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História Carpe Nocten- JIKOOK. - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


oi amigos, como vocês estão? espero que estejam bem e saudáveis💜
primeiramente queria me desculpar por ter colocado a história como finalizada, a fic vai ser longa, não se preocupem.
segundamente queria agradecer pelos comentários e favoritos que vocês me deram, vocês não sabem o quanto eu fiquei feliz lendo o que vocês me escreveram🥺
terceiramente LEIAM AS NOTAS FINAIS POR FAVOR!!!

Capítulo 2 - Duo


[...]


— Você sabe onde o resto da equipe está?- Jungkook perguntou a Hoseok, que estava no outro extremo do helicóptero, graças a um Jimin entre eles. 


— Não faço ideia, todos fomos convocados de uma hora pra outra, eles podem estar em qualquer lugar.- Hoseok respondeu, fazendo uma careta ao olhar para a confusão abaixo do helicóptero. Não seria nada fácil. 


— Iremos pousar aqui, tenentes.- o piloto anunciou, fazendo Jungkook e Hoseok segurarem as duas hastes metálicas presentes nas duas extremidades do teto. 

Jimin apenas endureceu sua musculatura das costas, tentando não sentir muito os impactos do pouso turbulento. 


Assim que desceram do helicóptero, um pouco afastados da real confusão, Jungkook puxou Jimin pelo braço, colando-o a si, para ele se soltar e fugir naquela multidão seria muito fácil, então todo cuidado era pouco. 


— Tente ligar para o resto da equipe, quero saber o que exatamente está acontecendo.- Jungkook disse para Hoseok, que estava varrendo o local com seus olhos. 


— Tudo bem. Enquanto isso podemos ir para perto daquelas barreiras físicas ali.- apontou para algumas concertinas terrestres perto de uma guarita policial. 


— Espera, acho que vi a Momo. Vai pra lá com ele e me espera, ela deve saber de alguma coisa. Não tire os olhos dele por nada, entendeu?- sussurrou no ouvido de Hoseok, dando uma ênfase especial na última parte. 


— Pode deixar, aproveita e vê se ela tem água, minha dermatologista disse que eu preciso beber mais água.- sussurrou de volta, ouvindo Jungkook soltar um pequeno bufo e balançar a cabeça para os lados, negando. 


Hoseok logo segurou a parte do meio das algemas de Jimin e o puxou firmemente, rumo ao local indicado anteriormente. O tumulto naquela região não era tão grande, visto que uma barraca que abrigava oficiais estava montada, inibindo potenciais conflitos físicos daqueles que tentavam ultrapassar as barreiras impostas, por um motivo desconhecido por Hoseok ou Jungkook. 


— Hm... Com licença...- escutou a voz baixa e incerta do homem ao seu lado. Arqueou as sobrancelhas e dirigiu um olhar penetrante para ele. 


— O que foi?- foi curto e rude, não daria brechas para ser manipulado. 


— Você, por acaso.... teria alguma barra de cereal ou algo do tipo?- Jimin olhava para seus pés, cambaleando para frente e para trás levemente. O oficial franziu as sobrancelhas, achando a situação confusa. 


— O que?- o tom de Hoseok era frio, grosso. 


— Eu n-não quero atrasar vocês e estou me s-sentindo um pouco t-tonto.- Jimin declarou, quase como se parecesse acanhado, mas o policial não se deixou levar, já havia presenciado inúmeros criminosos como Jimin, a manipulação deles era de outro mundo, mas não deixaria isso acontecer consigo. 


— Eu não vou cair nessa, Park.- tirou as mãos do ferro da corrente e segurou-o pelo pulso, o aperto mais firme e forte do que antes. 


— É sério, por favor, eu acho que minha pressão está baixa...- Jimin levantou sua cabeça, dando visão para uma testa suada, rosto pálido e pálpebras moles. Se isso era parte do plano de manipulação ou não, era um fato que o garoto iria desmaiar nos próximos minutos se nada fosse feito. 


— Mas que porra?! Quando foi a última vez que você comeu?- deu um puxão em seu braço, rumando à barraca policial ali instalada. Estava estressado. 


— Acho que dois dias atrás? Me desculpe, eu não consigo me lembrar com precisão.- a voz de Jimin era rouca e baixa, ele andava tropeçando em seus próprios pés. 


— Ei, onde você pensa que vai?- escutaram a voz de Jungkook, e logo Hoseok parou de andar, se virando para encontrar os olhos do amigo, encontrando-o junto de Sunmi e Namjoon. 


— O garoto vai desmaiar a qualquer momento, ia dar uma bolacha de água e sal.- Hoseok explicou, segurando firme no braço do homem, que ainda cambaleava, parado ao lado do tenente. 


