História Cartas de uma Ariana Conformada. - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Desilusão, Drama, Horóscopo, Romance
Visualizações 21
Palavras 540
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Dezesseis – Mas era isso que você tinha em mente?


O dicionário descreve saudade como; recordação nostálgica - melancolia, mágoa, pesar, tristeza, lembrança, banzo, nostalgia. Saudade também é uma palavra que só existe em português.

Por que eu estou falando isso? Pra te perguntar se te parece tão vago quanto me parece. Eu costumava pensar​ que sentir saudades era algo bom. Era lembrar com carinho e necessidade, do teu cheiro inebriante e de como ele me fazia sentir acolhida, do teu toque e das sensações até então desconhecidas​ que me causava, de como teus erros gramaticais e pérolas linguísticas momentâneas me proporcionavam risadas inigualáveis, lembrar do seu abraço e como isso costumava me proteger do mundo e esquecer por alguns minutos semanais todos os meus inúmeros problemas. Eu nunca imaginei que um dia, olharia para o nosso passado com nojo e desprezo de você, a pessoa que eu mais amei na minha vida.

Acho é nessa altura da minha vida que eu aprendi que as pessoas que amamos vão nos decepcionar. Nos decepcionam porque prometem coisas que não podem cumprir, porque prometem coisas que são diferentes dos ideais nos quais são fundados, porque nos fazem imaginar um futuro do qual elas já planejaram não fazer parte.

É dolorido. Rasga sua alma, transforma seu coração em uma área depredada. Te faz chorar de raiva, nervoso, decepção. Sua vontade é voltar no tempo, desconhecer quem um dia já foi seu amor. E não, não adiante gritar, bater em objetos inanimados com a intensidade em que você queria bater na pessoa ou se reduzir a um estado de lástima. Em hipótese alguma, olhe para si mesmo e pense que está muito rígido, que precisa se adequar a algumas configurações para que relações como está dêem certos.

Não adianta amar, quem não quer ser amado por você.

As pessoas vão embora.

Você fica.

Em um constante ciclo de vai e vêm.

Ausência dói. Vai continuar doendo.

É melhor se acostumar.

O que me incomoda, em manhãs frias como essa, onde meus dedos congelam um pouquinho só para conseguirem segurar o cigarro, é que eu te mostrei quem eu sou.

Cada cicatriz que transforma meus braços e pernas em um desenho de alto relevo, toda a minha impulsividade exagerada, aquele defeitos que eu escondo com toda força possível. Todos os meus medos, toda a minha insegurança, eu me entreguei  a ti mapeada, de mãos beijadas.

Todas as crises em que a depressão me derrubou de uma maneira avassaladora, meu visível problema com álcool e minha ansiedade, que frequentemente me coage a não sair de casa.

Eu quis que você, minha querida, me conhecesse como eu sou. Com tudo que tenho e com tudo que perdi ao longo dos anos.

Eu te contei todas essas coisas. Eu te mostrei todas essas coisas. Nunca quis que você amasse essa lista finita, mas que parece se estender até depois do horizonte, de defeitos.

Você me disse que não tinha problema. Que era capaz. Que era incapaz de me machucar pelo simples fato de eu não merecer isso. "Vou ser diferente, não precisa sentir medo", você disse.

Não, amor. Você não foi.

Só quero que entenda, através dessas cartas que você nunca vai ler, que eu sou uma confusão. Um grande aglomerado de ansiedade e inseguranças. E quero que me responda todas as questões que rondam a minha mente.

Você foi realmente capaz de me amar?



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