História Carta para Severo Snape - Capítulo 12


Escrita por: e DimitriLopes

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Gina Weasley, Hermione Granger, Lílian Evans, Severo Snape
Tags Cartas, Severo Snape, Snamione
Visualizações 294
Palavras 2.113
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite turma, olha nós aqui de novo.
Esperamos que vocês gostem!

Capítulo 12 - Banho de chuva!


Fanfic / Fanfiction Carta para Severo Snape - Capítulo 12 - Banho de chuva!

Severo e Hermione saíram do restaurante e decidiram caminhar um pouco a pé ao invés de aparatarem, para curtirem a brisa da noite.


- Tá tão friozinho aqui fora... - constatou Hermione.


Mais que depressa, Severo tirou o paletó do smoking e colocou sobre os ombros de sua noiva.


- Oh, obrigada Sevie!


- Sevie... Está falando igual aquela gerente intrometida!


Hermione deixou um risinho escapar, e para não perder o costume, resolveu provocar Snape.


- Ah Sevie, não fale assim! Você deve ser uma ótima companhia nas noites frias!


- Hunf! Tava demorando pra você me provocar. - disse ele, revirando os olhos e fazendo uma carranca.


Hermione riu da cara do noivo, e pronunciou-se.


- Aquele projeto de piribruxa...


- E o que significa isso? - ele indagou, arqueando a sobrancelha.


- Os trouxas costumam chamar as mulheres que não respeitam homens comprometidos de piriguetes, então, eu uni o útil ao agradável, para nominá-la. - disse ela, com um sorriso ardiloso. - O que acha?


- Hum... engenhoso. Vou acrescentar ao meu dicionário de conhecimento aguçado. - disse ele, com um sorriso irônico.


Hermione divertiu-se. Instantes depois, sentiram alguns pingos tocarem em seus corpos.


- Ora, está começando a chover. Temos que aparatar.


- Aparatar? Pra quê? - Hermione sorriu. - Podemos aproveitar pra tomar um bom banho de chuva!


- Banho de chuva? Por Merlin, você perdeu o juízo???


- Não mesmo! Você é que não sabe o quê tá perdendo!


Hermione tirou os sapatos, a meia calça, e divertiu-se na chuva. Brincou com a doçura de uma menina, seduzindo-o com o charme de uma mulher.


Snape observou Hermione e esboçou um ligeiro sorriso com a cena, diante de seus olhos. Ela havia ficado tão elegante, tão mulher naquele vestido preto e salto alto, e ao mesmo tempo tão moleca, com os pés descalços brincando na chuva. Suspirou fundo e sorriu, deliciando-se com a visão. Não tinha a menor dúvida do quanto era apaixonado por ela. Sem resistir aos encantos da jovem bruxa, uniu-se a ela naquela brincadeira.


Ficaram os dois na chuva, divertindo-se juntos, sem se preocuparem em molhar a roupa.


Fitavam-se nos olhos, e trocaram um olhar apaixonado, intenso como a escuridão da noite.


- Sua petulante mais linda...


- Teimoso...


- Eu te amo...


Beijaram-se com ardor, apaixonados e sem pressa, como se o mundo tivesse parado por alguns minutos, apenas para eles.


Instantes depois, chegaram em Hogwarts aos risos, totalmente ensopados.


Hermione foi para seu quarto e tomou seu banho, enquanto Snape preparava um chá quente para ela. Depois, foi a vez dele.


Os dois ficaram conversando próximos ao calor da lareira, tomando um chá juntos, sentados no sofá dividindo um cobertor.


- Severo, eu amo você! – disse Hermione o abraçando.


- Eu também te amo... Minha petulante... – Respondeu o moreno. 


Severo abraçou Hermione pela cintura colando os corpos, deu-lhe um beijo calmo, cheio de sentimentos, encostou sua testa na dela e ficou a fitando. 


- Hermione, como você conseguiu ver em mim tudo aquilo que descreveu na carta?  - Snape perguntou num sussurro. 


- Severo, está tudo aqui dentro. – disse ela colocando a mão no peito dele, e continuando a falar; - E a porta para seu coração são seus olhos, eles revelam o homem maravilhoso que você é! Mesmo usando sua máscara de indiferença. – Hermione falava, enquanto acariciava o rosto dele. 


- Hermione, você sabe que não é tão simples, eu vivi trinta e oito anos, e nunca ninguém viu em mim o que você vê. 


- Severo, o diretor Dumbledore viu isso em você. Mas as pessoas costumam acreditar nas aparências e se esquecem de ver o valor na essência da alma. E para mim, você é muito valioso. Não é só porque eu te amo, mas porque eu vejo a sua alma, a sua essência. E isso faz com que meu amor e admiração cresçam cada vez mais. 


- Você sabe o que eu penso a respeito de minha alma, Hermione. Ela foi corrompida, pelos crimes bárbaros que eu cometi. – Snape falava com pesar. 