— Pode deixar que eu o levo, a Hirai vai trazer a sua água, melhor que fique aqui.- Jungkook pegou os braços do meliante, depois de analisar suas feições e concluir que realmente poderia desmaiar a qualquer segundo, e seguiu o caminho antes feito por Hoseok. 


Não que Jungkook se importasse, ele realmente só queria terminar logo o interrogatório e mandar o homem direto para a prisão, e um desmaio não permitiria tanta agilidade para concluir o que deveria. 


— Com licença, alguém tem bolacha de água e sal ou algo parecido? Preciso interrogá-lo e ele mal se aguenta nas pernas.- Jungkook apontou à Jimin em seu lado, e pôde ver suas pálpebras lutando para se manterem abertas.- Droga, seu idiota! Sente aqui.- arrastou-o para uma cadeira de plástico no canto da barraca improvisada, sentando-o de qualquer maneira no assento. 


— Ei, você!- chamou um soldado que passava ali perto.- Aqui tem alguma bolacha de sal? Ou algum isotônico, qualquer coisa do tipo?- perguntou, realmente irritado. Só queria terminar logo e ir para casa, tomar um bom banho e finalmente dormir em sua cama, tendo, finalmente, a consciência de que havia concluído uma das partes cruciais do inquérito. 


— Sim, senhor. Estão logo ali, vou trazê-las em um minuto.- o homem caminhou apressadamente à uma copa improvisada no canto da instalação. 


Assim que retornou, entregou duas barras de proteína nas mãos de Jungkook e uma garrafa de isotônico. Jeon agradeceu e enfiou as barras em seu bolso, para caso precisasse em outro momento. 


— Tome isso. Rápido.- entregou nas mãos de Jimin, mas logo percebeu que ele não conseguiria sequer segurar a garrafa.- Puta que pariu.- amaldiçoou, segurando a embalagem em frente a boca do garoto, esperando ele beber. 


A dupla escutou um burburinho na extremidade oposta da barraca e perceberam ser um receptor de rádio que chiava. Uma mulher mexia em algumas coisas em sua carcaça, provavelmente tentando conseguir algum sinal. Jungkook iria apenas ignorar, afinal todos ali pareciam tão perdidos quanto ele mesmo, eles poderiam estar tentando comunicação com seus superiores ou algo parecido, mas sua atenção fôra completamente tomada assim que o rádio conseguiu conexão estável com uma outra pessoa. Um vozear soava no fundo, assim como zunidos, de fato um som perturbador, principalmente vindo de superiores, estes que deveriam estar ainda nos quartéis- que tinham segurança máxima. 


— Saiam.... enquanto há tempo..... peguem os.... helicópteros..... salvem..... suas.... famílias.- e a ligação foi encerrada. Todos na sala prenderam a respiração, o áudio foi apavorante, até mesmo para Jungkook, que mal escutara a ligação. 


— Merda, o que foi isso?- um dos soldados gritou, passando as mãos pela cabeça raspada. 


— C-Calma, deve ser só um trote.- uma tenente disse, sua voz incerta, assim como seu lábio trêmulo e postura acanhada. 


— Impossível, você ouviu aquela voz? É a do Sungwoo!- esbravejou, tomando uma postura defensiva. 


— Ei, mais respeito comigo, você ainda é um soldado!- a mulher cortou-o, qualquer traço de medo que tinha antes em seu rosto, foi substituído por uma seriedade intimidante. 


— M-Me desculpe, senhora.- se curvou. 


Jungkook parou de prestar atenção nos outros daquela sala e virou seu olhar para fora, conseguindo visualizar uma pequena multidão formada ao longe. Olhou para o prisioneiro sentado e sua melhora era visível, então puxou-o de supetão e o arrastou para fora daquela barraca. Tinha que sair dali se não quisesse que seus planos fossem por água abaixo. 


— Hirai, cadê o resto?- Jungkook gritou de longe, vendo-a no lugar que combinou com Hoseok de se encontrarem. 


—Finalmente você chegou! Eles estavam tendo problemas em separar uma confusão e nos chamaram, mas achei melhor ficar aqui pra conseguir te avisar.- virou seu corpo de supetão, estava mirando adiante para tentar encontrar seus amigos. 


— O que? Você sabe pra onde eles foram? Precisamos ajudar!- Jungkook apertou o pulso do outro ao seu lado sem ao menos perceber, por mais que confiasse cegamente no profissionalismo e na capacidade de seus amigos de lidar com situações bem mais desafiadoras que alguns cidadãos irritados, não gostava da ideia de deixá-los fazendo todo o trabalho, principalmente em um lugar aberto e condições desconhecidas. 


