História Cartas para um Estranho- Imagine Jeon Jungkook - Capítulo 23


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V), Lisa, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Imagine Jungkook, Jeon Jungkook, Romance
Visualizações 714
Palavras 1.967
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite sobrinhos!

Capítulo meio triste, mas fazer o que né kskkkkk 😂😂, acho que vcs já estão até acostumados a sofrer com essa fic

Boa leitura!

❤❤😍

Capítulo 23 - Você me ama?


Fanfic / Fanfiction Cartas para um Estranho- Imagine Jeon Jungkook - Capítulo 23 - Você me ama?

Jeon Jungkook — 

Point Of View

Tóquio, Japão

Presídio


As paredes eram feias e rústicas. 

O cheiro de mofo podre causava certas irritações ao meu nariz. Eu sabia que um dia eu acabaria aqui, só não imaginei que seria assim nessas circunstâncias e muito menos que a mulher que eu amava, estaria aqui junto comigo. A cela da penitenciária era fria e causava pânico em todos. Logo depois do último portão que dá acesso ao bloco onde ficam os presos, há o espaço onde ficam os detentos que acabaram de chegar. Ao darem entrada na unidade, ficam em uma cela temporária, onde recebem o uniforme e um manual com seus direitos e deveres, entre outros itens. Em seguida, os recém-chegados passam por um período de adaptação, que dura cerca de 20 dias. Durante essa etapa, o preso passará por atendimentos com uma equipe multidisciplinar formada por médicos, psiquiatras, psicólogos, dentistas, enfermeiros, assistente social. 

Nesse período, os presos ficam isolados dos demais, em celas especiais. O espaço tem 9 metros quadrados e conta com espaço para banho de sol, através de um solário dentro da própria cela. Não há visitas sociais, apenas de advogados constituídos. E era aqui que eu ficaria nos próximos últimos dias. Mas não parava por aí. Se eu já achava esse lugar terrível e horrendo, imagina só para onde é que eu iria depois de ser condenado? 

— Está tudo bem? — Decidi perguntar, enquanto colocava o meu casaco sobre os seus ombros. Ela estava tremendo de frio. — Você pode dormir aqui nessa cama, não ligo de ficar no chão. 

— Não preciso dela. Não é como se eu quisesse querer dormir em uma situação dessas. — Apertou o casaco contra si e escorou as costas nas paredes. S/N estava sentada na cama e eu estava bem ao lado dela. — Durma você, se quiser.

— E perder a chance de aproveitar a sua doce companhia? 

— Você não aproveitou quando teve a chance, então por que iria querer aproveitar agora? 

Seu olhar era frio e distante. 

— Olha, eu não queria que as coisas entre nós tivessem tomado esse rumo, S/N. — Suspirei triste. — Não vou bancar a vítima e nem procurar motivos para querer justificar as minhas ações, mas para começar, nada disso estaria acontecendo se você não tivesse me traído. Ainda mais com o Namjoon, que era alguém que eu realmente sentia um grande carinho. Do meu jeito, mas sentia. 

— Jungkook, não há motivo nenhum para falarmos disso agora, mas já que estamos aqui e eu fiz o favor de ser presa por sua causa, eu irei ser bem sincera com você. — Ela se levantou e parou logo á minha frente, respirando fundo algumas vezes, como se estivesse tentando tomar coragem para me dizer alguma coisa. — Você foi o meu primeiro homem, em todos os mínimos sentidos. 

— Mentira. 

— Não, não é. — Fitou os próprios pés. — Eu nunca trai você com o Namjoon, Jungkook. Eu só afirmei aquilo porque eu estava com raiva de você. Você estava desconfiando de mim e já me traficou por causa disso sem pensar duas vezes! O Namjoon veio conversar comigo e me convenceu a te dizer essa loucura. E eu estava tão assustada, que sequer pensei duas vezes. — Confessou. — Sei que foi errado da minha parte mentir uma coisa tão grave assim, mas você não pode me julgar. — Arregalei os olhos, chocado. — Não depois das coisas horríveis que você fez comigo e com o meu irmão. E antes que você reclame de alguma coisa, mesmo que eu quisesse te dizer a verdade, você estaria cego de ciúmes demais para conseguir acreditar em mim. Então, já que você me enxergava como uma vadia traidora, eu só facilitei as coisas sendo uma e torci para que isso fosse o suficiente para você me deixar ir embora. 

