História Cartas Para Você - Capítulo 3


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Amizade, Baekchan, Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Chen, Chenmin, Colegial, Crime, Drama, Exo, Exodus, Fluffy, Girls' Generation, Hanhun, Homosexualidade, Hunhan, Inimizade, Kai, Kaisoo, Kris, Kristao, Lay, Layho, Lemon, Longfic, Love, Luhan, Minho, Mistério, Morte, Romance, Segredo, Sehun, Shinee, Sookai, Suho, Sulay, Taeyeon, Tao, Taoris, Tragedia, Xiuchen, Xiumin, Yaoi
Visualizações 58
Palavras 4.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Shimmie, Shimmie, Ko Ko Bop.... Eu sei que eu tô anos luz atrasado com esse capítulo e tenho dois pontos que fizeram isso acontecer.

1) Eu passeio o mês de Julho, quase que inteiro, sem internet.

2) Esse quase um mês sem internet, eu passei vagabundando, literalmente, em vez de escrever capítulo novo. Só vim escrever esse capítulo esses dias.

Espero que não me comam vivo, depois de ler o capítulo..... Até as notas finais.

^_^

Capítulo 3 - R o m p i m e n t o


C A R T A S   P A R A   V O C Ê

# C h a p t e r: TWO

25   d e   n o v e m b r o   d e  2010


~ D O   K Y U N G S O O  O N ~


Eu não consigo explicar exatamente, o que eu estou sentido agora. Não sei se é apenas a minha impressão - por já conhecer o Minho de outros tempos e saber que ele não é flor que se cheire. -, ou se é somente um pressentimento de que algo de muito ruim irá acontecer. 

Ou será que são as duas coisas?

Desde que Baekhyun começou a namorar, eu venho tentando o alertar sobre o caráter duvidoso do Choi, mas de uma forma sútil e não muito escancarada. Mas, ele parece não perceber ou finge muito bem.

Juro por Deus, que eu não sei explicar esse asco que ele me passa. Eu poderia estar enganado no final das contas.

Afinal, pessoas podem mudar, certo?

Mas, eu tinha que tentar, mesmo que nada sobre as minhas suspeitas se concretizassem.

Eu teria que colocar na minha cabeça, que pelo menos eu havia tentado, caso as minhas suspeitas chegassem a se concretizarem mesmo. Não que eu quisesse que isso fosse verdade. Baekhyun é meu amigo, e eu nunca que desejaria algo tão ruim assim para ele, apenas por uma impressão minha.

― Por que não, Kyung? ― Baekhyun ressaltou sua pergunta, e eu soube o que ele estava pensando, apenas pelo modo que o mesmo me sorria.

O que eu iria responder? Não quero que você vá para a festa, porque o Minho não presta? Definitivamente, não! Seria como assinar o fim da nossa amizade....

― Não vai falar ou está pensando em alguma mentira para inventar sobre ele? ― Baekhyun questionou, e Soojung que agora estava ao meu lado, o olhou repreendendo-o. ― Não, Soojung! Sempre é a mesma coisa, que droga!

― Olha como fala comigo, Baekhyun. Eu sou a sua amiga, mas não é por este motivo, que eu irei deixar você falar e agir como quiser comigo, principalmente com o Kyung. ― Mesmo que o tom de fala da Soojung fosse calmo, eu e Baekhyun sabíamos que ela estava falando sério.

― Então, agora eu sou o monstro da história? ― Ficamos calados, enquanto o loiro nos olhava desafiador. ― É sério, que você acha certo ele ficar envenenando a minha cabeça contra o Minho?

― “Ele”, tem nome....

― Baekhyun, eu não estou inventando nada sobre ele.... Você fala como se eu fizesse isso de propósito. ― Eu tentei argumentar, quando interrompi a fala da Soo, mas Baekhyun estava irredutível ao ponto de ignorar a minha fala.

Eu poderia ter milhões de motivos para ter um conceito concreto sobre o Choi, mas daí a inventar algo, apenas por birra.... Seriamente, eu não estava reconhecendo mais o meu amigo.

Tudo que eu falava, Baekhyun achava um motivo para me questionar e discutir, mesmo que o assunto Minho, não fosse o assunto em voga no momento, ele sempre acharia uma entrelinha que ligasse o assunto ao namorado, mesmo que eu não estivesse falando nada, apenas comentando sobre algo aleatório.

