História Carta de suicídio 2 - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 20
Palavras 521
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Poesias
Avisos: Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


boa noite.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Você já parou pra pensar que as pessoas podem ser grandes mentirosas? Pois eu já.

Promessas são apenas palavras. Apenas mentiras.

Mentiras são contadas pelo ser humano todos os dias. Quando prometem não ir embora, quando dizem estar aqui para sempre.

Minha cabeça está latejando, não sei se consigo pensar, não sei se consigo ficar quieta resistindo. Têm latejado todos os dias desde aquele dia.

Eu só estive pensando nisso, e embora pessoas mais próximas fiquem tristes, só vão ficar por um curto período de tempo. Não é como se fosse fazer alguma diferença, ou não é como se realmente importasse.

"Eu ficarei muito mal caso você vá." uma ova. Pessoas só dizem isso pra se alimentar de você e ver quanto tempo você resistiria. Eu estou cansada de resistir. Não aguento mais segurar as lágrimas, mentir e dizer estar tudo bem, não consigo mais segurar o meu corpo, a minha mente, os meus sentimentos. Sou medrosa, e tenho me sentido cada vez mais fraca e mais pesada. Um peso que se amarrado à ponta do pé, possa ser jogado ao mar e afundar, afundar, para as profundezas, em um enorme azul. Um azul que preenche os pulmões e faz perder o ar em alguns minutos.

Eu me sinto cada vez mais sozinho e dependente das pessoas ao meu redor. Me tornei uma pessoa carente e medíocre, que só sabe chorar e reclamar das coisas. As pessoas não querem ser amigas de alguém assim. Elas só vão querer se afastar, e afastar, e afastar. Até que você perceba que elas estavam lhe sugando até onde elas precisaram de você, e agora você precisa delas e não conseguirá nada, nem um mísero abraço ou conforto. 

Eu não preciso de conforto. Eu não quero conforto. Se eu quisesse, estaria bebendo alguma porcaria com muito açúcar, rodeada de pessoas no meu sofá, ou com meus irmãos, com minha sobrinha no colo e uma boa pizza de calabresa com queijo.

Eu dei apelidos para meus amigos mais chegados, mas é como se não significasse nada.

Me pergunto se eu tenho amigos ou se todos estão querendo ver até onde eu consigo caminhar antes de me jogar de cabeça. 

Passo a mão pelo meu cabelo e sinto ele quebrando cada vez mais, passo a mão pelo meu corpo e sinto as estrias, me olho no espelho e vejo que engordei mais, mesmo sem ter comido quase nada nos últimos meses, ter rejeitado qualquer gordura ou coisa assim. Vejo meus olhos com olheiras por madrugadas em claro. Começo a ver coisas que não estão lá, meu rosto vermelho  marcado por espinhas. Por dentro estou queimando em cinzas, por fora esboçando um sorriso sem graça ou rindo descaradamente com meus amigos. Eu rio fácil, principalmente no jogo de "não rir". Minha mãe está gastando cada vez mais dinheiro comigo com remédios e consultas médicas, enquanto sofre na mão de um homem idiota. Eu não mereço esse esforço.

Este mundo de corrupção, de angústia, desigualdade, poluição, assassinato, criminalidade, desprezo e troca troca nunca vai melhorar.

A cada vez que eu olho pro jornal, tenho mais e mais certeza disso.

Eu já tomei minha decisão. Espero aproveitar bem até lá.

Eu perdi.




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