História Cartas Para a Lua - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Tags Poemas, Poesias
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Palavras 1.449
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Lírica, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


-Me perdoem a demora para postar, eu estava meio sem inspiração e com muito sono graças a volta as aulas;

-Não sei quantas palavras tem mas, acho que foi um texto sincero e de coração;

-Favoritos e comentários me incentivam muito meus amores, e eu não mordo;

-Sem mais delongas, desculpe qualquer erro e boa leitura♥.

Capítulo 8 - Relatos de Uma Adolescente MCC


Fanfic / Fanfiction Cartas Para a Lua - Capítulo 8 - Relatos de Uma Adolescente MCC

Bom, não irei me identificar por motivos de realmente não sei.

 

Hey, meu pseudônimo é Ella, e eu sou uma adolescente MCC.

 

Okay, até aí tudo bem, mas então você se pergunta o que é uma adolescente MCC?

 

Bem, essa foi a melhor definição que encontrei para mim.

 

MCC, Maluca, Confusa e Complicada.

 

Você também se define assim?

 

Já se sentiu dessa maneira?

 

Já teve algum amor não recíproco?

 

Se sente um peixe fora d'água no tão "bom" e "agradável " Ensino Médio?

 

Tem uma relação com seus pais na qual eles dizem que você é um filho ou uma filha ingrata e você realmente se magoa com isso, porque tenta fazer seu melhor por tudo?

 

Já ficou sem entender seus próprios sentimentos e não conseguir organizar a bagunça que é sua mente?

 

Já teve vontade de fazer as malas e viajar sem destino, sem porquês, sem explicações, apenas ir embora e construir uma nova vida?

 

Bem, se você já sentiu ou conviveu com alguma das perguntas citadas acima, por favor, leia isto. Não quero ser a única estranha e insegura da situação.

 

Continua aqui? Uau. Pensei que iria embora correndo depois de ler os primeiros parágrafos.

 

Bom, sente se, se acomode, porque agora eu irei lhe contar um pouco da minha vida, um pouco de mim.

 

É, não sei por onde começar. Meu pseudônimo na verdade é uma parte de meu nome. Meu nome tem Ella. Não Ela. Ella. Não é como se não gostasse de meu nome inteiro, apenas quis manter sigilo, mas é um nome bem fácil então logo logo você irá descobrir como me chamo.

 

E, se não notou antes, eu sou uma garota. E uma adolescente. Na faixa dos 15 anos.

 

Mas bem, não é isto que importa agora.

 

Começando com o primeiro tópico: Um amor não recíproco.

 

Você já teve? Não? Então prepare se. A verdade é que, todos nós teremos um sentimento que não poderá ser retribuído pelo outro. Mais cedo ou mais tarde. E levaremos como uma lição para nossa vida.

 

Eu já. Tive a grande sorte de ter tido como primeiro amor verdadeiro um sentimento não retribuído. E o garoto nem era tão bonito assim. Sinceramente não sei pelo que me apaixonei por ele, ou, se me apaixonei pelo que ele inventou para mim. Ele não queria nada sério e eu o amava. Quer dizer, era a primeira vez que estava gostando de alguém de verdade. Eu ficava nervosa com ele perto de mim. Eu queria que ele sempre me olhasse. Sempre pensava nele, mesmo que fosse por dois segundos até o fim do dia. Dediquei poemas a seu nome. Chorei, sofri, me machuquei. Ele me fazia tão bem e tão mal ao mesmo tempo. Acho que essa é a sensação de uma tola apaixonada. O primeiro amor de todos é assim?

 

Mas, quando pensei que realmente iria dar certo, (por mais que estivesse com praticamente os dois pés atrás que ainda tinha esperança) que ele estava sentindo o mesmo que eu sentia, nos afastamos.

 

As conversas que tínhamos todos os dias diminuíam, até pararem de existir.

 

E agora, depois de sete meses apaixonada, eu poderia dizer, que estou vivendo.

 

Não posso mentir aqui, sinto falta dele. Mas, quando chorei um mês por este garoto, fiz uma promessa para mim mesma. Que nunca mais, nunca mais, pararia meu mundo, esqueceria meus sonhos ou metas, para sofrer e me lamentar por ele. E continuo cumprindo essa promessa, feliz. Estudamos na mesma escola, e meu único pedido, é que, quando o reencontrar cara a cara, meu coração pare de acelerar apenas de o avistar de longe.

 

Partindo ao segundo tópico: Um Peixe Fora D' Água no querido e maravilhoso Ensino Médio.

 

Sim, eu fui irônica. O Ensino Meio não era tudo isso que pensei. Confesso que sim, fui muito tola ao pensar que o Primeiro Ano séria um High School Musical da vida ou qualquer outro filme da Disney. Ainda mais quando você sente que não pertence aquele lugar, aquele grupo de pessoas. É como ser um alienígena pisando em um planeta distante. Fora as novas matérias, provas, atividades, trabalhos, professores que você tem vontade de enfiar uma caneta no olho...