― E, não é? ― Baekhyun sorriu irônico. ― Você mesmo está de prova, de quantas foram as vezes, que o Kyungsoo falou ou comentou algo ruim sobre o Minho! Você está de prova, Soojung.

Tsc! Baekhyun, eu não encaro o que o Kyungsoo disse como algo que ele inventou.... Até porque, ele não teria motivos para fazer um truque tão baixo como esse. ― Soojung me defendeu. ― Envenenar a cabeça de alguém, por não gostar de outra, é um ato um tanto quanto desprezível, ainda mais sabendo do caráter do Kyungsoo. Seu melhor amigo.

― É sério mesmo, isso? ― Baekhyun indagou, colocando as mãos na cintura e indo de um lado para o outro.

Não sei, se me sentia mal por estar presenciando o meu melhor amigo duvidar do meu caráter, se me sentia frustrado comigo mesmo, por não ter guardado aquele comentário que desencadeou em tudo isso, ou se sentia pena do meu amigo, por estar discutindo comigo por conta de um garoto que ele conheceu a menos de dois meses.

― Por quê, não seria? ― Soojung questionou, e logo depois, deixou um sorriso descontente escapar dos lábios. ― Por acaso, você acha que eu estaria tomando partido de uma briga entre dois amigos meus, se eu não soubesse que um dos lados está certo? ― Soojung cerrou os punhos, ao lado do corpo, enquanto via Baekhyun concordar sem nenhum arrependimento explícito no gesto. ― Realmente, você não me conhece. Que pena Baekhyun...... Eu esperava mais de você......

Com isso, Soojung pegou a bolsa em cima da cadeira onde estava sentada, saindo de onde estávamos e indo até o caixa, pagando pelo o que usou e fez no cabelo, logo em seguida, voltando para onde eu estava.

― Depois eu falo com você, Kyungsoo. ― Soojung se despediu com um beijo na minha bochecha e sussurrou, dizendo para eu dar um tempo naquilo tudo.

Soojung, não chegava a ter o pavio curto. Por outro lado, a sua personalidade, muitas vezes fria e impassível, davam essa impressão, podendo ser interpretada erroneamente, algumas vezes.

Eu a segui com o olhar, vendo o corpo magro passar pelas grandes portas de vidro, caminhar pelo corredor central do terceiro piso do shopping e sumir pelas escadas rolantes. Em nenhum momento, ela olhou para atrás.

Soojung estava certa. Eu tinha que deixar as coisas esfriarem um pouco. Entretanto, Baekhyun não parecia pensar desse jeito. Quando voltei a olhar para o salão de beleza, me afastando para pegar minha bolsa e ir até o caixa para pagar pelos serviços prestados no local, Baekhyun me interceptou brutalmente.

Ele não precisava ter puxado o meu braço desse jeito.

― Me solta, Baekhyun. ― Pedi gentilmente, me soltando por mim mesmo em um solavanco fraco, mas eficaz. Baekhyun me olhava julgador, me culpando por talvez, ter colocado Soojung contra ele de um modo indireto.

Feliz? ― Perguntou irônico, e eu sorri amargo.

Como eu poderia estar feliz? Eu tinha acabado de meter a Soo, em algo que nem ao menos, ela estava envolvida, acabando por fazer ela brigar com o Baek.... Que por acaso, é o mesmo que está me perguntando, se agora eu estou feliz, como se eu tivesse feito aquilo tudo por puro sadismo.

― Porque se esse era o seu propósito. Parabéns. Você, conseguiu! ― Baekhyun se alterou um pouco, fazendo algumas pessoas do local olhar para nós.

― Baekhyun, para de tentar jogar a culpa de tudo dar errado em cima de mim, que saco! ― Não minto, quando digo que a minha vontade era de socar a cara daquele Baekhyun. Entretanto, aquele Baekhyun ainda era meu amigo. Mesmo, que as suas atitudes não levassem a esse pensamento. ― Eu já disse, que eu tenho motivos para não gostar do Minho.

― Você, sempre fala a mesma coisa, mas quando eu pergunto, você só sabe falar a mesma coisa. Diz que não gosta dele, por ter visto ele conversando com outra pessoa? É sério, que esse é o tal motivo? Pessoas, geralmente tem amigos....

― Não se trata, apenas de conversas, Baekhyun. Você não enxerga, porque está apaixonado, caralho! ― Eu estava aos poucos, me cansando de tudo aquilo. Quantas vezes, eu teria que repetir? Por quê uma hora eu iria cansar, e quando essa hora chegasse, eu não queria dizer o famoso: Eu te avisei...

