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História Cartinhas e Ketchup - Capítulo 1


Escrita por: e pocxyo


Notas do Autor


eyo, amores, pocoyo de novo, mas agora “debutando” no HU SNKADJNASJKDNAKNSDM /palmas, palmas enfim, aproveitem a one shot xuxu que escrevi, de um tema que eu, particularmente, adorei. espero que gostem também <3

➻ Taehyung possui 19 anos
➻ Joohyun possui 18 anos

Boa Leitura ♥♥♥

Capítulo 1 - Capítulo Único


31 de agosto de 1962
12h34, Las Vegas, Nevada

 

— Aqui estamos, Taehyung, em sua nova casa — diz meu padrinho ao entrarmos em sua casa localizada em uma avenida movimentada em Las Vegas, próxima a rua mais movimentada e famosa da cidade, popularmente conhecida como Rua Strip. — Seu quarto é o do meio, se quiser ajuda com as malas...

— Não precisa, padrinho. O senhor precisa descansar, eu me viro por aqui. — O interrompi antes que ele se esforçasse mais. O mais velho já estava no auge dos seus 67 anos, sua coluna não era a mesma, e eu não queria que ele a forçasse ainda mais, sem mencionar o cansaço das horas de viagem que tomamos desde o aeroporto para cá. — Mesmo assim, obrigado.

— Por nada, afilhado. Qualquer coisa que acontecer, não hesite em me chamar, tudo bem? — assenti com um sorriso terno, vi o mesmo sorrir de volta e ir para seu quarto. 

Bom... Aqui estou eu.

Olho ao redor enquanto suspiro fortemente. Essa será minha nova realidade, após anos de sofrimento no meu país de origem. A guerra entre, agora, Coréias, causou um grande mal para a população, incluindo a mim. Perdi todos os meus bens, meus amigos e minha família, restando apenas meu padrinho americano de conhecido. Foi uma onda de massacres e bombas por todo território, sem dúvida os piores momentos da minha vida. Me lembro que me vi totalmente perdido assim que reconheci estar sozinho ali, tenho apenas 19 anos, não conseguiria ater com isto apenas eu mesmo. Conheço minhas forças, elas não são potentes o suficiente para isto. Felizmente, lembrei do meu padrinho e entrei em contato com o mesmo por carta, torcendo para que o mesmo endereço que ele enviava a suas cartas ainda fosse o mesmo em que residia. O mais velho não me respondeu, apenas após 3 meses veio de encontro a mim e ofereceu-me sua casa e sua realidade no ocidente para compartilhar, aceitei de bom grado, logicamente.

Me espreguiço e pego minhas malas nas mãos, levando-as para meu novo quarto, o qual o padrinho preparara para mim. Depois de cerca de duas horas, termino a arrumação de minhas roupas no armário e decido ir tomar logo um banho para ir descansar. Rumo ao banheiro social com passos despreocupados, ao chegar no cômodo, ligo a torneira para encher a banheira e começo a me despir. Quando a banheira está devidamente cheia, fecho o registro e entro aos poucos, sentindo meus músculos relaxarem ao entrarem em contato com a água. 

Agora será uma nova vida, terei de deixar tudo para trás e seguir em frente. Ainda dói lembrar de meus pais e meus irmãos que partiram em meio a explosões, porém, não há nada que os traga de volta, tenho que me contentar com as boas e velhas lembranças. Minha vontade era apenas parar nesse momento, para que eu desligasse e deixasse apenas minha mente e meu corpo relaxados pela eternidade. Sei que isso não é possível e que logo, logo, vou ter que encarar a realidade e seus desafios como um jovem adulto, órfão e estrangeiro. 

Sinto um embargo em minha garganta e lágrimas se acumulam em meus olhos, assim, deixo um choro silencioso transparecer em minha face. O mundo é cruel demais, preciso ser forte o suficiente para lutar, por meus pais, meus irmãos, meu padrinho e por mim. 

Depois de cessar o choro, termino meu banho, me seco e me visto. Caminho pelo pequeno corredor que dá acesso à lavanderia e estendo minha toalha ali. Volto ao meu quarto e jogo-me na cama, aguardando o sono vir.

 

[...]

 

— Já disse meu filho, não precisa trabalhar. — Meu padrinho insistia inutilmente em tirar a minha ideia de arranjar algum emprego.

