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História Cara ou coroa? - Capítulo 51


Escrita por:


Notas do Autor


Então né, galerous: vocês já devem ter percebido o quanto minha escrita mudou desde o início da fic — e o quando o modo de eu escrevê-la mudou BASTANTE — e >EU< particularmente acho isso BEM ruim (principalmente para os que chegaram agora, que vão ler os capítulos do início e ver: meu pai amado, que merda ela fez? Ou os que estão a mais tempo e pensarem: meu deus, que merda é essa?! ).
ISSO ESTÁ ME ATERRORIZANDO.
SÉRIO! Eu sei que pode parecer bobeira mas eu estou BEM INSEGURA com isso. Então se a fic sumir é porque eu dei crise de escrita, apaguei e sumi do mapa.
BRINCADEIRA — em
parte, talvez não seja.
Mas enfim, agora é sério: eu tenho surtado ultimamente por conta disso, inclusive pensado em parar pelo mico e chacota, então se eu demorar a postar NÃO ME MATEM! É só o surto de cada dia.
Enfim, vidocas, boa leitura com MAIS UM novo método de escrita!

Capítulo 51 - 1, 2, 3: Respira!


Quando você pensa que está tão na merda e acha que seu dia não pode piorar, acredite: ele pode sim! 

Começando primeiro pelo emprego: estava tudo dando errado! Apenas em um dia Marlissa Dorothy conseguira esgotar todo o seu estoque de azar. 

FLASHBACK ON —

Parte 1: o dia infernal no Cosy

Chegara outra vez atrasada, caminhando na neve pesada que cobria toda New Haven.

Connecticut realmente estava um inferno!

No dia anterior Marlissa chegara tão cansada em casa que apenas entrou no quarto, deitou em sua cama e dormiu profundamente; sequer se importou com Castiel olhando para ela, completamente corado e com uma almofadas entre as pernas, e muito menos com sua roupa suja da rua na roupa de cama recém trocada; ela ignorou os chamados de Castiel para a janta e as lambidas de Dragon em seu rosto – em parte, o cachorro não iria embora até que ela fizesse pelo menos um afago em sua cabeça pequena e peluda. 

Ela preferiu deixar tudo para o outro dia, e fora isso o que a atrasou. 

Hyun fez a mesma piada do dia anterior, falando sobre o atraso e fitando descaradamente sua bunda marcando no uniforme. 

E, não apenas por isso, Marlissa ficou o dia inteiro pagando de Maria Banana estabanada, e Hyun era como um balão cheio sendo esvaziado aos poucos por uma criança.

Cada piada ou farpa que ele soltava – coisas como “não importa o que você queira, Marlissa, pode enfiar no rabo” ou “Melhor, não coloque nada nessa bunda, ela é tão grande e se crescer mais daqui a pouco nem caber na cadeira vai” — eram como o ar saindo diretamente em seu ouvido. Marlissa apertava os punhos para não voar na cara dele e arranhar o rosto perfeito. 

Só naquele dia, recebera duas reclamações de cafés trocados dos clientes; ganhara dois tombos e, consequentemente, café por todo o seu uniforme; duas xícaras quebradas e uma lamaceira na cozinha. 

Estava tudo uma droga. E ela não esperava o momento em que sairia daquele lugar e deitaria em sua cama quentinha; e talvez, até mesmo, recebesse um cafuné de Castiel devido ao seu dia ruim. 

Detalhe: o cafuné de Castiel era ótimo. 

Parte 2: a notícia ruim de Castiel. 

Quando você pensa que está tão na merda e acha que seu dia não pode piorar, acredite: ele pode sim!

Entrou em casa já tirando a roupa, batendo a porta em seguida para anunciar sua chegada a Castiel. Dragon fora correndo em direção a ela, querendo tomar sua atenção e carinho apenas para si. 

Marlissa estava seminua da cintura para cima. 

Arrancou seus sapatos com brusquidão, fazendo com que os mesmos batessem nas paredes e no chão, e se jogou no divã. Estava tão absolutamente estressada que sequer percebeu o semblante de Castiel sair do quarto e entrar na sala; seu rosto estava sério e pensativo. 

Ele vestia roupas de verão: uma camiseta fina de manga e bermudas largas. Em seus pés haviam meias pretas que levavam até as canelas. 

O garoto tentava controlar seus olhos e coloca-los na direção certa: o rosto e os olhos de Marlissa, e não os peitos ou as tatuagens. Falhou por dois segundos, mas eles não foram imperceptíveis aos olhos de Marlissa. 

Ela sorriu para ele, chegando mais perto e fazendo um carinho em sua mão. Parecia um gato sedento de carinho, isso a fazia lembrar de Batata e até mesmo era comparável a ele.

Ambos eram gatos, afinal.

Castiel se afastou de sua mão quente e de seu cheiro perigoso. Marlissa ergueu as sobrancelhas e ele disse: 

— Precisamos conversar — ele disse. Em seu rosto não havia divertimento algum. 

Marlissa gemeu em repúdio. 

Estalou os lábios e sorriu fraco para Castiel, apesar de não estar nada feliz. 

Jogou o pescoço para trás e perguntou: 

— É algo muito sério? O meu dia foi uma droga! — comentou, mas Castiel não estava ouvindo de verdade; ele estava se mantendo focado num ponto atrás da cabeça dela, longe dos olhos. 

