História Cartas - Segunda Temporada - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Kibaneji, Narusasu
Visualizações 92
Palavras 2.053
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi!

Espero que gostem do capítulo.

Capítulo 8 - Perdido


Fanfic / Fanfiction Cartas - Segunda Temporada - Capítulo 8 - Perdido

Neji Hyuuga:

 

            Por quê? Por que ele fez isso comigo? Por que brincar com os meus sentimentos desse jeito? Ele me odeia tanto assim que tem que fazer isso comigo? Corri o mais rápido que pude, sentindo meus olhos embaçados pelas lágrimas que corriam sem parar. Eu sou tão idiota, por que eu fui corresponder? Por que eu não resisti mais?

 

- Por que Kiba? Por que fez isso comigo? – falei, sentindo-me perder as forças e parando abruptamente, eu só queria sumir naquele momento.

 

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Kiba Inuzuka:

 

            Limpei as lágrimas do rosto, levantando-me e pegando minhas coisas, saindo da sala. Andei pelos corredores vazios, lembrando dos momentos em que havia passado ali com meu “amigo”.

 

Flashback on:

 

- Desisto. É impossível, eu nunca vou aprender isso. – falei, jogando o lápis longe, vendo sua cara irritada, o mesmo se levantou e pegou o lápis, sentando-se novamente ao meu lado na escada e estendendo-me o objeto com um olhar de repreensão.

- Pare de falar que é impossível e preste atenção, não é tão difícil assim. – Neji falou irritado e eu bufei de braços cruzados.

- Você fala isso porque é o geniosinho da turma, com certeza vai se dar bem nessa maldita prova, mas eu com certeza vou me dar mal e minha mãe vai arrancar o meu couro. – falei, ele suspirou.

- Kiba, você não vai se dar mal, eu vou te ajudar, vou estar com você até o final. – ele falou, fitando-me com aquelas pérolas que eram seus olhos, não sabia porquê, se era por seu olhar, suas palavras, sua segurança, só sabia de uma coisa, senti-me mais confiante apenas de ouvir suas palavras.

 

Flashback off

 

Flashback on:

 

- Você pode entregar isso para a Hinata pra mim? – perguntei, estendendo uma carta, Neji suspirou, abaixando a cabeça.

- Hinata, quando vai desistir dela? – ele perguntou sem encarar-me.

- Nunca. Eu a amo, nunca vou desistir e eu sei que ela também me ama. Você ainda vai ver, nós vamos ficar juntos. – falei confiante, ele bufou.

- Por que você é tão burro heim? – ele falou, meus olhos arregalaram-se.

- O que? – perguntei confuso, ele suspirou.

- Nada, esquece. Me dá isso aqui. – por que só agora eu entendo o olhar doído que ele havia me lançado naquele dia?

 

Flashback off

 

- Eu sou um idiota. – soltei, seguindo meu caminho, agora pensando eu vejo, eu não mereço o Neji, talvez fosse melhor se eu me afastasse de uma vez dele, talvez ele pudesse ser feliz, aquele sujeito estranho de sobrancelhas grossas parece gostar dele, mas... será que eu consigo me manter longe, me afastar e perder pra sempre a pessoa que eu amo? A pessoa que no fundo eu sempre amei?

 

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Neji Hyuuga:

 

            Me sentia fraco e deprimido, minha cabeça doía e eu só queria esquecer tudo. Acabei andando sem rumo, sem nem ver aonde ia e quando finalmente olhei para os lados paralisei, eu não sabia onde estava. Digamos que eu não sou exatamente do tipo que gosta de sair de casa, na verdade eu não conhecia toda a cidade, mesmo morando aqui a séculos. Senti minhas mãos tremerem e o ar faltar, as ruas estavam desertas e eu não podia pedir informação, amaldiçoei-me mentalmente por ter agido como um imbecil. Olhei para os lados, não vendo ninguém e peguei meu celular, quase jogando-o longe quando o vi desligado, ótimo, estava sem bateria. O que poderia fazer agora? Fiz a única coisa que estava ao meu alcance, comecei a andar, quem sabe eu não acabasse me achando? Ou pelo menos encontrar alguém que pudesse me dar alguma informação, se isso acontecesse já estaria de bom tamanho.

 

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Kiba Inuzuka:

 

            Cheguei em casa jogando minha mochila no chão do quarto de qualquer jeito, atirando-me na cama, pensando em tudo o que havia acontecido e amaldiçoando-me mentalmente por ser tão burro e cego. Como eu não enxerguei antes o que estava bem na minha frente?