— Preciso sim, padrinho. O senhor não precisa bancar tudo só, tendo eu a quem lhe ajudar. Seria muito egoísmo de minha parte, portanto, deixe-me recompensá-lo por tudo que tem feito por mim até agora — digo em fala firme e com as palavras mais bonitas do meu vocabulário que consegui encontrar, eu preciso convencê-lo.

— Ah, o que eu faço com você? — suspira. — Tudo bem, tudo bem. Você venceu, mas me prometa que não é pra se esforçar demais, e se algo acontecer ou quiser alguma coisa, me diga sem pensar duas vezes — faz uma cara de bravo, mas sei que está brincando pela entonação da sua voz.

— Sim, sim. Obrigado por essa chance — sorrio e pego meu casaco na ombreira. — Aproveitando que ainda é de manhã, o senhor se importa que eu já comece a procurar agora? 

— Vá em frente, pegue minha bicicleta se quiser. Ela está um pouco enferrujada por conta do tempo que não a uso, mas um óleo resolve. Porém, antes que vá, tome esse dinheiro e compre algo para você comer no almoço caso volte tarde — fala atencioso, como sempre.

— Obrigado novamente. Até mais, padrinho — pego o dinheiro e me despeço, seguindo rumo a garagem.

Ao chegar no local, já me deparo com a bicicleta vermelha, um pouco enferrujada, assim como o mais velho me disse. Após colocar o óleo na corrente, peguei o capacete que havia por ali e não demorei em sair da casa. 

Pedalo normalmente pela rua, atento sempre às fachadas de locais que poderiam estar procurando por empregados. Mas me parece que nada está me ajudando. Olho em cada estabelecimento, passando próximo a calçada, e deixo meu desânimo em evidência por realmente não ter nada do que estou procurando.

Não! Devo fazer esse esforço. Não posso desanimar.

Bom, isso me motivou realmente, contudo, o relógio já marcava às 17 horas. Não paro de procurar, sequer almocei, estou cansado, preciso de uma pausa. Se caso eu consiga alguma oportunidade, pretendo não estar com aparência preocupante. 

Paro em uma lanchonete simples, perto de uma capelinha modesta que não sabia que tinha por aqui. Deixo a bicicleta perto de um poste, coloco o capacete dentro do cesto que há à sua frente e entro no estabelecimento.

O lugar, como imaginei, é bem simples, porém, muito aconchegante. Sua decoração faz parte do estilo americano, baseado nas cores branco, vermelho e preto. Mesas quadriculadas com pontas redondas me chamam a atenção, assim como as poltronas vermelhas. O ambiente é bem arejado por conta das imensas janelas que o local possuía. Em um canto perto do balcão, há um tocador de discos consideravelmente grande e de boa qualidade, parecendo ter sido comprado recentemente. Enfim, aqui realmente é um bom lugar.

Deixo de observar o local, e sigo para uma mesa qualquer, já que o balcão está lotado. Me sento de frente a grande televisão que possuía ali, esta que passava algum programa de entretenimento qualquer. 

— Com licença... — Uma voz doce me faz voltar à realidade. Me viro para a dona da voz e visualizo uma loira de olhos azuis sorridente. — O senhor deseja ver o cardápio? — Ela diz.

— Oh, claro — estende-me o papel. — Obrigado.

— Disponha, assim que terminar, toque o sininho — apontou para o sino na parede — que irei vir até aqui anotar o vosso pedido — assenti timidamente e ela saiu.

Enquanto escolhia o que pediria, meu olhar se prende em um canto específico após uma rápida escapada do foco principal. Uma mulher de aparência asiática, de estatura média, madeixas castanhas e olhos doces conversa alegremente com sua colega de trabalho atrás do balcão, enquanto expõe seu sorriso terno e acolhedor e fazia algumas bebidas geladas para vender. Meu coração falha uma batida.

Essa garota é uma das mais belas que já tive a oportunidade de ver.

Não consigo escutar sua voz devido a distância, mas minha imaginação trabalha em colocar um tom melodioso e doce em sua boca. Ah... Sua boca. Seus lábios vermelhinhos e chamativos, desenhados perfeitamente para simetria de sua face delicada, realmente, me parecem convidativos. Ela me aparenta ser um pouco tímida, talvez. 

O que estou falando? 

Percebo um rubor em suas maçãs faciais e reparo seu olhar desviar do meu. Oh, não... Fui pego. Rapidamente, volto minha atenção ao menu, todavia, sem conseguir tirar a imagem daquela moça de minha mente.

