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História Cara ou coroa? - Capítulo 50


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 50 - Você ainda me deve um encontro


Vir do Brooklyn para uma cidade de gente rica era certamente difícil, e eu já estava acostumada com pessoa mal educadas e mal humoradas — isso porque trabalhei por um ano inteiro numa lanchonete badalada na Times, e como consequência recebia insultos de gente branca —, mas Hyun certamente ultrapassava todos os limites da chatice. 

Ele estava me evitando.

Estava mal humorado, sobretudo mal educado, e não eram nem 14 horas. Isso é estranho, porque fazem poucas horas desde que ele estava sorrindo abertamente para mim e zombando de minha situação — até mesmo enquanto ele próprio passava gelo na mancha roxa em meu pescoço. 

Entretanto, seu humor mudou drasticamente depois de Rosalya chegar, na hora do nosso descanso, fazendo um puta alvoroço: 

— HMMMM, MARLISSA — começou a vadia puta, gritando e chegando nas pontas dos pés. Como naquele meme em que a garota abre a porta e sai na pontinha dos pés: uma fofoca. 

Ah. Ótimo! 

— Olha, Rosalya, você não me irrita — reclamei, antes mesmo de ela começar a falar. Hyun estava sentado ao meu lado, completamente esparramado no banco do vestiário. 

Hora do almoço, bendita hora do almoço. 

A platinada, com um sorriso enorme no rosto, saiu empurrando o garoto do banco, sentando-se em seguida e olhando para mim como se eu fosse um doce num parque de diversões. 

— Pode contando tudinho — ela disse. 

Puta merda, que garota fofoqueira! 

— Contar o que? — eu disse, todo inocente e sonsa. 

Por favor não olha pro pescoço, por favor não olha pro pescoço. 

Arrumei a bainha de meu uniforme, puxando-a para baixo, tapando a frente de meu avental. 

Rosalya crispou, colocando a mão na bochecha. 

— Oras, palhaça, sobre o sexo com o Tomatão. E aí, ele faz bem mesmo ou é só boato de garotas universitárias — ela disse, sorrindo grande. 

Simples assim. 

Ela falou sobre minha vida sexual, como se não tivesse nada e nem ninguém conosco. 

Meu rosto estava quente, bem como o de Hyun — que agora alternava seu olhar de mim para a Rosalya com uma sobrancelha erguida e um sorriso sacana. Seu maxilar estava travado. 

— ROSALYA — gritei, antes que ela pudesse continuar falando, e foi só aí que ela percebeu a merda que estava fazendo. 

— Ih — ela disse, olhando para Hyun, ainda não chão e vermelho como uma pimenta.

Ele disse, levantando-se:

— A-acho que preciso sair daqui, hm. 

Encarei Hyun. Minha expressão era pura vergonha, desespero e desculpa. 

Ele apenas sorriu ladino, baixando os olhos para o chão e saindo porta a fora. Observer ele sair de meu campo de visão, e depois encarei Rosalya bem feio. 

Ela engoliu em seco, fazendo uma careta bem grande.?

— AI, NÃO ME OLHA ASSIM — ela pediu, tapando o rosto com as duas mãos. 

— Vagabunda — chamei. E logo depois soltei um sorriso. 

Por mais que eu tente (tente muito mesmo), não consigo ficar brava com Rosalya. 

Os olhos dela voltaram a brilhar, mas antes que ela voltasse a perguntar sobre transar eu disse: 

— Como você descobriu? — perguntei, apesar de ser bem óbvio. Castiel e Rosalya são super amigos e isso irrita às vezes. 

— O Castiel me contou — ela disse, soltando um suspiro. — Eu sabia que você não aguentaria tanto tempo assim. 

Peguei o avental desamarrado e joguei em seu rosto. 

— Não enche, Rosalya — reclamei, soltando um suspiro. 

— AAAAH, qual é? Conta para mim! Ele faz bem? — perguntou, empurrando o corpo para frente. 

— Sim – respondi. 

