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História Cartas a um Vampiro - Capítulo 2


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Notas do Autor


Sam na capa do capítulo :D

Capítulo 2 - A primeira Carta


Fanfic / Fanfiction Cartas a um Vampiro - Capítulo 2 - A primeira Carta

Você enlouqueceu? Sam praticamente gritou no meio da sala,fazendo com que a professora Delaney olhasse pra gente de  forma assassina. 

— Algum assunto que queira dividir com a sala, Senhorita Morningstar?– Sam baixou os olhos, xingando em todas as línguas possíveis, os cabelos loiros caindo em frente ao rosto e aos olhos azuis, apenas se controlando porque sabia que mais uma detenção da Delaney e ela teria um passe direto pra louca da Shermansky.

Nenhum, senhora.– assegurou Sam.— E a senhora, tem alguma coisa para compartilhar conosco?

Não sei dizer se foi o olhar gélido e sarcástico de Sam, mas Delaney apenas se virou de volta para o quadro, pensei ter visto o vislumbre de seu rosto corado.

Assim que os olhos de Delaney deixaram o corpo de Sam, a mesma rabiscou um bilhete e me deu.

Vc enlouqueceu? Voltar pra aquela casa cheia de pessoas desconhecidas! Vc n sabe se são serial killers.

Dei um sorriso de canto antes de escrever a resposta.

Mas eu quebrei a janela, preciso pedir dscpas e dar o dinheiro pro conserto, e cá entre nós, achei os dois rapazes uns gostosos.

O sinal toca pra saída e antes que possa dar o bilhete para Sam, Castiel o toma da minha mão.

— Hum, então você foi mesmo a Mansão, e ainda quebrou uma janela? Parabéns,Gina.– Castiel ri e Lysandre dá um longo suspiro. 

— Devo lembrar que eu fui a única com coragem o suficiente pra ir? Se me lembro bem, você deu as piores desculpas pra fingir que não estava com medo, Castiel.– cruzo os braços e Sam pega o bilhete das mãos de Castiel.

— Isso não é nada vitoriano,Gina.– Lysandre afaga meu cabelo. — Mas espero que você tenha aprendido a lição.

— Oh, sim:Não ficar na mira de loiros raivosos.– dou um aceno de cabeça sorrindo.

— Não era bem isso,mas

Você se machucou? Onde estão os ferimentos? Me deixe ver!– Sam me roda, fiscalizando cada centímetro meu, ela joga minha cabeça pra cima bruscamente para ver meu pescoço, depois puxa meu punho até os olhos.

— Você tá procurando um chupão em mim? Sério? – reclamo.

— Tipo isso mesmo, um chupão, sim.

— Acabei de dizer que ele me expulsou aos berros.

Então vocês conversaram?– ela arregala os olhos, visivelmente surpresa por eu ter falado com ele.

— Meu Deus, ela está bem,Sam.– Castiel bufa. — Ela está inteira, não?

Por pouco.– ela completou. — Isso é culpa sua, se não tivesse mostrado aquelas fotos a ela, isso não teria acontecido!

Sam cutuca o peito de Castiel a cada palavra, fazendo o ruivo rir.

— Talvez você devesse ter ido com ela, Gina poderia ter usado você como prancha pra escalar, já que você é totalmente lisa.

— Os meus seios não tem nada a ver com esse assunto!– ela gritou, me viro pra Lysandre, rindo. Castiel riu ainda mais alto.—Tá rindo do que, forma de vida baseada em carbono e barro?

— Que? Hã?– Castiel questiona, franzindo a testa.

—Humanos, , são baseados em carbono, mas são feitos de barro.– ela explica.—E não, eu não sou cristã! Só sei como voc.. nós fomos criados.

— O amor é lindo.– aleguei, e o platinado concordou com um aceno de cabeça.

— Bem, já que você foi contra as minhas recomendações e se dirigiu até a mansão, como é lá?– pergunta.

— É muito linda,Lys. Você iria ama-lá. E ela tem uma energia que eu não sei explicar. É tão magnética que chega a assustar. Oh, eles tem uma biblioteca. Não cheguei a vê-la, pois fui atraída por um som no andar de cima, mas deve ser incrível. 

E você não vai voltar lá.– Sam se volta pra mim, enfim acabando de discutir com Castiel, que estava de braços cruzados.

— Mas Saaaaaam.– choraminguei.— Eu precisoooooo.

Não.

— Você sabe que eu vou mesmo assim, não é?– Ela coloca as mãos na cintura, as vezes ela parece a minha mãe.

— Se você não voltar em 40 minutos de lá, eu taco fogo naqueles san… safados.– dou um pulinho de alegria, pegando minha bolsa.

♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦

Eu sinto muito pelo transtorno, aqui então 356 euros que eu tinha das minhas economias, é pra consertar a janela que eu quebrei. 

Bem, eu vi que vocês tem uma biblioteca, comprei um livro como um pedido de desculpas. Não sei se vão gostar, mas eu comprei de coração :D

Não, isso tá péssimo.

Arranco a terceira folha em menos de 15 minutos, o céu já adquiria tons de roxo e rosa, o começo do pôr do sol. Samael vai me matar.

Bato o lápis contra o caderno. Nada que eu escrevia parecia ser bom, e meu tempo estava acabando, eu não poderia ficar aqui a noite toda.

Boa noite, eu vim pedir desculpas através dessa carta, tem uma quantidade de 366 e

ISSO TÁ HORRÍVEL.

Dou um longo suspiro e arranco mais uma folha, a luz já se esvaia e eu pareço uma louca escrevendo nessa varanda.

Oi caro... dono da mansão.

Eu fiquei muito tempo procurando a maneira certa de me desculpar. Mesmo que você, e uma amiga minha que ameaçou atear fogo em vocês, tenham mandado eu não voltar, acho que eu preciso corrigir o que eu fiz e o jeito certo de me redimir é pagando a janela que eu quebrei. 

Junto a essa carta tem uma quantia em dinheiro para a mão de obra, material e uma indenização pelo incômodo. 

Também, notei durante a minha "visita" que você gosta de ler, então estou te dando um livro como forma de tentar uma... possível amizade? Então...é isso sinta-se à vontade para responder essa carta, caso queira.

Obrigada pela atenção.

P.s.: E por não ter deixado eu cair.

Ass: Gina Caszelho Maesor Soreline.

Ouço passos vindo em direção a porta, não tenho mais tempo de escrever outra carta, a enfio por debaixo da porta e ajeito o livro.

Me levanto e pego minhas coisas, correndo pra ir até os arbustos. Me agacho e fico quieta, quando uma mão pousa em meu ombro. 

— Gina?– me viro num pulo e dou de cara com Sam, os cabelos loiros dentro da touca da jaqueta feita inteiramente de couro. — O que você está fazendo aqui ainda?

— Eu estava…– me viro para ver a porta, mas antes que ela se abra, Sam me vira pra ela.

Nós vamos embora, agora. – Seu olhar estava fixado no meu, aquele olhar persuasivo que ela sempre usava quando eu ia me meter em encrenca, porém, dessa vez, eu sentia que algo estava errado.

Eu deveria ficar ali, deveria esperar ele abrir a porta.

Mas por algum motivo, eu obedeci. Eu segui Sam através das árvores.

Era como se eu fosse controlada.



Notas Finais


Comentem please, adoro responder comentários :D 💖


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