História Carry You Home - Capítulo 5


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Categorias Aquaman, Batman vs Superman: A Origem da Justiça
Personagens Arthur Curry (Aquaman), Bruce Wayne (Batman), Personagens Originais
Tags Arthur Curry, Bruce Wayne, Olivia Teller
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Palavras 1.825
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Ecchi, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Epílogo


Meses haviam se passado desde que Arthur fora embora. Agora Mike passava mais tempo com seus amigos, em especial com Thomas, jogando cartas no farol. Olivia havia se desiludido novamente, depois de tanto tempo enviando seu currículo para diversas empresas dentro e fora do Maine sem receber nenhuma proposta de emprego novo. Aproveitara a folga do trabalho no fast food para comprar alguns mimos para si. Estava virando a esquina da rua de sua casa quando um estranho parado em frente ao que ela deduzia ser seu próprio carro sinalizou para que ela parasse.

– Com licença, moça – ele se aproximou da janela da picape, sorrindo sem graça. – Desculpe incomodar, mas você saberia me informar como faço para chegar nessa rua? – apontou para um endereço mostrado em um pedaço de papel.

– Você já está nessa rua, senhor – ela respondeu, e logo franziu o cenho ao ler o endereço com atenção. – O lugar que você está procurando é a minha casa – estreitou o olhar. – Do que se trata?

– Você é Olivia Dolores Teller?

– Sim, eu sou – franziu os lábios, irritando-se ao ouvir seu nome do meio, do qual não era grande fã. – Do que se trata? – insistiu.

– Sou o Bruce, estou aqui em nome das Empresas Wayne. Você nos enviou um currículo para a vaga de atendente de um de nossos restaurantes e estou aqui para conduzir uma entrevista.

Olivia recostou-se no banco do motorista e analisou o estranho de cima a baixo. Em torno de trinta e poucos anos, cabelos cujo corte era possivelmente curto, mas que requeria um novo aparo, barba por fazer. Um rosto que parecia a ela quadrado e de feições severas, apesar de ele sorrir para ela. Óculos que tornavam os olhos azuis mais discretos. Roupas simples, assim como o carro. Olivia estava crente de que havia coisas naquela situação que simplesmente não faziam sentido algum, mas estava curiosa demais para simplesmente ignorar aquele estranho que se apresentara com uma conversa tão estranha quanto. Havia estudado crimes famosos o suficiente para saber onde aquilo poderia parar. Uma falsa segurança surgiu em seu peito ao se lembrar da espingarda do pai na cozinha.

– Eu não sabia que as Empresas Wayne enviavam gente dos Recursos Humanos para fazer entrevistas pessoalmente, especialmente em outros estados.

– Não é uma prática comum, mas acontece, conforme a vontade do chefe.

– Sei… – estreitou o olhar.

– Falo sério, estou com seu currículo – apontou para uma pasta sobre o banco do carona dentro do próprio carro. – Há a possibilidade de a entrevista ocorrer agora ou devemos marcar para outra data?

– Bem, hoje é meu dia de folga de um dos meus empregos, então eu posso fazer a entrevista agora. Me acompanhe, por favor.

– Certo – ele sorriu e voltou para seu carro.

– Qual é o seu nome mesmo, hein?

– Bruce Wayne.

Olivia soltou uma sonora gargalhada.

– Não, cara, falo sério, qual é o seu nome?

– Também estou falando sério. Meu nome é Bruce Wayne.

– Não gosto de brincadeiras, cara. Seu nome de verdade, agora.

– Bruce Wayne – pôs a mão na jaqueta marrom que vestia, abrindo a carteira e de lá tirando a identidade, mostrando a mesma a Olivia.

Olivia respirou fundo e o encarou por um longo tempo, não se dando por convencida. Disse a ele que a seguisse até sua casa, tateando o celular no bolso e digitando rapidamente o número do pai, continuando o trajeto até sua residência.

– Um tal de Bruce Wayne veio atrás de mim para uma entrevista de emprego.

– Que?! Bruce Wayne?! O Bruce Wayne?!

