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História Cara ou coroa? - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oi, meus amores, como vocês estão? Espero que estejam bem! Aqui está mais um capítulo para vocês, boa leitura! 💕💕

Capítulo 4 - Marlissa, a escaladora de portas


New Haven, Connecticut. 

A cidade vista de fora era particularmente incrível, os prédios do centro de New Haven eram tão clássicos quanto a própria Yale. 

Marlissa ficaria encantada e com a sensação de borboletas no estômago independentemente de quantas vezes passasse por ali, apesar de as borboletas não serem nada bem vindas.

Estava nervosa. Muito, muito mesmo. 

A questão X desse nervosismo era que em NY, e principalmente no Brooklyn, você poderia ser o que você quisesse. Isto é, ninguém se importava se seu cabelo era verde neon ou se você só usava roupas cor-de-rosa, ou se você usava terno e era totalmente formal; isso era ótimo porque Marlissa, com seus cabelos rosa na altura dos ombros, com cachos pendendo mais curtos na frente, bem como uma franja, odiava se sentir presa a um padrão. E, apesar de New Haven não ser tão formal, eram poucas as pessoas aventureiras que adoravam se vestir como Will Smith em “Um maluco no pedaço”: completamente extravagante e abundante e cores diversas. 

Marlissa era feita de todas as cores. E não estava nem um pouco preparada para conhecer dia vida cinza em New Haven. 

Cinza porque Castiel, o proprietário da casa e agora seu novo colega de apartamento, mandara um e-mail cheio de informações. Uma delas era não levar animais e, obviamente, Marlissa tivera um treco. 

Um treco absurdamente grande porque, ao sair de casa — levando absolutamente todos os seus livros e pertences mais preciosos (como pôsteres e vídeos cacete, ou sua frigideira cor de rosa que ganhara da avó no natal) em caixas para o velho e bom Sócrates, como chamava o velho carro — chorou não só por sua mãe e sua família, como também por Batata. O dito cujo agarrara seu suéter vermelho e não queria soltar, fora preciso Dorothy segura-lo para que Marlissa conseguisse ir embora. 

A mulher estava aos prantos. Marlissa estava aos prantos. Hilda, mãe de Dorothy que morava na casa ao lado da de Marlissa, estava aos prantos, bem como os vizinhos e amigos de Marlissa. 

Mas, assim que entrara no carro, o bom e velho cheiro de livros a atingira — reconfortando-a tanto quanto a presença dos pôsteres de PJO e a varinha das varinhas, a varinha de sabugueiro de Harry Potter, no assento traseiro do carro. Para espantar as lágrimas, colocara N.W.A para tocar no aparelho cassete que ganhara de sua mãe, e logo estava cantando e xingando qualquer pessoa que a irritasse no trânsito, conversando e resmungando com os pedestres como se eles pudessem-na ouvir. 

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“Último andar, a direita do corredor principal, N° 13. Se eu não estiver em casa, a chave está na madeira falsa na guarnição porta.” — dizia o e-mail.

Castiel fora extremamente detalhista nos pontos de referência da cidade, como por exemplo “o prédio branco há 12 metros da mercearia Reynolds” ou “a terceira direita do petshop e veterinário Bear”. Marlissa não entendeu porque simplesmente não pegou o número de whatsapp do cara e mandou uma mensagem pedindo a localização exata, imaginou então que garotos que cursam direito e fazem técnicos em empresa, como Castiel, não tenham tempo para whatsapp e recorram aos e-mails.  

Tanto faz, não era tão importante.

O que realmente importava era que Marlissa teria seu próprio cantinho, ainda que viesse um futuro advogado de brinde.

Era seu.

Estava pagando por ele, e realmente não importava que não tivesse toda a privacidade do mundo — como teria se realmente morasse totalmente sozinha — porque não daria mais despesas a sua mãe e teria sua independência. 

Castiel tinha 20 anos, à beira dos 21, faria em agosto, dissera Rosalya, então ele provavelmente entendia o que era ser um jovem tendo que pagar as contas sozinho. 

Pelo menos era o que Marlissa esperava quando entrou no prédio, deixando suas malas e caixas no carro e orando para que ele estivesse em casa para ajudá-la a subir com as coisas.

O saguão era extremamente lindo, adornado com porcelanato e colunas bonitas de grosso. Vasos de plantas decoravam o lugar junto a divãs e pufes. 

Adorável. 

Excepcionalmente adorável. 

Preferiu subir pelo elevador, já que o cara morava no ultimo andar; e quando finalmente chegara à porta Nº 13, hesitou. 

— Mas o que… — reclamou consigo mesma. Suas pernas travaram.

Pensava em mil situações constrangedoras às quais se enfiaria caso saísse entrando na casa dos outros — agora dela também — desse jeito. Talvez ele estivesse com uma garota, ou tomando banho ou dormindo pelado no sofá. 

Céus, morreria de vergonha se o pegasse pelado no sofá. Morreria de vergonha se ele não estivesse vestido. Sequer sabia como ele era.

Respirou fundo. 

— Quer saber? Que seja — e ficou nas pontas dos pés para pegar a chave. Com seu corpo minúsculo, sequer chegou até a metade. 

Pulou e esticou-se o mais alto que conseguiu. 

Nada. 

Bateu na porta. 

Nada. 

— MALDITAS PERNINHAS PEQUENAS! — reclamou. 

Bateu freneticamente na porta. 

Nada. 

— Mas que diabos — praguejou, cruzando os braços sobre o macacão jeans azul que vestia. 

Lembraria de falar para Castiel esconder a chave em qualquer outro lugar que não fosse tão alto, porque estava quase cogitando em bater na porta de alguns vizinhos. 

Pensou melhor e andou de um lado para o outro até formular uma ideia. 

— Bingo — disse a si mesma, socando a palma da própria mão e olhando com determinação para a porta. 

Tirou os sapatos, ficando apenas de meia; escalaria a porta como fazia quando era criança. Esse era o único jeito, não estava disposta a falar com pessoas que mal conhecia e entregar a localização da chave de sua nova casa. 

Pensava consigo mesma, talvez alto demais, enquanto tirava as meias e arrumava os tênis all star no cantinho: é uma ideia ruim? Sim! Mas eu vou fazer mesmo assim.

Pensava: como deve ser lá dentro? Ele me mandou umas fotos, mas nada é tão vívido quanto na vida real, certo? Céus, estou falando sozinha, num corredor vazio às 14h da tarde. Maluca? Sim, novamente! Olha Brito, pode mandar matar! 

Marlissa tinha acabado de se posicionar, com ambas as pernas e ambas as mãos grudadas nos batentes da porta, e estava subindo quando uma voz muito familiar disse: 

— Por que você está tentando escalar minha porta? —  e o susto fora tão grande que caíra de bunda no chão. 

Olhou para cima, as nádegas pulsando de dor, e viu que um par de olhos prateados a encarava, junto a uma cabeleira ruiva com um coque extremamente mal feito. 

— Você?!


Notas Finais


TUSTUSTUS, OI DE NOVO! Então, galero, tenho algumas palavrinhas, algumas de sempre e algumas novidades e perguntas: ERROS ORTOGRÁFICOS E GRAMATICAIS NÃO SERÃO PERDOADOS, EXPONHAM!
O que vocês estão achando do método de escrita? Tipo, na terceira pessoa? Eu estava pensando em fazer uns extras em primeira (point of view), o que acham?

Até a próxima e obrigada por lerem! 💕💕💕💕


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