Já não estava, me importando com os olhares sobre as minhas costas. Baekhyun, não precisava levar o que eu falei ao pé da letra, e terminar com Minho, logo em seguida, contudo, ele poderia pelo menos, me escutar e ficar um pouco mais alerta, em relação as conversinhas entre o Minho e a Jisook, porque não foi apenas uma vez, que eu vi isso.

E vocês concordam comigo, que para duas pessoas - que até, onde eu sei - nunca se falaram, começarem a conversa do nada, é um tanto quanto estranho, não é mesmo?

― Me diz uma coisa? Isso tudo é inveja?

Espera...... Agora isso havia sido demais para o meu orgulho aguentar. Definitivamente, a minha amizade com Baekhyun estava por um único fio.

― Quê?! Baekhyun, por que eu teria inveja de você? ― Questionei, porque ainda não havia entrado na minha cabeça aquilo tudo. Minha assimilação estava péssima.

― Inveja da minha felicidade. Inveja do meu namoro com o Minho. Inveja do nosso amor.... Quer outros motivos para eu listar!? Motivo é o que não falta! ― Baekhyun, havia conseguido me magoar da forma mais rude que eu poderia pensar.

I n v e j a, não é uma palavra que faz parte do meu vocabulário. Admiração era o que me definia. Eu tinha admiração, quanto ao modo que Baekhyun levava a vida sem preocupação; Admiração por ele confiar tão facilmente nas pessoas; Admiração por estar sempre sorrindo, mesmo que o mundo estivesse desabando.

Cheguei a pensar, que toda essa admiração que sinto por Baekhyun de alguma forma, havia se transformado com o passar do tempo, em algo maior do que o inesperado. Talvez, essa admiração, tivesse se transformado em algo que eu nunca tive o privilégio de sentir por ninguém, em nenhum momento: Amor.

Uma palavra tão pequena, e ao mesmo tempo tão grande, tanto em intensidade, quanto em sentimento.

A m o r, Substantivo masculino.

1. Forte afeição a outra pessoa, laços de consanguinidade ou forte laço social.

2. Atração baseada em um forte desejo sexual.

Não sei ao certo, como distinguir meu amor por Baekhyun. Mas, uma coisa era certa, meu amor não tinha nada, não mais, haver com amor de amigo.

Eu já não conseguia pensar no Byun como um mero amigo. Seus toques, já não eram tão puros como um dia já pensei.... As coisas iam além de pensamentos. C i ú m e s, eram uma das coisas que eu mais senti ultimamente.

Meu amor é unilateral; 

S o l i t á r i o;

S o f r i d o.

Já tentei deixar isso de lado, mas meu corpo não reagiu bem a esse fato. Eu preciso estar perto dele para me sentir completo.... Eu preciso dele ao meu lado, mesmo sabendo que nunca vou poder o tocar de forma mais íntima, ou simplesmente sentir os seus lábios.

Eu considerei ficar longe dele; inventar alguma coisa para não me aproximar; até mesmo mentir que não o queria mais por perto.... Que eu não o queria ver nunca mais.

Mas, eu não consegui. Não conseguir ficar muito tempo longe dele.

Pior do que ver ele feliz com outra pessoa, sorrindo animadamente é ficar longe dele, sem sua presença ao meu lado.

Uma barreira havia se levantado entre mim e Baekhyun. Eu me encontrava de um lado, esperando de algum jeito, aquela parede inquebrável se desmanchar por si só.... Enquanto, ele? Vivia em uma redoma de vidro, criada por si só.... Um outro obstáculo que me separa dele.

Sério, Baekhyun. Você não tem o direto de me magoar a esse nível. ― Não contive minhas lágrimas. Meu melhor amigo estava me chamando de invejoso, por eu estar tentando o proteger.

― Por quê, não? Você sempre tem algo de ruim para falar do Minho. Por quê, você acha que eu não tenho o direito de te magoar desse jeito, se você me magoa ao falar coisas ruins dele? ― Baekhyun, questionou.

As narinas estavam avermelhadas, indicando que Baekhyun não aguentaria segurar o choro por mais tempo.

― Puta que pariu, Baekhyun! Eu te amo, Porra! ― Eu não conseguia controlar minha boca.