Surpresa. 

Acho que essa nem seria a palavra certa para descrever minhas feições. Por um breve momento, um filme dos acontecimentos passados passou pela a minha cabeça e eu senti vontade de chorar. Eu decidindo não trafica-la mais, eu com ciúmes dela com o Namjoon, eu a sequestrando, ela admitindo a traição, meu coração sendo destroçado, eu sendo preso e a minha vida desmoronando bem diante dos meus olhos. Nada disso precisava acontecer. Se não fosse pelo o meu ciúme tosco e doentio, nós ainda poderíamos estar vivendo juntos. Ela ainda seria a minha namorada e eu estaria sendo feliz com ela. E é claro que eu teria abandonado o ramo do tráfico por causa dela. Não ligaria em apagar toda a merda do meu passado, só para poder viver com ela. 

Eu cheguei em um ponto, que se uma arma estivesse na nossa frente, eu morreria por ela. Faria de tudo! Qualquer coisa! Namjoon tinha culpa, mas não posso querer culpa-lo por tudo isso, afinal, antes dele confirmar que havia transado com a minha garota, eu já estava desconfiado dela. Já estava desconfiado daquele amor que ela sempre dizia sentir por mim. Um amor que eu mesmo fiz questão de destruir. 

— Jungkook...? — Caminhou até mim e virou meu rosto, me forçando a olha-la. Ela se assustou quando viu que eu estava chorando. — Você não precisa ficar assim. 

Afastei suas mãos e me virei de costas. Espalmei minhas mãos nas paredes frias e deixei que as lágrimas rolassem. Se meu coração já estava quebrado antes, agora então só piorou. Meu peito doía e minha cabeça parecia que ia explodir. Eu era um degraçado! Como pude fazer tanta merda assim? 

Por que eu tinha que ser assim? 

— Jungkook... — Senti suas mãos tocarem meus ombros. — Pare de chorar. 

— Eu entendo que você tenha parado de me amar... — Falei baixo demais, mas ela conseguia me ouvir. — Eu sou um monstro burro e idiota! Duvidei de você, machuquei quem você ama, te obriguei a se prostituir e as coisas estariam bem piores se o Jimin não tivesse te ajudado! 

— Chorar não vai mudar o que aconteceu, mas pelo menos agora parece que você se importa... 

Me virei para ela com os olhos vermelhos. Eu simplesmente não conseguia parar de chorar. 

— Como eu ainda posso dizer que te amo, se tudo o que eu lhe causei foi dor e sofrimento? 

S/N me olhou surpresa por conta do meu estado. Ela abriu a boca e parecia querer me dizer alguma coisa, mas não o fez. Suas mãos percorreram os próprios cabelo. Estava tenso. Percebi que talvez ela quisesse me abraçar, só não estava tendo coragem o suficiente para isso. 

— Então apenas não diga mais que ama... — Falou por fim, desviando os olhos dos meus. 

— Mas e você... — A segurei pelo o pulso e enxuguei minhas lágrimas com as costas das mãos e funguei o nariz. — Você me ama? 

Sei que era muito egoísmo da minha parte querer saber isso, mas não consegui me segurar. Eu precisava saber. 

— E isso importa? 

— Sim, importa. 

— Mas não deveria importar. — Afastou-se. — Os meus sentimentos em relação a você, não vão fazer diferença nenhuma. Mesmo que eu quisesse, eu não posso mais ficar com você, Jungkook. Ainda mais agora que você está preso e que com certeza, será condenado a vários anos de prisão. Nós não podemos mais ter um futuro juntos. Já acabou. Me esqueça.

O tom frio de suas palavras, fizeram meu coração doer novamente. Acho que um tiro teria doído menos. E mesmo que eu estivesse completamente todo machucado por causa daquela surra, a dor interior que se aflorava dentro do meu ser, parecia me corroer a cada segundo que se passava. 

— Acha que eu já não tentei? 

— Então tenta de novo. 

— Não consigo... 

— Você não tem escolha. 

— Então, responda primeiro a minha pergunta... — Me aproximei lentamente, deixando uma distância perigosamente curta entre nós. — Me diga se ainda me ama ou não. 