– Não creio que seja o caso. É esse o nome que está na identidade dele, no entanto. Disse que está aqui para me entrevistar pessoalmente para um emprego.

– É? Você enviou seu currículo pras Empresas Wayne?

– Há uns cinco ou seis meses, sim. O que eu faço? Deixo ele entrar na nossa casa ou levo ele pra outro lugar? Se for mesmo o tal engomadinho, um lugar público seria um desastre, mas pai, ele não parece nada com o Wayne que aparece na TV.

– E você ainda pensa duas vezes? Leve ele pra casa, Lola, eu estou a caminho, não se preocupe! Se algo der errado e ele tentar alguma gracinha, a espingarda está no suporte da parede da cozinha e a pistola está dentro da caixa de cereal no armário. Estou indo!

– Tá bem – ela suspirou e desligou.

‘‘Quais são as chances de uma porra dessas acontecer?’’, indagou conforme estacionava a picape e descia com as compras em mãos. ‘‘Bruce Wayne vir pessoalmente me entrevistar para uma vaga em um fast-food. Essa porra não faz sentido nenhum’’.

O carro era alugado, de certeza. O verdadeiro Bruce Wayne iria a padaria em um Porsche ou uma Ferrari, provavelmente, e também não usava óculos. Ao menos não que ela soubesse. As roupas simplistas também parecia estranho. Estava disfarçado? Tudo isso para uma entrevista? Por que ele se daria ao trabalho se viajar até um fim de mundo como Amnesty Bay para entrevistar uma garçonete ou balconista em potencial? Só poderia ser um golpe.

Ela o conduziu até a entrada da casa, destrancando a porta e gesticulando para que ele entrasse primeiro, ao que ele agradeceu e pediu permissão para ficar no sofá.

– Posso te oferecer um café? – ela perguntou da cozinha, abrindo um dos armários para apanhar a caixa de cereal e deixá-la ao seu alcance. – Café irlandês, com creme batido e uísque. Aceita?

– Um pouco cedo para álcool, não acha?

– Nunca é cedo demais para uma boa bebida – ela voltou-se para encará-lo, sentado de forma comportada, com um sorriso aparentemente inocente. – Então, Bruce?

– Acho que um pouco de uísque não fará mal – ele sorriu. – Aceito sim, obrigado. Enquanto prepara o café, se importa se eu começar com algumas perguntas?

– Manda ver, cara – virou-se para o balcão da cozinha, alinhando os itens necessários para o café e colocando uma chaleira no fogo.

– Há quanto tempo trabalha no ramo alimentício?

– Desde os dezesseis anos, então… Cinco anos – virou-se para encará-lo.

– Onde trabalha atualmente?

– Em um fast-food no centro da cidade, no turno da tarde, e em restaurante e bar, perto das docas, no turno da noite.

– Por que trabalha em dois empregos distintos em vez de trabalhar em apenas um em dois turnos?

Olivia quis socá-lo pela pergunta cretina, mas não seria justo, visto que ele não entenderia o motivo de ser uma pergunta cretina. Suspirou, recostando-se ao balcão e cruzando os braços.

– Meu primeiro emprego foi nesse restaurante e bar. Os donos já são idosos e sempre foram muito gentis comigo, eu aprendi muito com eles. Além de mim, a única outra pessoa que trabalha com eles e os ajuda nos outros afazeres é a filha mais nova. Eu consegui o segundo emprego há pouco tempo. Não tem benefícios significativos, mas paga um pouco melhor, o que é essencial pra mim nesta casa. Eu prefiro trabalhar em dois lugares diferentes que largar meus melhores chefes. O bar tende a ficar cheio no fim de semana, e muitas pessoas de passagem pela cidade geralmente comem lá, interessados na comida local, então… – deu de ombros. – Toda a ajuda que eles precisarem eu darei.

– Me parece justo – ele fez um biquinho enquanto anotava alguma coisa em uma das folhas em seu colo. – Disse que um bom pagamento é essencial. Quantas pessoas moram com você?

