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História Capuz Vermelho - Capítulo 2


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Notas do Autor


Hail floquinhos, tudo bem com vocês? E essa quarentena de dias infinitos, estão lidando bem? Espero que sim.
E trago a vocês em tempo recorde (já que eu costumo demorar horrores para atualizar kkkk sorry) o segundo e último capitulo dessa estória que decidi fazer em duas partes.
Amei escrevê-la, principalmente por vocês me motivarem tanto. Não corrigi completamente então se houver algum arrumarei logo mais.

Agora alguns esclarecimentos:

- Os personagens de Naruto não me pertence. Se pertence-se Itachi e Neji estariam vivíssimos e comigo.
- Estória de autoria minha, plagio é crime.
- Fanfic SasuHina, se não shippa não leia.

Acho que é isso, se eu lembrar de mais alguma coisa eu edito depois.

Boa Leitura a todos!

Capítulo 2 - Capitulo Dois


Fanfic / Fanfiction Capuz Vermelho - Capítulo 2 - Capitulo Dois

.x.

 

Capítulo dois.


 

A presença da garota já não o incomodava, era relaxante tê-la por perto mesmo as vezes parecendo um monólogo já que o mesmo não era muito de conversar, gostava de ouvir histórias sobre a vida dela. Sabia que a mesma era sozinha desde que houve o surto da peste e levou sua família, sendo ela a única a se recuperar obviamente. Sabia que ela era quem fazia os pães e bolos para sobreviver e também que não tinha muitos amigos. Ela contou que a vila a chamava de azarada por quase nada dava certo em sua vida e por isso se mantinham longe de si. Pelo menos compravam seus pães por pena da pobre menina e, claro, não podiam negar que realmente eram gostosos.

 

Ele já sabia quase tudo sobre ela e por isso as vezes ela se sentava ao seu lado e ficavam em silêncio apenas apreciando a companhia um do outro. Era um silêncio prazeroso e confortável então nenhum dos dois ousava em quebrar.

 

A moça por muitas noites ficava até tarde com o lobo e quando a mesma percebia como havia se passado as horas ia embora tendo consigo a companhia do animal que a escoltava até a saída do bosque em segurança.

 

As semanas se seguiram com essa rotina e o grande lobo começou a apreciar isso. Ficava ansioso quando ela faltava um ou dois dias para visitá-lo cogitando até invadir a vila atrás da menina. Essa ideia era muito tentadora porém sabia que isso deixaria a garota chateada consigo caso machucasse algum cidadão, então o que restava era esperar. 

 

Odiava admitir mas era bom ter alguém por perto, alguém que gostasse dele de verdade, alguém que estivesse disposto a aceitar quem ele realmente era pois convenhamos, nem mesmo ele gostava de quem ele é.

 

Naquele dia a jovem dos olhos de lua ainda não havia aparecido e o grande lobo aguardava impaciente deitado próximo ao rio olhando o movimento suave da água. Lembrou-se de uma conversa que tivera com a jovem logo após ela se apresentar para ele, seu nome era Hinata e havia gostado muito de como se pronunciava aquele nome, mas não foi isso que o fez se recordar.

 

“ - Qual o seu nome?”

 

Perguntou a garota curiosa querendo descobrir mais sobre aquele ser tão misterioso que a prendeu de um jeito que até então não sabia como explicar. Queria tratá-lo com mais respeito de um jeito mais humano, era algo que ela sentia que devia a ele. Só não esperava por aquela resposta.

 

“ - Não sou alguém que seja digno de ter um nome.”

 

Sentiu um aperto em seu peito se sentindo tão triste por ele. Queria abraçá-lo e dizer em seu ouvido que tudo ficaria bem ou até mesmo guardá-lo em um pontinho para que ninguém mais o machucasse. Com sua pequena mão acariciando a pelagem negra ela decidiu com tamanha determinação.

 

“ - Eu vou lhe dar o melhor nome de todos, Sr. Lobo.”

 

Garota tola, ele pensava, orgulhoso do jeito que era nunca iria admitir a felicidade que estava sentindo por dentro porém, seu rabo balançando freneticamente o denunciava e isso não passou despercebido pela jovem. 

 

E agora lá estava o senhor lobo com seu rabo balançando freneticamente ao ver a figura feminina se aproximar com sua cesta cheia e seu capuz vermelho escondendo seu belíssimo rosto.

