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História Cara ou coroa? - Capítulo 47


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Capítulo 47 - Estou no inferno e o diabo está me torturando


Acordei ao lado de Castiel. 

Ele está com as mãos ao redor da minha cintura e eu estou sobre ele, apoiada nele: em seu peito nu.

Sua expressão é de puro cansaço. 

Minha cabeça dói como se eu estivesse de ressaca e… eu estou completamente nua. Está frio para o diabo, mas não tanto como ontem. 

Dragon está no pé da cama, olhando-me levantar e sair de cima de Castiel. Ele é uma pedra quando dorme, pois sequer se mexeu; seu sono pesado era tão grande que às vezes saía roncos. 

Era engraçado. 

Percebi que estava olhando para ele por tempo demais, então voltei minha atenção para Dragon, que ainda estava esperando:

— Bom dia, minha vida — eu disse com uma voz fininha e passei a mão por seu pêlo. Ele se entregou ao toque de primeira, abrindo-se totalmente para mim. 

Ficamos dois minutos trocando carícias antes de eu levantar e seguir para o banheiro. 

Precisava de um banho. 

Andar pela casa é quase como doloroso, são faixas de lembranças que eu não quero lembrar, são sensações que eu não quero ter. Eu jurei não ter. 

FLASHBACK ONOito horas antes

Olho para ele, com as sobrancelhas erguidas, eu ainda estou deitada no balcão. Estou ofegante e arfando. Ele é melhor do que eu imaginei. 

E ele é lindo. Realmente e inteiramente. E fica ainda mais bonito quando me olha desse jeito: puro prazer. Ele é um predador e eu sou a caça que está se rendendo, sou a caça faminta que cansou de fugir. 

Ele limpa seus lábios com os dedos. A luz da sacada bate em seu rosto. Ela brinca com seu maxilar marcado, ela brinca com suas bochechas e com seu corpo. 

Castiel é clássico. 

Não é forte ou bombado, mas também não é inteiramente magro. 

E tatuagens. 

Eu digo, tentando desviar o olhar delas e perguntando-me quais seriam seus significados: 

— Você tem certeza que quer apenas sexo comigo? — eu pergunto, sentando-me no balcão. 

— Eu acabei de fazer você gozar apenas com a boca e é isso o que você me diz? — ele pergunta, soltando um riso. 

Chego mais para perto, o suficiente para conseguir beija-lo. Ele apenas observa. 

Minhas mãos vão até seus ombros e eu aperto meu corpo contra o dele, ainda na borda do balcão. 

Não digo uma palavra quando as mãos dele vão até meus quadris e apertam. 

Eu dou um tapa em sua cabeça, afastando-me e empurrando seu corpo para longe.

— Ai! — ele reclama, e me olha surpreso. — Que ideia foi essa? 

— Responde a pergunta — eu digo, sorrindo e me levantando. 

— Sua mal agradecida — reclama ele, esfregando as mãos no lugar onde eu bati. 

Ali fica o nervo hipoglosso, uma de suas responsabilidades é a movimentação da língua. 

Olho para Castiel com um olhar mortal, ele leva sua cabeça para trás e bufa. 

Ele diz: 

— Tenho — ele diz. 

— Jura?

— Eu juro. 

— Muito bem, então faremos sobre a bíblia — eu disse, virando-me e indo para longe dele: em direção ao meu celular. 

Quando voltei, ele ainda estava com uma expressão confusa. 

— O que você está fazendo? — perguntou ele. 

— Bom, estou baixando a capa de uma bíblia no google — falei. 

— Você sequer acredita em Deus — ele disse. — Você é toda da ciência e toda louca. 

— Sou uma boa menina — eu disse, mostrando meu celular para ele. Ali estava a foto. 

Coloco o celular sobre minha palma aberta e me aproximei dele, tomando sua mão para mim; apoiei-a sobre a tela do celular e coloco a minha sobre a dele. 

Olho em seu olhos, mas sua atenção está em nossas mãos unidas. 

Eu disse, sem me importar onde sua atenção estava: 

— Sem namoro, sem emoções, só sexo — eu disse, e ele virou-se para mim. 

Eu estou vestindo apenas meias. Eu estou completamente nua da coxa para cima e completamente quente, o pano que Castiel me deu para eu limpar todo o gozo que saiu de mim não adiantou em nada.

Eu estou queimando. Estou ardendo.

— Nossa amizade não vai acabar por isso, não importa o que aconteça — ele disse, olhando nos meus olhos. 

Ele sorri, e isso foi o suficiente para arrancar de mim todas as amarras que me prendiam ao chão. Largo meu celular sobre o sofá, jogando-o sem me importar o que aconteceria com ele. Castiel está surpreso com o ato, e mais surpreso ainda por eu o empurrar em direção a parede, domando-o. 

