História Cartas do Quarto ao Lado - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Motionless In White
Personagens Christopher "Chris Motionless" Cerulli, Personagens Originais, Richard "Ricky Horror" Olson, Ryan Sitkowski, Vinny Mauro
Visualizações 7
Palavras 1.471
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Steampunk, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem deste romance atemporal

Capítulo 1 - Chapter I


Fanfic / Fanfiction Cartas do Quarto ao Lado - Capítulo 1 - Chapter I

O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente...

 

 

21 de julho de 1817

A jovem moça andava lentamente pela estrada, o vento gélido do sul atravessava as grossas camadas de roupa de frio. A pele alva da moça estava arrepiada da cabeça aos pés, seus cabelos presos numa trança mal feita esvoaçavam a deixando descabelada.

  Os olhos dela tentavam se ajustar na longa escuridão da noite, suas botas beges estavam sujas de barro por causa da chuva de manhã cedo. As poças de lama encontravam-se tanto na estrada de terra batida quanto na parte que possuía grama.

  Ao longe era possível ver um resquício de luz, provavelmente de uma porteira de alguma fazenda. O uivo do vento a deixava assustada e fazia apressar seus pequenos passos, seu corpo doía talvez por ter caído de mal jeito do segundo andar de sua casa, suas malas não eram tão pesadas quanto pensou então não seria tão difícil de viajar sozinha. Um barulho diferente fez acordar do seu transe, poderia ser tanto um grupo de homens vadios quanto lobos.

  Seus passos pequenos aumentaram o tamanho gradativamente até que ela percebeu que estava uma corrida, ela contra não sabe quem.  Quanto corria pode perceber que o som parecia de uma carruagem, uma luz de lampião se aproximava junto com um relinchar, o som do trote dos cavalos anunciava que estavam se aproximando.

   Ela se virou e viu uma carruagem se aproximando e então com um baque e ela estava no chão sujo. Tinha tropeçado numa raiz exposta, ela se levantou e colocou a mão em seu ventre por ter batido com muita força.

  A carruagem parou em ao seu lado, o cocheiro a olhou e depois a iluminou com o lampião. Então ele anunciou, “ É uma senhorita”. A porta da carruagem se abriu revelando um jovem senhorio, seus cabelos eram longos e presos e em seu rosto não tinha um vestígio de barba, era muito bem vestido.

- A senhorita está bem ? – Sua voz chamou minha atenção

  Me levantei apoiando numa arvore perto, o olhei e assenti com a cabeça.

- Onde está indo a está hora da noite ? – Indagou descendo da carruagem

  Abaixei a cabeça e disse baixo :

- Para longe daqui. Preciso arranjar um emprego.

  Ele colocou meu rosto para cima e me deu um sorriso confortante.

- Anime-se a guerra acabou. Você sabe tocar piano ? – Indagou

  Assenti.

- Venha, minha irmã precisa de uma professora de piano. – Disse esticando sua mão

   Hesitei em pegar sua mão, não o conhecia e não teria certeza se era de boa índole ou o que ele dizia era verdadeiro. Mas não possuo lugar para ir e nem certeza de um emprego certo.

- Esta bem. – Aceitei sua proposta

  Cada vez que a roda de madeira passava por uma pedra a carruagem estremecia por inteiro, a jovem garota se encolhia dentro da cabine fechada, mesmo estando com varias camadas de roupas de frio parecia que nada fazia efeito no frio da Inglaterra.

  O som do chicote no ar e depois batendo com força no couro dos cavalos pretos que guiavam e carregavam aquela carruagem para longe, a incomodava e não sabia o porquê.  O cocheiro falava palavras sujas e debaixo calão, a escuridão da noite poderia ser comparada aos seus longos fios de cabelo.

- Meu nome é Jonathan Hurley Yancey – Se apresentou

- Annabeth Husdson – Disse me apresentando

- Se acomode, a viajem será longa. – Disse calmo

   O medo dele mexer comigo ou fazer alguma coisa errada, mas estava tão perdida que nada pude fazer além de olhar a escuridão e o frio. O cheiro do rapaz ao meu lado era amadeirado, sua postura ereta mostrava confiança mas seu rosto parecia conturbado com algo. Talvez fosse um ex guerreiro, meu pai sempre comentou que brigas atormentam os homens mesmo aqueles de bem.

- Onde iremos ? – Perguntei receosa

- Londres. Para minha casa.Para sua nova casa. – Disse com um sorriso

   Passei minha mão tremula pelo joelho esquerdo no qual tinha machucado ao tropeçar, o frio já não me incomodava mais, a dor no meu ventre estava menos intensa do que antes, mas a dor que carregava em meu peito junto com as minhas magoas me sufocavam.