            Passei o dia desanimado, trancado em meu quarto, nem almocei, só dei a comida do Akamaru e voltei para o meu quarto, não tinha vontade de fazer nada, nem de ver ninguém, quer dizer, na verdade queria ver uma pessoa, apenas uma, a pessoa o qual eu fui um completo idiota.

            À noite eu estava no meu quarto, já havia jantado, pois minha mãe havia me obrigado, já havia tomado banho e estava deitado em minha cama, tentando não pensar, quando meu celular começou a tocar, peguei-o sem vontade, estranhando ao visualizar o número desconhecido.

 

- Kiba? – reconheci a voz chorosa, era Neji, levantei-me apreensivo.

- Neji, o que foi? Aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupado.

- Eu... eu não sei onde eu estou, está escuro e a bateria do meu celular morreu. – ele falou e eu senti o meu coração apertar ao ouvir um soluço.

- Fica calmo. Me dá algum ponto de referência, qualquer coisa, eu vou te buscar. – falei, já levantando-me.

- E-eu... não sei. Tem um tipo de açougue estranho e... uma praça. Kiba, eu estou com medo. – ele falou, podia ouvi-lo chorando do outro lado.

- Fica calmo, eu já estou chegando. – falei e meu coração falhou uma batida quando ouvi um grito e a ligação ser encerrada. Coloquei um calçado qualquer e um casaco e saí correndo de casa, lembrando-me de pegar alguma coisa de Neji, a primeira coisa que vi foi um cachorrinho de pelúcia igual ao Akamaru que ele me deu a uns dois anos atrás. Levei a pelúcia ao meu nariz, ainda tinha o cheiro dele, mais fraco, misturado ao meu, mas eu torcia pra que desse certo. Botei a coleira no meu cachorro e mostrei a pelúcia ao mesmo – Vamos Akamaru, temos que achar o Neji.

 

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Neji Hyuuga:

 

            Ah droga, por que eu sou tão idiota? Por que eu fui sair daquele jeito, sem nem ver onde estava indo? Já estava escuro, minhas pernas doíam de tanto andar e eu não fazia ideia de onde estava, porquê essa droga de cidade tinha que ser tão grande? Será que eu ainda estava na minha cidade? Eu nem sabia mais. Olhei para os lados, vendo uma praça e à frente da mesma tinha um telefone público, suspirei em alívio e corri até lá, paralisando, eu não sabia nenhum número de cabeça, meu pai havia trocado seu número a pouco tempo e eu não tinha o do meu tio, também não sabia o de Naruto, Sasuke ou Lee, o único que eu lembrava de cabeça era o... o de Kiba. Mordi o lábio nervoso, o que eu faço? Ligo pra ele? Eu não queria, mas não aguentava mais. Fitei a praça, percebendo uns sujeitos estranhos conversando ao longe, eles ainda não haviam percebido minha presença, eu tinha duas escolha, ou fugia antes que eles me percebessem ou ligava e arriscava. Respirei fundo, tomando uma atitude, resolvi arriscar e ligar, foram três toques antes que ele atendesse.

 

- Kiba? – minha voz saiu entrecortada.

- Neji, o que foi? Aconteceu alguma coisa? – ele parecia preocupado.

- Eu... eu não sei onde eu estou, está escuro e a bateria do meu celular morreu. – falei, sentindo as lágrimas caírem sem controle de meus olhos, ouvir a voz dele era tão bom.

- Fica calmo. Me dá algum ponto de referência, qualquer coisa, eu vou te buscar. – ele falou, olhei para os lados, vendo o que poderia lhe dizer, mas não tinha muitas coisas relevantes além da praça na volta, porém Konoha está cheia de praças, essa não é a única.

- E-eu... não sei. Tem um tipo de açougue estranho e... uma praça. Kiba, eu estou com medo. – falei, percebendo os sujeitos estranhos da praça me encararem e andarem em minha direção.

- Fica calmo, eu já estou chegando. – ele falou, porém antes que eu pudesse  falar qualquer coisa os estranhos se aproximaram.

- E AÍ BONITINHO, TÁ PERDIDO? – um sujeito moreno alto gritou ao longe e eu nem pensei, desliguei a ligação e saí correndo sem nem olhar pra trás. Ouvi os sujeitos correndo atrás de mim, minhas pernas já estavam cansando, eu havia caminhado o dia todo. Passei por uma lata grande de lixo e a derrubei, empurrando-a na direção deles, que acabaram tropeçando e caindo, isso os atrasou um pouco e me deu a oportunidade de fugir. Olhei para os lados sem saber o que fazer, não tinha mais ninguém nas ruas e eu não tinha ideia de onde estava, logo com certeza eles me alcançariam. Mordi o lábio e olhei para cima, tendo uma ideia, tomara que funcione.

