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História Cartinhas para ele (I.N stray kids) - Capítulo 2



Notas do Autor


°•BOA LEITURA•°

Capítulo 2 - Cap 2


Fanfic / Fanfiction Cartinhas para ele (I.N stray kids) - Capítulo 2 - Cap 2

– quinta-feira, 19 de março - 21:58 –

Eu estou na lanchonete com os meus amigos conversando sobre várias coisas, mais especificamente sobre garotas, esse tipo de conversa dá-me enjôo, é sempre a mesma coisa.

— Mano, a Hanna é muito linda. — comentou Hyun-jin sorrindo malicioso.

— Acho que a Becker é mais bonita e bem melhor que a Hanna. — comentou Bang.

— E eu acho que deveríamos conversar sobre outra coisa que não seja mulheres, tanto assunto para conversar. — falou Félix.

Realmente eu estou sem saco para esse assunto,os meninos deram ombros e começaram a falar sobre preferência.

— Eu gosto de loiras, adoro o cabelo cor de ouro e você Jeon-gin? — pergunta Hyun-jin.

— Gosto de garotas inteligentes e fofas, talvez meio doidinhas — expliquei olhando para eles, que começaram a rir de uma forma estranha.— O que foi?

— Então você quer dizer que gosta de meninas estilo Julie Evans ou Ivy Flores? — Bang me perguntou e eu o olhei confuso.

— Quem são essas garotas? — arrumei a minha postura na cadeira e Minho se pronunciou.

— Elas são duas estrangeiras da sala do Hyun-jin, ambas são bonitas e muito inteligentes, porém nada acessíveis. — explicou e eu jurava que uma delas era familiar para mim.

— Mulheres acessíveis para você são mulheres de minissaias e decotes exagerados? — Félix pergunta irônico.

Todos os garotos presente vaiaram o rapaz e ele sorriu sem jeito.

— Não, mas se você pensar bem, as mulheres também tem os seus interesses, jovem gafanhoto. — falou dando uma de sábio.

— Eu vou para casa, o cheiro de testosterona está me matando e eu tenho atividades para fazer. — falei e dei tchau para os meninos.

Sai da lanchonete tendo a visão do carro da minha mãe, fui até ele e adentrei o automóvel. Olhei para a minha mãe que tinha a aparência cansada e dei-lhe um beijo na bochecha.

— Está tudo bem com você? — perguntei preocupado, ela apenas assentiu e começou a dirigir.

Minha mãe é uma nutricionista, e ultimamente o seu trabalho está lhe matando, sempre cansada e com sono, já que tem que verificar algumas coisas do hospital.

Apenas palavras básicas foram trocadas entre nós dois.

Chegamos em casa e eu fui diretamente para o meu quarto e ela para o dela. Abri a porta do meu quarto e adentrei o cômodo, caminhei até a minha estante e peguei o livro de português, inglês e sociologia. Botei todos em minha mesa e passei a estudá-los.

°°°°

Após ficar vegetando naquela mesa e estudando todo aquele conteúdo, decidi ir tomar banho para dormir.

– sexta-feira, 20 de março - 06:29 –

Acordei com a música – que se tornou irritante – do meu despertador e coloco o travesseiro em meu rosto.

— Ah, que saco! — desliguei o despertador e me levantei, eu senti as correntes da preguiça me puxando para cama.

Caminhei meio grogue de sono até o banheiro, esbarrando em tudo que estava em minha frente. Após adentrar o cômodo, comecei a me despir e logo depois coloquei toda a minha roupa no cesto, fui até o box e comecei o meu banho.

°°°°

Após ter terminado de banhar vou para o meu quarto, vendo o meu uniforme passado e arrumado em cima da cama.

— Obrigado pai — agradeço baixinho sabendo que ele estava na cozinha, provavelmente fazendo café.

Me arrumei aos poucos, sem pressa. Ajeitei a minha gravata e penteei o cabelo; peguei os livros necessário para a aula de hoje e os coloquei na minha bolsa; dei uma organizada no meu quarto e desci as escadas com a minha bolsa.

Eu já podia sentir o cheiro de café sendo preparado e vi o meu pai o fazendo.

— Bom dia pai, a mamãe já foi? — perguntei pondo a mochila no chão.

— Sim e bom dia, poderia ligar a tv? — pediu e eu fiz — Aumenta um pouco mais — eu aumentei e pude escutar o programa que meu pai adora.

" Bom dia mulheres de toda Incheon! Bem, hoje vamos conversar um assunto, que meche com a dignidade masculina que é... Quem é melhor? Homens ou mulheres com atitudes?" — IU fala empolgada — " Jungkook, qual é a sua opinião?"

— Eu acho que mulheres, em! — meu pai respondeu comendo torrada. — E você Yang?

— Mulher.— respondi tomando café.

"Bem, na minha opinião IU, eu acho que são mulheres. Elas são bem inteligentes e multitarefas, conseguem pensar em várias coisas ao mesmo tempo, são bem detalhistas. Tipo, é só uma mulher olhar para um homem que ela decidi se ele vai ser um bom pai ou não" — comentou Jungkook sorrindo.

— Sabia! — meu pai comemora e eu ri da cena.

"Mas porque os homens discriminam as mulheres com atitudes?" — questiona IU.— "Responda essa pergunta para nós Bambam"

"Simples, por medo! Homens adoram o poder de ser o primeiro em tudo, por isso odeiam quando as mulheres são mais determinadas para isso. Por que, eu não preciso soletrar ou desenhar que mulhere com atitude é mulher com poder" — respondeu Babam.

