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História Cartas por engano - Capítulo 20


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Notas do Autor


Oiiieeee

Obrigada por todos os comentários e favoritos ❤️ amo ler os comentários de vcs

Bora pra mais um capítulo.

Boa leitura ❤️

Capítulo 20 - Capítulo 20



                             Paola pov

O dia havia passado e já tinha escurecido, foi então que Paola se tocou que havia ficado o dia todo deitada apenas com seus pensamentos.

Ela pega seu celular notando que haviam algumas mensagens pendentes, dentre elas uma era de Gustavo.

Gustavo: Oi Paola, tudo bem?

Paola era extremamente grata ao Gustavo por ele ter feito um preço em conta para ela conseguir comprar o restaurante, porém já havia notado um certo interesse pelo lado dele. Ele era atraente e charmoso, gentil, educado e deixaria qualquer mulher suspirando, mas Paola não o via daquele jeito.

Paola: Oi Gustavo, estou bem e você?

Não demorou nem cinco minutos para ele responder, era como se estivesse grudado ao celular só esperando.

Gustavo: Estou bem também. Queria te fazer um convite.

Paola: Convite?

Gustavo: Hoje é a inauguração daquele restaurante em frente ao seu, queria saber se não quer ir comigo?

O coração de Paola gela ao ler a mensagem. Ela já digitava uma resposta recusando o convite, mas após pensar por alguns minutos, ela decidiu ir.

Talvez ela quisesse fazer um certo ciúme em Henrique, mas não queria admitir. E de uma certa forma ela cumpriria a promessa que fez ao Henrique anos atrás dizendo que iria ao seu restaurante. Ela queria, mesmo nas circunstâncias que estavam, estar lá prestigiando ele. Essa seria a única oportunidade, porque Paola pretendia manter distância de Fogaça.

Paola: Eu aceito sim Gustavo.

Gustavo: Sério? Estava preparado para o não. Bom, te pego às 20:00hrs.

Paola: Na verdade Gustavo, prefiro ir com meu carro e te encontro lá. Pode ser?

O fato do cara ir buscar ela em sua casa, dava a impressão de que era um encontro e Paola não queria que Gustavo criasse expectativas, eram apenas amigos.

Gustavo: Claro Paola, fique a vontade. Nos vemos lá então.

Paola: Combinado.

Paola se levanta vendo que o horário seria um pouco justo para ela se arrumar. Antes de entrar no banheiro ela passa em seu closet para escolher qual roupa usaria.

Ela olha entre seus vestidos, não queria algo muito extravagante mas queria ficar elegante. Depois de procurar e recusar vários, ela escolhe um vestido azul escuro longo. Ele tinha um decote discreto e suas alças eram grossas. Na cintura era um pouco mais apertado moldando perfeitamente seu corpo, a sua saia era leve.

Paola sorri em aprovação o esticando em sua cama, escolhe um salto preto para completar seu look.

Após ter arrumado seu traje, ela vai ao banheiro e toma seu banho. Enrolada em uma toalha e com seus cabelos molhados ela pega seu secador o ligando na tomada e secando seus fios.

Seu cabelo estava em um daqueles dias rebeldes, então ela optou por um coque mais despojado deixando com que alguns fios caíssem pelo seu rosto a deixando delicada porém extremamente elegante e sexy.

Cabelo pronto. Ela parte para a maquiagem, não queria nada muito forte, também nem tinha muito tempo para isso, então opta por passar apenas uma base e fazer um delineado, passa a máscara de cílios, um blush e nos lábios um gloss na cor pêssego.

Sorriu em aprovação. Foi até sua cama pegando seu vestido e o colocando, fechou seu zíper que era na lateral esquerda e se sentou colocando seus sapatos. Estando devidamente pronta ela pega seu celular apenas para olhar o horário e leva um pequeno susto ao ver Cida entrar em seu quarto.

- Paola você quer jan.... - Cida diz abrindo a porta mas para de falar ao ver o quanto Paola estava bonita - Meu Deus como você está linda.... Perai. Onde você vai?