 

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Kiba Inuzuka:

 

            Eu corria pelas ruas escuras sem fazer ideia de onde estava, Akamaru me guiava como se tivesse certeza de onde estava indo, meu coração estava aos pulos, aquele grito havia deixado-me preocupado, parecia uma voz de alguém que eu não conhecia. Não sei quanto tempo se passou e quantas ruas e esquinas nós passamos, até finalmente encontrar Neji, só tinha um problema, ele não estava sozinho.

 

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Neji Hyuuga:

 

            Sem saber o que fazer subi em uma árvore, me escondendo entre as folhas, vendo os desconhecidos passarem por ali correndo, olhando para todos os lados a minha procura, eles pareciam com raiva. Não sabia o que fazer, eu não poderia ficar a noite toda ali, ou poderia? Se eu ficasse até amanhecer... não, não conseguiria, meus braços e pernas já doíam, não conseguiria me equilibrar ali por muito tempo.

            Esperei um tempo, até ter certeza que eles já haviam ido embora e desci, voltando a correr, arregalando meus olhos ao dobrar uma esquina e esbarrar justamente com aqueles estranhos.

 

- Ora, ora, olha o que temos aqui? Achou que iria conseguir fugir princesinha? – um deles falou, apertando meu braço, trazendo-me para perto de seu rosto, seu hálito não era agradável, cheirava a fumo.

- ME SOLTA. – gritei, me debatendo, ele riu, prensando-me contra uma parede.

- Olha só, a gatinha tem garras. – o mesmo sujeito falou com sarcasmo, fitei-o com raiva.

- Não faz ideia. – falei, usando a outra mão que não estava presa para arranhar o seu rosto, tirando sangue do mesmo, que me soltou gritando e levando a mão ao rosto. Saí correndo desesperado, logo sentindo-me ser jogado no chão e alguém segurar os meus braços.

- Não deveria ter feito isso princesinha. – um outro sujeito falou, aproximando-se, dei um chute em suas “partes baixas” e uma cabeçada que me deixou tonto no que me segurava, fazendo-o me soltar. Levantei-me zonzo, tentando correr, porém logo o sujeito que eu havia arranhado me alcançou, derrubando-me novamente, desferindo um soco em meu rosto.

- Vamos ensinar a gatinha arisca a não arranhar mais. – o sujeito falou, com um sorriso de lado e meu coração quase saiu do peito quando o vi aproximar-se mais, abrindo suas próprias calças. Não, por favor. Kiba, me acha logo.

 

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Kiba Inuzuka:

 

            Vi ao longe três sujeitos com Neji, dois deles o seguravam, enquanto um outro o forçava a chupar seu membro. Senti a raiva tomar meu corpo e corri o mais rápido que pude até o pequeno grupo.

 

- EI, SOLTEM ELE. – gritei raivoso, Neji fitou-me com o rosto coberto de lágrimas.

- Olha só, o príncipe veio salvar a princesinha. – o sujeito que segurava a cabeça de Neji falou rindo, ele tinha o rosto sangrando, marcado por unhas, teria sido Neji?

- Ele não parece príncipe, parece mais um sapo. – um dos sujeitos que o seguravam falou, fazendo os outros rirem.

- Vai embora heroizinho e a gente pensa em não acabar com você. – o sujeito que ainda investia contra a boca de Neji falou, apertei o punho raivoso.

- Akamaru... – chamei meu cachorro, que começou a rosnar, encarando-os ameaçador, logo avançando em um dos sujeitos, que tentou se livrar mas não conseguiu, os outros tentaram ajudá-lo, mas não permiti, avancei contra eles, socando-os. Ouvi um deles gritar e percebi meu cachorro apertando seu braço, que sangrava, os outros pareceram se assustar e saíram correndo, Akamaru soltou o sujeito e o mesmo fugiu também. Abaixei-me até Neji, percebendo-o tremer, parecendo em pânico, puxei-o para um abraço – Vai ficar tudo bem agora. – falei, pegando-o no colo, já que ele não parecia em condições de andar, só não sabia se o que eu tinha falado era para ele ou para mim. 


Notas Finais


Logo continua.


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