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História Cartas Para Um Amor - Capítulo 1


Escrita por: Mahcry-

Notas do Autor


Oioi pessoas kkk cá estou novamente fazendo outra fanfic pq eu tenho um fogo inexplicável. Dessa vez eu peguei uma idéia até que clichê mas dessa vez é a protagonista que vai escrever as cartas, não receber.

Nas notas finais vou deixar o link das minhas outras duas fanfics de Fairy Tail para quem não leu e tiver curiosidade. Boa leitura ❤

Capítulo 1 - O primeiro dia de aula, a primeira carta


Todos nós um dia sonhamos com o tão sonhado Ensino Médio. A ansiedade e nervosismo do primeiro dia, a vontade de fazer novos amigos, a necessidade de novos conteúdos - Sim, tem gente que gosta de novos conteúdos - e claro, aproveitar nossa adolescência antes de nos tornarmos adultos ferrados emocionalmente e financeiramente.

Mas aqui estou eu meu jovem, para te dizer uma coisa: O Ensino Médio não é tudo isso. Bom, talvez seja, na verdade, ele é até bom para algumas pessoas.

A verdade é que dificilmente você será a pessoa que vai ter o Ensino Médio igual ao do High School Musical. A verdade é que ou você vai ter amigos, uma boa reputação, ter notas boas e aproveitar plenamente a sua adolescência. Ou você vai ser uma "adulta ferrada emocionalmente e financeiramente". Adivinha qual eu sou?


- Lucy, hora de acordar! - Ouvi a voz distante do meu pai se aproximar cada vez mais de mim, me fazendo resmungar e tampar minha cabeça com a coberta. 


- Posso faltar hoje? - Pedi com a voz seca porque por incrível que pareça, eu sempre acordo morta de sede.


- Não, levanta - Mandou, me fazendo encolher mais ainda, até eu sentir sua mão agarrar com tudo minha coberta e a puxar - EU FALEI LEVANTA! - Tampei meus ouvidos na hora em que ele gritou e eu apertei meus ouvidos com força. 


- Eu não quero! - Choraminguei abrindo meus olhos e tirando as mãos dos ouvidos - Pai, por favor... Deixa eu faltar, hoje é o primeiro dia de aula - Novamente pedi fazendo beiço e ele me olhou com aquela cara de bunda.


- Eu não vou repetir e se você me fizer repetir isso... - Me olhou com aquele olhar dele e rapidinho eu levantei. 


- Já entendi! Vou me arrumar - Já fui abrindo meu guarda-roupa e comecei a procurar uma roupa decente. 


A primeira coisa decente que eu achei foi um cropped amarelo com um belo decote nas costas. Olhei e pensei: Por que não? Joguei ela em cima da cama e já fui abrindo a última gaveta procurando por uma calça que pelo menos combine com o cropped e a única peça que apareceu para combinar foi minha calça colorida. Não é tãããooo colorida assim, só tem umas listras grossas na vertical das cores azul claro, amarelo claro e rosa claro.

Fechei a gaveta e fui colocando a minha calça pois eu estava apenas de calcinha mas na hora de por o cropped, tive que me livrar da camisa GG que eu uso para dormir e peguei dois bojos para usar como sutiã porque né, sutiã mesmo eu não posso usar com um cropped.

Coloquei o cropped e amarrei a cordinha, fazendo um laço bonitinho e abri a porta do meio do guarda-roupa e tirei dele meu desodorante. Sacudi e logo apliquei na minha axila e aplicando um pouco pelo meu pescoço. 

Calcei meus belos sapatos brancos e pus meus brincos com forma de coração. Meu cabelo nem bagunçado tava, então deixei ele do jeito que tava mesmo, só passei minha mão por ele para dar uma ajeitada.

E é óbvio que eu não poderia esquecer de pegar um moletom. Como o meu moletom favorito tava lavando, peguei a blusa de frio azul claro forte e vesti. Antes de sair com a minha mochila, fui verificar a gaiola do meu bebê para ver como ele tava e pelo visto ele já havia acordado por conta do escandaloso do meu pai. Verifiquei seu pote de sementes e notei que já estava no fim, o que significa que eu tenho que comprar mais.

Saí do meu quarto e fui andando pelo corredor enorme e quando cheguei próximo a escada, olhei para a esquerda e vi o corredor completamente vazio, então desci as escadas e pude ouvir o barulho de algo batendo no chão e meu pai resmungar alguma coisa.


- Não, esse não foi o trato - Quando fui passando pela sala e chegando na cozinha, notei que ele falava com alguém no telefone - Eu não posso pagar 300 nisso - Não sabia qual assunto era, mas só de ouvir esse valor eu elevei minhas sobrancelhas. 


Abri a geladeira e peguei a caixinha de leite, sim, eu ainda tomo leite. Peguei um copo do escorredor e o enchi até o topo e guardei a caixinha. Comecei a beber enquanto via meu pai conversar com a pessoa e pelo visto ele conseguiu abaixar o preço para 150, como? Não faço a mínima idéia mas assim que ele desligou e eu terminei de beber o meu leite, andei até ele e o abracei por trás. 


