Nico bem devagar para que Will possa entender.

- Ciao. – diz o loiro franzindo as sobrancelhas.

- Não. – o moreno ri – É ciao.

- Ciao. – diz novamente não entendendo o que estava errado. Nico sorri.

- Não, é mais como se fosse um “tc” e não “ti”. – explica gesticulando com as mãos.

Will franze mais ainda as sobrancelhas, o que faz o moreno sorrir e o apertar em um abraço repentino.

- Você fica muito fofo quando tá pensando. – seus dedos seguram o queixo do loiro e Nico o faz virar um rosto para lhe dar um selinho.

  - Idiota, tá me desconcentrando. – resmunga com um bico nos lábios devido aos dedos alheios estarem apertando suas bochechas nesse momento. Nico beija seu nariz.

- Ok, ok. Vamos tentar de novo. Ciao.

- Ci... Ciao. – Will murmurou meio incerto, mas relaxou ao ver Nico sorrir.

- Finalmente. – ele ganhou como resposta um “Ei!” indignado vindo do quase namorado – Agora vamos tentar um frase pelo menos. – Nico para alguns segundos pensando no que dizer e em como dizer para que Will entendesse – Ciao, mi chiamo Nico. Come ti chiami? – ao final da frase, Will lhe olhava como se tivesse dito algo para invocar o próprio capeta.

- Saúde? – Nico balança a cabeça negativamente – Isso é difícil! – cruzou os braços.

- Isso é o básico. – corrigiu, o loiro não suavizou sua expressão, o que foi apenas mais um motivo para o moreno sorrir – Você é muito fofo.

E então ambos caem na cama de Will, com Nico o abraçando enquanto dava beijinhos por todo o seu rosto. Will soltou uma risada gostosa.

- Ti amo, raggio di sole. – Will para de rir para poder fitar os olhos negros.

- Isso eu entendi. – murmura com a voz baixa – Como se diz garoto das trevas em italiano? – o moreno franze o cenho com tal pergunta.

- Ragazzo obscuro. Por quê?

Will aproxima seus corpos ao ponto de não sobrar nenhum espaço entre eles, o que quase acontecia entre os seus lábios, separados por apenas alguns centímetros.

- Então, ­ti amo, ragazzo obscuro. – em seguida sorri com o outro revirando os olhos.

- Sciocco.

- Tenho quase certeza de que isso não é um elogio. – murmura pensativo.

Nico preferiu não responder, ao invés disso, quebrou a pouca distância que os separava com um beijo intenso. Suas mãos foram até os ombros de Will e desceram lentamente até a barra da camisa que ele usava, logo adentrando a peça para poder sentir a pele quente sob seus dedos. Will se sentiu quente, essa sensação se alastrava pelo seu corpo, era diferente, não era a mesma sensação de quando ia a praia e se queimava por ficar muito tempo debaixo do sol, e também não era a mesma sensação de quando se masturbava, era mais... intensa.

- Nico. – agora os lábios rosados deixavam selares castos pelo queixo e maxilar de Will.

- Quer que eu pare? – perguntou enquanto arrastava sua mão pelo tronco do loiro, com suas unhas arranhando levemente o local fazendo com que um arrepio passasse pela espinha de Will.

- Não. – ele se ouviu sussurrando de olhos fechados e dedos dos pés curvados.

Nico soltou uma risada diante da reação e seu hálito quente contra a pele do pescoço de Will acabou o arrepiando ainda mais.

A mão do italiano subiu um pouco mais, seu dedo, acidentalmente, acabou roçando na ponta do mamilo alheio e Will deixou um som baixo – que poderia se assemelhar a um gemido - escapar, o que não só o deixou envergonhado, como o surpreendeu, pois não sabia que ali era uma área tão sensível de seu corpo. Nico abriu um sorriso ladino e roçou novamente a ponta de seu dedo no mesmo local, um toque quase inexistente que fez Will suspirar e morder os lábios. Nico gostou de ver os lábios ficando avermelhados.

