História Carta de um suicida - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Visualizações 71
Palavras 886
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá

Bom, eu já havia postado esse pequeno O.S antes, mas, junto com uma coletânea de outros. E lendo as regras do site, percebi que esse fator poderia gerar a exclusão dos mesmos.
Então apaguei para reposta-los separadamente. Contudo, aconteceram coisas ruim na minha vida e realmente cogitei a ideia de desistir dela, junto a minhas histórias e afins.
Mas, li novamente minhas próprias palavras e percebi que a hora de repostar era essa.
Sinto que o sentido da minha vida seja esse, ser salva por palavras e tentar salvar outros com as mesmas. Escrever é o que, de fato, me mantém viva.

Não tenham medo de ler, garanto que no final tudo fará sentido.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Se pudessem voltar no tempo.


Na turma do primeiro ano do ensino médio, todos os alunos estavam sentados atrás de suas mesas em completo silêncio. A professora, Jennie Kim, tinha em suas mãos um papel.

 

Por mais que a folha fosse leve, o que havia escrito entre aquelas linhas era tão pesado como o clima daquela classe.

 

– Como dizia... – A professora continua sua fala anterior. – O colega de vocês, Jeon Jungkook, cometeu suicídio. – A voz da mais velha tinha um tom de pesarosa tristeza. – Ele deixou como último desejo essa carta, para que fosse lida na frente de todos vocês.

 

Todos permaneceram em um silêncio perturbador. E a professora Kim começou a leitura, enquanto parava em pé na frente dos adolescentes:

 

"Olá, meu nome e Jeon Jungkook. Estou escrevendo essa carta por um único motivo: A minha vida se tornou insuportável, então resolvi dar um fim a ela.

Sempre fui sozinho, senti tanto a falta de um amigo. Até tentei fazer amizades, mas, ninguém aceitou ao menos conversar comigo. Vocês foram tão duros.

Aprendi enquanto vivi, sobre o egoísmo, ninguém se importa com a dor do outro. Ninguém se importou com a minha dor.

Dei tantos indícios de infelicidade, cada vez mais quieto na última cadeira no canto direito da sala, minha cabeça sempre encostada na parede. Fones de ouvido em minhas orelhas para fugir do mundo miserável no qual me via.

O problema é que todos vocês ignoraram as minhas mágoas e tristezas. Muitos me xingaram e até me bateram por motivos tão ridículos...

A última cadeira no canto esquerdo está vazia agora, nunca mais estarei junto a vocês. Estão felizes acredito eu.

Gritem comigo, voltem a me ofender pelo meu cabelo estranho, pelo meu jeito tímido, zoem o fato de escutar músicas antigas e ser gótico. O que estão esperando para começar a chuva de maldades? Ah, lembrei... Estou morto, não podem mais fazer isso.

As vezes só desejei que alguém se importasse com meu bem-estar, só quis um abraço verdadeiro que nunca veio, um pedido de desculpas pelas brincadeiras sem graça que vocês sempre fizeram.

Agora, sou só mais um corpo apodrecendo, só mais um número nas estatísticas de suicídio, logo irão esquecer da minha figura sentada na bendita última cadeira. Na verdade, vocês nunca lembram o fato de eu estar ali. Nunca olharam envolta e me viram chorar sorrateiramente enquanto a música nos meus ouvidos tentava acalmar meu coração.

Se pudessem voltar no tempo, me humilhariam novamente? Me fariam chorar escondido por ser ignorado amargamente, quando só queria um conforto? Se pudessem voltar ao passado, impediriam minha morte?

Acho que não."

 

Os fungares e soluços pela sala eram mútuos entre todos os alunos. Até os que maltrataram o jovem suicida, se sentiam culpados e tão tristes quanto os que apenas nunca deram importância a existência do menino quieto e tristonho. Alguns olhavam para mesa vazia e sentiam o coração apertar em frustração por não ter ajudado-o em vida. Seria incrivelmente torturante entrar naquela sala todos os dias sem vê-lo.

 

– Se eu pudesse voltar no tempo... Te abraçaria, Jungkook. – Um aluno chamado Park Jimin, fala entre soluços inconsoláveis.

 

– Eu pediria desculpas por ter feito aquelas brincadeiras. – Outro Diz, seu nome, Kim Namjoon. – Não sabia o quanto te faziam mal.

– Eu o ajudaria a se socializar conosco. – Um menino chamado Kim Taehyung fala de cabeça baixa, com as lágrimas molhando sua mesa. – Você era tímido, não tinha culpa...

 

A professora dobra a carta e põe sobre a mesa. Ela seca algumas lágrimas de sua bochecha e encara seus alunos.

 

– Sempre precisamos nos preocupar com o próximo, nunca devemos tratar mal alguém por ser diferente e sempre devemos incluir a todos em nosso meio, as vezes a solidão pode levar ao suicídio. – Jennie Kim abre um doce sorriso. – Jeon escreveu essa carta, com seus mais profundos sentimentos, no entanto...

 

A professora vai até a porta da sala e a abre devagar. Jeon Jungkook entra no local com a cabeça baixa e completamente tímido perante os olhares. E ver todos chorando o deixou assustado e surpreso, o mesmo achou que ninguém se importaria.

 

– Jungkook! – Jimin grita e corre ao seu encontro e em seguida todos o seguiram, a sala inteira correu em disparada até o menino.

 

Um abraço coletivo cheio de lágrimas, pedidos de desculpas e frases de alívio preencheram aquela sala. Sim, Jeon Jungkook estava vivo e chorava feito criança ao sentir tanto carinho vindo dos colegas.

 

– Ele escreveu essa carta a meu pedido – A Kim mais velha fala entre seu choro em meio a cena. – Ele realmente pensava em se matar, graças aos céus pude convencê-lo a não fazer uma loucura e tive essa ideia. –  Ela se junta ao abraço coletivo. – Amem e cuidem do próximo, essa foi apenas uma experiência de conscientização, espero que tenha feito vocês perceberem o quanto é ruim perder alguém para a morte.

 

– Estamos todos com você, Jungkook. – Namjoon entre os outros, abraça apertado o garoto.

 

– Obrigado. – O jovem, ex suicida, diz secando as lágrimas. – Obrigado a todos vocês, que agora me entendem.

 

Todos abraçaram muito o garoto, e estavam decididos a mudarem  de atitude, mas, não só com Jeon, na vida também. Agradeceram muito pelo menino ter entrado pela porta e preenchido sua mesa vazia. Aquilo havia os marcado para sempre.

Eles tiveram sua segunda chance, infelizmente, nem todos tem essa mesma oportunidade. 

 


Notas Finais


"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã."
- Renato Russo.


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