- Vou na inauguração do restaurante do Henrique - Paola diz simples.

- Pra quem queria distância, até que você está bem próxima né? - Cida pergunta provocativa.

- Gustavo me convidou e eu aceitei. E também eu prometi para Henrique que iria ao restaurante dele, mesmo que foi a anos atrás. Eu prometi. E provavelmente ela será a única oportunidade que vou ter, depois quero manter distância - Paola diz.

- Ele vai estar a um metro de você todos os dias, distância é uma palavra que não existe no vocabulário de vocês - Cida diz.

- Cida distância entre corpos, o meu e o dele. Se eu puder nem falar com ele, eu não vou falar - Paola diz - Agora preciso ir.

- Não gosto de você com o Gustavo, ele é bonitão, mas os nomes não combinam - Cida diz.

- Desde quando nomes tem que combinar pra dar certo Cida? - Paola pergunta.

- Claro que tem, a junção do seu nome com o do Fogaça é Farosella - Cida diz.

- Da onde tirou isso Cida? Farosella? - Paola pergunta gargalhando.

- Eu mesma criei, e você e o Gustavo não combinam - Cida diz.

- Você inventa cada coisa Cida. Mas não precisa se preocupar em criar um nome, porque eu e o Gustavo não temos nada. E pode esquecer esse negócio de Farosella - Paola diz dando um beijo em Cida e descendo as escadas.

Ela pega seu carro no estacionamento e parte para o restaurante. Alguns minutos e Paola estaciona o carro um pouco antes do Sal, não queria que seus funcionários a visse no restaurante vizinho.

Repira fundo antes de abrir a porta do restaurante. Ela pensou em desistir mas já estava ali. Não adiantava mais. Tomou coragem e abriu a porta. No mesmo instante, foi como se seus olhos automaticamente se ligasse aos dele.

Henrique estava parado a olhando. Estava de dólmã, Paola nunca imaginou que uma dólmã o deixaria extremamente sexy. Seu coração acelerado, e ela podia jurar que todos ali presente estavam escutando seus batimentos. Ela tenta disfarçar procurando por Gustavo, que ao vê-la acenou.

Ela sorri fraco se dirigindo a mesa, sentia o olhar de Fogaça a queimando. Gustavo abre um sorriso galanteador e a olha dos pés a cabeça, a deixando um tanto desconfortável.

- Paola você está linda - Gustavo diz se levantando e puxando a cadeira para que ela se sentasse.

- Obrigada Gustavo, e me desculpa o atraso.

- Se você estar bonita assim foi o motivo do atraso, eu não vejo problemas - Gustavo diz rindo e Paola abre apenas um sorriso.

Henrique olhava tudo com com o gosto amargo do ciúme. Talvez era errado sentir ciúmes de outra mulher, enquanto a sua namorada estava bem atrás, mas Henrique não conseguia controlar.

- Henrique, porque está ai parado? - Carine diz o tirando de seu transe.

- Eu.... É... Não. Nada, não aconteceu nada, vou fazer o pedido de vocês - Henrique diz indo para a cozinha e fazendo o pedido delas.

Henrique ainda estava atordoado. Ele vai ao seu escritório. Se apoiando em sua mesa para colocar sua cabeça no lugar. Porque ela havia ido? Foi só pra provocar? Faria aquela noite se tornar a pior de todas? Eram tantas perguntas que Henrique se fazia, não conseguia entender o porque ela estava ali.

Respirou fundo. O serviço tinha que continuar. Ele saí de seu escritório e percebe quando Gustavo faz sinal para um de seus garçons.

Fogaça corre em direção ao garçom falando que ele mesmo faria o pedido dos dois.

- Boa noite - Henrique diz ao se aproximar da mesa.

Paola fecha os olhos ao escutar aquela voz rouca atrás de si. Um arrepio percorre toda a sua espinha ao sentir a mão dele passar levemente pelos seus ombros.

- Henrique essa é a Paola, a dona do restaurante aqui em frente, o Arturito - Gustavo diz - Muito profissional você Paola, mesmo sendo uma concorrência você veio prestigiar a inauguração.