— Um hambúrguer simples e uma Coca-Cola, por favor — dito após tocar o sino e a garçonete vir em minha direção. 

— Certo... — anota em seu bloco. — Tudo bem. Seu pedido estará pronto em alguns minutos — sorri e segue para detrás do balcão. 

O estabelecimento estava consideravelmente cheio, não sei o porquê, mas enfim...

— A-Aqui está seu pedido, senhor. — Uma voz diferente da senhorita loira que me atendera anteriormente ecoou em meus ouvidos, me fazendo imediatamente virar para onde vinha o som. As bochechas ruborizadas, o olhar vacilante, os fios sedosos presos em um rabo de cavalo alto, um corpo pequeno perto do meu e a aparência asiática gritavam em destaque na moça tímida, a qual eu admirara de longe há alguns minutos e que agora está em minha frente. Ela é ainda mais encantadora de perto.

— Obrigado... — Minhas palavras saem no automático e quase como um sussurro. Não consigo desprender os olhos dela, é mais forte que eu. 

— Qualquer coisa que precisar, só precisa chamar — recompõe-se, conseguindo falar sem gaguejar, e antes que saia dali, pergunto:

— O que aconteceu que a senhorita de cabelos loiros não pôde me atender? 

— Na verdade, esta mesa é minha, porém estava um pouco ocupada e não pude vir atendê-lo, perdão.

— Ah, tudo bem. Desculpe por ser intrometido.

— Sem problemas, senhor — sorri e se retira.

Começo a comer meu pedido e penso em alguma forma de chamar a atenção dela. Ela é tímida, então tenho que ir aos poucos...

E se... Ah, acho que irá funcionar.

— Senhorita...? — Tento chamar a atenção da mesma moça, que não estava muito longe dali e consigo trazê-la de volta à minha mesa.

— Sim, senhor? 

— Por gentileza, poderia me fornecer uma caneta?

— Uma caneta? — Aceno positivamente com a cabeça. — Tenho uma comigo que uso para anotar os pedidos, pode usar — estende-me o objeto e ouve uma voz mais para dentro da cozinha a chamando. — Eu preciso ir, mas assim que terminar, pode deixar em cima da mesa que virei buscar. — E, finalmente, sai. 

"Vim aqui pela primeira vez e me encantei pelo lugar, mas me encantou ainda mais uma pessoa em específico: aparência asiática, cabelos médios castanhos que veio deixar meu pedido e me abriu um lindo sorriso, por obséquio conheces quem eu falo?"

Termino de escrever em um guardanapo limpo com a letra mais bonita que consigo fazer e torço para não estar ruim.

Não está tão ruim assim, não é?

Deixo o pedaço de papel não-fabricado-para-cartas ao meu lado e começo a degustar de minha comida. Após comer, coloco o guardanapo debaixo do prato, deixando-o um pouco evidente, e levanto-me, indo até o caixa pagar minha conta. Apenas vou embora, montando na bicicleta e torcendo para que ela veja e leia.

 

[...]

 

Três semanas se passaram. Eu consegui um emprego em uma loja de conveniência de um posto de gasolina não tão longe de onde moro — e da lanchonete —, o salário não é algo exuberante, contudo, é tudo que eu preciso.

Como um costume, após que comecei a trabalhar, passo na aconchegante lanchonete todas as noites após meu expediente. A asiática — que depois de um tempo descobri se chamar Bae Joohyun. As pessoas a chamam de Irene para facilitar — ficava até mais tarde, já que seu turno começava às 16h. E hoje, não seria diferente.

Adentro o estabelecimento, fazendo o sininho que ficava em cima da porta fazer o barulho que indicava a chegada de alguém. A garçonete loira que estava no balcão sorri para mim e me cumprimenta com a cabeça, percebo que cutuca a Joohyun que estava mais atrás assim que sento na mesa de sempre. Bae exibe um sorriso bonito e meu coração acelera. Por que tão bonita?

Fico sem graça, mas mantenho o contato visual, já ela desvia sorrindo constrangida e caminha até mim.

— Boa noite, senhor. — Ela me cumprimenta com a voz aveludada que possuía. — O que vai querer hoje?

— O de sempre — sorrio.

— Ah, tudo bem. — Ela anota. — Aguarde um pouco que estará pronto. 

— Certo... — Ela pede licença e se encaminha para a cozinha.