Finalmente, eu havia me livrado daquele peso em meus ombros e principalmente do meu coração. Baekhyun por incrível que pareça, sabia do tipo de amor que eu estava falando e eu sei disso, pelo modo assustado que ele me olhava.

Ele estava entrando em negação.

― Se-se, você me ama mesmo...... Não estaria fazendo isso comigo. ― Limpei o excesso de lágrimas dos meus olhos e me aproximei um pouco dele, o prendendo pelos ombros e o fazendo me olhar.

Seus olhos estavam marejados e os lábios tremiam. Por quê, ele estava tão relutante em desabar ali mesmo?

― Pelo contrário, Baekhyun! Eu faço isso, porque eu te amo e não quero que se machuque futuramente. ― Confessei, aproximando minha testa da dele.

Deixei algumas lágrimas escaparem ao fechar os olhos, apreciando aquela aproximação, que de nenhuma forma foi interceptada pelo loiro.

― Eu não quero que sofra.... ― Reforcei, o que vinha falando por toda a discussão.

― Se não quer que eu sofra...... Então.... Nunca mais se.... Se....... Se aproxime de mim. ― Baekhyun relutou em falar aquilo, e eu tive a certeza quando o vi desviar o olhar, virando o rosto para o lado.

Meu peito estava doendo. Ele queria que eu o deixasse em paz, certo?

― Tem certeza, que você quer isso? ― Perguntei para ter certeza, e como reposta, ouvi o silêncio de seu olhar voltar a me fitar. ― Tu-tudo bem...

Tremendo um pouco, tateei o peito e logo em seguida, arranquei o cordão que estava ali, o entregando para Baekhyun e o vendo ficar atônito, e então a corrente caiu no chão se partindo em duas.

A corrente era um símbolo de amizade, que eu e ele usávamos, dado por ele mesmo no nosso aniversário de um ano de amizade. A clave de sol estava partida, assim como os meus laços com Baekhyun. Se ele queria que tudo fosse assim, nada eu poderia fazer, a não ser acatar o seu pedido.

Não podia forçar algo, que nitidamente estava aos poucos morrendo. Nossa amizade poderia ser comparada com as estrelas. Nascidas à partir de uma junção de coisas, com o tempo foi se tornado brilhante, forte, intacta e bonita, mas agora, depois de anos e anos brilhando, ela tinha simplesmente acabado em uma super nova.

Mas, diferente das estrelas, a nossa amizade não durou o tempo que eu imaginei. Imaginei, que a nossa amizade se estenderia até o leito de nossa morte. Mas, a vida resolveu que o melhor era uma morte mais precoce.... Rápida.... Dolorosa....

― É aqui que nós, nos separamos. ― Avisei e vi ele desviar o rosto para baixo, fitando os pés.

Eu caminhei na direção oposta à sua, o ultrapassando e saindo em direção a porta do salão.... Eu não sabia, se eu deveria deixar nossa amizade morrer assim.... Eu deveria lutar mais?

Dei uma pequena pausa nos meus passos e olhei por cima dos ombros. Baekhyun, continuava imóvel, enquanto olhava para baixo. Eu esperei mais algum tempo, com a esperança de ele virar e se desculpar....

Mas, isso não aconteceu.

Infelizmente, não.

⭐🌟⭐

As paredes do meu quarto, já não pareciam tão alegres como aparentavam antes. As fotos do Baekhyun comigo, já não me transmitiam a felicidade no momento.

Depois que eu voltei do shopping, passei o restante do dia trancado no meu quarto, sem atender nenhuma ligação ou responder alguma mensagem, sendo que a maioria delas era de Soojung, talvez preoculpada. 

Minha cabeça estava e ainda continua doendo. Mas, não mais que o meu coração...... Esse não tinha como expressar em uma escala, o quanto estava doendo.

Olhar para os polaroides colados na parede, não estava me ajudando em nada e pensando em uma maneira de diminuir a dor latente em meu peito, resolvi que não havia o porquê, de continuar com elas ali.

Delicadamente, retirei todas as fotos que cotiam Baekhyun, independentemente de Soojung ou eu mesmo estar nos polaroides. Guardei todas dentro de uma caixa pequenina, junto aos presentes e coisas relacionadas a nossa amizade.

Eu não queria estar fazendo isso, mas as palavras de Baekhyun, ainda se mantinham frescas em minha mente.

“Se não quer, que eu sofra...... Então.... nunca mais, se.... Se....... Se aproxime de mim.”