 

- Desculpa a demora, Sr. Lobo. - Pediu educadamente enquanto retirava seu capuz e se sentava próxima ao animal. - Hoje trouxe algo especial para uma ocasião especial. - Dizia animadamente, seu rosto angelical brilhança de ansiedade. - Aqui, para você. - Retirou de um embrulho bem feito algo redondo que cheirava extremamente bem. - Fiz uma torta de verduras.

 

- Certo. - Disse o lobo sem cerimônia logo provando a nova comida que lhe foi apresentado. Realmente, era muito mais gostoso que os pães que ela trazia. Ele não havia percebido mas a jovem não tirava os olhos de si, a felicidade estampada em sua face pálida era encantador. -

 

- Eu já decidi. - Ainda sem conseguir trazer a atenção do animal negro para si, ela continuou. - Seu nome será Sasuke.

 

O lobo parou de comer. O que aquela tola estava dizendo? Não estava entendendo.O que ela pensa que estava fazendo? Transformando ele em seu animal de estimação? Logo ele, o lobo mau?

 

Estava sem reação, não sabia expressar tamanha felicidade que estava sentindo. Ele tinha um nome agora. Não era monstro. Não era criaturo horrenda. Não era animal. Era Sasuke.

 

- Sasuke, hoje irei embora mais cedo. - A garota se levantou e com as duas mãos acariciou o pescoço do seu precioso amigo. - Tenho muito pães para fazer mas não se preocupe que prometo vir amanhã.

 

E assim a garota se foi deixando uma fera indomável imóvel ainda sem acreditar no que estava acontecendo. Depois de bons minutos parado no mesmo lugar a noite já presente com a lua iluminando tudo ao seu redor, ele se aproximou da beirada do rio para ver seu reflexo e como em uma dolorosa transformação suas patas foram substituídas por um par de mãos e pés, seu focinho sumiu ficando no lugar um nariz arrebitado e seu corpo animalesco deu lugar para um corpulento corpo humano.

 

Fazia muitos anos que não se transformava em sua primeira forma, era estranho, desconfortável mas nostálgico. Olhando para o rio se deparou com seu novo reflexo onde antes era um lobo perigoso de olhos grandes e negros agora dava lugar para um jovem homem de cabelos negros e pele clara, seus dedos tocaram na água e a sensação era diferente de quando era sua pata a tocar. Ele então se sentou e olhou para a lua.

 

E lá ele chorou. Chorou como não fazia a anos. Chorou tanto que agradeceu por ter somente a lua como cúmplice.

 

Não se importava se chorava como um bebê por que agora ele tinha um nome.

 

Um nome que ela deu.

 

Ele agora se chamava Sasuke.

 

.x.



 

Onde ela estava que não chegou ainda? Ela havia prometido que viria. Certeza que ela o enganou novamente. Aquela idiota, manipuladora e traiçoeira fez toda aquela ceninha ao lhe dar um nome e agora o abandona. Nunca mais olharia para ela.

 

Certo, estava sem infantil. Agindo como um cão sarnento abandonado e ele odiava ser comparado a um cão idiota. Ele pertencia a espécie canina mas não era um cachorro bobo e idiota que é só mandarem sentar que eles sentam. Devia ter comido algum cogumelo estranho para estar alucinando desse jeito, só pode.

 

Ela não apareceu pois deveria estar entregando pães ainda então logo apareceria com aquela tal de torta e lhe contará com um sorriso bobo na cara como ela conseguiu tropeçar no caminho para lá. Isso mesmo. Nada mais.

 

É só ele sentar e aguardar.

 

Claro, não como um cão idiota aguardando a chegada do dono. 

 

Só iria esperar normal, imparcial, como se nem estivesse a esperando. Isso mesmo, estava nem aí se ela fosse aparecer.

 

Estava agindo como um lunático por que no fundo estava preocupado, geralmente quando prometia ela cumpria, e nunca ia tão tarde da noite para o bosque negro. Não sem ele para espantar os outros animais. A preocupação e a ansiedade estava tomando conta de si, logo agora que havia decidido enfim em contar sobre sua maldição, contar tudo sobre a sua vida para ela. Mostrar quem ele realmente era. E essa decisão só levou a noite inteira.