 

Batizei carinhosamente meu colégio de "Inferno". Acho que já fazem ideia de porque.

 

Bom, terceiro tópico: Família.

 

Isso, realmente é um ponto complicado e sensível. Principalmente para mim.

 

Segundo meus pais, eu fui planejada. A "filha mais esperada". E, sinceramente, me doi muito decepciona los dessa maneira. Eu confesso, não lhes dou a atenção que merecem, sou ingrata e nem um pouco amável, e mais várias outros adjetivos que minha mãe me descreve. Eu não os agradeço sempre por me darem tudo o que quero ou preciso.

 

Mãe, pai, provavelmente vocês nunca irão ler isso, mesmo assim, quero que saibam que eu amo vocês. Mais que o mundo inteiro. Mais que a mim mesma. E me desculpe por não demonstrar isso todos os dias...

 

Quarto tópico era...?

 

Ah sim, não conseguir compreender seus sentimentos nem sua cabeça.

 

É.

 

Eu, nunca procurei um médico.

 

Nunca recebi um diagnóstico.

 

Nunca fui a uma psicóloga, por mais que minha mãe sempre citasse isso quando tínhamos aquelas "conversas".

 

Então não posso afirmar que tenho depressão. 

 

Nem algum tipo de doença.

 

Eu não afirmo para as pessoas realmente apesar de ter praticado automutilação, nunca tentei me suicidar, mas já pensei em suicídio.

 

Todo dia.

 

A morte não me é algo deplorável ou horrível.

 

Pelo contrário.

 

É agradável.

 

Dependendo da situação. Do tipo de morte.

 

Mas, já tive crises que são, não sei explicar sinceramente. Um aperto no peito se instala e fica mais difícil de respirar. 

 

Esse ano tive a pior crise de toda a minha vida. Com todos os problemas acumulados, guarde o nome dessa música, All The Kids Are Depressed foi minha companheira neste resultado de uma bola de neve acumulada. 

 

Jeremy Zucker não me aconselhou, não me colocou pra baixo, não piorou ou melhorou minha situação, apenas estava ali. Soando em meus ouvidos enquanto as lágrimas não cessavam e os gritos permaneciam abafados pelo lençol rosa com unicórnios, castelos e princesas. Eu descobrir da maneira mais dura possível que a vida não é a porra de um Conto de Fadas.

 

Algumas vezes, eu não me sinto feliz. Não é ingratidão, tenho tudo de que preciso ou queria e não poderia estar mais grata. Porém, alguns dias, eu me levanto da cama, entro no banheiro, me encaro no espelho.

 

Aquela não sou eu.

 

Não há um rastro de brilho, felicidade em meu olhar. 

 

E isso machuca. 

 

Algumas vezes me sinto em um labirinto sem saída. Doente. Vazia.

 

Quero gritar em um túnel. Mas sinto que se fizesse, não seria suficiente. 

 

E de verdade, se você não entendeu esses últimos parágrafos, está tudo bem. Porque nem eu consigo entender meus próprios espinhos. Não consigo compreender minha própria dor aqui dentro.

 

E por último, mas não menos importante. 

 

Se você sofresse um acidente com a possibilidade de perder a memória completamente, o que faria?

 

Se descobrisse que seus últimos anos foram um sonho, um coma, e, assim que despertasse, estaria ainda no Primeiro Ano do Fundamental, no primeiro dia de aula da sua primeiríssima escola.

 

Acho que esses tipos de perguntas já ecoaram ou pelo menos passaram pela sua mente. 

 

Porque reflito sobre isso todo dia.

 

Por mais que tenha família, amigos que se importam comigo, existem momentos no qual quero desaparecer. Por uma semana. Um mês. Um ano até. E voltasse como se nada tivesse acontecido. Retornasse com o cabelo colorido. Uma coleção de tatuagens penduradas em meu corpo. Uma nova pessoa.

 

É um pensamento egoísta, eu sei.

 

Mas algumas vezes, minha real vontade é assaltar um banco e fugir com a roupa no corpo, em direção a outra cidade, país, outro destino.

 

Outra vida.

 

E deixar que o acaso fizesse seu trabalho.

 

Mas sinto que uma mudança de ares não mudaria quem eu sou.

 

Eu não sou a garota mais bonita dos contatos de alguém. Não sou a menina mais inteligente da sala

Não sou o orgulho da família. Não sou o tipo de mulher que sai pra ir a uma casa de shows e voltar as três da madrugada. Eu troco qualquer tipo de balada por uma maratona da minha série favorita.

 

A verdade, é que eu sou a típica adolescente que usa roupas largas, que não tem o corpo ou o coração mais bonito, e que sonha em encontrar um amor que me faça perder o ar.

 

E pra mim, tudo bem ser assim.

 

Tudo bem ser eu.

 

Tudo bem ser uma MCC.

 

Não importa o que aconteça, nunca vou deixar de lado a Ella maluca, confusa e complicada que sou.

 

Nunca.


Notas Finais


-Obrigada por tudo e até a próxima♥.


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