- Você sabe que é o meu pai favorito, né? - Apertei ele mais ainda na cintura e ouvi ele soltar um "Hum".


- Você não vai faltar hoje, desiste - Soltei ele na mesma hora e fiquei ao seu lado - Sem contar que eu sou o seu único pai - Respondeu me encarando e eu fiz um biquinho.


- É mas poderia não ter sido o único... - Sem querer eu soltei essa frase, fazendo nós dois nos lembrarmos das minhas trágicas férias escolares e vi ele balançar a cabeça negativamente.


- Tenho que ficar mais calmo, se não acidentes como aquele podem se repetir - Comentou virando sua xícara de café e assim que terminou, olhou às horas em seu celular - Tá na hora do remédio, Lucy - Virou de costas indo até a geladeira e eu fui me afastando da bancada - Eu tenho que parar de colocar isso no alto - Com um pouco de dificuldade, ele pegou a caixa de remédios no alto da geladeira e quando ele se virou, me viu ao lado da porta da sala - Você nem ouse... - Apontou o dedo para mim, me olhando com aquele olhar ameaçador - Lucy Heartfilia, se você correr... - Fui colocando minha mão lentamente na maçaneta e a girando com cuidado.


- Foi mal pai... - Me desculpei abrindo a porta e correndo em direção a minha bicicleta encostada na cerca que divide minha casa com meu vizinho.


- LUCY! - Berrou pelo meu nome enquanto eu montava na minh bicicleta preta - EU VOU MATAR VOCÊ! - Só vi ele vindo na minha direção com um chinelo em suas mãos e antes que ele pudesse tacar em mim, coloquei os pés no pedal e acelerei.


- Também te amo! - Gritei em meio aos risos e pedalando no meio da rua rumo a Fairy Tail.


Mas aí meu sorriso desapareceu aos poucos quando lembrei que eu tava indo pra Fairy Tail. Apertei o guidão da bicicleta mas mesmo assim continuei pedalando e observando as pessoas a minha volta e os carros que também passavam na rua. 

Meus pais se conheceram quando tinham mais ou menos a minha idade. Ambos estudavam na mesma escola e na mesma sala mas nunca nem sequer tinham se falado. Até uma vez a mamãe se meter em encrenca com gente que não devia e meu pai ajudar ela. A partir daí eles passaram a conversar e viraram melhores amigos, mas demorou muito para virar algo a mais porque os dois não queriam estragar a amizade e só expressaram seus sentimentos quando entraram pra mesma faculdade em Frocus.

Até que eles tiveram uma linda história de amor pra falar a verdade. Quando tavam terminando a faculdade, se casaram no litoral e passaram a lua de mel lá mesmo. Começaram a trabalhar juntos na empresa em que minha mãe futuramente herdaria e anos depois eu nasci, trazendo mais felicidade e alegria pra vida deles.

Não posso mentir, tive uma infância legal em Frocus. Eu morava em um bairro classe média e eu até que tinha amigos lá e até hoje converso com alguns mas as coisas começaram a não ficar legais quando eu tinha 13 anos. 

Minha mãe foi diagnosticada com câncer e tudo virou de cabeça pra baixo. Meu pai teve que arrumar dois empregos. Por mais que minha mãe fosse herdeira de uma empresa e minha avó fosse rica, a empresa não tava no seu melhor momento financeiro, tampouco minha avó. Com a ausência do meu pai em casa, ele contratou uma enfermeira que ficava no período da manhã e na parte da tarde era eu que cuidava da minha mãe. Dois anos depois ela morreu, não conseguiu vencer o câncer e era tão difícil ficar naquela casa cheia de lembranças dela, então, meu pai recebeu uma proposta de emprego aqui em Magnolia, cidade a qual ele e a mamãe se conheceram e não sei de onde ele tirou que seria uma boa idéia a gente se mudar pra cá e eu estudar na "famosa" Fairy Tail. Escola onde eles se conheceram. 

Percebi que já estava perto da escola quando vi várias cabeças de gado que se auto denominam como estudantes daquela escola.

Estacionei minha bicicleta junto das outras e fui andando sozinha no meio daquela multidão de pessoas. Notei os olhares curiosos sobre mim e logo o desconforto veio, tentei ignorar mas a sensação de estar sendo observada e ouvir os sussurros é agonizante. Sinceramente, eu não me importo, mas estaria mentindo se eu dissesse que não incomoda.


- Garota cê tá viva? - Eu já tava pronta pra dar uma má resposta, até perceber de quem se tratava a voz.


- Não foi dessa vez - Respondi vendo Juvia se aproximar de mim e começamos a caminhar juntas. As pessoas passaram a olhar cada vez mais e eu passei a encarar o chão. 


- Que foi? - Acho que ela percebeu meu desconforto e eu bufei. 


- Eu sei que geral sabe - Olhei para os lados vendo as pessoas desviarem os olhares ou continuarem me olhando curiosas - Eu só não quero que elas fiquem me encarando ou me encham de perguntas sem noção - Justifiquei só de lembrar das inúmeras mensagens que recebi durante as férias. 