 

Cansado de esperar e ficar pensando em coisas surreais decidiu caminhar pelo bosque, estava frio dando ainda mais um ar mórbido ao lugar, a lua por estar cheia iluminava bem o lugar. Conforme caminhava reparará que os animais que habitavam aquelas partes do bosque não estavam mais presente e os poucos que ainda restavam iam em direção contrária a sua.

 

Estranhou contudo, esteve poucas vezes para aquele lado, a última vez foi quando conheceu a jovem garota sendo atraído pelo seu cheiro indo então para aquele lado do bosque. Cada vez que adentrava mais aquele lado sentia um cheiro forte e norteante e lembrou-se do por que não ia para lá.

 

Era um cheiro repulsivo que ardia sua narina e o deixava tonto. Iria correr de lá mas parou ao ouvir vozes vindo de lá. E se fosse Hinata em perigo? Não podia simplesmente fugir. Ignorando a ardência em seu olfato correu em direção ao som, seus olhos levemente turvos pela tontura conseguiu avistar uma cabana. Deitou-se próximo do local tapando seu focinho com a pata para tentar amenizar. 

 

Observou o local, devia ser o mesmo lugar que a jovem havia mencionado onde vivia uma idosa que ela visita para levar seus pães. Agora entendia por que não sabia nada sobre essa velha morando no meio do bosque, o cheiro que rodeava o lugar era insuportável para seu olfato sensível.

 

Com sua audição apurada escutou a porta se abrindo e a tal da idosa saindo juntamente com um homem mais novo que ela.

 

- Agora que você viu que a mercadoria é boa me pague logo Caçador. - Com sua face enrugada pedia com gentileza esticando sua mão flácida para o homem. -

 

- Sempre enganando as jovens tolas, não é mesmo Bruxa. - Sua voz era indiferente quanto ao assunto, largou na mão da velha senhora um saquinho marrom pesado. -

 

- Não seja hipócrita, Caçador, eu apenas as adormeço. Você que as vende para o comércio de escravos. - Dizia numa calmaria enquanto contava suas moedas. -

 

- Não tem medo que algum animal a mate nesse lugar moribundo? - Perguntou por pura curiosidade. -

 

- Eu trabalho com ervas, meu caro amigo, é óbvio que espalhei poções para afastar as espécies mais perigosas. - Dizia sentindo-se a mais esperta. - Agora leve-a antes que acorde, o efeito do chá não dura muito. 

 

O homem assentiu adentrando novamente a cabana e saindo com algo em seu ombro. O lobo observava tudo atentamente, agora fazia sentido aquele cheiro horrível, iria avisar Hinata para nunca mais visitar aquela mulher louca antes que ela fosse a próxima. Pronto para sair daquele lugar antes que desmaiasse olhou mais uma vez para o homem colocando o corpo na carroça. Olhou para o rosto da jovem e… Espera um pouco, estava longe e com a visão atordoada mas reconheceria aquele rosto a quilômetros. Era Hinata naquela carroça e não estava com seu costumeiro capuz vermelho.

 

Aquela bruxa capturou Hinata e a drogou. Aquele caçador estava levando embora a sua garota. O que eles pensam que estavam fazendo? A raiva o invadiu por completo, seus olhos tomaram um brilho avermelhado, queria sentir a pele daqueles dois se rasgarem por entre seus dentes. Iria despedaça-los.

 

Antes que conseguisse avançar sobre aqueles dois seu corpo tombou e sua mente estava preste a apagar, como se fosse o último sopro de vida todas as lembranças que criou com a garota até aquele momento veio a tona. Todos os pães que ela levou como presente, as histórias que ela contava, os afagos em seu pelo, o roçar de seu pequeno nariz em seu focinho e por último o mais importante, o seu nome.

 

Sasuke.

 

Em sua consciência conseguia ouvir nitidamente a voz dela chamando seu nome e então a lua novamente o ajudou. Era meia noite e dia de lua cheia.

 

Sou corpo de animal se transformou em um corpo humano, sua forma de lobo se manteve e agora ele não era nem lobo e nem homem.

 

Era um lobisomem.

 

O cheiro já não o incomodava mais, sua visão estava melhor que antes, seus dedos cobertos por pelos e unhas em formas de garras. Sua sede estava explícita.

 

Iria devorar a vovózinha e o caçador.

 

Iria salvar a sua Hinata.

 

.x.