— Eles foram naquela direção, perto daqueles car...- foi cortada por dois sons semelhantes aos de tiro. Os três arregalaram os olhos, percebendo que o barulho veio da direção apontada anteriormente por Momo. 


— Vamos.- Jungkook saiu correndo, puxando Jimin pelo braço e seguindo Momo, que o guiava igualmente preocupada. 


[...]


Puta que pariu.- Momo disse, arregalando os olhos ao ver Hoseok e Sunmi segurando os braços de um Namjoon zonzo. 


O que aconteceu?- Jungkook quem perguntou, soltando o braço de Jimin e correndo em direção ao parceiro, estava preocupado demais para sequer raciocinar. Todo e qualquer profissionalismo que ele mantinha minutos antes tinha se convertido na mais pura preocupação. 


— E-Eu não sei, nós estávamos contendo algumas pessoas que queriam entrar na cidade, quando ele viu um guarda local perto e decidiu ir perguntar, mas do nada ele foi baleado na perna.- Hoseok quem disse, sua voz trêmula e olhar desfocado denunciavam toda a angústia presente em seu ser. 


— Nós precisamos ir embora, onde estão as ambulâncias? Os telefones? A gente pede um helicóptero, um médico, alguma coisa, qualquer coisa!- cada vez que Jungkook olhava para a perna do amigo, mais de desesperava, os dois já haviam passado por várias missões perigosas, mas sempre tiveram a sorte ao lado de si e nunca tiveram danos tão sérios. 


— Eu já tentei, mas ninguém responde! Os policiais locais não dizem uma palavra sequer e os outros estão tão perdidos quanto nós!- Sunmi quem disse, respirando fundo e olhando constantemente para o caos ao seu redor, numa remota esperança de um milagre acontecer e conseguirem tratar seu amigo. 


— Nós só precisamos de um hospital! Pegamos um carro do governo e vamos, isso é uma emergência!- ditou, mas as expressões de Hoseok e Sunmi se fecharam. 


— Não dá, nós tentamos ligar nos hospitais da região e me disseram que é impossível entrarmos em um, eles estão de quarentena ou algo assim, eu não sei!- Sunmi disse, quase desesperada, sentindo o peso de Namjoon aumentar levemente em seu ombro. 


— Eu to.... bem....- o Kim disse ofegante, a dor em sua perna era lacerante, não conseguia sequer focar sua visão em algum lugar. Sua pele suava, embora a temperatura de seu corpo estivesse fria para um dia de verão como aquele - Só me deixem sen....- sua cabeça tombou e o peso nos ombros do casal de amigos aumentou. Namjoon havia desmaiado. 


— Vamos para a tenda em que eu estava, lá eles tem um rádio transmissor e eles conseguiram contato com a base deles alguns minutos atrás.- Jungkook disse, tentando parecer firme em sua voz, mesmo que sua ansiedade fosse palpável. 


— Não, nem pensar!- Jimin decidiu que era hora de intervir. Jungkook imediatamente arregalou os olhos, por um minuto havia esquecido completamente que o prisioneiro existia, ficou decepcionado consigo mesmo por ter-se deixado levar tão facilmente por seus sentimentos no meio de seu trabalho, principalmente na frente de um bandido perigoso. 


— O que disse, seu merda?- avançou em direção ao outro, sua ansiedade transformando-se em pura raiva enquanto pisava forte em seus pés. 


— Ele não vai aguentar voltar pra lá, principalmente sendo arrastado dessa forma.- desvencilhou-se da mão de Jungkook apontou para o corpo de Namjoon, mais especificamente para suas pernas que arrastavam o chão.- Ele vai morrer se não fizerem nada logo.- chegou perto do homem para tentar analisar a ferida mais de perto, porém foi impedido por Jungkook, que rapidamente colocou-se em frente ao amigo, protegendo-o da ameaça que era Jimin. 


— Mais um passo e eu te desmaio.- ditou, firme em sua ameaça. Uma de suas mãos segurava o cabo da arma no coldre, enquanto a outra pendia ao lado de seu corpo, formigando em antecipação para imobilizar o meliante. 


— Eu só estou tentando ajudar, eu juro! Se o senhor me permitir, posso fazer os primeiros socorros enquanto pensamos em onde levá-lo.- Jimin disse calmamente, tentando passar sutileza e confiança através de seu tom.- Um passo em falso e o senhor pode atirar em mim, o que me diz?- sugeriu, como se fosse a coisa mais apropriada que poderia ter dito na situação. 


