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História Cartas a um Vampiro - Capítulo 3


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Notas do Autor


Tenho que perder a mania de postar as 3:00 da manhã kkkkk

Capítulo 3 - A resposta


Fanfic / Fanfiction Cartas a um Vampiro - Capítulo 3 - A resposta

Setembro de 2001, dia 11 às 23:30.

Sam olhou para a janela, as estrelas brilhando no céu de azul marinho perfeito, nenhuma nuvem. 

Qual foi a última vez que ela voou por aí? Bem, ela teria tempo o suficiente agora.

Seus olhos analisaram a mansão, os quadros perfeitamente arrumandos, o chão e os móveis sem nenhuma sujeira ou poeira, as janelas limpas e os castiçais lustrados. A mania de limpeza de Vladimir era exagerada às vezes. 

— Pegou tudo?– o loiro desce as escadas, a bengala batendo ritmicamente nos degraus.

— Não deixei nem um fio de cabelo, se bem que não tem como diferenciar meus lindos cabelos das suas madeixas de princesa.– ela dá um sorriso de canto. O loiro contraiu o queixo.

— Não vou sentir sua falta tanto assim.– ele sorri também.

— Eu muito menos.– assegurou, ajeitando a jaqueta. — Alguns demônios estúpidos do meu pai andaram explodindo coisas em Nova York, vou te que ir limpar aquela bagunça.

— Não que isso seja uma dificuldade para você.

— É só...irritante. Se lembra bem do nosso trato? Não quero ter que voltar aqui e fazer um churrasco à la vampiro. 

— Tenho uma boa memória,Samael. – a garota sorri, seus olhos em modo de ataque.

— Então repita.

O vitoriano suspira, antes de repetir as ordens da garota, contra a sua vontade.

— Não fazer nenhum cálice, não hospedar humanos ou deixarem eles se aproximarem a não ser que sejam convidados, não chamar a atenção para a mansão e jamais se alimentar de um humano que você conheça ou usar a sedução de vampiro fora da casa. – ele repete de forma robótica. — Eu realmente não vou sentir falta dessa manipulação.

— Não crie problemas, sanguessuga. Vou estar de olho.

♦♦♦♦♦♦♦♦

— Tem carta pra você no seu quarto. – minha vó anuncia da cozinha.

— Quem manda carta em pleno século 21?– pergunto a mim mesma.

Jogo a bolsa no chão e pego a carta em cima da escrivaninha, me sentando pra lê-la.  Ela estava numa letra cursiva impecável.

Bom dia (ou noite,dependendo do horário que se dispõs a ler essa carta.)

Agradeço as intenções da senhorita em se redimir diante de seus atos importunos , mas peço que não volte a retornar a mansão. É um ambiente complemente desconsiderado de suas irresponsabilidades e aventuras. 

O dinheiro será bem utilizado para o conserto da janela e lerei o livro em breve, apesar do gênero não fazer parte de meus gostos, apreciei o gesto e não desfaço do presente.

Também peço que a senhorita não espalhe a existência da mansão a nenhum dos seus conhecidos, por mais que seja da natureza de seus semelhantes a explanação de informações. Nós que vivemos aqui gostamos de nos manter reservados e viver na mais perfeita paz.

Retorno a dizer que sua visita aqui é totalmente indesejada e insuportável, por favor, não venha até nós.

Respeitosamente,“o dono da mansão”.

MAS O QUE? QUEM ELE PENSA QUE É?

Me levanto num pulo e enfio o papel de volta na carta, antes de a enfiar no bolso do meu jeans e sair pela porta.

— Eu estou saindo! – grito para minha avó. — Tenho que socar a cara de um loiro metido.

Corro pelo parque, o que se mostrou difícil por causa do jeans, mas eu estava sendo movida pela força do ódio. Quando meus pulmões estão quase pedindo “chega” e o sol já tinha ido embora, eu avisto o topo da mansão. Aperto o passo, mesmo que minha respiração esteja ofegante o suficiente para ser ouvida do outro lado da floresta. Eu estava tão absorta em chegar lá que nem vi o homem de longos cabelos pretos antes de esbarrar nele.

— Onde vai tão apressada, minha linda?– ele me agarra pelos punhos, antes que eu pudesse cair, seus olhos verdes me analisam.

— Eu não sou sua linda, me solte! Eu vou dar na cara daquele loiro azedo!– me debati contra ele, mas ele nem se mexeu.

