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História Carnal - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Pecado


Em sua definição, o pecado é o rompimento de um    preceito. A desobediência das normas religiosas, um conjunto de ações perversas e de má fé.     

Às consequências para algo assim são variantes. Desde punições divinas às humanas, através das leis.

Eu me pergunto, por qual desses serei punido ou qual será minha punição. Por que, a relação que tenho com  minha mãe  não é  algo  normal,  em realidade é um Tabu, mal visto por diversas sociedades.

Nossa relação se tornou algo deturpado logo após a morte de Minato, meu pai. Ele morreu em um acidente,  enquanto  voltava   para  casa. Desde   então, Kushina se tornou  uma mulher reservada, distante para o mundo. Na época, com quatros anos, eu me preocupava em vela tão deprimida, apática. Tentava tudo que uma criança podia fazer para animar sua mãe. Nada funcionava, mas ela sempre sorria acariciando meu rosto, dizendo para que eu não me preocupasse, que tudo ia ficar bem.

Quando completei seis anos, as coisas mudaram. Ela passou a me presentear com brinquedos quase todo os dias em troca de beijos e carícias, que eu sempre achei que fosse algo normal de uma relação mãe e filho. Com dez, veio as ordens e proibições. Eu não podia sair para brincar, não podia ter amigos, não podia mentir para ela, ou teria castigos. E principalmente,  eu tinha que amar a Kushina, apenas a ela, viver para ela, sorrir para ela, beijar apenas ela, e posteriormente, transar apenas com ela. Quando fiz treze anos, ela me ensinou algo chamado beijo de língua, que na época eu achei nojento, mas fizemos isso tantas vezes que passou a ser bom. Como todo o resto.No meu aniversário de 15 anos, transamos pela primeira vez. Foi algo novo para mim, um misto de prazer e descrença. Era uma sensação maravilhosa e ao mesmo tempo algo dentro de mim ruía, dando lugar a algo quebrado.

Acho que foi a partir daqui que eu percebi que tudo isso era errado.
Mas não tinha coragem nem forças para confronta-la, kushina tinha uma forte influencia sobre mim.
Ainda hoje, eu me pergunto o que levou Kushina a agir dessa forma. Talvez, a morte de Minato tenha mexido com sua cabeça, fazendo-a ver em mim um substituto para ele. Às vezes, ela sussurra o nome dele enquanto me beija, buscando em mim alguém morto, tão deprimente.

Kushina Uzumaki, vulgo minha mãe. É uma mulher linda, seus longos cabelos ruivos contrastando com seus olhos azuis eram de uma beleza sem igual. Um corpo esbelto, moldado por treinos específicos. Uma pele sedosa, delicada. De fato, uma mulher encantadora.

Mas toda essa beldade escondia alguém manipuladora, dissimulada, obsessiva e psicótica. Traumatizada pela morte do marido. Ela criou-me como uma espécie de substituto para ele. Alguém para botar em seu lugar quando precisa-se de uma foda, um abraço ou carícias.

Sinceramente, nesse exato momento da minha vida. Eu não me importo, sei que tudo isso é absurdamente errado, mas não me importo. Estou quebrado, tanto quanto ela, talvez até mais. Eu desejo ela, não vivo sem. Mas você não pode me julgar, fui moldado para isso, como massinha de modelar. Sei de tudo que ela gosta e o que não gosta, seus pontos fracos, Posições favoritas. Absolutamente tudo. Vivi durante minha vida toda por ela e para ela.
Mas eu cresci, penso por mim mesmo agora. Não sou mais uma criança inocente, vou mostrar para Kushina que eu sou um Homem agora.

- No que está pensando, Naru-kun? - De braços cruzados apoiada na porta, estava ela. Observando-me, seus olhos azuis afiados estavam me analisando, eu sabia.

- Pensando no exame que terei amanhã, agora que acabei meus estudos. Acho que terei uma ótima nota, como sempre. - Ela gostava disso, que eu fosse um aluno exemplar. - E você, Kaa-chan? A quanto tempo chegou do trabalho?

Ela não me respondeu, sabia por suas feições que não gostou da minha pergunta. Na verdade, ela odiava qualquer questionamento meu. Ela era dominadora, como ela mesmo diz: "- Quem faz as perguntas aqui sou eu."

Ela se aproximou devagar, e eu ainda a encarava, com meu melhor sorriso, devia parecer inocente e amigável, não podia levantar nenhum tipo de suspeitas. Ela segurou meu queixo, levantando meu rosto devagar. Seu olhar era penetrante, intimidador. Talvez, ele estivesse tentando detectar algum sinal de mentira?

Pff.

- Acabei de chegar. - Então me beijou, invadindo minha boca sem permissão. Como sempre fazia. Sentou no meu colo logo em seguida, tirando uma mecha de cabelo que atrapalhava. - Eu comprei o Jantar, vamos comer.

(...)

- Aaah... Ugh... - O gemido dela era música pra mim, tipo o barulho dela cavalgando - Isso...

Quando ela tinha um dia ruim no trabalho, ficavamos horas e horas transando, até ela tombar para o lado e pegar no sono.

Seus peitos pulavam, o suor escorria. Merda, que visão maravilhosa. Essa mulher me deixava louco, mas eu tinha que me segurar. Ela quem dominava, eu tinha que aceitar.

Eu odeio ser dominado.

- T-tô  quase... - Ela foi pulando mais forte, cada vez mais rápido. Seus olhos reviraram, suas pernas tremeram. Senti minha virilha molhada, Finalmente teve seu orgasmo.

Ela deitou no meu peito, arfando. Acariciou minha barriga.

- Diz que me ama, Naru-kun.

- Eu te amo, Kaa-chan. - Respondi automáticamente, com uma emoção que eu não sentia.

Não me entenda errado, eu a amo, afinal, fui ensinado a isso. Mas satisfazer os desejos dela se torna cansativo quando só ela fica satisfeita.

E eu?

Ela ficou em silêncio, talvez tenha dormido. Empurrando-a delicadamente para o lado, eu sentei na cama. A encarando com o canto dos olhos.

O que eu devia sentir por essa mulher?

Ódio? Raiva? Desprezo? Tristeza?

Eu não sei, só sinto amor. Desejo.

Sou tão doente quanto ela, pois é, eu amo toda essa situação doente.

Eu amo esse pecado.
 



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