– Só meu pai – deu de ombros novamente. – Mas… Ele tem a saúde delicada, e não está trabalhando atualmente, então… Gastos – pigarreou desconfortável.

– Certo – continuou rabiscando no papel. – Trabalha como atendente e garçonete nos dois empregos ou possui funções distintas neles?

– Faço de tudo um pouco no trabalho da noite. No trabalho da manhã eu trabalho como atendente, mas tendo a passar muito tempo no estoque.

– Por que?

– Porque aparentemente eu sou a única funcionária que mantém o estoque de comida devidamente organizado – rolou os olhos, lembrando-se dos colegas mais novos. – Nada me deixa mais nervosa que coisas fora do lugar.

– Entendo… – rabiscou mais um pouco e então retirou os óculos. – Agora me fale de você. Vimos que tem excelentes notas, digna de grandes universidades. O que aconteceu?

– Algumas merdas aconteceram no meio do caminho – trincou a mandíbula, em uma careta. – Então basicamente ou eu deixava o Maine ou eu fazia o que tinha de ser feito.

– Ainda tem interesse em cursar alguma faculdade?

– Eu tinha – respondeu melancólica, voltando-se para o balcão, organizando o filtro de café em um bule e o preenchendo com algumas colheradas do pó. – Psicologia ou medicina, para me especializar em patologia forense ou criminologia, ou talvez direito, para trabalhar na polícia como investigadora, ou sei lá.

– Uau! – arqueou as sobrancelhas. – Eu não conseguiria imaginar isso. Por que patologia forense?

– Meu pai era policial, então eu sempre fui muito curiosa em relação a todo e qualquer caso criminal que ele mencionasse. Assistia a documentários sobre crimes, estudava um pouco de psicologia, apanhava alguns livros de medicina na biblioteca pública na esperança de entender como os crimes aconteciam e como funcionava a cabeça de um criminoso. Bem, tudo se resume a curiosidade, creio. Não passa de um sonho distante agora – ela riu, sem graça, dando-lhe as costas para desligar o fogão e apanhar a chaleira com água fervente, derramando-a sobre o pó de café em movimentos circulares. – Não tenho tempo e nem dinheiro para uma faculdade de medicina agora. Duvido que me aceitariam agora, de qualquer forma.

– Ainda cursaria medicina, se possível?

– Não. Acho que já não teria tanta paciência para a coisa. Psicologia também não. Gastronomia me parece bem mais interessante agora – riu. – Cozinhar me parece bem menos estressante que lidar diretamente com pessoas.

– Mas lida com pessoas diariamente – franziu o cenho, sorrindo em confusão.

– Olha… – ela suspirou, voltando-se para ele. – Seres humanos são complicados. Alguns clientes tendem a ser Lúcifer na Terra. Algumas vezes nós só queremos sentar e chorar. O mundo está cada vez mais louco. Não é um lugar muito bom para pessoas sensíveis.

– Certo – ele rabiscou mais um pouco no papel. – Se considera uma pessoa sensível?

– Todos nós somos sensíveis em algum grau, Bruce – abriu a geladeira para apanhar o creme batido. Pegou dois grandes canecos do armário e os pôs no balcão.

Ela cuidadosamente misturou os ingredientes do café irlandês e então as levou para a sala de estar, deixando-as sobre a mesa de centro.

– Cuidado, o café estava borbulhando – disse-lhe. – Mais alguma pergunta?

– Por que deveríamos contratá-la? – cruzou uma perna sobre a outra, as mãos sobre o papel em seu colo e um sorriso discreto.

– Não deveriam – ela cruzou os braços, recostando-se ao sofá. – Não posso deixar meu pai sozinho, nem meus outros patrões. Não posso sair do Maine. Eu nunca morei, de fato, fora do estado. Eu sou muito tolerante, mas tenho limites. Não hesitaria em dar um belo soco em algum atrevido que fizesse alguma gracinha comigo, então eu não tenho o temperamento certo para trabalhar em uma grande empresa. Aí está. Satisfeito?

– Muito – ele abriu um largo sorriso. – Isso é tudo o que eu precisava saber. Está contratada, senhorita Teller.



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