   Porém teria que deixar tudo para trás. Teria que abandonar minha família, meu nome, minha antiga vida. Não poderia e nem ousaria olhar para trás.

 

 

21 de Julho de 2017

  Os olhos da moça ficavam passeando entre o pequeno pedaço de papel rasgado de um caderno para um grande e vistoso prédio, os endereços batiam. Ela dobrou o pedaço de papel e o guardou dentro de sua pequena bolsa de pano.

  Antes de entrar no grande edifício ela passou as mãos arrumando os cabelos e a sua simples vestimenta, uma calça jeans com moletom, respirou fundo enquanto procurava manter o máximo de oxigênio que conseguia.

  O nervosismo dela era aparente mas tinha que se manter calma. Um passo de cada vez, respire fundo e não se deixe afogar.

  O chão da entrada era tão polido que a jovem quase escorregou várias vezes, encontrou apoio nos sofás que estavam dispostos para os visitantes esperarem. Um balcão de mármore negro com detalhes em dourado indicava que ali era a recepção, uma mulher loira com os cabelos muito bem arrumados mexia em seu computador.

- Com sua licença. – Chamou sua atenção

  Seus olhos castanhos com cílios muito bem delineados a olharam com desprezo.

- Como posso ajudá-la ? – Tentou ser agradável

- O senhor Joseph me chamou aqui para uma reunião de urgência. –Disse a olhando

  Então a jovem recepcionista a olhou com um olhar diferente, mais agradável. Pediu um momento enquanto ela avisava ao Advogado que a sua convidada estava a sua espera, ofereceu-lhe até um Cappuccino ou um Latte  até mesmo um mocaccino. Apenas negou e disse que um copo de água estava ótimo.

   A jovem trouxe um copo de cristal com água e começou a tentar conversar com ela, mas nada adiantou. O nervosismo já tinha tomado conta dela, nunca tinha ido em um local tão requintado quanto aquela advocacia, não era a toa que era uma das melhores da cidade de Nova York.

- Ashley, peça para a senhorita Stonem entrar. – Escutei uma voz masculina

- Por favor me siga. – Disse a loira

  A jovem simplória se levantou e entregou o copo delicado para a recepcionista, denominada de Ashley, e a acompanhou. Em sua face não demonstrava o turbilhão que passava em sua mente, o que diria para o advogado.

  O corredor era largo e uma porta de vidro com os escritos “ Advocacia Morrison”, procure respirar era isso que a jovem pensava.

  Um homem alta, com a barba e o cabelo bem feitos, um terno preto com uma blusa social branca e uma gravata bem alinhada, seus sapatos bem engraxados. O cheiro do perfume Fahrenheit o deixava com o ar de mais sério.

- Senhorita Marjorie Stonem Dawson ? – Perguntou com um sorriso

- Sim senhor. Eu estava pensando em fazer um acordo, se você conseguisse conversor o proprietário...- Ele me cortou

   Ele pegou minha mão delicadamente e me puxou para dentro daquela sala enorme, podia ver a grande Nova York de sua imensa janela mas meu medo de altura me fez recuar.

- Vamos com calma. Por favor, sente-se – Disse cordialmente

  Fiz o que ele pediu, em sua mesa tinha uma grande quantidade de papéis, talvez processos. Muitos livros sobre direito e negócios jurídicos enfeitavam sua mesa e prateleiras, tudo parecia ser organizado e mantido em ordem perfeitamente. Parecia que nem um grão de poeira poderia cair fora do seu lugar.

- Então, senhorita Marjorie. Tenho uma noticia nem tão boa para você mas... – Não conseguiu prestar atenção no restante

  Sua cabeça só pensava na ordem de despejo eminente que a aguardava.

- Essa propriedade é sua herança. –Disse o advogado mostrando algumas fotos

  Herança ? Ela levantou a cabeça com uma feição duvidosa.

- Herança ?

- Sim, como lhe disse. Seu tio avó faleceu algum tempo atrás e como você é a única parente que se tem notícia, a propriedade na Inglaterra é sua. Devo admitir que foi difícil localizar a senhorita. – Disse sorrindo

  A cabeça da senhorita Marjorie não entendia como nunca ouvira escutar deste parente pela boca de seu pai, mas não poderia reclamar com os mortos.  E tão pouco poderia negar este presente, na próxima semana já não teria onde morar mesmo.

- Quando poderei ir conhecê-la ? – perguntou

- Quando quiser após assinar isto – Disse virando um contrato

1 semana após

   Marjorie estava sentada com sua passagem na mão, suas poucas malas estavam prontas. Ao seu lado estava seu amigo de escola, Christopher um jovem aprendiz de tatuagem.

- Preparada para sua nova vida ? – Perguntou o rapaz

- Nunca estamos.  – Disse a jovem


Notas Finais


Espero que tenham gostado


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