Seus dedos passaram vagarosamente pelo mamilo já eriçado, fazendo Will estremecer e apertar a barra da camisa do moreno. Em seguida, seu dedo indicador rodeou a pele sensível, logo arranhando levemente a ponta, Will soltou o primeiro gemido audível e logo se envergonhou por isso. Nico gostou do que ouviu, portanto continuou estimulando o loiro, ora arranhando seu mamilo, ora rodeando, ora acariciando, ora apertando. Enquanto isso, Will só conseguia tentar conter os gemidos enquanto apertava as coxas uma na outra devido ao desconforto no meio das pernas.

- Nico. – murmurou quando sentiu uma outra mão atrevida passar por seu membro por cima das roupas.

- Já está desse jeito? – arqueia uma sobrancelha. Will tinha certeza que suas bochechas estavam coradas, agora não sabia se pela vergonha ou outra coisa.

A mão adentrou suas roupas e Will quase gozou quando sentiu a mão de Nico lhe envolver.

- Meu Deus. – suspirou ao sentir o dedo indicador alheio passar pela sua glande, bem na fenda que já expelia um pouco de pré-gozo.

A mão apertou seu membro de leve, depois começou a se movimentar em movimentos tão lentos e tão suaves que Will chegou a cogitar se aquilo não era fruto de sua imaginação. Enquanto isso, Nico voltara a beijar toda a extensão do pescoço e do maxilar do loiro, beijos demorados e molhados. Will se contorceu tentando obter mais daqueles toques suaves. Aquilo era uma tortura, a mais prazerosa que teve até o momento.

O dedo indicador de Nico passou novamente pela fenda e desta vez o corpo de Will deu um espasmo, então o dedo desceu de encontro com os outros e a mão do moreno continuou com aquele ritmo lento, tão lento que estava o enlouquecendo!

- Nico! – aquilo saiu mais manhoso do que ele pretendia, o que divertiu o moreno.

- O quê? – Will estremeceu e ofegou quando sentiu a língua alheia passar pelo seu pescoço.

- Mais... ráp – sua mente ficou em branco quando a mão dentro de suas roupas desceu mais um pouco e começou a massagear suas bolas – Meu Deus! Eu vou gozar.

A mão subiu novamente para o seu membro, porém agora dando uma atenção especial a sua glande. Outro espasmo passou pelo corpo de Will. Os lábios de Nico deram um beijo mais demorado do que os anteriores para em seguida chupar a pele na curva do pescoço, Will gemeu e curvou os dedos dos pés. Nico aumentou somente um pouco o ritmo dos movimentos, mas isso foi o suficiente para fazer o loiro chegar cada vez mais perto da borda.

Então os movimentos param, a mão, o toque, a carícia, os beijos, tudo. Will ainda ficou alguns segundos meio aéreo até perceber o que tinha acontecido, mas quando percebeu gemeu em frustração.

- O quê?

Nico sorriu ladino e o puxou pela cintura para que Will ficasse sentado em seu colo, o loiro sentiu um volume em contato com o seu membro e deixou escapar um suspiro com a sensação. Então, querendo sentir mais daquilo, Will começou a se remexer, criando um atrito gostoso entre seus membros mesmo que por cima das roupas. Nico arfou com a iniciativa vinda do outro, fechou os olhos e apertou a cintura do loiro, incentivando-o a continuar o que fazia. Will rodeou os ombros de Nico com seus braços e arranhou sua nuca lentamente, provocando um arrepio por todo o corpo alheio. O loiro mordeu o lábio inferior e acelerou os movimentos. Estava chegando perto da borda de novo, sua mente novamente em branco, seus ouvidos não registravam nenhum barulho a sua volta, tudo o que conseguia ouvir era seu coração acelerado e suas respirações se misturando. Aos poucos ambos se aproximavam do ápice mais e mais, aquilo era uma tortura, pois as roupas atrapalhavam um pouco, Will queria mais, queria sentir mais, porém não queria parar o que estava fazendo porque agora estava inebriado demais pelo prazer para fazer qualquer outra coisa a não ser continuar seu movimento. Nico não estava muito diferente.