 

Seu corpo estava mole e dolorido, seu olhos se abrindo lentamente e se adaptando a luz solar, lembranças da noite passada vieram à tona onde ela estava tomando chá na cabana daquela doce velhinha e logo em seguida seu corpo começou a adormecer mas não antes de ver um homem se aproximando e ouvir a senhora rindo dizendo que o efeito da droga estava começando.

 

Havia sido drogada por aquela gentil idosa? Não fazia sentido. Como ela pôde? Sempre tão carinhosa consigo.

 

Ergueu seu corpo para descobrir onde estava reparando na carroça em que estava deitada e prontamente desceu do lugar. Recolheu do chão um pedaço de pau, se aquele homem e aquela velha falsa aparecesse iria acertá-los com sua arma improvisada. Conforme caminhava devagar atenta por onde ia um cheiro forte se fez presente. Conhecia aquele cheiro. Tinha certeza que era sangue.

 

Avançou mais rápido se escondendo por entre as árvores em direção ao cheiro e ao afastar alguns galhos presenciou a mais terrível das cenas.

 

A terra do bosque coberta de sangue em todos os cantos. O corpo de um homem estava despedaçado. Suas mãos correram para sua boca para abafar um grito de medo, estava assustada. Olhou para outra direção encontrando a cabana da senhora e a mesma encostada na parede de fora, parecia consciente porém as mãos pressionando o pescoço indicava um ferimento forte lá. 

 

A garota se aproximou temerosa, já não confiava mais naquela mulher mas seu lado humano gritava para ajudá-la.

 

- Vejo que está viva, garota. - Disse com dificuldade a velha tossindo sangue. - Então aquele monstro não a atacou. - Um sorriso estampou a face enrugada. - Vejo que conseguiu um amigo esplêndido. Uma pena que está a beira da morte.

 

A garota não estava entendendo nada até se tocar quem era o tal amigo.

 

- O que fez com ele? - Perguntou desesperada. - Onde está Sasuke?

 

Sem esperar resposta correu a procura de seu amigo precioso vasculhando toda a área da cabana, decepcionada decidiu voltar de onde veio. Ao se aproximar novamente da carroça reparou num rastro de sangue ao leste, o mesmo caminho que levava ao corpo do homem, e se aproximando lentamente encontrou o corpo de outro homem. Estava nu e ensanguentado. Se fosse companheiro daquele caçador então teria que acertado com seu pedaço de pau o mais rápido antes que percebesse sua chegada.

 

Sorrateiramente foi chegando perto e pronta para acertar-lo.

 

- Hinata.

 

Como ele sabia seu nome? Entrou no campo de visão do homem reparando no objeto em suas mãos. Era o seu capuz.

 

- Sou eu, o lobo mau. - Sua voz estava baixa e rouca. - Aqui, o seu capuz.

 

Sua arma caiu de suas mãos, estava assustada. Não podia ser.

 

- Sasuke, é você mesmo? - Perguntou sem acreditar em seus olhos. - 

 

- Nem homem e nem lobo. A minha maldição. - Sua força estava acabando. Havia sido atingido por dois tiros do caçador. -

 

- Eu preciso te levar em um médico.

 

Jogou sua capa na volta do corpo do homem para esconder sua nudez, colocou o braço dele em volta de seu ombro e com toda a força que tinha o ergueu. Era pesado e mais alto porém não era hora pra isso, mesmo que se esgotasse iria levá-lo até a vila. Iria salvá-lo do mesmo jeito que ele a salvou.

 

Não podia perder seu amigo. 

 

Não podia perder seu amor.

 

.x.

 

Ajoelhada de frente a cama ela prezava pelo sono do homem deitado. Havia se passado dois dias desde o que houve no bosque. Graças aos Deuses conseguiu arrastá-lo até a vila para ser tratado de seu ferimento.

 

Ainda não acreditava em tudo que havia acontecido. Uma senhora bondosa lhe vendeu para um Caçador levá-la para o comércio de escravos e seu amigo lobo a salvou sendo machucado seriamente. Por conta dessa situação descobriu mais sobre a maldição de seu amigo lobo que na verdade também era humano.

 

Nossa, era muita informação para sua cabeça assimilar. Em sua cama estava a única pessoa/animal/meiohumano que se importava e não podia perdê-lo.