Pego sua boca na minha.

Eu sinto como se fosse uma intrusa dentro de um templo, sinto como se estivesse saqueando. Minhas mãos vão até o zíper de sua calça e ele arfa. Tinham pelo menos quatro botões, e eu estou tão extremamente frustada e ansiosa que rasgo todos eles. Os botões voavam para todo canto, batendo em algo que eu não quero saber. 

Castiel ainda está pressionado sobre a parede, e eu desci por seu corpo, arrancando-lhe as calças dos quadris. 

Agora, eu sou a garota ajoelhada perante ele. E é era o garoto que está surpreso demais para falar alguma coisa, ele é o garoto com as calças nos tornozelos e o garoto que joga a cabeça para trás. 

Toco o elástico de sua cueca, puxando-o apenas um pouco. 

Olho para ele, apenas para ver sua reação, mas ele está com os olhos no teto. 

Castiel parece estar a sentir dor, sua expressão é algo como dor. É prazer. 

Sorrio para mim mesma. A fera foi domada, hein. 

Talvez as garotas estivessem subestimando o poder feminino de uma mulher na hora do sexo, ou superestimando Castiel. 

Pego o elástico de sua cueca novamente, mas dessa vez é para realmente puxá-la para baixo. Minha boca fica seca e eu tenho a necessidade de molha-la. 

Passo a língua por meus lábios secos. 

Toco o membro duro como pedra, ainda ajoelhada, e as mãos de Castiel foram para meu cabelo. Ele está ofegante e arfando. 

Minha boca está salivando enquanto eu olho sua robusta estrutura. É necessidade. 

Ele está olhando para mim e sorrindo. 

E eu provavelmente ainda estou lambendo os lábios, ou mordendo, porque ele deu um jeito de me puxar para cima e faz isso num movimento ligeiro. Prendendo-me à parede. E eu estou dando graças por isso, o jeito que ele está me olhando deixa minhas pernas fracas; eu provavelmente cairia. Ele abre minhas pernas apenas para se colocar no meio delas, ele toca minha coxa apenas para levar estas até o seu quadril. 

Puta que pariu, é extremamente bom. 

Ele roça em mim e eu digo: 

— É minha vez — eu digo, mas eu realmente não estava nem aí para isso. Eu queria a parede e estava à parede. 

Ele aperta meus seios e vai até meu pescoço, marcando ainda mais a pele exposta. Arqueio-me para ele no instinto. 

Ele beija mais uma vez e diz, sem tirar o rosto dali: 

— O que você estava dizendo? — ele pergunta, passando seu membro novamente por mim. Em minha intimidade necessitada e fervente.

Eu estou no inferno e o diabo está me torturando. Eu tento grunhir para Castiel, mas o som sai como um gemido. Ele aperta meus peitos novamente, beliscando meu mamilo, e suas mãos vão para seu membro. 

Uma preservativo, percebi. Ele arranca a embalagem num simples movimento entre seu polegar e indicador, colocando-a com agilidade em seu membro.

Ele morde meu pescoço, desprende-me da parede e começa a me levar até o quarto. 

Eu quero a parede, penso. 

E talvez eu deva dizer. Talvez eu dissesse. 

Eu digo: 

— Eu quero a parede — mas o som sai como um sussurro, como um simples arfar. 

— Vamos quebrar esses quadros mais tarde — ele diz e pressiona mais seu corpo contra o meu; roçando em minha entrada. 

Filho da puta, ordinário e maldito. 

— Brinque depois — eu digo, arfando. 

De novo.

— Onde estão seus modos, Marlissa? — ele pergunta; e eu poderia, honestamente, socá-lo até que meus dedos pedissem arrego. Ele passa a língua por meus lábios e eu esqueço no que estava pensando, eu esqueço a ideia de querer matá-lo enquanto ele dorme.

Vigarista. 

— Anda logo, Castiel — eu digo, e dou um chute leve em sua bunda. 

— Que mal educada! — ele diz. E roça de novo. 

— Por favor — eu imploro. 

— Hm, aí estão seus modos — ele diz, e finalmente entra em mim. 

Eu acho que estou gritando. Acho que estou chamando o nome dele e talvez eu esteja arranhando seus ombros. 

Puta merda. 

Ele está mergulhando fundo e eu sou o mar, ele está caindo e caindo ainda mais fundo. Ele é uma tempestade e algo mais. 

Eu estou me perguntando realmente se isso é o inferno ou o paraíso. Talvez seja os dois. 