- Está vendo Severo? Você lamenta pelos erros que cometeu e não se orgulha disso, é essa a diferença. É nisso que eu vejo a grandeza da sua alma, você não se vangloria pelas coisas que fez, pelo contrário, se condena por elas. Mas veja bem, você se sacrificou, deixou de viver por si, você teve culpa, mas já se redimiu por ela. Sua alma está ai e eu a vejo em teus olhos. – ela continuou falando;


 – Olhe só pra nós dois! Você não me levou para a cama, me respeitou até aqui porque quer fazer tudo certo, como você mesmo diz: “sou conservador”. Céus! Que homem sem alma faria isso? Seria a última coisa que você pensaria se não tivesse alma. Então meu amor, não se martirize mais, não fique condenando a si próprio pelo passado, quando suas atitudes mostram o quanto você é especial. Severo eu amo você, e não é de hoje. Nada poderá mudar isso! Nem quando sua lealdade foi duvidada meu amor por você se abalou, imagine agora, que eu vejo o grande homem que você é. – Hermione disse o encarando. 


E ali olhando naqueles olhos negros, ela soube que ele tinha medo, mas só o tempo e o amor poderiam ajudá-lo a superar. E ela estava disposta a fazer isso. 


Namoraram mais alguns instantes, e logo depois, Snape despediu-se dela com carinho e foi para seu quarto.


...


 Na manhã seguinte Hermione já estava a espera do noivo. E milhares de dúvidas na cabeça. 


“Será que vou conhecer a sogra? Severo nunca falou nada sobre a mãe dele.” – Pensava a castanha, franzindo o cenho. Hermione ouviu uma batida na porta, que a tirou de seu devaneio, e abriu logo em seguida, permitindo que seu noivo entrasse. 


- Você está linda, meu amor. 


- Obrigada. Você também está... Mais que lindo. – Hermione falou ficando corada. 


Severo deu um beijo em sua noiva, e partiram para o lugar misterioso.


  ...


Chegaram a uma bela casa, no mundo trouxa. Hermione estava apreensiva, observando tudo atentamente. 


- Chegamos meu amor. 


- Oh sim! Deu para perceber. – ela retrucou, sem entusiasmo. 


Assim que entraram na casa, Hermione percebeu que os empregados já conheciam Snape. 


“É ele não estava brincando, quando disse velha conhecida.” – pensou a castanha bastante preocupada com o quê viria a seguir.


Ela estava tão distraída que não viu uma mulher se aproximando, pelo vão da porta.


- Sevie! Como você está? – perguntou a mulher. 


Hermione ficou indignada. “Como essas bruxas tinham tanta intimidade com seu noivo, a ponto de chama-lo de “Sevie?” – A castanha reprimiu a vontade de revirar os olhos e finalmente encarou a mulher.


Assim que a viu, abriu um sorriso, tranquilizando suas emoções. A velha amiga de Snape era realmente, no sentido literal da palavra, uma velha amiga, um pouco mais jovem apenas que Dumbledore.


- Olá, senhora Thompson! – Snape respondeu educadamente. - Estou bem e você? 


- Estou melhor agora! – diz a mulher sorrindo. 


- Deixa-me apresentar a minha noiva, Hermione Granger. – Snape falou com adoração, olhando para Hermione. 


- Oh! Então é você a senhorita que domou o coração de meu amigo? Prazer em conhecê-la, sou a Eduarda Thompson. 


A mulher tinha um sorriso encantador, diferente da outra mulher do restaurante, essa pareceu gostar de Hermione.


- Igualmente, senhora Thompson. 


- Pode me chamar de Eduarda, senhorita Granger. Se você é noiva de meu amigo, então somos amigas também. 


Hermione apenas sorriu em resposta.


- Pelo que vejo, ele não esclareceu o porquê vocês estão aqui, não é mesmo?


- Realmente não. 


Severo apenas abriu um sorrisinho de lado para a noiva.


“Ela não perde por esperar.” – pensou ele.


- Senhorita Granger, eu sou cerimonialista, e fui contratada para fazer os preparativos para seu casamento. – respondeu Eduarda, com um sorriso.


Hermione ficou estupefata. E se sentindo uma idiota. 


“Eu não acredito! Estava com ciúmes da mulher que vai preparar meu casamento?” – Hermione sorriu incrédula.


- Severo... Você contratou até uma cerimonialista?  Aaah!!! – ela pulou no pescoço dele e o beijou com alegria.


Eduarda ficou admirada com o amor da moça pelo seu amigo. Nos dez anos de amizade, ela nunca o viu tão feliz, e muito menos sorridente.


“Essa Moça realmente é especial, ela conseguiu despertar o melhor de Severo.” – pensou Eduarda, com um olhar fraterno para o casal. 


Eduarda mostrou os papéis para a organização do casamento.


- Muito bem, muito bem. Vocês dois, possuem alguma exigência? Já marcaram a data? 


- Ainda não marcamos a data, senhora Thompson. – respondeu Severo. 