Longe do corpo. 

— Bom, eu vou falar logo senão perderei a coragem — enrolou Castiel.

Marlissa enrijeceu o corpo por instantes, arrumando sua postura logo em seguida. 

— Oras, então fale logo! 

— Precisamos parar com isso! — disse o garoto, sua voz estava trêmula e embargada por algo que nem ele mesmo compreendia. 

Marlissa ergueu as sobrancelhas. 

— Isso o que? 

— Isso – e um gesto que representava eles dois. 

— Está falando sobre transar? 

— Sim — ele disse, evitando olhar para ela. 

Marlissa piscou. E lá se vai o cafuné gostoso que esperava. 

— Tudo bem — disse, baixo demais até mesmo para Castiel ouvir. 

Ele teve que fazer muito esforço. 

— Tudo bem — ele repetiu. 

E já estava levantando para sair: era sua vez de dormir no quarto. Se ficasse ali mais alguns segundos, provavelmente gritaria e pularia sobre Marlissa. Ele provavelmente retiraria tudo o que disse e beijaria seu rosto até que seus lábios sangrassem. 

Castiel estava em êxtase. 

Esse era um sentimento estranho demais para quem era o cara “sem emoção e sem coração” de três meses atrás, era um sentimento estranho para o cara que fez juras casuais a si mesmo e aos deuses também. Mas, por ironia ou maldade do universo, acabou sentindo algo mais do que apenas tesão. 

Talvez transar com Marlissa fosse um pecado. Sim, isso! Ela era um demônio querendo atazanar sua vida e seus pensamentos! Ou melhor, o próprio satanás. 

Essa era a única explicação plausível para Castiel não conseguir tirar ela da cabeça e sentir seu eu estômago revirar toda vez que ela chegava perto. 

Ele tinha certeza que Marlissa teria mil soluções científicas para esse problema, ela com toda certeza falaria e explicaria que era culpa de certos neurotransmissores ou outras substâncias químicas agindo dentro dele, mas ele preferia o sobrenatural! 

Inclusive acreditava que também era obra do demônio ela ter aceitado sem nenhuma objeção. 

Marlissa era o demônio, mesmo que não acreditasse na existência de um.

Ótimo, Castiel, ela não está nem aí para você e isso é a prova disso!

Sentimentos não correspondidos são os mais românticos. Ele tinha toda a certeza que escreveria um poema bem sujo sobre isso! Fizera isso ao dia conseguinte ao seu sexo, e ao que veio depois desse.

Marlissa sussurrou novamente: 

— Tudo bem — e sua expressão não demonstrava nada. 

Castiel quis chorar, mas quando estava quase atravessando a porta do quarto, ela disse: 

— Por quê? Eu fiz algo que você não gostou? Não se divertiu?— perguntou. 

Talvez fosse o estresse do dia a dia, talvez fosse porque estava se sentindo um lixo o dia inteiro e então recebe uma bomba na cabeça, mas ela queria muito chorar. 

— Não, por Deus! Não, você é perfeita! Tudo em você. 

— Então qual o problema? 

— O problema é que eu não quero me apaixonar por você, Marlissa, mas você é completamente apaixonável — disse, desesperado com o pensamento dela. 

E, apesar disso, a garota sorriu. 

— Entendo — ela disse, e se levantou para ir o mais longe possível de Castiel. 

Ele estava adorável apesar das circunstâncias: seu rosto corado na região das bochechas e suas pintas por todo o lado, seus lábios rosados pelo frio e seus cabelos presos num coque mal feito e extremamente frouxo. 

Adorável! 

A tinta preta sumia e dava lugar a um castanho escuro e meio avermelhado no meio e nas pontas do cabelo, mantendo a raiz escura. Hora de retocar! 

Estava chegando ao banheiro quando sentiu seu celular vibrar dentro de seu bolso. Sequer pensou duas vezes antes de atender e receber a voz quente e atenciosa de sua mãe. 

Sentiu seu corpo inteiro relaxar assim que ouviu o primeiro: filha, você está aí? 

Estava morrendo de saudades, e mais uma vez quis chorar. 

Sua mãe fazia as perguntas que fazia todos os dias. 

Ela perguntava sobre o trabalho, sobre a vida pessoal e sobre os estudos. Era doce e atenciosa. 

Mas então… 

Parte 3: A má conduta de Batata.

— É sobre Batata — falou, e sua voz estava irritadiça. 

Marlissa ajeitou o corpo sobre o vaso, ficando ereta e escutando com bastante atenção. 

Ela perguntou: 

— O que tem o Batata? — e  com a resposta, mais uma vez, sentiu vontade de chorar.  

Quando você pensa que está tão na merda e que seu dia não pode piorar, acredite: ele pode sim! 

— COMO ASSIM EU VOU SER AVÓ? — berrou.


Notas Finais


EEEEEEE COMO SEMPRE: erros NÃO serão perdoados, ajudem a tia porque SEMPRE tem algo para retocar!
CALMA NÃO VAI EMBORA AINDA!
Tenho uma pergunta e, SÓ DESSA VEZ, não me deixem no vácuo (hoje eu realmente estou surtando atoa, culpa da menstruação de cada mês).
O que vocês estão achando da história?


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