Era bem simples. Se eu responder curta e grossa ela vai parar de perguntar. 

Rosalya era detalhista — até demais, sério —, e quando percebia que não rolaria tantos detalhes (como na vez em que terminei um namoro de um ano e meio e não dei satisfação nenhuma, ou fui chorar em seus ombros) ela desistia e parava de insistir. Isso porque ela respeita o espaço dos outros — quando quer, óbvio. 

Mas isso não tira o fato de que Hyun estava um porre hoje, e por culpa dela. 

Quer dizer… eu sei lá. Ele dá em cima de mil garotas todos os dias — inclusive anota o próprio número (e às vezes mais do que isso, leia-se: putaria do caralho)  no copo dos clientes, flertando na cara de pau com qualquer garota que apareça em sua frente, com sorrisos e risadas —, e até mesmo faz na parte de trás do Cosy durante as horas de descanso e almoço, mas fica bolado em saber que sua colega de trabalho que também transa. 

Eu chamo isso de ego inflado. 

E ele que lute contra isso.

Eu sei que é bem errado provocar, mas eu queria muito ver o rosto envergonhado dele ter a mesma expressão que o meu toda vez que uma garota vem me pedir o número dele. 

— Eu não entendo o porquê dessa carranca aí, Hyunzinho — comecei. — Dois segundos atrás você estava ótimo. 

— É que estou com vontade de vomitar — soltou. 

— Comeu alguma coisa estragada? — perguntei. 

— Provavelmente sim — resmungou. 

Puta merda, ele é um ótimo mentiroso. 

— O banheiro fica logo ali — apontei, apoiando-me no balcão ao mesmo tempo. 

Empinei a bunda na cadeira e puxei a calça de meu uniforme mais para cima. 

Eu sabia que ele estava olhando, e sabia que ele provavelmente comentaria também. Ele é o Hyun, afinal. 

— Você é muito malvada, Marlissa… 

— Não sei do que você está falando — comentei, inclinando mais o corpo na cadeira. 

Ele sorriu.

— Você não tinha que ir ao banheiro? — perguntei.

— A vista aqui é boa – ele disse, soltando um sorriso sacana e se apoiando ao meu lado no balcão. 

— A sentada também — bingo. 

— Não acredito — e uma risadinha. 

— Pergunta pro Castiel e ele te confirma — Marlissa 1 X Hyun 0. 

— Prefiro experimentar, na verdade — ele disse, sua voz estava rouca. 

Hm, que bosta! 

Marlissa 1 X Hyun 1. 

Ele está tentando… me seduzir?

E vamos de o feitiço vira contra o feiticeiro.

Soltei uma risada apenas com a possibilidade. 

Olhei para ele e seu rosto tinha um sorriso bem largo. 

Abusado. 

— Pois vai ficar querendo — eu disse. 

— Você ainda me deve um encontro — ele comentou.

— Como assim?

— Nossa aposta. 

— Como assim você acha que eu transaria com você se a gente saísse? — completei, virando para olhar em seus olhos. 

— Eu sou bem encantador, sabe… 

— Vai sonhando — eu disse. 

— Eu sei o que uma mulher gosta… 

— Ah é? 

— Eu tenho lábia e sou bom de papo...

— E acima de tudo: eu sou muito bom na cama – ele disse. 

— Eu não dormiria com você nem que me pagassem — comentei. 

— Então não sabe o que está perdendo — ele disse, levantando-se para sair.

Antes de chegar a porta da cozinha, ele disse: 

— E eu juro que não sou um doa caras que contam vantagem e se mostram ineficientes na hora — ele disse. 

Eu disse:

— Você tem uma língua muito atrevida, Hyun. 

— E sou muito bom com ela — ele disse, e saiu cozinha adentro. 

Hyun 2 X Marlissa 1. 

 

 

 


Notas Finais


Teorias? Sugestões? Críticas? Erros ortográficos que NÃO podem ser perdoados?
Comentem aí, mores, ajudem a tia.


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