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História Caro vizinho pervertido - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Jacinto e outras mitologias


Fanfic / Fanfiction Caro vizinho pervertido - Capítulo 3 - Jacinto e outras mitologias

- Obrigado pelo bolo, Yoongi.- sorri segurando um pote com o resto de bolo enquanto saia do seu apartamento.

- Não volte nunca mais seu chantagista.- falou e bateu a porta nas minhas costas.

- Rancoroso. - falei abraçando meu mais novo xodó, pote de bolo.

Entrei no meu apartamento sorrindo vitorioso, afinal, consegui o que queria, meu novo vizinho se chama Jeon Jungkook, mora sozinho, Solteiro, sem filhos, e trabalha numa estação de rádio.

Aí, ele é um sonho!

Deixei um suspiro escapar pelos meus lábios e fui até a janela, mas resmunguei um palavrão quando vi que a sua estava fechada.

- Pelo visto vou ter que esperar até amanhã, Bob. - falei comigo mesmo e o bolo, mordendo mais um pedaço.

(...)

- Você vai levar só isso? - perguntei pra o senhor baixinho que usava um óculos fundo de garrafa, aqueles que duplicam o tamanho dos seus olhos, assustador.

- Não sei. - ele falou e coçou o rosto. Eu fiz uma careta, já se faziam vinte minutos que eu estava caminhando com esse senhor pela loja e até agora ele só escolheu UM CHAVEIRO que vendia no balcão. - Acho que vou levar só isso mesmo.

- Amém. - revirei os olhos.

- O quê?

- Ah, nós também temos novas gravatas, o senhor não quer dar uma olhada? - perguntei apontando pra qualquer lado. Eu nem sequer sei se aqui vende gravata.

- Oh sério?, quero sim! - O senhorzinho sorriu e eu quis me empacotar e me mandar pra Nárnia.

Para minha sorte (ou azar), nós tínhamos uma seção onde vendia gravatas de todos os tipos, e depois de perder mais vinte minutos do meu precioso tempo, que poderia ser usado pra várias coisas produtivas, como comer, dormir ou espiar meu vizinho gostoso, eu finalmente consegui arrastar o senhor para o balcão.

Se ele levou alguma gravata? A-HA-HA. Não.

-Obrigado pelas compras senhor.... - parei de falar dando um tempo para que ele me respondesse seu nome, já que não tive a capacidade de perguntar.

- Jacinto.

- Já sente o quê? - Perguntei confuso. Porque os idosos tem sempre que sentir dores em ocasiões como essa?

- Jacinto. - Ele repetiu me olhando agora fazendo uma careta.

Essa não.

- Pelo amor de Deus senhor! O senhor tá sentido alguma coisa? Não é um infarto né? - gritei já desesperado. Esse senhor não pode morrer na minha frente! Eu ia ficar traumatizado! Seria mais horrível do que o dia que aumentaram o preço do pão, eu tive um ataque!

- Do que você está falando rapaz? - me perguntou confuso.

- Calma senhor! Entrar em pânico só vai piorar a situação! - Falei segurando seus bracinhos trêmulos.

- Mas jovem, do que você está fa....

-SOCORRO! O SENHOR ESTÁ TENDO UM ATAQUE! ALGUÉM CHAMA O SAMU! CHAMA O MEU VIZINHO! - Gritei trazendo a atenção de algumas pessoas e de Yeri que estava encostada na porta da loja para mim - YERI CHAMA A FUNERÁRIA! O MEU VIZINHO! CHAMA JESUS!

- Oh meu Deus, quem está passando mal? - O senhorzinho perguntou arregalando os olhos- CHAMEM A AMBULÂNCIA!

- SOCORRO! - desesperei.

- SOCORRO! - O senhor começou a gritar comigo.

- Por que essa gritaria toda Jimin? - Yeri perguntou chegando perto de nós dois.

- O senhor está tendo um infarto! - gritei pra ela.

- Sim, sim! Vá chame a ambulância! - O senhor falou balançando as mãos.

- Desculpe, quem é o senhor? - Yeri perguntou confusa.

- Jacinto.

- Viu? Ele ainda tá sentindo! - balancei as mãos desesperado. - CADÊ A DROGA DA CRUZ VERMELHA?

- Jimin! Para de gritar, Quem está tendo um infarto? - perguntou

- Ele! - apontei pro senhorzinho na minha frente.

-É el... espera, eu? - o senhor arregalou os olhos apontando pro próprio peito.

- Sim! O senhor mesmo! - afirmei e vi o senhorzinho ficar branco.

- O quê?- ele apoiou a mão perto do coração - E-eu vou m-morrer?

- Eu sinto muito. - abaixei a cabeça lamentando. - O senhor me deu um trabalhão mas eu gostei muito da sua companhia esses 40 minutos que passamos juntos.

- Ele não está infartando coisa nenhuma seu Baba....

- Minhas pernas estão trêmulas! - ele interrompeu a Yeri com os olhos grandes arregalados.

- As pernas dele estão trêmulas! - repeti com minhas mãos tremendo também.

- Elas estão trêmulas porque o senhor tá com a bengala levantada! - ela aponta pra bengala na mão do senhor.

- Meus braços estão pesados! - O velhinho disse.

- Estão pesados! Pesados! - repeti colocando a mão na cabeça.

-Porque o senhor está segurando peso! - apontou pras sacolas que o senhor tinha na mão de outras compras que fez fora da nossa loja.

-Minha boca está seca! - O velhinho abriu e fechou a boca.

- Tá seca Jesus! Tá seca!

-Está seca porque o coitado já não tem mais saliva como antes no corpo! - Yeri bate na própria testa. - Ele está bem seu Anta!

-Estou? - o velhinho pergunta pra Yeri.

-Está.

- Mas o que ele estava sentindo então? - eu perguntei.

-Fome. - Ele falou. - vou comer um pastel, adeus. - Ele se virou sorrindo e bateu a sua bengala no chão.

- Que foi isso Jimin? Meu Deus Mano, vai procurar uma ajuda profissional, quem sabe Jesus.

- Eu achei que ele ia morrer, Ok? - falei sincero.

- Você é uma figura.- Ela ri e tira seu crachá. - está na hora do almoço, bora. - ela falou e eu tirei meu crachá e dei pra outra funcionária da loja.

(...)

Yeri me levou pra um restaurante era perto de onde a gente trabalhava, enquanto esperávamos nossa comida, ela me contou que estava estudando mitologia grega.

- É ele!. - sussurei quando vi o Jungkook entrar numa loja perto de onde estávamos.

- Hades?

- O quê? Não! - neguei com a cabeça sem e entender. - É outro tipo de Deus. Volto logo - avisei e deixei Yeri falando sozinha na mesa indo até a loja onde o cara entrou. 



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