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História Careless Whisper - Spideypool - Capítulo 17


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Notas do Autor


Quem está com notebook novo? Quem passou em uma federal? A resposta para as duas perguntas é igual à goretzkaa.
Também quem é uma vergonha com atualização de fanfics? Podem me bater, eu deixo!

Boa leitura!

Essa nota inicial foi escrita há quase um ano, passei novamente no vestibular. Em primeiro lugar para Direito, talvez eu queira me tornar meus próprios personagens? Não sei kkkkk

Capítulo 17 - Em zona de turbulências


Francis sabia como ser comedido em suas ações. Quando descobrira que Wade aceitara defender uma causa como a de Mary Jane, não se opôs mas evidenciou seu descontentamento. Resolvera bloquear todas as ligações e pediu para Angel deixar o escritório como fechado e se ela quisesse poderia até sair. A mulher resolveu que ficaria por ali, vivia uma vida solitária e o pouco de ânimo que tinha era ganho no tempo que passava no escritório. Já completavam três horas que Francis entrara em sua sala para ler o envelope deixado por Neena. Angel bateu na porta e adentrou com uma sacola preta.

- Trouxe seu almoço - Angel colocou sobre a mesa do mesmo e se sentou - Como eu não sabia o que queria, tomei a liberdade de escolher.

- Minha nossa, não era necessário que se desse ao trabalho - Francis sorriu.

- Sobre o que é? - a mulher olhou para ele.

- Isso? - Francis apontou para a série de papéis e a morena assentiu - São documentos e provas sobre um esquema do narcotráfico... Eu sei que é antiético compartilhar um caso, mas não é bem um caso e você é alguém que eu possa confiar.

- Você sabe que eu não tenho nada a ver com isso - Angel disse - Eu sou sua secretária, no que eu puder te ajudar, ajudarei.

- És muito leal - Francis sorriu mas logo as feições escureceram - O Wade se meteu em uma puta encrenca.

- O senhor Wilson não nos surpreende com as enrascadas que se mete - Angel disse - Qual a ligação dele?

- Lembra-se que Dopinder veio um dia desses aqui? - Francis a olhou - Ele disse ter visto uma mulher usando um tipo de substância em uma seringa. Até aí, nada novo sob o sol, usuários de drogas perto da Brooklyn Bridge? Corriqueiro. Só que ele alegou que havia visto a cena há pouco tempo, levando em consideração que ele veio logo me procurar.

Francis tomou fôlego e prosseguiu.

- Nós vamos tomar que o acontecimento se deu por volta das cinco e  meia da tarde, Dopinder chegou seis horas no escritório, quando fechamos. Foram trinta minutos de lá para cá, então consigo ter uma estimativa exata. - Francis disse - Onde eu quero chegar com isso? Estas fotos mostram ninguém menos que Mary Jane fazendo uso de seringas junto a um homem na Brooklyn Bridge. 

- Meu senhor... - Angel o olhou boquiaberta.

- Mary Jane está envolvida com o narcotráfico, mas não como uma criminosa. Mas ela seria a ponte para que a polícia chegasse até os comandante, ela é uma estrela, quem a contatou não é um peixe pequeno. - Francis disse.

- Francis, eu não sei o que dizer - Angel disse.

O homem pegou o burrito e deu uma farta mordida.

- Preciso que contacte o Rogers, vou precisar dar uma palavra com o mesmo - Francis disse.

- E quanto o senhor Wilson? - Angel o olhou.

- Wade, está defend- a fala de Francis foi cortada por um Wade adentrando a sala.

- Caramba, você não atende seus clientes não? - o maior disse - E o que eu estou defendendo?

- Não é nada - Francis sorriu amarelo enquanto Angel aproveitava a deixa  para sair da sala.

- Você sabe que não gosto que me escondam as coisas - Wade o olhou questionador.

- E o que te faz pensar que há algo sendo omitido? - Francis retribuiu o olhar.

- Francis, Francis... Você acha que eu sou algum tipo de idiota? - Wade falou - Não responda! O que são essas fotos?

- Não se atreva! - Francis disse - São provas de um caso!

- O meu ovo! - Wade se exaltou - Por que diabos há fotos de Mary Jane sobre a sua mesa?

Francis ficou quieto.

- Anda, me responde, seu inglês bastardo! - Wade gritou.

- Não levante a voz para mim no meu escritório, Wade Wilson - Francis respondeu.

- O caralho - Wade partiu para mesa de Francis.

