História Cartas Para Maurílio dos Anjos - Capítulo 7


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Categorias Choque de Cultura
Personagens Julinho da Van, Maurílio dos Anjos
Tags Choquedecultura, Julinhodavan, Juliocesar, Mauriliodosanjos, Sprinterkombi
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Palavras 279
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - As Cores


Dodói,

Hoje eu deixei umas flores lá onde dizem que você está, mas eu sei que você não iria querer ficar naquele lugar apertado. Mesmo todo mundo tendo certeza de que você está naquele cemitério onde a gente ia fumar de vez em quando, eu sei que você não tá lá. Sabe porquê? É porque eu sinto voceê comigo, me fazendo cócegas antes de cair no sono. Eu ainda sinto seu beijo quente, sinto sua cabeça encostada no meu peito, e aqueles seus abraços apertados quando você estava muito feliz, ou muito triste.

A vida não foi justa em tirar você de mim. Eu sei que ela nunca é, mas porra, hein? Isso foi um puta jogo sujo, dodói. Ela não tinha esse direito. Eu preciso de você, e acho que essas lágrimas no meu rosto nunca vão secar. Eu só queria mais um minuto, ou mais um ano, mais trinta, quarenta, cinqüenta anos.

Eu só queria que aquele acidente nunca tivesse acontecido, que aquele babaca não tivesse dirigindo bêbado. Se bem que você vai rir dessa, no dia do julgamento eu dei um soco na cara dele, não sei nem como não deu problema com os policiais lá, talvez eles tivessem entendido que era apenas um homem apaixonado, mas só me tiraram de lá. 

Enfim, meu amor, tem um grito preso na minha garganta, porque tudo ainda dói aqui dentro, parece que vai me matar, mas só parece. Ontem teve uma tempestade, aí veio um arco-íris lindo, lembrei que você gostava de Cine secretamente, e foi aí que as cores me disseram pra continuar, mas eu queria suas mãos nas minhas, Maurílio.

Eu te amo pra sempre.

Júlio César.



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