- Muito profissional - Henrique sussurra e Paola mal o olhava - Prazer Paola, meu nome é Henrique, espero que esteja gostando do restaurante.

- É bem aconchegante - Paola diz.

- Bom você já sabe o que vai pedir? - Gustavo pergunta.

- Escolhe para mim - Paola diz com uma voz um pouco mais rouca, fazendo ambos se mexerem desconfortáveis.

- Ótimo. Você sugere alguma coisa Fogaça? - Gustavo pergunta mas Henrique olhava para Paola, que sorria discretamente ao perceber seu olhar sobre ela - Fogaça?

- Oi... Me desculpa... É - Henrique diz limpando a garganta - Temos o menu da noite de inauguração. De entrada um Ceviche. De prato principal um purê Aligot com cordeiro ou uma lasanha de berinjela vegetariana. E de sobremesa frutas da estação com sorvete de creme.

- Uau, acho que quero esse. Pode ser linda? - Gustavo pergunta e Henrique o fita com olhar, porém o mesmo não percebe, mas Paola sim.

- Pode sim - Paola diz.

- Agradeço a presença de vocês, só aguardar - Henrique diz e olha para Paola - Prazer em te conhecer Paola.

- Prazer foi meu - Paola diz - Vou ao banheiro Gustavo, eu já volto.

Paola se levanta indo ao banheiro. Pôde sentir Fogaça a seguindo com o olhar em cada movimento seu. Porém se manter forte perto dele era exaustivo. Ela se apoia na pia do banheiro se olhando no espelho. Até que ouve uma voz suave lhe chamando.

- Moça? Você pode me ajudar por favor? -

Paola estava de costas e se vira, ao ver a menina de vestido amarelo parada na porta do banheiro, uma emoção tomou conta de Paola, ela não entendia o que estava sentindo. Seu coração acelerou ao olhar aqueles olhos, seu rosto era familiar, porém ela não conseguia se lembrar. A menina era linda. Mas o que incomodou Paola, foi o que ela sentiu ao vê-la.

- Oi princesa, como você se chama? - Paola pergunta se abaixando para ficar na altura da pequena.

- Meu nome é Sophia - Sophia diz e no mesmo instante o coração de Paola se aperta e lágrimas ameaçam se formar em seus olhos, seu pensamento é levado à sua Sophia.

- Que nome lindo Sophia - Paola diz com os olhos marejados.

- Você ta chorando? Quer que eu chame meu papai para te contar uma história? Ele sempre conta uma pra mim quando eu estou triste - Sophia pergunta limpando uma lágrima que descia no rosto de Paola. Seu toque era leve e Paola sentiu seu coração acelerado com o simples toque da menina.

- Não precisa eu estou melhor - Paola diz sorrindo - Cadê seus pais? É perigoso deixar uma criança vir sozinha pro banheiro.

- Eu não sou criança, eu já tenho cinco anos - Sophia diz mostrando seus dedinhos e Paola não acreditava na coincidência, apenas ficava imaginando como sua filha estaria naquela idade.

- Ah então você já é uma mocinha - Paola diz.

- Meu pai me disse que já sou idosa - Sophia diz fazendo Paola gargalhar - Tia agora eu preciso fazer xixi.

- Ta bom eu vou te ajudar - Paola diz e ajuda Sophia a se sentar no vaso sanitário. Acabando, Paola a ajuda a lavar as mãos.

- Como você chama? - Sophia pergunta.

- Eu me chamo Paola.

- Nossa tia que nome lindo. Você é tão lindinha, quero ser bonita assim quando eu crescer - Sophia diz.

- Você já é linda Sophia - Paola diz sorrindo - Me mostra onde estão seus pais para eu te levar.

- Vem comigo - Sophia diz pegando a mão de Paola. Ela não sabia direito o que sentia quando Sophia a tocava, mas era como se houvesse uma conexão entre as duas.

Sophia a guiava em direção a Carine, que aparentemente não estava preocupada com a filha.