- Se você mexer, eu vou te bater - Francis disse.

- Você está me escondendo algo - Wade continuou - Eu nem mesmo defendo o caso dela mais!

- O que? - Francis segurou o ombro do outro o parando.

- Peter surtou quando descobriu que eu ainda estava com o caso dela e que ia me encontrar com a mesma - Wade disse olhando pela janela - Estamos nos envolvendo, até que a realidade se chocou. Vim conversar um pouco com você, afinal, faz tempo que não nos vemos. 

- Desde quando não defende o caso dela? - Francis o olhou.

- Desde agora há pouco, não tinha cabimento defender o caso furado de uma atriz viciada - Wade disse - Fora só pretexto para me aproximar do babyboy.

- Viciada? - Francis o olhou.

- Sim! Não é novidade alguma que esses famosos usem drogas - Wade disse simplista - E a aparência dela não enganava.

- Wade... Neena me trouxe esse envelope, nele tem provas que mostram uma possível chance de chegar aos comandantes do tráfico nova-iorquino e a ponte para isso é a Mary Jane. - Francis disse e deu liberdade para que o mesmo visse as provas em sua mesa.

- Isso é muito sério. - Wade comentou - Francis, o melhor seria que levássemos até o departamento, Gerard vai saber como proceder.

- Wade, você tem noção do que representará se pegarmos um caso como esse? - Francis disse altivo.

- Francis, nem mesmo somos investigadores. Somos a porra de advogados! Eu sou o louco aqui, seja coerente - Wade o olhou.

- E onde foi parar o meu amigo louco? - Francis se levantou segurando nos ombros de Wade - Sério, Wade, há anos atrás quando fomos atrás daquele cara juntos. Nos tornamos amigos porque tínhamos a mesma loucura, o mesmo ânimo. 

- Estou tentando ser um sujeito decente pelo Peter - Wade disse.

- Cala a boca. Nós dois somos loucos de pedra, que estamos só fingindo ser dois sujeitos bem-resolvidos mas que na verdade já nos cansamos dos mesmos casos de defender ricaços mimados frente ao júri. - Francis o olhou sério - Essa é a chance das nossas vidas, reconheça a oportunidade. Imagine o que ganharíamos com tudo isso?

Wade pensou no que Francis dizia e em sua mente os cifrões somados a fama caíam. 

- Se eu tomar um tiro, alguém vai ter que me dar a bunda - Wade disse.

- Eu dou - Francis respondeu.

- Vai se danar - Wade disse - Eu morreria se visse essa sua bunda ridícula! 

- Mas você queria dar pra mim - Francis se aproximou rindo.

- Me respeita que agora sou um homem casado - Wade disse galanteador - Os tempos mudaram. 

Os dois caíram na risada.

- Vamos ter que falar com o Rogers - Wade disse.

- Eu já o contatei - Francis disse. - Por hora não faça nada de impulsivo, deixe alguns casos estagnados e eu darei entrada nas permissões que precisamos para agir. 

- Você sabe como me encontrar - Wade riu - Até que para ferrar alguns otários, eu vou ganhar bem. Se pegarmos esses otários, nós vamos alugar um escritório no Empire States e vamos ganhar dinheiro brincando.

- Esse é o ponto, Wade - Francis disse.

- O ponto de hoje é seu - Wade sorriu e foi saindo - Vou ir para casa resolver as coisas no meu casamento, te mando por mensagem o endereço do apartamento do Peter. Apareça lá!

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Peter não sabia como proceder depois de brigar fatalmente com Wade. Estava emocionalmente instável e sua mente conseguia piorar ainda mais seu estado. As imagens de Wade vinham como uma tempestade, os toques do mesmo sobre si e as juras confessas em um momento de intimidade. Parker se sentia incapaz de parar tudo aquilo, fora de controle do que estava acontecendo. Tentou ao máximo não permitir que Wade adentrasse sua vida, mas o mesmo era insistente e conseguira derrubar as paredes que o garoto levantara. E isso assustava Peter, a ideia de não ter o controle de seus sentimentos o assustava.

Pois se entregara a Wade na esperança de que aquilo fosse real, sincero e recíproco mas ele nem ao menos rompera a ligação que ainda tinha com Mary Jane e isso soara como uma traição para o menor. Peter enxugou a lágrima que escorrera por sua bochecha, não sabia se chorava pela discussão que tivera com o maior, se chorava por saber que o mesmo traíra sua confiança ou se era pelo fato que havia se apaixonado. 