— Calma aí, meu pézinho de pimenta.– o encaro, frazindo a testa. — Está falando de Vladimir?

— Então esse é o nome daquele idiota mal educado?– paro de me mexer e ele me solta.

— Ele tem razão, nunca pensei que diria isso. Você é uma dama extremamente curiosa e intensa, gosto assim. 

— Não estou interessada. Eu quero é tirar satisfação com aquele russo!– me viro de volta pro caminho. Escuto seus passos atrás de mim.

— Desculpe, mas eu adoro uma boa discussão acalorada.– ele sorri de orelha a orelha, os dentes brancos mostrados com orgulho. — Sou Beliath, a propósito.

— Eu não ligo!– faço menção de bater na porta, mas ele segura minha mão.

— Escute,sei que está com raiva. Mas, novamente, nunca achei que iria dizer isso, ele está certo, voltando aqui para brigar com ele, só prova que, além de irresponsável...

— Não sou irresponsável.– corrijo, mas ele finge não ouvir, continuando a falar.

— É imatura, gritar não vai fazê-lo te ouvir. – quando ele percebe que eu não vou mais bater na porta, ele larga minha mão.

— O que sugere então…?

— Beliath, guarde esse nome, ou te farei guardar, linda vênus.– ele pega minha mão e a beija.

— Gina, e pare com esses apelidos, não sou nada sua.

— Ainda.

♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦

Castiel afinou as cordas da guitarra,vendo a loira pelo canto de olho, que escrevia nervosamente no celular.

— Ela não me responde!– grita, fazendo Lysandre dar um pequeno pulo.

— Quem não responde,Sam?– Lysandre pergunta, repousando o bloco de notas sobre uma das caixas.

— A Gina. Ela sumiu no final da aula e não me dá sinal de vida!– Sam bateu os pés,se segurando para não batê-los com força o suficiente para abrir uma cratera no chão. — Será que ela voltou para aquele muquifo?

— A bateria dela deve ter acabado, ou ela tá dormindo. Relaxa, Sam.– Castiel se levanta, deixando a guitarra sobre uma das almofadas. 

Mas ela não conseguia, e Castiel estar ali não ajudava em nada. Ele a tirava de seus eixos e ela não conseguia se concentrar o suficiente para se teletransportar, nem que fosse por um momento, até o apartamento da morena. Como ela podia ficar calma quando a amiga se aventurava em um ninho de vampiros? 

Não que ela não confiasse em Gina ou Vladimir, os outros eram o problema, por mais que Vladimir poderia ser um tanto duvidoso em questão de confiança. Sam nunca confiou totalmente em uma criatura demôniaca. E sua melhor amiga ser um ímã para seres assim não ajudava em nada nesse quesito. Talvez fosse ela própria e sua aura, atraindo as únicas pessoas que se importava para um perigo eminente, talvez isso fosse sua punição por sua mãe ter concebido a cria do próprio Diabo, eram muitos talvez para sua cabeça no momento. 

Ela voltou o olhar para Castiel, que discutia a nova letra com Lysandre, ela se lembrava de como foi conhecer os maiores amores de sua vida milenial. A garota e o ruivo pareciam uma dupla estranha de irmãos, o próprio já afirmara isso que a garota era a irmã menor irritante que ele nunca teve. Gina, Lys e Castiel eram um trio imbatível, com o temperamento explosivo deles e a calma de Lys, Gina sabia como colocar Castiel no lugar e tirar Lysandre fora da bolha. Sam se sentia tão sortuda por ter aqueles três que mal conseguia suportar a idéia de um dia perdê-los. 

Seu celular toca, a tirando de seus pensamentos.

— Alô?– a voz de Eric saí aflita do outro lado.

— Sam, é mais um daqueles casos, você pode vir aqui? – Castiel olha em sua direção.

— Vão precisar de mim hoje?

— Seus pais de novo?– Castiel questiona, Sam odiava mentir pra ele, mas era necessário.

— Eles estão em casa e querem que eu vá agora pra lá.– o garoto revira os olhos, mas logo dá um sorriso cheio de malícia.

— Um dia, vou querer conhecer meus sogros.– ele brinca, Sam pensa por um instante, sua mãe estava numa pequena urna na sua sala de estar, e seu pai...bem, ela não se importava com ele.

— Mas não vai querer mesmo.



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