— Você é louco? Não tem amor pela vida?- Momo se espantou com tamanha frieza. 


— E vocês, não têm amor pela vida do seu amigo?- retrucou, firme. Jungkook sentiu seu sangue ferver, aquele cara estava-o tirando do sério. 


— Cala a boca, porra!- se irritou, puxando Jimin pelo colarinho da camiseta que usava.- Um passo em falso e eu não pensarei duas vezes, me entendeu bem?- disse ao pé da orelha do mais baixo, mas logo o empurrou para perto de Namjoon, destravando sua pistola rapidamente e colocando contra a nuca do outro homem. 


Jimin sentiu os pelos de sua nuca eriçarem com o gelado causado pela arma em sua pele quente. Não estava com medo, sabia o que deveria fazer, a única coisa que preocupava-o era conseguir um tratamento médico adequado em meio a tanto caos.


— Vocês podem o deitar no chão, por favor?- encarou os dois outros policiais, que prontamente assentiram.- Com cuidado, ele já sofreu muitos movimentos, não podemos arriscar mais.- alertou os dois, que logo diminuíram a velocidade de seus movimentos e o colocaram estendido delicadamente. 


— Eu preciso cortar a calça dele para conseguir enxergar melhor qual a gravidade, alguém tem uma faca?- Jimin perguntou enquanto tentava analisar o ferimento superficialmente. 


— Eu corto.- Momo se pronunciou, se agachando ao lado dos dois e rapidamente cortando um pedaço da perna esquerda da calça. 


— Eu preciso de um cinto, também.- disse enquanto olhava minuciosamente para o buraco na perna do rapaz, ele conseguia enxergar o projétil preso em sua coxa, junto de um sangramento contínuo e sem pressão, provavelmente era apenas uma veia estourada, não que esperasse algo mais grave, caso fosse uma artéria o homem já estaria morto. 


— Hirai, segura isso pra mim.- passou o revólver para a mulher, que franziu o cenho. Não tinha tamanha frieza para imitar a ação anterior de Jungkook.- Só segura.- aproveitou que o criminoso estava concentrado no ferimento de Namjoon e deu um sorriso tranquilizador para a amiga. 


— Quanto tempo até ele acordar?- Jungkook perguntou, grosso, enquanto passava-o seu próprio cinto. 


— Não posso te dizer com certeza se ele vai acordar sem um tratamento adequado.- pegou a peça das mãos do policial e o apertou alguns centímetros acima do ferimento. 


— Lee, você e o Jung, procurem qualquer qualquer coisa que possa levá-lo a um hospital ou fazer contato com um. Qualquer coisa.- pegou o revólver de volta e viu os outros dois concordarem, logo saindo dali. 


— Vocês não aprendem primeiros socorros na academia?- Jimin perguntou, parecendo esquecer do fato de que tinha uma arma apontada em sua direção poucos minutos antes. 


— Sem conversa.- e novamente pressionou a pistola contra a nuca de Jimin, como se reafirmasse a ordem. 


[...]


— Jun- Jeon! Hirai!- Hoseok gritou Jungkook de longe, com um rádio em sua mão e Sunmi em seu encalce, ambos pareciam nervosos. 


— O que houve? Conseguiram contato com alguém?- Momo levantou sua cabeça ao perguntar, estava sentada ao lado de Hoseok, tampando-o do sol. 


— Sim, e as notícias não são boas.- Sunmi quem disse, tomando frente da situação.- Consegui falar com o Chuwon, ele disse que é impossível enviar qualquer tipo de transporte agora.- tentava soar convincente, mas sua postura indicava a omissão de mais coisas. 


— E o resto?- questionou, intercalando o olhar entre os dois em sua frente. 


— Podemos conversar em outro lugar?- Hoseok impediu Sunmi de falar, dando um passo à frente, logo sentindo uma cotovelada e um olhar raivoso queimar em seu rosto, mas ignorou.  


— Lee, vigie o Park, agorinha voltamos.- os dois policiais deram as costas, seguindo para uma guarita que ficava perto de onde estavam. 


— O que aconteceu?- Jeon franziu o cenho, preocupado, sua cabeça já pesava de tanto estresse. 


— Eu vou apenas dizer o que o Chuwon nos disse, tudo bem? Não importa o quão ilógico pareça, você precisa ao menos tentar acreditar.- Hoseok estava cauteloso com suas palavras, se ele e Sunmi tomaram longos minutos pra assimilar o que havia saído da boca de seu próprio chefe, não seria tão simples para Jungkook entender. 


— Hyung, você tá me assustando.- Jungkook olhou nos olhos do amigo. 