Por quê, me martirizar mais ainda?

Levei a caixa até o sótão, e dentro de um armário antigo, a coloquei debaixo de algumas outras caixas e guardei, trancando o móvel com a chave que estava na fechadura, descendo de lá e indo até a cozinha.

― Mãe? ― Chamei pela mais velha.

Uma parte de mim queria que ela estivesse aqui e a outra queria que ela não estivesse.

Infelizmente...

― O que foi, querido? Você quer alguma coisa? Parecia tão abatido quando chegou, que eu pensei que estava doente. ― Mamãe me questionou e eu apenas neguei. Ainda não estava preparado para contar à ela. Não queria acabar com a boa imagem que ela tem do Baekhyun.

― A senhora poderia fazer um favor para mim? ― Perguntei apreensivo, e ela pareceu ponderar, mas logo concordou. ― A senhora, poderia guardar essa chave para mim, e em hipótese alguma me entregar, mesmo que eu esperneie, implore ou chore?

― Sim.... mas, o que essa chave abre? ― Mamãe questionou e eu desviei o olhar.

― Não posso falar, o que é..... Promete? ― Expliquei e novamente ressaltei minha pergunta, e vi ela concordar, guardando a chave no bolso do avental. ― Obrigado, mãe.

Sorri sincero e me aproximei da mais velha, a abraçando e rapidamente selando sua bochecha.

― Onde você vai, Kyung? ― Mamãe perguntou e eu me virei para olhá-la. Já estava com o pé para fora de casa.

― Vou no fliperama aqui perto.... Preciso resolver um assunto.

― Que horas você volta? Não se esqueça que tem que voltar antes das quatro. Sua avó quer te ver antes de ir para o baile. ― Mamãe avisou sorrindo e eu concordei. ― A propósito. Seu cabelo ficou lindo dessa cor.

― Obrigado. ― Agradeci, me curvando e sai de casa.

O fliperama não fica muito longe de casa. Dependendo da rapidez que eu usasse, chegaria lá entre dez e quinze minutos. Graças à Deus, o fliperama não estava tão lotado e nem a fila para o meu jogo favorito. Fui até o caixa e comprei minhas fichas.

Eu pretendia ficar por alguns minutos, mas...

― Kyung....Soo! Há quanto tempo eu não te vejo, baixinho. Como vai?

Me sobressaltei, ao ouvir me chamarem e quando me virei para ver quem era, simplesmente era o Jongin parado atrás de mim, enquanto sustentava um sorriso. 

De onde ele havia saído?

― Oi. ― Respondi seco, voltando a olhar para a tela da máquina de jogo e ouvi quando ele resmungou algo que eu não consegui entender.

― Errrrr.... Você vem sempre aqui? ― Jongin voltou a perguntar, parando ao meu lado, enquanto observava eu jogar. ― Você gosta de Donkey Kong?

Droga.... Sim. ― Praguejei, quando deu game over. 

Me virei para o mais alto, respondendo à pergunta.

― Que coincidência. Eu adoro, Donkey Kong! ― Jongin comentou divertido e eu o olhei desconfiado.

É mesmo? ― Ergui uma das sobrancelhas ao lhe fitar.

― Sim? Sim. ― Jongin deu um meio sorriso e logo desviou o olhar para o lado.... Por quê, eu tinha a impressão que ele estava mentindo?

Então.... Como eu consigo passar do chefão do labirinto, na fase das cachoeiras dançantes? Eu venho tentando há um bom tempo, mas sempre morro.

― Cachoeiras dançantes? ― Jongin perguntou e eu me limitei a concordar. ― Bem.... Foi bem simples para falar a verdade.

Foi mesmo? ― Questionei irônico.

― Sim. Muito. ― Concordou, coçando a nuca e logo depois, desviando o olhar de novo. ― Primeiro.... É.... Você tem que.... Que.... Que pegar aqueles negocinhos...... Aqueles lá mesmo.... Qual é o nome, Deus...?

Lentamente, Jongin estava entrando em um estado de nervosismo puro. Mentir, realmente não é seu forte.

― Barril?

― Isso mesmo! E depois, você pega o barril e joga nele. Fica fazendo isso por algumas vezes e dá certo.... ― Jongin explicou, e eu estava me segurando para não começar a rir da cara dele. ― Por quê, está sorrindo desse jeito?

― É porque, não existe chefão do labirinto, na fase das cachoeiras dançantes. ― Expliquei e ele me olhou com uma cara de cu.