Ambos gozaram não muito tempo depois, Will veio com um arfar enquanto que Nico escondeu seu rosto no pescoço do loiro e gemeu rouco.

- Mio Dio. – sussurrou levemente ofegante.

- Mio Dio. ­– Will imitou com um sorriso feliz no rosto, o moreno sorriu e lhe deu um selinho demorado.

-  Sciocco.

Os dois garotos começaram a rir com a alegria genuína se espalhando pelos seus corpos e pelo ambiente.

 

>> 

 

Para lá. Para cá. Para lá. Para cá.

Era isso o que Leo estava fazendo com o prato de macarronada. Havia perdido a fome nas primeiras duas garfadas, pois estava preocupado com o paradeiro do amigo, além de ficar pensando no ocorrido com Jason, não que isso tivesse tanta importância quanto o amigo desaparecido, mas também não era uma coisa que o latino pudesse simplesmente deixar de lado em sua mente, querendo ou não, a cena ficava voltando e se repetindo em sua cabeça constantemente.

Para lá.

Leo suspira.

Para cá.

- Foi tão mal assim no teste de geografia? – uma voz zombeteira soa à sua frente.

Desanimado, Leo levanta o olhar e sua tristeza imediatamente se dissipa, porque bem ali estava Nico Di Angelo com seu sorriso malandro, como se nada tivesse acontecido e tudo fosse apenas fruto da imaginação do latino.

- Nico. – disse como se para confirmar que o italiano estava realmente ali.

- E quem mais se... – e no segundo seguinte, Nico é sufocado pelo forte abraço de Leo.

- Você me deixou morto de preocupação, seu idiota. – murmura o latino com o rosto afundando nos cabelos negros.

- Desculpa. – então Nico rodeia o amigo em um abraço igualmente forte, não era muito fã de abraços – a não ser com Will -, mas às vezes fazia uma exceção para Leo, e essa era uma delas.

- Não faz mais isso por favor. – pede o apertando com mais força – Pelo menos me manda algum sinal de vida, uma mensagem, uma ligação, até sinal de fumaça eu tô aceitando. – Nico riu nasalmente ao escutar a última parte.

- Ok, ok, não faço mais. – Nico se afastou do outro para poder fitar seus olhos castanhos – Vamos, vamos, se anime. Estou bem. – e sorriu brevemente para tentar animá-lo, o que funcionou. O sinal tocou e o italiano revirou os olhos – Quer ir pra biblioteca?

As coisas tinham voltado ao normal.

 

[...]

 

- Então ele te beijou e simplesmente foi embora sem dizer nada? – Nico pergunta para recapitular tudo o que Leo havia dito.

Ele assentiu.

- Não sei se bato nele ou se fico feliz por você. – Nico faz uma cara pensativa.

Leo mordeu o lábio inferior:

- Na verdade, eu não sei o que pensar. – confessou temeroso enquanto observava o amigo franzir o cenho – Tudo que eu conseguir pensar foi que Jason só está me usando pra saciar a curiosidade. – ele começou a mexer os dedos das mãos em nervosismo – Acho meio difícil ele ter passado a gostar de mim assim, do nada, então... T enho a impressão de que esteja apenas curioso sobre como é ficar comigo, ou talvez ele veja uma oportunidade de substituir a Piper.

- Nah, Jason é bonzinho demais pra te usar como substituto. – Nico faz um gesto de indiferença. Leo continuava com uma expressão aflita – Escuta, se ele por acaso estiver te usando como uma forma de saciar a curiosidade, é só falar que eu desço o cacete nele. – ele disse isso como se não fosse nada demais, o que fez o latino rir.