- Boa noite - Paola diz e assim que Carine nota quem estava em sua frente, fica pálida. Paola não sabia de onde, mas conhecia aquela mulher - É... Sua filha estava no banheiro sozinha e me pediu ajuda, eu a trouxe porque achei perigoso.

- Ah... Muito obrigada - Carine diz seca tentando disfarçar seu nervosismo.

- Magina - Paola diz a olhando de forma confusa - Tchau Sophia - Paola diz se abaixando e recebendo um abraço da pequena.

- Tchau Paolinha - Sophia diz dando um beijo no rosto de Paola.

- Deixa a moça ir Sophia - Carine diz e Paola a olha com desdém.

- Cuidado com a sua filha, nunca se sabe quem ela pode encontrar no banheiro - Paola diz séria e Carine apenas balança a cabeça positivamente.

Paola se afasta sentindo seu coração apertado. Ela se senta em sua mesa. O jantar com Gustavo acontece de forma tranquila. Eles conversam, mas os pensamentos de Paola estavam a todo tempo no momento do banheiro junto com Sophia.

Os olhos, o jeito, a forma de falar. A lembrava alguém, mas não conseguia saber quem.

A conta é paga por Gustavo depois de muito insistir, porque Paola queria pagar sua parte. O restaurante estava praticamente vazio e só restavam mais algumas pessoas.

- Bom já que você está com seu carro, eu vou indo - Gustavo diz se levantando.

- Eu também vou - Paola diz - Muito obrigada, foi muito gostosa a nossa noite - Paola diz.

- Eu que agradeço - Gustavo diz dando um beijo em seu rosto. Ele diz um tchau para Henrique, que observava tudo de longe.

Paola procurava suas chaves do carro e assim que as encontrou, notou a presença do tatuado em sua frente.

- Paola - Henrique diz se aproximando - Gostou da comida?

- Sempre te disse que você tem jeito pra cozinha - Paola diz - Parabéns pelo restaurante.

- Obrigada Paolinha - Henrique diz e foi como se estivesse escrido na testa de Henrique. O jeito de Sophia era dele, era a cara dele, tudo dele - Paola você está bem? Ficou branca de repente.

- Você é pai Henrique? - Paola pergunta.

- É... Sou sim... Sophia é o nome dela, ela deve estar no escritório com a... - Henrique dizia mas Paola o interrompe.

- Com a mãe dela - Paola diz.

- Isso... Mas, como soube? - Henrique pergunta.

- Eu a encontrei no banheiro e sabia que ela me lembrava alguém. Estava tão óbvio, ela é a sua cara - Paola diz e Henrique nota a tristeza em seus olhos - Parabéns pela família que você formou - Paola diz se dirigindo para fora do restaurante.

- Ei calma - Henrique diz a seguindo.

- Henrique para de me seguir. Eu quero distância - Paola diz e continua caminhando.

- Eu não te entendo - Henrique diz pegando em seu braço - Você quer distância mas vem até o meu restaurante. A sua forma de querer distância é bem diferente da que eu conheço.

- Eu vim jantar com o Gustavo.

- Mentirosa.

- Não me chame de mentirosa Henrique, não estou aqui para ouvir insultos - Paola diz soltando seu braço da mão dele.

- Veio aqui pra que então?

- Já disse, vim jantar com o Gustavo.

- Ficou brava porque eu segui a minha vida sem você? - Henrique pergunta e foi como um soco no estômago de Paola.

- Você deixou isso bem claro, poderia ter terminado comigo primeiro. Mas eu esqueci que você é um covarde, essa pose de homem é só físico, porque na hora de agir como um homem de verdade você fugiu. Agora me dá licença - Paola diz com seus olhos marejados e seu coração cheio de mágoa.

Ela entra em seu carro deixando Henrique parado. Confuso. E as lágrimas ameaçavam cair de seus olhos.

- Mas você que me deixou... - Henrique sussurra para si mesmo voltando para dentro do restaurante.







Notas Finais


Façam suas teorias do que pode acontecer 😂❤️

Me desculpem qualquer erro e mais o uma vez obrigada por tudo❤️

Até o próximo capítulo ❤️


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