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História Carry On - Taegi Fic (ESCREVENDO EM 2020) - Capítulo 5


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Notas do Autor


Notas da Autora: Conteúdo sensível abaixo! Pode ser gatilho. Se preferir, vá até o final da página, onde terá um resumo do que ocorreu, de forma leve, para que sua leitura não seja atrapalhada.

Capítulo 5 - Capítulo 5 - Taehyung


Fanfic / Fanfiction Carry On - Taegi Fic (ESCREVENDO EM 2020) - Capítulo 5 - Capítulo 5 - Taehyung

 Enquanto esperava Yoongi buscar o carro, conversava com Yeonjun e fingia estar bem, mas a realidade é que eu só queria chorar. Depois de um tempo após o acontecido, os momentos aterrorizantes anteriores começavam a me vir à cabeça, mas eu não queria chorar na frente de um conhecido meio desconhecido, porém, a realidade é que não havia com quem eu pudesse chorar, apenas Jin.

Decido mandar uma mensagem a ele, mas quando vou enviar pedindo que nós conversássemos, Yoongi chega com um carro meio velho. Vou em direção à ele com a ajuda do Yeonjun e nos despedimos deste.

- Demorei muito? - pergunta, sem ao menos olhar em meu rosto

- Um pouco, mas nada que fosse desesperador - digo com a voz falhando, devido à vontade enorme de desistir de tudo e desabar em lágrimas - Obrigada por me dar sua blusa de frio para amarrar na cintura, se não todos olhariam estranho para tal região.

- Tranquilo, só quero ela de volta no final da noite. Você tem algum convênio?

- Não, mas a gente pode ir no hospital público.

- Pode ser.

  Min continua dirigindo e o silêncio me deixa desconfortável, o que me faz ligar o rádio, que começa a tocar The Scientist, do Coldplay, e a letra da música entrava em meus ouvidos e, com o pouco inglês que sei, conseguia entender algumas coisas.

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste

Could it be worse?

E as lágrimas começam a rolar pelo seu rosto

Quando você perde algo que não pode substituir

Quando você ama alguém, mas é desperdiçado

Pode ser pior?

  E então meus olhos não puderam se conter, porque o vazio era o que me preenchia, por mais irônico que fosse. Começo a me lembrar de tudo, dos momentos em que saía da aula para ir até a secretaria solicitar os documentos necessários que haveria de levar para que tudo fosse concretizado e fui empurrado por dois homens, Bambam e JB, que me arrastaram até o depósito.

Me deixaram no chão, pegaram cabos de vassoura empurravam-os em minha barriga, colocaram um balde com restos de desinfetante em minha cabeça e batiam no balde como se estivessem tendo o momento de suas vidas. Comecei a chorar devido à dor que sentia naquele momento, e então um deles me levanta e começa a me bater, me pedindo para ficar quieto e parar de chorar, mas isso era impossível quando senti duas mãos em meus quadris, abaixando minhas calças. Eu gritei por socorro, e gritei e esperneei, pois não entendia o que estava prestes a acontecer, mas sabia que aquilo era horrível. Sinto então algo penetrar meu ânus, e começo a chorar mais ainda. Era um cabo de vassoura. Lembro de eles dizerem que, depois disso, eu nunca mais ousaria ser homossexual. Colocavam o cabo sem se preocuparem até onde poderiam ir e, quando viram sangue, comemoravam. Não pararam, e o faziam com força e ódio.

       Enquanto um fazia isso, o outro se preocupada em me dar socos, ainda por cima do balde, mas percebe que isso só amenizava a dor, então tira o balde e inicia uma sequência interminável de socos em meu rosto, em meu peitoral e em meus braços, variando as vezes em chutes e joelhadas em meu pênis.

   Mas, quando eu já estava prestes a desmaiar e desistir, um deles diz que eu não estava mais respondendo e que era melhor que fossem embora. Depois disso, eu não me recordo de mais nada, anão ser quando vi Yoongi na enfermaria.

- Ei, o que está acontecendo? - pergunta o garoto de cabelos brancos ao meu lado.

- O que? - digo, não entendo do que se trata.

- Você congelou, começou a chorar muito e parou de escutar qualquer coisa em volta. Te chamei diversas vezes, então achei melhor encostar o carro e conversar um pouco. O que aconteceu?

- Desculpa, é só que lembrei-me do que aconteceu. Quer dizer, até o momento em que estava acordado.

- Quer conversar? - pergunta

- Não sei... Acho que só quero chorar, sinceramente.

- Ok. Posso continuar dirigindo? - pergunta e eu lhe sussurro um sim.

   Ele dirige e divide seus olhares, ora para a pista, ora para meus olhos, e então percebo que ele pega sua mão e coloca em minha coxa, dando-me um olhar que transmitia sororidade e carinho, quase que dizendo que estava tudo bem. Percebo que eu também chorava tanto, a ponto de soluçar, quando ele passa a mexer seus dedos, fazendo uma espécie de carinho em minha perna.

- Obrigada, eu acho - digo entre meus soluços.

- Nada... Ahm, Taehyung?

- Sim?

- Acho que não vamos poder ir para o hospital público, está com uma fila quilométrica. Deve ser devido àquele surto de gripe que está assolando a cidade. Você não tem mesmo outra opção?

- Não... Mas tudo bem, eu vou pra casa. Acho que se tomar um banho e colocar gelo, posso resolver a questão dos roxos e do sangue.

- Não posso deixá-lo voltar para casa assim. Já sei, confie em mim, por favor - diz, esperando um olhar de confirmação meu.

- Tudo bem, Yoongi. Não é como se eu estivesse com pressa.

      Ele então muda a direção do carro e vamos para um lugar que desconheço. Não sei o que vamos fazer, mas espero ser melhor do que apanhar de meu pai por perceber que demorei para chegar em casa.

 


Notas Finais


NOTAS DA AUTORA: Basicamente Taehyung se lembra do que aconteceu com ele no depósito, descrevendo os momentos em que foi espancado e estuprado. Yoongi pega o carro e ambos vão ao hospital público, mas ao chegar lá, percebem que não será viável. Momento Taegi: Yoongi coloca a mão na coxa de Tae, na espera de consolar o menino que tanto chora. Yoongi decide, então, optar por um local alternativo, mas não o descreve para Taehyung.


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