Um detalhe que acontece todas as vezes que venho aqui: sempre deixo algum recadinho no guardanapo, assim como no primeiro dia. Sim, continuei com esse costume, pois acho que em algum momento ela irá retribuir, e mesmo que isso não aconteça, servirão para mostrá-la que tem alguém que a admira muito. Meus bilhetes são clichês, mas em minha perspectiva irão fazê-la sorrir. 

Trazendo a bandeja com meu pedido em mãos, a garota, que cativou meu frágil coração inesperadamente, deixa o refrigerante e o hambúrguer em cima da mesa com o rubor típico em suas bochechas e se retira novamente.

Como normalmente, e ao final, retiro um guardanapo do amontoado e pego a caneta que sempre carrego comigo.

"A lua está tão linda, vistes? Uma vez conversei com ela e disse que alguém tinha feito meu coração acelerar por demais, que me fazia sorrir toda vez que meus pensamentos vagos se voltavam à sua imagem. Estarei eu apaixonado por você?"

Guardo a caneta após tampá-la e levanto o prato para deixar o guardanapo embaixo, como sempre, porém percebo que já tinha um papel ali. Pego-o, e ao ler o conteúdo, meu ânimo vai a mil e meu coração o acompanha.

"Olá, venho aqui para agradecê-lo pelas cartinhas, realmente me fazem suspirar. Sou tímida demais para admitir em voz alta, mas te acho muito atraente e muito bonito. Espero que não se incomode com olhares, pois enquanto está neste estabelecimento, o observo às espreitas para você não perceber. O quanto me cativas?"

Naquela noite, fui para casa muito contente e, visivelmente, animado, e isso não passou despercebido pelo meu padrinho.

— Você está bem animado hoje, filho, aconteceu algo? 

— Ah, padrinho... Eu finalmente percebi que as semanas que tenho ido à lanchonete estão fazendo efeito. — Ele entende o que falei, ri e senta ao meu lado no sofá.

— Ela te deu algum sinal? — pergunta casto.

— Sim, ela me respondeu. Ela me respondeu, padrinho! Ah, estou tão feliz! — Escondo meu rosto em uma das almofadas, tentando conter inutilmente meu sorriso, e escuto uma risada do mais velho.

— Ah, meu jovem, parece que o universo está a seu favor. Me diga, ela é bonita? 

— Bonita é pouco para descrevê-la. O senhor entenderia se a visse, ela é a mulher mais linda que vi em toda minha vida. E ela me respondeu! Eu não consigo acreditar. O senhor consegue me entender?

— Ah... — Ele suspira, com uma aura  nostálgica. — Eu passei pelo mesmo, filho. Quando conheci sua madrinha, eu pensava o mesmo sobre ela. — Ele parece se lembrar de momentos que vivenciou no passado.

— Vocês se amavam muito, não é?

— Sim, filho. O amor que senti por ela mal cabia em mim. 

— Sinto muito pela perda dela.

— Não sinta, meu jovem, isso é natural da vida — sorriu e uma única lágrima cai de seus olhos cansados. — Nós vivemos muito, amamos-nos muito, nós aproveitamos muito, nós precisaríamos descansar, e ela foi dormir primeiro. Não penso que foi errado ela partir, foi normal, e um dia irei reencontrá-la.

— Tomara que eu tenha uma história tão bonita como a sua, padrinho. — Ele ri.

— Taehyung, agradeço por sua admiração. Mas viva a sua vida do seu jeito, certo? Faça sua própria história de amor com sua amada, que parece que finalmente encontraste. 

— Vou, padrinho. Eu vou.

 

Bae Joohyun 

 

Seis meses se passaram desde a primeira ida de Taehyung à lanchonete que trabalho. Seis meses que vi o homem mais lindo que pude ter a oportunidade de ver. Seis meses que recebo bilhetes após cada refeição. Seis meses que trocamos palavras cativantes e melosas. Não consigo imaginar como não engordou tanto depois dos dias em que comeu hambúrguer e refrigerante. Ele continua... Exuberante, como sempre foi. 

Taehyung possui um rosto marcante, cor levemente bronzeada, olhos penetrantes e o sorriso quadrado que quebrava sua pose de durão. Perto de mim, ele é consideravelmente alto e possui ombros largos. O cabelo castanho em corte tradicional cai em sua testa graciosamente, moldando ainda mais sua face. Sua voz é forte, confesso que tremi um pouco quando a escutei pela primeira vez.