— Ao que parece, vários países estão decretando quarentena nesse exato momento, tem alguma doença desconhecida circulando por aí, eu não sei exatamente o que é, mas ela é letal e mata em poucas horas.- Hoseok respirou fundo, como se tomasse coragem para terminar seu relato.- O ponto é: nós estamos presos aqui. Busan vai ser fechada em pouquíssimas horas e não tem helicópteros suficientes para nos buscar antes disso acontecer, mesmo que tenhamos um membro ferido, não tem helicópteros suficientes pra gerenciar o caos que está acontecendo.- continuou. 


— Mas nós podemos pegar algum carro e levá-lo daqui, certo? A gente pode ir para um hospital numa base militar, não sei, ou até mesmo- foi cortado por Hoseok. 


— Jun, olha pra mim.- colocou os dois braços nos ombros do outro.- Todos os hospitais estão fechados por conta dessa doença desconhecida, todos. Ninguém entra e ninguém sai, principalmente nos militares, dezenas de soldados contaminados estão internados lá, não podemos arriscar.- subiu suas mãos para as bochechas do mais novo, tentando tranquiliza-lo. 


— M-Mas ele vai morrer, Seok, nós não podemos ficar aqui parados assistindo ele sofrer.- Jungkook estava se desesperando, em seus pouquíssimos anos de experiência nunca havia passado por tanta pressão, todas as suas missões eram milimetricamente calculadas, nada nunca saia de seu controle e a desorganização atual o incomodava, ainda mais com seu melhor amigo ferido. 


— Não, ele não vai morrer, nós não vamos deixar isso acontecer.- Hoseok garantiu-o, sua voz mais firme do que antes.- Nem que tenhamos que fazer algum tipo de acordo com o prisioneiro para que ele nos ajude. 


— Tudo bem....- se deu por vencido, virando seu olhar para os outros quatro mais afastados. Jimin estava sentado ao lado de Sunmi, enquanto Momo permanecia ao lado de Namjoon. 


— Eu não aguento mais esse suspense, o que está acontecendo, afinal?- Momo perguntou para a outra mulher. 


— Nós estamos basicamente presos aqui, é impossível sair.- Sunmi disse, suspirando.- Não tem helicópteros, carros, aviões, absolutamente nada, que dê pra cair fora. Iremos entrar em quarentena junto à Busan.- Momo arregalou os olhos junto de Jimin, ainda não entediam o que de fato ocorria. 


— Q-Quarentena?- a japonesa perguntou, espantada. 


— Parece que tem uma nova doença se espalhando por vários lugares do mundo, até o momento só se sabe que a taxa de letalidade é de 100% e o tempo de contaminação até a morte não passa de 1 dia.- explicou, mexendo na ponta de seus cadarços. 


— C-Com licença, mas para onde vocês vão levar o amigo de vocês? Ele não vai aguentar mais 1 hora nessas condições.- Jimin se intrometeu, acanhado. 


— Sinceramente, eu não faço ideia... Os hospitais estão completamente fechados, ninguém entra e sai, ao que parece já temos casos confirmados aqui, e como não se conhece nada sobre isso senão uma ideia sobre a letalidade, o governo não quis se arriscar e fechou tudo.- sua cabeça estava abaixada, ela nem ligava mais se estava do lado de um dos bandidos mais procurados do mundo ou não, só queria que seu amigo ficasse bem. 


— B-Bem, minha família adotiva é daqui, eles moram a alguns minutos de carro. Meu pai é médico aposentado, ele tem algumas coisas em casa, pelo que me lembro.- disparou, gesticulando com suas mãos enquanto desviava seu olhar.- Se vocês quiserem levá-lo lá, eu tenho certeza de que ele não se importaria em o atender.- ofereceu, ainda tímido. 


— Não iremos a lugar algum.- Jungkook apareceu, sendo curto e grosso com suas palavras. 



[...]



— Eh.... Oi, papai?- Jimin levantou as duas mãos presas pela algema e acenou levemente, dando um sorriso torto para o homem em sua frente. 



Notas Finais


descobri que se eu colocar a história como finalizada mais gente lê, então é isso, me desculpem pelo bait, mas vou colocar como finalizada de novo😳

⚠️LEIAM AQUI⚠️
vocês preferem capítulos de 1k/1.5k, 2k/2.5k, 3k/3.5k ou com 4k ou mais? eu to em dúvida de qual tamanho posto, tenho medo de ficar ou muito curto ou muito longo, então me deem uma luz pf🙏🏻

e de novo, obrigada pelo carinho, eu amo ler comentários, me deixam muito boiolinha😩


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