Eu não tenho tantos amigos na escola, na verdade, eu não tenho nenhum. Apenas tenho conhecidos, como a Juvia, trabalhamos juntas na sorveteria mas nas férias eu só trabalhei no primeiros mês, depois do lance com meu pai, eu pedi uma folga e só voltei a trabalhar semana passada.


Adentramos a escola e fomos andando lado a lado pelo corredor lotado de alunos, até que, como um raio de luz, ele apareceu no corredor. Com os cabelos róseos bagunçados, com aquela linda jaqueta azul, Natsu roubou minha atenção mais uma vez enquanto andava pelo corredor. Ele parou perto do seu grupo de amigos, que não se encontrava tão longe de mim e assim eu pude observá-lo melhor.

O tom da sua pele estava um pouco morena, indicando que provavelmente ele passou boa parte do seu tempo no sol e nesse período de dois meses, ele cresceu um pouco. Por alguma razão, ele acabou abrindo um sorriso enquanto conversava com seus amigos, o que me fez sorrir também. Ele definitivamente é a coisa mais encantadora que eu já vi.


- Vai ficar babando nele até quando? - Juvia tirou meu foco batendo forte a porta de seu armário e eu a encarei - Chega logo nele e fala que tu quer dar pra ele - Cruzei meus braços e soltei um riso anasalado.


- O problema é que eu quero mais do que uma foda com ele - Juvia se encostou no armário também, prestando atenção no que eu dizia enquanto o encarava - Mas tenho certeza de que ele não quer algo a mais do que uma foda - Ouvi Juvia suspirar em lamentação - E também, ele nem sabe que eu existo - Relembrei desse fato deprimente e ouvi minha colega dá uma risada.


Não sei exatamente quando ou nem como isso aconteceu, só sei que um dia, ele chamou a minha atenção, me fazendo olhar pra ele com certa frequência e sentir uma necessidade de saber mais e mais sobre ele. Nem da mesma sala nós éramos, o único lugar que nos encontravámos era aqui, no corredor, porque o armário dele é do lado do meu. Mas mesmo assim nunca conversamos, no máximo perguntamos às horas ou algo do tipo. 

O sinal acabou tocando mas como toda boa estudante que sou, fui na vendinha que fica perto da escola comprar um pacote de bala e como toda procrastinadora, Juvia veio junto e acabamos dividindo o dinheiro e dividindo as 100 balas.


- De quem será a primeira aula? - Ela me perguntou enfiando cinco balas de vez na boca e paramos em frente a porta.


- Vamos descobrir agora - Dei três batidas na porta e eu mesma a abri e como reação natural, as pessoas olharam para a porta e logo eu abaixei a cabeça - Licença professor - Entrei na sala, deixando Juvia ir na frente e depois eu fechei a porta. Quando olhei em volta para ver se tinha um lugar, eu travei por completo quando vi a cabeleira de Natsu em uma cadeira dos fundos.


- Quem é vivo sempre aparece - Um riso debochado foi dado logo em seguida pelo dono da mesma voz - Tá atrasada Heartfilia - Olhei para o dono da voz e era meu professor de artes do ano passado, Gildarts, bem, agora eu acho que ele vai me dar aula de novo. 


- Desculpa - Dei novamente uma rápida olhada pela sala e avistei um lugar vazio na terceira fileira, sendo que a do Dragneel é a do canto. Bem, não pude fazer nada a não ser ir na cadeira e me sentar nela.


Mesmo sendo o primeiro dia de aula, dever não foi o que faltou. Mas eu não conseguia me concentrar muito bem com a presença do Natsu na sala, ainda nem acredito que estamos na mesma sala. Sem contar que as pessoas não tem um pingo de senso e ficam me fazendo perguntas idiotas e isso é cansativo.

Olhei para trás e vi Natsu socializando com algumas pessoas, pelo menos ele tinha alguns amigos na sala para conversar. Meu caderno tava aberto em uma página totalmente branca e olhando a minha volta, percebi que todo mundo tava quebrando a sala na ausência do professor. 

Eu comecei a escrever coisas românticas aleatórias no meu caderno e obviamente eram direcionadas a Natsu. Mas um pensamento invadiu minha mente, e se eu escrevesse uma carta pra ele? Tá, bem brega isso e é coisa da quinta série mas seria bem engraçado. Novamente olhei para trás e ele conversava com algumas pessoas todo feliz e sorridente, o que me fez sorrir também e virar a página do meu caderno e começar a escrever a carta.

Isso vai ser emocionante!


Notas Finais


Então, gostaram? Bom, espero que sim! Sei que não tá grandes coisas assim mas né, é o primeiro capítulo e eu nunca sei fazer um digno kkkk

Alguém tem alguma teoria do que aconteceu nas férias da Lucy?

Never Alone - Fanfic Adolescente
https://www.spiritfanfiction.com/historia/never-alone-21491799

Casal Improvável - Fanfic da Faculdade
https://www.spiritfanfiction.com/historia/casal-improvavel-22250690


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