FLASHBACK OFFAgora

Percebo que não há um lugar nesta casa, tirando a sacada e o banheiro, onde não tivéssemos transado. 

Começamos cedo ontem e terminamos consideravelmente tarde. 

Apesar de todas as nossas pausas, eu e Castiel sempre dávamos um jeito de começar tudo de novo. Ou era enquanto ele estivesse cozinhando algo para comermos e meu corpo não aguentasse ver sua bundinha marcada olhando para mim e pedindo uns tapas e apertos, ou enquanto comíamos e seus lábios pediam para ser beijados. 

Estragamos o tapete, quebramos copos e taças e coisas mais. 

Eu acho que fiquei andando de lingerie e salto alto em cima da mesa de centro da sala e talvez eu tenha chutado as decorações e depois pulado em Castiel, montando-o até que ficasse dolorida, porque agora elas jazem num grande saco de lixo perto da porta. Assim como as taças e os quadros. 

As fotos bonitas estavam sobre a mesinha de centro enquanto sua montagem estava junto a outras coisas quebradas na sacola de lixo. 

Vou me lembrar de trazer boas molduras mais tarde.

As bebidas caras que nunca abrimos estavam pela metade. 

Bom, isso explica minha dor de cabeça. 

As roupas de Castiel, e as minhas, estavam apoiadas no sofá. Meu sutiã estava em fagalhos e nem mesmo minha habilidade com costura poderia salva-lo. 

Minhas pernas tremeram.

Intenso.

*

Castiel ainda está dormindo. Dragon está ao seu lado agora, no espaço em que eu ocupava. 

E eu estou me vestindo para trabalhar. O Cosy devia estar uma bagunça e eu provavelmente vou ter que aguentar as peripécias de Hyun. 

Devidamente vestida, vou até a cozinha e tomo as pílulas anticoncepcionais que separei mais cedo. Sirvo-me com café e apronto minhas coisas. Minha bolsa está cheia de livros para serem checados no horário de almoço.

Bom, Hyunzinho terá que lidar com uma Marlissa Dorothy relaxada e contente. 

Volto para o quarto, apenas para avisar Castiel de que estou saindo. É estranha essa necessidade de falar com ele, uma vez que nunca fiz isso antes. Eu apenas saía e deixava ele dormir. 

Mas hoje, eu faria diferente. Apenas hoje. E talvez fosse a vasopressina brigando comigo e fodendo com minha cabeça, mas eu não estou nem aí. 

O rosto dele é sereno enquanto ele dorme, é expressivo demais. Castiel parecia um anjo quando dormia e um demônio quando estava acordado. Eu sei disso porque o observei dormir no primeiro dia em que cheguei. 

Eu ainda não estava confiante o suficiente para dormir sozinha num lugar em que eu não conhecia. Então esperei ele dormir até que eu pudesse descansar. 

Agora, eu fazia o mesmo.

— Ei, Castiel — eu digo, sacudindo seus ombros. 

Ele acorda devagar. E eu espero ele estar totalmente confiante para que eu possa falar com ele tranquilamente. 

Eu digo: 

— Bom dia, dorminhoco! Você ronca como um elefante. 

E sorrio. 

Ele está me olhando com supresa. 

— Bom dia — ele diz, e seus olhos ficam perdidos. 

O que deu nele? 

— De Castiel para a Terra. Oi! — eu digo, passando a mão por seu rosto. 

Ele olha para mim, a surpresa continua lá. 

— Está acordado? Eu vou precisar trabalhar agora — eu digo. 

E é como se ele finalmente estivesse prestando atenção em mim. 

— Hm? — ele indaga, olhando em meus olhos. 

— Trabalhar, Castiel — passo uma mexa de minhas tranças para trás dos ombros. 

Percebo que Dragon ainda está ao lado de Castiel e sorrio. 

Passo a mão em seu pêlo e pergunto: 

— Você vai ficar bem? — pergunto, com a voz fininha. 

— Vou — zomba Castiel, ao meu lado. 

Volto minha atenção para ele. 

— Cuide bem dele, Castiel — eu digo, e levanto-me para sair do quarto. 

Não sei se vou conseguir me controlar se ficar mais tempo perto dele. Não sei. Então, eu saio de casa. 

A neve continua alta demais para eu usar o carro, e eu definitivamente não vou subir e acordar Castiel. 

Eu vou ter que ir andando até o Cosy e provavelmente vou chegar atrasada e ouvir muito de Hyun. Ele era bem chato quando queria. E principalmente por ser meu chefe e gostar de pegar no meu pé.

Grande dia. 

Pego meu celular e mando mensagem para o idiota. De volta ao trabalho, Marlissa Dorothy. 

 

 



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