Quantas vezes pensei nele durante o trabalho, ou em casa, até mesmo no meu quarto antes de dormir? Quantas foram as imagens de nós dois juntos que tiraram meu sono apenas para que pudesse me iludir um pouco. Quantas foram as vezes que imaginei como seria o gosto de seus lábios tão chamativos para mim?

Talvez eu esteja indo rápido demais, porém quero o conhecer mais, quero-o mais perto, quero saber seu passado e ser seu futuro, quero ser dele e quero-o para mim. 

Mais um dia se passou, a noite chega com o frio terno da estação. A pouca movimentação por essas horas, mantém a calmaria dentro da lanchonete. Alguns clientes ali, outros acolá e espero o meu freguês chegar de seu expediente. 

O relógio marca 20h34, no tocador de discos The Beatles cantam Please Please Me, e o sininho da porta ecoa por todo ambiente. Ele chegou. 

Sua aparência parecia um pouco cansada, mas não deixou de mostrar seu lindo sorriso assim que me viu. Ao se sentar no lugar que parecia ser seu, vou em sua direção.

— Boa noite, senhor. Vai querer o de sempre? 

— Não, resolvi ter atitude de sair da minha zona de conforto. — Ele fala com as sobrancelhas arqueadas e me surpreendo, todavia, não deixo transparecer. Os olhos dele querem me dizer algo, mas não consigo desvendá-los. — Quero uma porção de batatas fritas e um milk-shake de morango.

— Oh, certo — anoto. — Com licença — sorrio e me retiro.

Quando o pedido fica pronto, faço meu bilhete de sempre e deixo debaixo da cestinha de batatas. Nada demais, apenas palavras expressivas e que contam o que sinto. Ponho na mesa com cuidado e antes de me retirar, o olho e pisco. 

Assim que coloco meus pés atrás do balcão, percebo o que fiz. Meu Deus, eu pisquei para ele. De onde eu tirei coragem? 

Eu fui muito ousada, ah. Depois de um tempo surtando, me recomponho assim que ele vem no caixa com um sorrisinho de canto.

— Você pode ir ali fora comigo? — dispara depois de pagar, um pouco nervoso. 

— C-Claro. Vamos. — Ele me aguarda dar a volta para irmos juntos.

Já no lado de fora, meu coração luta para ficar dentro do peito. As luzes fracas dos postes deixam o clima mais aconchegante, mas a tensão em meus ombros não me deixa aproveitar da sensação. Taehyung para em minha frente, coloca as mãos nos bolsos de seu sobretudo e começa a falar:

— Sei que não faz nem um ano que nos conhecemos, mas é evidente a forma que nos conectamos e o quanto nos gostamos. — Ele suspira e aparenta tomar coragem. — Se estiver indo muito rápido, eu não sei, só quero lhe perguntar de uma vez por todas — sorri para mim, e eu tenho vontade de chorar de emoção. — Quer sair comigo?

— E-Eu… Quero. Quero sim. 

— Ah, Meu Deus, você aceitou! — Ele sorri. — Você gosta de sorvete? — aceno com a cabeça positivamente, ainda muito tímida. — O que acha de irmos para a sorveteria que inaugurou semana passada neste próximo domingo, às 14 horas?

— Por mim tudo bem… — aceito o pedido. — Onde podemos nos encontrar?

— Me dê seu endereço, eu irei te buscar em casa. 

— Oh, eu moro apenas a duas ruas daqui. Em uma casa amarela, é a única desta cor, é fácil de encontrar.

— Ah…Ok… Argh, estou tão feliz. — Ele dita. — Agora preciso ir, entre e tenha cuidado ao voltar para casa. 

— Tudo bem, vá com cuidado também. 

— Até mais, Joohyun.

— Até mais, Taehyung.

 


Notas Finais


então, o que acharam??? :3 confesso que deixei o final um pouco vago, mas o foco da história o Taehyung era conquistar a Joohyun com as cartinhas, e ele conseguiu. portanto, o encontro deles deixarei com a imaginação de vocês, sintam-se a vontade de moldar o final. se quiserem comentar como seria o seu desfecho, comentem, ficaria muito feliz em ler :)

agradeço muito, muito a @juune pela capa lindíssima e muito fofa, e a @seokly por ter betado o capítulo ♥♥♥

enfim, babys, é isto.


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