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História Cartas de amor a Donghyuck. - Capítulo 1


Escrita por: e jscobae


Notas do Autor


mais uma fanfic nossa

Capítulo 1 - Prólogo - As cinco cartas do apocalipse.


A sensação era como estar em um pesadelo, mas não um pesadelo comum. Já tive pesadelos onde estava pelado, onde estava em uma multidão e pelado, mas nunca tive um sonho onde Donghyuck segurava minhas cartas infames na mão e me chamava no meio do treino de Lacrosse para falar comigo sobre isso. 

Eu lembro de cada palavra de cada uma das cinco cartas. Lembro exatamente de cada parágrafo, de cada linha, de cada besteira que escrevi ali, mas Donghyuck só está sorrindo para mim e eu tenho medo do que isso significa.

A sensação é de que eu iria desmaiar, e nessas horas as palavras de Jaemin sobem a minha mente.

— Do que adianta você escrever todas essas cartas se você não tem coragem sequer pra dar um "Oi" pra ele? 

Eu engulo em seco e enrolo meus dedos no uniforme. Ele está segurando todas elas como se fossem algo muito perigoso. E eu tenho certeza que vou desmaiar, tanto que eu caio. Minha visão fica turva e eu estou deitado no chão estirado enquanto as alunas correm nós seus uniformes curtos pela escola. 

— Mark Lee? – Ele passa as mãos pela minha frente e então se agaixa. — Mark? 

Eu me levanto de supetão quando meu cabelo bagunçado é pisoteado por uma das garotas e quase arranca meu couro cabeludo. 

— Ah! – Sento e passo as mãos pelo cabelo, confuso. — O que aconteceu? 

Donghyuck olhou pra mim e sorriu sem graça. 

— Er, você desmaiou. – Explicou, mas na verdade eu sabia o que tinha acontecido e também sabia o que tinha que fazer a seguir. 

— Eu só... – Levantei com sua ajuda, pegando sua mão e apertando. Donghyuck era o goleiro do time de Lacrosse. Ele tinha mãos firmes e calejadas, mas muito macias. — Desculpe, eu tenho que ir. – Senti meus olhos marejados ficarem piores e corri, corri contra o vento e jurei que iria vomitar. 

Tudo que eu conseguia pensar era no conteúdo maldito daquela primeira carta que escrevi para ele no fundamental. 

"Querido Donghyuck, eu gosto de você e só percebi agora. Você faz meu coração bater mais rápido, e minhas mãos suarem. Sabe que eu acho muito legal o fato de que você me ajudou quando eu quebrei a perna tentando jogar Lacrosse? Você foi incrível. Me ajudou a levantar e ainda me acompanhou até a enfermaria! Depois daquele dia eu só conseguia pensar em você, nos seus lábios, nas suas mãos delicadas. 

Tudo em você é perfeito."

Que merda, Donghyuck estava com as minhas cinco cartas mais preciosas, os meus bens mais secretos, e eu estava fazendo o que? Chorando e correndo tanto em direção a minha casa (eram só dois quilômetros), a ponto de quase vomitar. Passei por Jisung meu vizinho e então acenei pra ele enquanto corria. Jisung era o melhor amigo de Donghyuck, provavelmente já sabia das minhas cartas. 

Abri a porta de casa e encontrei minha irmã Margot jogada no sofá. A faculdade ainda não tinha começado. 

Fato curioso: eu sou rodeado por meninas em casa. Minha mãe é Ginecologista e lida o dia inteiro com mulheres, ela diz que eu sou uma benção em casa por ter um pênis. Minha irmã Margot é mais velha e está na faculdade e eu tenho mais uma irmã pequena chamada Kate. Ela só tem quatro anos, não lembra quando nosso pai morreu pois era só um bebê. Mas Margot e eu nos lembravamos. 

Quando eu estava prestes a sair de fininho pela escadaria ela me vê com o canto do olho e eu congelo. Sei de imediato que ela quer falar comigo e retrocedo um pouco, com lágrimas nos olhos. 

— Ma, o que houve? – Margot me chamava de Ma, era nosso apelido especial. Ela só me chamava assim quando algo tinha acontecido ou quando era meu dia de fazer a janta. 

— Nada. – Respondi prontamente, fungando. 

— Ma, não minta pra mim. – Ela me fuzilou com os olhos e então se levantou do sofá. 

Eis aqui fatos sobre a Margot ela era perfeita em tudo. Como alicerce que sustenta uma casa. Ela sempre se manteve inalterada e firme, como uma rocha. Além de sempre ter as melhores notas, ela também era a capitã do time de vôlei e tinha um namorado incrível chamado Jeno. Jeno também era igualmente perfeito. Me dava nos nervos que ambos fossem tão perfeitos. Kate sempre dizia que eu tinha ciúmes de Margot porquê não tinha nascido mulher e nessas horas eu deixava que ela fosse para escola sem o lanche de pasta de amendoim que ela tanto amava. 

Mas essa não era a questão, a questão era, pela primeira vez, eu. 

— Tá bom, minha caixa azul, alguém mexeu nela? – Pedi, desesperado. 

— Aquela caixa velha de sapatos e fedorenta? 

— Não é fedorenta, Margot. – Revirei os olhos. — A questão é: alguém mexeu? 

— Não sei, algum de seus amigos punks como Yeri ou Jaemin podem ter mexido. 

— Eles não são punks. – Revidei, lembrando da briga que tive com Yeri sobre as minhas cartas. Que droga, ela era minha melhor amiga e mesmo assim conseguíamos brigar por coisas idiotas como as minhas cartas. 

— Fale como quiser, mas ainda assim, acho que ninguém mexeu na sua caixa maninho. 

— Ok. – Rebati, a contragosto e subi as escadas ainda pensando em Donghyuck segurando minhas cartas na mão. 

Chorei a tarde inteira como uma menina, e chorei mais ainda ao perceber que tinha que enfrentar aquela situação. 

Eu não era bom enfrentando as coisas, na realidade, eu era bem sensível. Acho que viver cercado de mulheres me deixou mais molenga. Não sei. 

 A questão é que eu precisava ter aquelas cartas de volta ou morreria. E eu precisava colocar as coisas a limpo com Donghyuck, minha paixão platônica. 


Notas Finais


prólogo ok, capítulos novos virão melhores


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