Ela suspirou antes de dizer. 

— Não sei se você merece saber disso. 

— Por favor, S/N. Isso é importante pra mim. — Acariciei o lado direito do seu rosto. 

— Pode até ser, mas eu não vou te dizer nada. 

— Por favor. — Implorei com a voz manhosa. — Diga-me. 

— Depois de tudo o que você me fez, não há mais espaço para amor no meu coração. — Retirou minhas mãos do seu rosto. Abaixei o olhar e respirei fundo. — Desculpa. 

— Tudo bem, você não precisa se desculpar por nada...

— Isso é verdade. 

Um arrepio me percorreu quando senti suas mãos leves e delicadas sobre o meu rosto. Levantei a cabeça para vê-la melhor. S/N alisou minhas bochechas de forma carinhosa e tocou meus lábios com o polegar. Arregalei os olhos quando senti seus lábios finos e macios sobre os meus. Nem tive tempo de querer retribui-la, afinal, tudo o que eu ganhei foi um mero e breve selinho. Tal pequeno gesto já foi o suficiente para me fazer sorrir. Acho que desde que tudo aconteceu, esse definitivamente, foi o primeiro sorriso sincero que eu dera. Quis perguntar o motivo daquilo, mas acabei deixando que o silêncio pairasse entre nós. 

A segurei pelo o braço quando ela se afastou, como uma forma de pedi-la para ficar. Eu não queria que ela se afastasse de mim. 

— Será que você poderia me dar um abraço? — Pedi. 

Ela pareceu exitar por um momento, mas acabou passando os braços envolta do meu pescoço e encostando a cabeça na altura do meu peito, bem perto do meu coração, que por sinal, não parava de acelerar. Mesmo que esse gesto tenha durado por pouquíssimos segundos, foi bom senti-la assim, tão pertinho de mim. Meu coração berrou quando ela se afastou e se deitou na cama. Ele a queria por mais perto, mas não poderia ter. 

Decidi deixá-la descansar e me sentei no chão, com as costas apoiadas nas paredes. Avistei alguns insetos nojentos andando pelo o local e decidi matá-los para não ter o perigo de assusta-la. Como já estava bem tarde, não houve entrega de comida por aqui. E mesmo se tivesse, provavelmente eu e ela nem comeríamos. Fiquei pensando sobre toda a nossa conversa e olhei para o meu pulso, para aquela minha inseparável pulseira. Acho que ela será a única lembrança que eu terei de S/N e de tudo o que nós dois vivemos. 

Várias horas se passaram e nós ainda estávamos em um completo silêncio. Toquei meus lábios ao lembrar daquela atitude inesperada e sorri novamente. Meus machucados ainda doíam muito, então era uma tremenda dificuldade para que eu conseguisse me levantar. Me sentei na beirada da cama e fiz carinho em seus cabelos. Ela resmungou algo inaudível enquanto dormia e acabou segurando o meu braço direito. Deixei que ela o segurasse e me inclinei bem pertinho dela. 

Ela era tão linda. 

Fui mesmo um tonto por perdê-la assim. Permiti que a ponta dos nossos narizes se tocassem e deixei um beijo calmo sobre a sua boca. Me afastei rapidamente, com medo de que ela acordasse. 

— Kook... — A olhei pasmo. — Kook... 

Ela estava sonhando comigo?

— Eu estou aqui, meu amor. — Me deitei ao lado dela sem pensar e contornei seus lábios com o polegar. — Estou aqui... 

Ela abraçou meu braço com um pouquinho mais de força, mas continuou dormindo, sem dizer sequer mais uma palavra. Fiquei a observando por um bom tempo, porém, meus olhos se pesaram e eu acabei dormindo ali também. Foi difícil conseguir achar uma posição confortável devido as dores musculares, mas não me permiti sair do lado dela. E quando acordei, S/N já não estava mais ali. Se eu soubesse que o meu tempo com ela acabaria assim tão rápido, eu jamais teria dormindo. 


Notas Finais


JK tá bem triste, mas vcs sabem que ele merece. Ainda tem muitas coisas pela a frente, investigações, descobertas e julgamento. Me aguardem hehe ksskkkkk


Bjs da tia naty!

😍😍❤💃


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