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História Cartas Para Ele(a) - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Exatamente como você.


Fanfic / Fanfiction Cartas Para Ele(a) - Capítulo 9 - Exatamente como você.

Por Ashley

Julián saiu e me deixou a sós com Adrien.

- O que quer?

- Só vim saber como está.

- Já viu que eu estou bem. Algo mais? - Me virei indo para a cozinha. 

- Ashley... 

- Eu disse que não estava bêbada. Ao menos não a ponto de não lembrar das coisas que você me disse. Julián te odeia ao ponto de te comparar à comida de boteco e eu não gosto de ter relação com as pessoas que ele não gosta. Geralmente, ele não erra.

- Já chega desse jogo. Você não é assim. Você fala tudo na cara! Então diga!

- Você não sabe nada sobre mim, então cale a boca! - Ele emudeceu e eu continuei virada para a cozinha. Meus olhos ameaçavam transbordar todo o meu ódio.

- Se eu sair por aquela porta, eu juro; nunca mais te procuro.

- Não mandei sair. Mandei calar a boca, advogado estúpido. Onde conseguiu meu número e meu endereço?

- Jornalista grosseira. Liguei pra seu superior e pedi. - fui para a cozinha e coloquei uma garrafa de champanhe entre o braço esquerdo e as costelas e duas taças na mesma mão. Peguei alguns pacotes de salgadinho com a mão direita. 

Joguei os pacotes salgadinhos no rosto de Adrien e coloquei o champanhe e as taças na mesa de centro, preenchendo apenas a minha taça.

- Falta de modos; nem serve a visita. - Abre um pacote de salgadinho e derrama sobre uma tigelinha de vidro que estava sobre a mesa.

- Visita que convidou a si. - Ele preencheu sua taça pela metade. Meus olhos se enchem e esvaziam de lágrimas constantemente.

- Você tem bom gosto para champanhe. - Dizia calmo.

- Um dia desses eu te recomendo um vinho.

- Você é apreciadora ou alcoólatra?

- Não é da sua conta. - Ele ri com moderação. 

- Pare de ser rude comigo. - Tentou acariciar os meus cabelos bagunçados e emaranhados; me desvencilhiei.

- Você foi rude primeiro. - Tomei um gole - Só faltou mandar eu ir me ferrar naquele dia, na feira.

- Tudo isso é pelo dia da feira?

- E se for?! - Passava a mão no rosto, porém, de nada adiantava.

- Eu não te mandei ir se ferrar, mas você fez.

- Bakugo Katsuki.

- Quem é esse? - Me encostei em seu ombro cedendo a carência.

- Um personagem de anime por quem tenho uma queda secreta.

- Como ele é? - Deslizava os dedos em minhas bochechas suavemente.

- Exatamente como você. - Confessei quase num sussurro. - Com exceção dos olhos vermelhos. Os seus ainda conseguem ser castanho avermelhado...

- Significa que você tem uma queda por mim por causa dele ou uma queda por ele por causa de mim? - Filho da mãe...

- Significa que eu tenho uma queda pelos dois e não posso ter nenhum.

- Está bêbada, agora?

- Não. Estou lúcida; apenas estou dizendo o que me vem a mente. 

- Por que não pode me ter?

- Porque você tem fama de solteirão e quer se manter assim e eu sou moça pra casar. - Ele ri enquanto eu continuo a chorar. - Mas eu também não posso namorar você mesmo que você me queira.

- Qual a razão?

- Eu não esqueci o abismo que eu tenho pelo Caio.

- Você e o Caio...?

- Éramos namorados.

- O que o idiota te fez? - Sua voz perdeu a tranquilidade que carregava.

- Eu terminei com ele. Minha mãe me levou à um especialista por isso e outra razão e está com medo por eu ter traços de psicopatia e ser bipolar de carteirinha, segundo o esquisito. - Adrien respirou fundo.

- Foi por isso que ficou fria? Por eu ter te chamado de psicopata? - Voltou o olhar ao meu e trouxe sua mansidão de volta.

- Acha pouco? - Pergunto tentando conter as lágrimas.

- Me desculpe. - Olhei incrédula. - Talvez essa não seja a última vez que eu digo isso, mas, eu realmente espero não precisar me desculpar com você outra vez. 

- O que eu faço pra esquecer o Caio?

- Por que terminou com ele?

- Ele me faz sentir bem, mas me faz sentir dependente. Uma palavra dele me ferra por dentro e eu não sei lidar com isso! Odeio depender de pessoas! Depender do carinho do meu avô quase me matou depois que ele morreu. - Minha visão ficou turva e eu; tonta. - Eu odeio depender de alguém pra... Algo dizer bom dia no fim. - Estava desnorteada. Literalmente. 

- Que?

- Minha cabeça... Dói. - Me levantei pra pegar remédios no armário da cozinha. Caí no meio da sala. Adrien me segurou, mas não adiantou.

Apoiei meu corpo no seu e fomos para a cozinha. Mostrei a parte dos remédios no armário enquanto chorava de dor. Adrien trouxe água e as cartelas de comprimido.

Bebi dois de uma só vez. 

Dez minutos depois; vomitei. 

Após quase três horas sentido dor, fomos ao hospital que Caio trabalha, já que era o mais próximo. Nenhum dos dois podia dirigir; então pegamos um par de casacos e um táxi. 

Desmaiei depois de apresentar os documentos. Segundo Adrien, só acordei depois de furarem duas vezes meu braço e na terceira acharem a maldita veia. É difícil assim?! 

- Já tomou duas bolsas de soro e três daquelas agulhas de Dipirona, fora a profenid que vai tomar agora, já que você ainda diz estar sentindo dor. O que você tem, mesmo?

- Enxaqueca.

- Você é bem problemática, sabia? - Ele sorri. O sorriso dele é bonito. Os dentes são alinhados e os lábios carnudos porém sem exageros.

- Seu sorriso é bonito. 

- Pare de falar. A medicação pode afetar você. Levante e vá ali - aponta -, adivinha em que lugar vai tomar profenid? - Ri baixo.

- Ah! Não... Na bunda, não...

- Ah! Sim. - Me levanto e após baixar um pouco minha calça de moletom para a enfermeira saio mancando.

- Adrien. Ajuda. Por favor.

- Ah! Tem até Adrien, agora... - Se levanta e coloca meu braço sobre seu ombro. - Arraste o suporte, Ashley.

- Madson. Ou Mad.

- Mad. Adrien Bennett.

- Quer um apelido também? - Me sentei na cadeira acolchoada xingando mentalmente. 

- Nada mas justo. - Puxou um assento.

- Ben. - Faço uma pausa longa - Se mandar uma garota de chamar de Ben, eu juro que te arrebento.

- Isso é ciúme? 

-É. Mas eu não devo dizer isso porque você disse que eu tô drogada com esses remédios e eu não quero dizer essas coisas estando chapada. - Rio.



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