- Você é impossível.

- Eu chamo de praticidade. – Leo revira os olhos.

O sinal toca e imediatamente ambos conseguem ouvir barulho de passos dos alunos trocando de sala e outros indo para fora do edifício.

- O que você tem agora? – pergunta Nico.

- Seria um intervalo de 20 minutos. E você?

- Fotografia cultural. – ele suspira – Adeus moleza. – resmungou enquanto de levantava para sair.

Quando Nico estava prestes a passar pela porta da biblioteca, Leo diz:

- Eu ganhei a aposta.

Nico lhe mostrou o dedo do meio antes de sair.

 

[...]

 

No final da tarde, Leo estava sentado na arquibancada do local onde ficavam as piscinas destinadas ao time de natação da escola. Estava dividindo a atenção entre as peças e engrenagens que tinha em mãos e seu amigo, Percy, treinando para o campeonato que teria dali alguns meses. Nico estava ao seu lado cronometrando o tempo em que o moreno levava para cruzar a raia de 50 metros da piscina de uma ponta a outra. Os três estavam sozinhos.

No momento Leo se concentrava no pequeno brinquedo que fazia quando Nico disse:

- Desgraçado, como pode continuar gostoso desse jeito? – o latino sorriu.

- Vou contar pro Will. – fala num tom brincalhão.

O barulho de água pôde ser escutado, Percy havia saído da piscina.

- E aí? – pergunta levemente ofegante.

- 34 segundos e 44 milésimos. – Percy fez “tsc” e balançou a cabeça em negação – Ainda tem muito tempo pra treinar. – Nico tenta tranquilizá-lo.

 - Esses meses vão passar voando, tenho que melhorar rápido.

Depois de alguns segundos, Leo escuta Percy mergulhar novamente na água.

- Ele se cobra demais. – murmura terminando de montar o brinquedo, um pequeno dragão de metal.

- Eu sei. – o italiano apoia seu braço no joelho e seu rosto em sua mão, voltando a cronometrar o percurso do primo – Dragão legal.

Leo dá de ombros como se dissesse: “ Não é nada demais”.

- Leo? – uma voz soou atrás de si, ao virar-se, deu de cara com Jason – Eu queria conversar com você. – ele lançou um olhar rápido para Nico e o latino entendeu que aquela seria uma conversa à sós.

- Tá. – o latino se levanta, em seguida acompanha o loiro até a saída do lugar.

Ao se verem do lado de fora, e com a porta devidamente fechada, Leo começou:

- O que eu sou pra você? – Jason é pego de surpresa e fica alguns segundos tentando raciocinar o que foi dito.

- Eu... não sei? – ele desvia o olhar para um ponto acima da cabeça do latino.

- Jason, olha, eu tô cansado de me magoar por sua causa, eu não sei por que me beijou e muito menos o que aquilo significou pra você, mas pra mim foi um fio de esperança que agarrei inconscientemente e agora me recuso a soltar. E se isso por acaso for só brincadeira pra você, é melhor não fazer eu perder meu tempo pra depois me deixar quebrado. – ele suspirou – E para de olhar a porta por cima da minha cabeça. – Jason voltou seus olhos para os castanhos, ficando sem graça.

- Desculpe. Eu tô confuso ainda. – sua voz era um murmúrio envergonhado – Não quero te machucar mais, nunca quis. - Leo sorriu.

- Eu sei, grandão. – sua mão foi até os cabelos loiros, bagunçando-os – Me paga um sorvete que tá tudo certo.

Jason sorriu. Quando foi atrás do latino, temia ter perdido o amigo, mas não foi isso o que aconteceu.

O loiro passou seu braço pelos ombros de Leo enquanto os dois caminhavam em direção a saída da faculdade para ir à sorveteria do outro lado da rua.


Notas Finais


e aí?


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