- Por mim seria amanhã mesmo, senhora Eduarda! - Respondeu Hermione. 


- Granger, por favor, não me chame de senhora! Seu noivo já me deixa velha com o tal “senhora Thompson”, não compactue com isso! – diz com olhar de súplica. 



Eles riram e Severo pediu um minuto com a noiva. 


- Hermione, temos que decidir sobre a data. 


- Por mim, pode ser daqui quinze dias.


- Mione, não dá para fazer os preparativos em quinze dias.


- Então fale uma data. - Respondeu Hermione impaciente.


Severo pensou e sugeriu.


- Vamos marcar para o dia dez de outubro? O que acha? 


- Acho que vai demorar muito, caso você não se lembre, eu estou sem sexo... E o quanto antes nos casarmos é melhor. 


- Meu amor, eu prometo compensar todo o tempo esperado, depois de casarmos. – deu-lhe um selinho brando. – Então, que tal marcarmos para vinte e dois de setembro? Assim, os padrinhos terão um tempo para se programar, certo? 


- Nossa, falta um mês e meio ainda, Severo... – Hermione resmungou fazendo beicinho. 


- Ora, ora... Senhorita Hermione ficando dramática. – Snape a encarou com um sorriso irônico.


- Severo, não é drama! – ela aproximou-se ainda mais dele e sussurrou, indignada. - É falta de sexo! Não sei como você aguenta!


- Meu amor, eu aguento porque eu sei que vai valer a pena. E você entenderá a importância disso, no futuro. - Snape a abraçou e beijou-lhe a testa.


- Tá bem, eu aceito que seja dia vinte e dois de setembro. – Disse ela, dando-se por vencida.


Eles resolveram os detalhes que faltavam com Eduarda e voltaram para Hogwarts. Hermione estava cansada, o dia havia sido exaustivo, porém prazeroso.


- Vou pro meu quarto. – diz Severo.


- Não, fica comigo hoje? Prometo me comportar direitinho. 


- Hermione, é melhor não. 


- Aff! Severo, além de nós não transarmos, não posso nem dormir nos teus braços? – a castanha falava respirando fundo.


- Está bem, eu fico! Mas você tem que se comportar se não eu te largo sozinha. 


- Eu prometo! 


Eles se abraçam e entram no quarto de Hermione, ela foi tomar um banho, e ele ficou esperando para ir depois.


Snape estava preocupado, sua noiva parecia uma louca quando eles estavam a sós no quarto. E cada dia que passava, ele ficava mais tentado, sempre se pegava imaginando coisas com ela. Mas ele tinha um propósito e não ia corromper. 


Quando Hermione saiu do banho, ela realmente estava comportada. Aquilo o deixou surpreso e mais relaxado. 


Ele foi tomar banho e ela ficou esperando. 


“Eu posso não ter sexo antes do casamento, mas pelo menos posso desfrutar do aconchego dos braços dele... E que braços... Aquele corpo definido... Ah, tempo... passe logo... Quero abusar daquele corpo...” – pensava Hermione.


Severo saiu do banho e notou um brilho diferente nos olhos de sua noiva. Embora ela estivesse tentando se comportar o olhar que ela direcionava para ele era como de uma leoa, pronta para devorar sua caça. 


Severo aproximou-se dela, e falou: 


- Dez galeões pelos seus pensamentos? 


- Acho melhor você não saber. Prometi me comportar, e contar meus pensamentos não vai me ajudar a cumprir minha promessa.


- Não esperava que a senhorita fosse tão safada... 


Hermione riu do comentário do seu noivo.


- Você não faz ideia do quanto! 


Ele riu e deitou-se ao lado dela. Seria a primeira vez em toda a sua vida que iria dormir com alguém. Snape estava apreensivo, não queria perder o controle. 


Hermione o abraçou, sentindo o perfume do amado e o beijou, fazendo carícias nos seus cabelos negros. 


- Eu amo você, Severo Prince Snape.


- Eu também amo você minha pequena insolente.


Ele a beijou mais uma vez, e Hermione se acomodou com a cabeça no peito de Severo, entrelaçando as pernas nas dele.


Snape pegou na mão de Hermione e a trouxe em seu peito, com um sussurro carinhoso.


- Veja, é isso que você faz comigo, Hermione. Sempre que te vejo ou ouço sua voz, meu coração acelera. E ele só bate assim, por você. 


Hermione sorriu e beijou o pescoço de Snape. 


- E você não faz ideia do que faz com o meu. – ela respondeu. 


Eles ficaram assim, até caírem no sono profundo. Severo deleitou-se a cada sensação. Era tudo novo para ele, amar e ser amado, dormir com a pessoa amada, tudo aquilo lhe dava mais segurança. Ele só conseguia agradecer mentalmente por ter tido esta oportunidade tão maravilhosa de ser feliz, ao lado dela.


Notas Finais


A Dimitri obrigada por ser a salvação dessa fic's! 😉


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