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História Cartão vermelho - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Dicas de um (Uchiha) Uzumaki


1) Suborno. Se você precisar de ajuda com algo, faça uma troca. Você controla a troca. Não é legal? Só tem uma coisa...Não deixe seu marido/ sua esposa descobrir. Do contrário, não vai ser nada legal.

O PRIMEIRO DIA de emprego realmente é o mais difícil? Deveria ser tão árduo daquele jeito? Ser pai é um emprego?

Naruto Uzumaki não fazia a mínima ideia, não saber era sua resposta para as três perguntas. O jogador de futebol tinha uma tarefa, uma questão de orgulho desde que seu marido, Sasuke Uchiha, disse, frio e seco, depois de uma briga que ele era um leigo quando o assunto era seu filho, Daisuke.

Naruto, cabeça quente e impulso como era, retrucou aos berros para que Sasuke o desse uma semana, mas, naquele momento, encarando a geladeira e o celular aberto em uma receita, ele se perguntou se deveria ter dito um dia, se deveria ter diminuído o “prazo” da aposta.

Sasuke, é claro, deu de ombros e falou que poderia tentar, porém, ele não moveria sequer um dedo para ajudar, e realmente não o fez quando o despertador, vulgo Daisuke, pulou em sua cama, alegando estar com fome.

– Resolva o problema – disse Sasuke, virando para o lado, ainda sonolento. – Não foi você que disse que dava conta?

E era isso que estava fazendo. Bem, pelo menos o que tentou fazer, uma vez que tudo estava dando errado e mal se passou um dia desde que assumiu o cargo.

Naruto queria ser divertido, só isso, mas a diversão tornou-se caos em segundos, e começou com um: “Você quer me ajudar a preparar panquecas, Daisuke?”

Resultado: uma criança de oito anos toda suja, a cozinha tão suja quanto, e ele, que passou a combinar com a decoração predileta de Daisuke, mais conhecida como confusão.

– Daisuke, larga esse ovo – implorou Naruto ao garoto agitado que corria de um lado para o outro, balançando a farinha e berrando que chovia, imitando uma galinha enquanto segurava um ovo, e outras coisas que Naruto não queria nem pensar. – Daisuke, seu pai vai me matar se ver essa bagunça.

Daisuke parou, o encarando:

– Ele vai me matar também?

– É possível.

Daisuke semicerrou os olhos, pensativo, e Naruto já ia cantar vitória quando...

– É só botar a culpa em você, papai – o menino sacudiu os ombros, sorrindo com a língua entre os dentes. – O pai (Sasuke) não vai me pôr para dormir no sofá mesmo – como o que aconteceu no dia anterior com Naruto.

Já podia prever Sasuke o ameaçando a limpar tudo aquilo com a língua caso retornasse a bagunça permanecesse.

– O que você quer para me ajudar a limpar isso tudo antes de você sabe quem acordar?

– Voldemort? – Daisuke inclinou a cabeça para o lado.

– Eu quis dizer seu outro pai.

Daisuke pareceu pensar antes de dar de ombros, como Sasuke faria.

– O que você tem a me oferecer?

– Três biscoitos amanteigados.

Daisuke gesticulou para que aumentasse.

– Cinco e nada mais que isso.

– Fechado.

– O que tá’ fechado?

E lá estava o rei dos fantasmas, pálido e arrumado. Sasuke parou na porta da cozinha, não expressava reação conforme os olhos percorriam o campo de guerra.

– Naruto… – O loiro engoliu em seco, aguardando a reação do marido, que apenas levantou a mão, exibindo um cartão amarelo: – Este é seu primeiro.

– Qual meu limite?

– Um vermelho, dois amarelos.

 

2) Não sabe fazer almoço, comida que preste, sem problemas. Eu, Naruto Uzumaki, posso te ajudar. Na verdade, aplicativos podem.

Depois de todo ocorrido do café, Naruto teve a brilhante ideia de fazer o almoço, embora as únicas coisas que conseguisse cozinhar fossem panquecas, ovos, de vez em quando queimavam, e miojo.

– Como que funciona esse aplicativo aí? – Naruto indicou o celular que Daisuke segurava, tentando o explicar o funcionamento dos aplicativos de comida.

– Você escolhe e mandar para o seu endereço, depois paga – resumiu.

– Mas eu posso escolher o que eu quiser?

– Você nunca viu propagando no youtube?

– Não tenho tanto tempo para isso.

– Você joga futebol, não é um general.

– Você gosta de beisebol? – perguntou Naruto enquanto um sorriso surgia no rosto.

Daisuke riu.

– A rima foi proposital?

Pai e filho gargalharam, batendo as mãos em um high-five.

Só tinha um pequeno problema, além de seu marido super-exigente, ainda havia seu filho X9, diga-se de passagem.

– O que você achou? – Naruto olhou, esperançoso, para o moreno que levava o garfo a boca lentamente, mastigando, mas não o encarando enquanto o fazia.

– Está sem sal – respondeu Sasuke, ainda mastigando.

– Sem salcional? – sugeriu Naruto.

O Uchiha revirou os olhos.

– Mas, papai, a culpa não é do pai Naruto. – Naruto engoliu em seco suas batatas, tentando transmitir com o olhar para que Daisuke ficasse quieto. – O restaurante que não sabe colocar sal. Eu disse que deveríamos ter colocado menos na avaliação.

Menininho cruel.

Sasuke ergueu uma sobrancelha, parando de comer.

Aviso: para está dica funcionar, não tenha um filho X9.

 

3) (por Sasuke Uchiha) Cartão vermelho!

Naruto só queria fazer algo legal depois de tanta bola fora. O que tinha de mal em jogar futebol com seu filho?

Bem, se você é tão destrambelhado quanto certo Uzumaki, não é tão recomendado sair em um dia chuvoso.

– Vamos, papai, deixa – suplicou Daisuke a Sasuke, que lia um livro, sentado no sofá.

– Se vocês ficarem resfriados, não digam que eu não avisei. Mais uma coisa… – Sasuke levantou os olhos para encarar os dois loiros animados –...não fiquem correndo na grama molhada. Vocês vão cair.

– Vamos nada.

Dito e feito, executado como praga de Uchiha pai. Eles caíram, pior do que Sasuke imagina, na verdade.

– Eu vou te pegar!

Naruto corria atrás de Daisuke, que tinha a bola.

Um pisão errado e… PUFT.

– Ahhh – Daisuke debateu-se sob Naruto, choramingando de dor. – Você tá’ me esmagando.

– Não conta para seu pai – implorou Naruto.

Tarde demais. Sasuke tinha um sensor quando o assunto era o filho.

O moreno apareceu na janela, os encarando. Vestido de preto parecia o anjo da morte com os braços cruzados, levantando um cartão vermelho.

– Merda.

– Minha perna – berrava Daisuke, chorando.

Placar final: Naruto Uzumaki perdeu de 0 a 3. De brinde, dormiria no sofá por algum tempo e não teria lamen no café, como sempre queria.

– Fora, Uzumaki.



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