― Não existe? ― O moreno perguntou e eu neguei. ― Tem certeza? Eu passei ela ontem a noite....

― Para falar a verdade, acabei de inventar isso. ― Confessei e vi ele suspirar derrotado. ― Não precisa fingir que gosta de algo, só porque eu gosto, Jongin.

― Desculpa. Mas, essa foi a única forma de eu tentar conversar com você por mais de dez minutos. E pelo visto funcionou. ― Jongin confessou envergonhado e eu ri, mas ri mesmo. ― Não ri! Isso é vergonhoso...

― Desculpa.... De verdade. ― Pedi entre um riso e outro. ― Não tinha outra forma menos vergonhosa?

― Não, eu acho. Mas, também você não é nenhum pouco receptivo comigo! Já tentei de tudo para tentar puxar assunto com você, mas você nem dá corda... E ainda, me dá umas patadas de deixar qualquer garoto traumatizado. Sorte a sua, eu não desistir fácil. ― Jongin soltou um muxoxo e eu me lembrei das outras vezes, que ele havia me abordado pelo colégio.

― Você já tentou ser você mesmo? ― Perguntei direto e ele ponderou por um tempo e logo negou. ― Então, bobinho? Por quê, não tenta ser você mesmo? Das outras vezes, que você chegou em mim.... Sei lá.... Pareciam tão artificiais.

Jongin, ficou um bom tempo pensando nas minhas palavras e eu não estava fazendo aquilo por maldade. Sempre que ele tentava puxar assunto comigo, parecia estar interpretando um personagem de filme, até os gestuais pareciam.... Mas, nunca chegou e tentou puxar assunto como Jongin.

Como, Kim Jongin. O garoto bonito e encantador que sorri facilmente para tudo e todos....

― O que você queria falar comigo? Suponho que não tenha vindo passar essa vergonha, por que deu vontade, certo? ― Perguntei debochado, enquanto inseria outra ficha na máquina.

― Você parece me conhecer tanto. Por outro lado, eu não conheço nada de você.... ― Jongin comentou cabisbaixo, se encostando na máquina e me fitando jogar.

― Não é que eu te conheça bem, apenas sou um bom observador.... Droga! ― Praguejei ao perder uma vida. ― Então, o que quer comigo?

― Bem. Eu vim te chamar novamente para ir ao baile comigo.... Kyung, você que ir ao baile comigo? ― Jongin perguntou e eu deixei um riso nervoso escapar dos lábios.

Garoto persistente.... Gostei!

― Olha, Jongin.... Você é um cara legal.... Mas, eu já disse que não vou acompanhado ao baile. Desculpa. ― Justifiquei meu não e ele pareceu entender dessa vez. Tanto é que nada falou. ― Para falar a verdade, nem sei se eu vou. Então, não posso aceitar seu pedido, sendo que eu ainda não me decidi, entende?

Sim. Eu estava pensando em não ir ao baile, pois o meu ânimo estava lá embaixo.

― Tu-tudo bem.... Desculpa, te incomodar de novo com esse assunto. Mas, sei lá, achei que deveria tentar mais uma vez. ― Ele se desculpou e eu senti uma pontinha de pena, mas me lembrei de como ele deveria estar se sentido. E pena era a única coisa de que ele não precisava.

O seu amor por mim é unilateral, assim como o meu amor pelo Baekhyun. Então, eu sabia muito bem como Jongin deveria estar se sentindo agora; Decepcionado e frustrado.

Antes, que ele desaparecesse em meio à multidão, eu me virei e lutei contra o meu orgulho.... Eu ainda estou um pouco relutante em começar a pensar em uma relação. Mas, se eu não tentar, nunca saberei vomo é ter um.

Deus, o que eu estou fazendo? Não acredito que vou falar isso...

― Nove e vinte! ― Gritei e vi quando ele se virou sem saber, o que eu estava falando. Nem eu mesmo, sabia direito o que estava falando.

― Eu não pergunte às horas, perguntei? ― Não sei, se ele estava fazendo de propósito ou era verdade.

― Digo. Eu estarei pronto, às nove e vinte. ― Expliquei, e vi ele ficar confuso por alguns segundos e logo depois, sorrir.

― Isso é um sim? ― Perguntou, coçando a nuca um tanto quanto envergonhado. Fofo da minha parte.

― Quem sabe!?


Notas Finais


Fogo no parquinho!


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