História Cara ou coroa? - Capítulo 16


Escrita por:

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel
Tags Amor Doce
Visualizações 17
Palavras 1.468
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente, sentiram saudades?
Eu sei que o episódio está vem curtinho e chato, mas é que estou em semana de provas no colégio e não tenho tido tempo para escrever.
E eu prometo que quando terminar eu volto com tudo, incluindo os extras e os episódios grandes.
Boa leitura!

Capítulo 16 - Cosy Bear


Encontrei Castiel no restaurante da faculdade — a mais próxima do Green, o parque o qual Rosalya fora buscar Alexy e onde acontecia praticamente todas as festividades da faculdade. Ele estava com um prato cheio do macarrão com brócolis e um copo de suco de maracujá. 

— É impressão minha ou todas as garotas desse lugar estão olhando para você comendo — perguntei, como uma saudação. Meus joelhos ardiam devido ao contato com a grama hoje mais cedo. 

— Você está acabada — ele disse, seu cabelo estava preso num coque bastante mal feito que deixava algumas mechas de fora e ficava frouxo sob a xuxa. Era como se ele apenas tivesse colocado os cabelos para o alto e prendido com uma mecha fina do próprio. 

Estava lindo. 

— Tem grama no seu cabelo — ele disse, estendendo o braço para catar uns fiapos de grama de minha trança. 

— Anatomia cerebral é desgastante, Castiel — eu disse, apoiando todos os mil livros que eu segurava sobre a mesa. — Além disso, cai sobre uma garota que estuda com você hoje mais cedo — eu disse, mostrando minha mão ralada para ele, que fez uma careta. 

— A Chani? Ela me disse. Desse jeito a louça vai acabar ficando para mim durante toda a semana — ele zombou.

— Idiota — eu disse, abrindo minha mochila, que tinha mais livros. 

— Você lê mais livros que eu — ele disse, observando os livros que apoiei sobre a mesa. — Daqui a pouco vai estar no jornal da faculdade: Marlissa Dorothy, a caloura, morre de escoliose após carregar o estudo nas costas — zombou. — Será que a bibliotecária sabe que você anda catando todos os livros de anatomia e neurociência da biblioteca? 

— Fica quieto, Castiel. Passa esse macarrão para cá — eu falei, colocando os braços para frente num sinal de me passa o bebê. 

E ele passou.

— Tudo bem — eu disse, enrolando o macarrão no garfo e olhando ao redor — todas essas garotas olhando em nossa direção estão me assustando. 

E de fato tinham muitas.

Rosalya não estava mentindo quando chamou ele de piroca de mel. Sempre soube que era um canalha! 

Uma garota chegou mais perto para falar com ele, ela era veterana em anatomia. Eu sabia porque ela tinha aparecido hoje mais cedo na sala de aula para falar sobre o trote dos calouros, e eu estava tentando ao máximo não encarar aquele maxilar marcado, esculpido e todos os outros adjetivos usados para os maxilares em todos os livros de infanto-juvenil para caracterizar garotas padrões e curvilíneas. 

Parecia uma personagem saída de um filme adaptado precedente de um livro da Cassandra Clare. E era tão branca quanto às páginas do folheto que segurava. 

— Oi, Castiel — ela disse, cumprimentando e ignorando totalmente minha existência. 

Eu olhei para Castiel com um olhar debochado, levantando a sobrancelha esquerda numa pergunta. 

Ele apenas assentiu. 

— Oi, Linda — ele disse. — Tudo bem? Essa aqui é Marlissa — PUTA QUE PARIU QUE SEM NOÇÃO, ele estava me apresentando a garota que ele transa? 

— Oi — eu disse. 

— Ah. Oi, sou Linda Graynwood — ela disse. 

— Prazer — estendi a mão, e ela apertou, pouco antes de sentar-se a mesa e me ignorar completamente. 

Beleza, que clima estranho. 

— Hã, eu já vou indo, sabe como é né? Preciso passar na biblioteca — eu disse quando terminei de devorar o prato de Castiel, que estava dando uns amassos com a garota, e era mentira, óbvio, eu tinha passado hoje mais cedo, os bilhões (aumentei SIM) de livros nos meus braços e mochila eram a prova disso. Mas quem pode me julgar? Não vou segurar vela pro tarado do meu colega de quarto. — Tchau gente. 

E essa foi minha deixa. Amém senhor. 

Chani, a garota a qual amorteceu minha queda hoje mais cedo estava na porta da cafeteria qualquer (Cosy Bear) que eu tinha entrado — ainda estava faminta, brócolis não enche barriga e eu posso provar — ainda com aqueles malditos folhetos na mão. Ela ainda usava suas roupas escuras que davam contraste com sua pele clara demais, como os folhetos em sua mão,  e com deus cabelos curtos como os meus quando eu cortei. Eram loiros tão claros que eram quase brancos, tirando sua mecha pintada. 

— Tudo bem, é o destino você entrar pras Belle’s — ela disse como uma saudação, sua franja estava oscilando com o vento quente que vinha do campus. 

— Você não desiste mesmo, né?— perguntei, entrando no estabelecimento com ela logo atrás. 

Agradeci aos deuses pelo ar condicionado do local, que fazia a festa junto com o cheiro embriagante de café. Eu vou morar aqui. Está decidido. 