 

Com uma bacia ao lado limpava o corpo do jovem moreno calmamente com um pano e água morna. Passava delicadamente pelo rosto claro contornando entre seu nariz e sua boca, descendo pelo queixo e chegando no pescoço e tórax. Ainda sem acreditar que aquele homem bonito era seu amigo lobo, era surpreendente como havia mais história sobre aquela maldição.

 

Quanto mais pensava sobre ele mais seu coração se apertava em vê-lo adormecido por tanto tempo. Sentia-se tão culpada por tudo aquilo. Nada poderia fazer para reverter, então ao menos continuaria cuidando-o.

 

Com um suspiro pesado largou o pano dentro da bacia ao lado levantando-se para esquentar mais água porém fora impedida ao ser segurada pelo pulso. Assustada virou-se para o jovem que ainda permanecia de olhos fechados mas com a mão firme em seu pulso.

 

- Sasuke? - O chamou esperançosa. -

 

- Seu cheiro é inconfundível. - Uma voz rouca e baixa saiu pelos lábios finos do homem. -

 

- Sasuke! - Ajoelhou-se novamente ao lado da cama jogando seus braços finos na volta do homem que abria os olhos lentamente. - Estava morrendo de preocupação. - Sentiu a mão grande dele afagar seu cabelo. -

 

- Achei que havia te perdido. - Sua voz fraca voltava aos poucos ao normal. Sentia o corpo todo doer e sua cabeça girar, mas aquela dor não era nada comparada ao que havia sentido ao vê-la em perigo. -

 

- E eu achei que tinha lhe perdido. - A jovem dizia meio chorosa com o rosto deitado no tórax do moreno. -

 

- Não parece surpresa com minha forma humana. - O rapaz começou a mexer-se para levantar da cama mas Hinata fora mais rápida arrumando-o para sentar-se melhor no encosto da cama. Ainda ajoelhada no chão segurou as mãos grandes dele firmemente. -

 

- Não me importo com a forma que você tenha, me importo é com você. - Seus olhos perolados encaravam os negros do homem profundamente. Ele se sentia aquecido só de olhá-la tão de perto. - E mesmo nessa forma você tem olhos tão grandes.

 

- É para poder olhá-la melhor. - Em nenhum momento eles desviaram a atenção um do outro. -

 

- E suas mãos continuam grandes. - Alisava delicadamente os polegares nas mãos ásperas do rapaz. -

 

- É para acariciá-la melhor. - Já sem controle sobre si uma de suas mãos pousou suavemente no rosto delicado da jovem. Nossa, era ainda melhor do que imaginava tocá-la, sua pele tão macia e quente agora levemente vermelha pelo toque ousado do jovem. -

 

- No entanto, sua boca ficou menor. - O dedo de Hinata contornava levemente a boca de lábios finos e levemente desidratados causados pelos dias dormidos. -

 

- É para poder beijá-la.

 

Os lábios finos encontraram os rosados e carnudos da moça selando-os em um delicado beijo. Não foi um beijo selvagem ou de pura luxuria. Foi um beijo calmo, terno e amoroso. O primeiro beijo que a jovem garota levaria em suas lembranças até em seus últimos momentos. O primeiro beijo do lobo mau em toda a sua existência, era puramente feito com carinho e amor, sentimentos esses que nunca havia sentindo e que agora nunca mais queria deixar de sentir.

 

A jovem garota tola foi pega pela maldição do amor. Amaria cada forma daquele ser e não o deixaria jamais.

 

O lobo mau já não odiava mais tanto sua maldição, por causa dela havia conhecia aquela jovem de capuz vermelho. Havia descoberto que poderia ser humano novamente, ter sentimentos e que seria amado não importando sua aparência.

 

Como um canino domesticado ele seria somente dela e de mais ninguém.

 

A sua amiga e dona.

 

A sua garota do capuz vermelho.

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Notas Finais


Eai curtiram?! Diferente? Clichê?

Quero agradecer a todos que favoritaram e comentaram, sério, isso motiva tanto a autora atualizar. Amo todos vocês <3 E por falar em motivação, foi tanta emoção que atualizei a fanfic Maldito Sedutor com um especial super gostoso e divertido.

E para quem não conhece vou deixar o link aqui embaixo:
Maldito Sedutor: https://www.spiritfanfiction.com/historia/maldito-sedutor-15828599


E novamente, obrigada a todos que leram até aqui. Não esquecem de comentar o que achou, vamos bater um papo haha

Kissus floquinhos :*


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