Apaixonado. Estar apaixonado era terrível, era nada mais que estar vulnerável a alguém e sem querer ao menos desviar dos danos que aquilo poderia lhe causar. Em certo horário, se levantou da cama e foi para o banheiro se despindo, tomou uma ducha e escovou os dentes sem muito ânimo. Vestiu uma roupa para passar o dia em casa e fez algo para comer sem ânimo algum. Apenas porque seu corpo pedia por aquilo e era a único pedido que ele cederia, pois seu corpo pedia por Wade e esse desejo ele não poderia realizar.

Quando a porta foi aberta e Wade passou pela mesma. Peter se manteve imóvel, os flashes da briga vinham com tudo e ele voltou a se sentir nervoso.

- Precisamos conversar - Wade sentou ao seu lado no sofá.

- Precisamos? - Peter disse sem nem olhar para ele.

- Olha pra mim - Wade segurou seu rosto e o fez olhar para si.

Peter deixou o olhar ir para um ponto qualquer na parede. Wade suspirou frustrado.

- Peter, você não está colaborando comigo - Wade respirou fundo - Eu estou tentando consertar os erros que eu cometi e você nem ao menos quer olhar para mim.

- Porque não tem importância para mim - Peter disse com descaso.

- Argh - Wade grunhiu - Caralho, você precisa  mesmo agir dessa forma?

Wade levantou sentindo uma sensação percorrer seu peito.

- Eu encerrei o caso com a Mary Jane - Wade disse.

- E o que você quer que eu diga? - Peter o olhou.

- Desculpa por ter errado contigo, eu não deveria ter feito isso - Wade disse - Você confiou em mim e eu traí a sua confiança.

- Oh você reconheceu - Peter sorriu irônico.

- Petey, eu realmente gosto de você - Wade segurou o rosto dele e o olhou - Eu estou apaixonado.

- Isso não é problema- Peter teve sua fala cortada por Wade que tomou seus lábios de imediato. Queria ter tomado a reação de impedi-lo de continuar, mas sequer resistiu em abrir a boca e receber a língua do mesmo sobre a sua. Se levantou com Wade o beijando e tirou as mãos do mesmo de seu rosto e as deslizando junto das suas pela cintura, as posicionando em sua bunda e Wade não perdeu tempo em apertá-la com vontade. Em um baque, Peter teve seu corpo colidido contra a parede e Wade percorria seu corpo despudoradamente.

- Você me enche de tesão, Peter Parker - Wade disse quando separou os lábios e desceu com a boca para o pescoço de Peter - Você remove por completo todo o resquício de sanidade que eu tenho. Eu estou loucamente apaixonado por você.

- Então me mostre - Peter disse - Me mostre a intensidade da sua paixão.

Wade o puxou para o colo e foi caminhando entre beijos para o quarto do menor. Com seu corpo entrando em chamas e com a necessidade crescente de poder afundar-se sem medidas no corpo de Peter, fazê-lo sentir a intensidade de tudo que vinha sentindo. 

- Eu vou te mostrar, te fazer sentir como é ser tomado por mim - Wade disse jogando ele sobre a cama. Peter o olhou com as pupilas dilatadas e a respiração ofegante, sinais da excitação crescente. E sentiu o pênis enrijecer dentro da boxer ao ver Wade arrancar a camisa social que teve os botões arremessados longe pela brutalidade. Wade foi para o meio de suas pernas e não perdeu tempo em contornar seu mamilo direito com a língua. - Não espere um romântico, eu sou depravado Peter, a única virtude que há em mim é amar você.

- Eu nunca pedi por um bom garoto. Quero você Wade, quero que me mostre tudo o que você tem. - Peter disse - Vou receber tudo que você me der.

Wade arrancou o calção junto com a boxer que Peter trajava. Peter arqueou quando Wade abocanhou seu pênis e a única coisa que pode foi abrir a boca e gemer por tamanho prazer que sentia. Suas mãos agarraram os lençóis e os gemidos saíam sem que pudesse contê-los.

- Não se contenha, babyboy - Wade o olhou - Quero que você me dê tudo de si.

Ao falar isso, Peter o puxou para cima e tomou seus lábios, invertendo as posições. Sentou-se sobre o maior e retirou a camiseta, ao fazê-lo, olhou para Wade e se inclinou sobre o tronco do mesmo, colando seus lábios em beijos molhados pelo tronco do maior, queria proporcionar prazer ao mesmo e esquecer por completo a vergonha, doar-se por completo.

CONTINUA

 

 



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