— É o destino, Marlissa — ela disse, otimista. — Os astros estavam alinhados quando você caiu em cima de mim e quase me sufocou, e depois me ajudou a catar meus papéis — ela disse. — E estavam também quando eu ouvi você cantar no banheiro feminino enquanto lavava seus machucados. 

— Essa coisa não existe — eu disse, sentando ao balcão e apertando o sininho. 

— É óbvio que estamos ligadas de algum jeito, olha só nossa intimidade — ela falou, sorridente e parando em minha frente.

— Para de ser paranóica, Chani — eu disse, bagunçando sua franja. 

 E então a pessoa que eu menos esperava apareceu, com seus olhos quentes e amigáveis e com um boné totalmente diferente do de hoje mais cedo. 

— Você adora bonés, não — eu disse a Hyun, que sorria surpreso para mim.

— Como sabia que eu trabalhava aqui? — ele perguntou. 

— Eu não sabia — eu disse, sorrindo de volta. E ele olhou para o lado. 

— Oi, Chani, ainda com esses folhetos — ele disse para a garota ao meu lado, que apoiava seus folhetos sobre o balcão. — Deixe alguns aqui e eu divulgo para você. 

— Obrigada Hyunzinho do meu do meu coração — ela disse, subindo no balcão para apertar suas bochechas. Sua mão também estava ralada. 

— Tudo bem, tudo bem. O que vão querer? 

— Café — eu disse, com pressa. — Muito café. 

— Sim. Sim. Sim — disse Chani. — O direito está me matando, eu tive que memorizar toda a constituição. 

— Neurologia vai acabar com meu cérebro — eu disse, apontando pros TRILHÕES de livros sob o balcão. — Anatomia por que me mata? 

— Puta que pariu — disse Hyun. — Maratona de café — ele berrou para alguém na cozinha. 

— Desculpa se demorar, meninas, é que eu tenho dado conta disso aqui sozinho ultimamente. Eu e Madson. Conhecem alguém que queiram emprego — ele perguntou. 

Tudo bem, eu ganhei na loteria. Quase caí para trás quando ele perguntou. 

— EU. EU AQUI — eu disse, levantando para fazer uma dancinha. — Hyun, você acaba de salvar minha vida. 

— SÉRIO? — ele berrou/ perguntou. — MADSON, ACHEI NOSSA NOVA FUNCIONÁRIA — ele disse, pulando. 

A garota apareceu do nada com uma cafeteira na mão. Ela estava pulando e gritando. E estava com um uniforme idêntico ao de Hyun. 

— Desculpa nossa empolgação — ela disse, já servindo o café de Chani, que gargalhava no balcão pela dancinha que nós três estávamos fazendo. — Estamos procurando alguém em três meses para ajudar a gente aqui. O movimento não é muito, mas continua pesado para duas pessoas. 

— Os mimados daqui — disse Chani — aparentemente, vivem muito bem com o salário do papai para querer um emprego numa cafeteria. 

E ela me lembrou muito Rosalya quando disse isso. Elas eram, de fato, muito parecidas mesmo. Tanto no otimismo implacável quanto no bom humor logo cedo. 

— Ah, mas quando eu trabalhar aqui o movimento vai ser tanto que nem nós três daremos conta — eu disse, jogando minha trança para trás.

— Metida — Hyun disse, sorrindo com seu belo sorriso. Não sei dizer quem sorria mais, seus lábios finos ou seus olhos escuros como minha pele. 

— Você quer apostar? — desafiei, como fazia com Castiel toda vez que discordávamos de alguma coisa. 

— Escolheu a pessoa errada para isso, docinho — disse Madson. 

— Ah, eu quero sim — disse Hyun, sorrindo. — Madson e Chani escolham os desafios — ele disse. 

— ISSO — eu disse, e já estava me arrependendo. 

— Tudo bem — disse Madson. 

— Se Hyun perder ele paga uma bebida para você naquele naquele barzinho, o pub (o barzinho que fui com Castiel em minha primeira noite aqui, aquele em que todos estavam chapados —fosse de maconha ou as bebidas fortíssimas do lugar — e que eu encontrei Rosalya e seus amigos) — Chani disse.

— Se Marlissa ganhar, ela canta com Chani no festival do Green no dia 6 — Madson disse, piscando para Choni. 

— EI! Cadê a parte boa nisso? — eu e Hyun dissemos ao mesmo tempo, sacando a linha de pensamento sórdida daquelas meninas.

— Fama pelo campus, gatinha — ela disse para mim — E um encontro — disse para Hyun. 

— Mas não tem a parte em que eu ganho — disse Hyun. 

— E daí, Hyun? Todo mundo sabe que você vai perder — Chani disse. 

— Desgraçada — ele disse, enquanto se retirava para cozinha. 

— Quero bebida e não fama — eu disse.

— Vocês não escolhem nada aqui — Madson disse. 

— Feito — Hyun disse da cozinha, cortando minha linha de pensamento. 

— Feito — eu disse sem outras opções, tomando uma golada do café forte que Madson trouxe.


Notas Finais


Obrigada por chegar até aqui!
Vou panfletar a história que escrevi recentemente: https://www.spiritfanfiction.com/historia/cabelo-afro-17833001


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...