— Papai, isso é verdade? — questionei.

— Sim, sabe o nosso medo ou pelo menos o meu naquela época, era não ser o alfa que a sociedade queria. A sua mãe se declarou para mim e eu não vou mentir que fiquei chateado, porque eu queria ser o homem perfeitinho que todas as amigas dela desejariam, mas... confesso que adorei a iniciativa. Ela mostrou o poder dela naquela época e mandou naquela situação, e agora manda em mim. — explicou-se sorrindo.

— O que fazer quando uma mulher se declarar para mim, tipo se eu não a amo? — perguntei comendo um biscoito.

— Se for rejeitá-la, faça isso com carinho,tente ser o mais carinhoso possível. Caso você queira a garota fale o que sente. — falou calmo — Agora, tome o seu café da manhã para irmos para a escola.

Tomei meu café e fui escovar os dentes, desci as escadas e vi o meu pai pegar a chave do carro.

— Vamos? — eu assenti.

°°°°

Chegamos na escola e ambos entramos no edifício, já que o mais velho é professor de filosofia, ele foi para a sala de professores e eu para perto de meus amigos.

— Bom dia meninos. — eles me olharam e o Bang me abraçou.

— Eai! — disseram em unissono

— Yang, os meninos me chamaram de pevertido! Logo eu, o mais puro do grupo. — falou fingindo um choro.

— Por que estão dizendo isso? — perguntei e o Félix respondeu:

— Encontramos três revistas pornô no quarto dele. — explicou sorrindo.

— Você não presta Chan. — empurrei o garoto que sorria pervertido. Ele passou a olhar o pátio enquanto o restante dos meninos conversavam — Olha lá!

— O que foi doido? — Félix se pronunciou.

— Aquela é a Julie Evans. — apontou para uma garota que andava ao lado de Rubin.

— É bonita e...

O sinal tocou, não me deixando terminar todos entraram e nós ficamos conversando mais um pouco.

— Vamos entrar — falou Minho.

Entramos na escola, falando alto como sempre, todos nós fomos para a ala de armários, para pegar os nossos livros. Mas quando abri o meu vi uma pequena carta alí dentro, rosa pastel e bem enfeitada, olhei para o lado e tudo o que pude ver era uma silhueta de uma garota entrando em sua sala.

— Meninos eu vou no banheiro, podem comunicar para o meu professor, por favor? — pedi.

— Pode deixar.

— Valeu Hyun-jin.

Me encaminhei para o banheiro e entrei em uma das cabines, finalmente abrindo a pequena carta.

 "Oi Yang. Essa é a primeira carta que estou lhe entregando, mesmo tendo outras em casa. Mas enfim. Sabe eu venho te observando todos esse três anos, e percebi que você é diferente de todos os garotos que já entraram na minha vida. Você não é o tipo que cheira testosterona a quilômetros de distância, muito pelo contrário, você é um garoto gentil que nunca me esnobou ou fez piada do quão diferente eu sou. Deve ser por isso que eu me apaixonei por você, mesmo sabendo que nunca sentiria o mesmo por mim quero que saiba que você é o amor da minha vida, mesmo não me vendo quero dizer que te acho um máximo, desculpe por não entregar pessoalmente, sou covarde demais para isso. Assinado Julie"

— Nossa, será que essa é a Julie Evans que os meninos falaram? — me questionei e decidi seguir a minha intuição.

Saí do banheiro e fui para a ala de armários, abri o meu e deixei a carta lá dentro.

Lembro que tinha uma última pessoa fora da sala e provavelmente era a dona da carta. Lembro da sala, que por sinal é onde o meu pai está dando aula, fui até o segundo ano C e entrei no mesmo.

— Pois não? — o professor se pronunciou e eu comecei a procurar alguém semelhante a aquela garota.

— Estou procurando uma garota, mais especificamente, a senhorita Julie. — falei e o professor passou a procurá-la.

— Senhorita Evans, venha aqui por favor. — pediu e eu vi uma figura fofa se levantar.

Ela aparentemente estava nervosa, estava até soluçando, meu pai explicou e eu a chamei.

— Preciso conversar com você, mas vamos pegar uma coisa antes. — falei calmo segurando o antebraço da mais nova.

— O-Okay. — ela estava bem nervosa, dava para sentir o seu corpo vibrar.

— Não se preocupe, vai ficar tudo bem.

Tentei tranquilizar a garota, mas nada adiantou. Andamos até chegar no meu armário, eu abri o mesmo e peguei a carta. Ela tentou correr mas eu fui mais ágil e peguei em sua mão, a puxando para mais perto.

— O que diz nessa carta... é verdade? — ela assentiu olhando para baixo. — Olha, me desculpa,mas eu...

Antes que eu terminasse eu pude escutar o seu choro baixinho.

— Não, não chore. — abracei a garota que tentou se desvencilhar de meu toque mas se deu por vencida.

— Desculpa Yang. — pediu me abraçando.

— Você disse que sente isso a três anos, como pôde me amar por tanto tempo? — perguntei baixinho a sentindo me apertar.

— É impossível não amar você. — falou abafado.

Sorri bobo com essas palavras e beijei o topo de sua cabeça.

— Quantos anos você tem pequena?

— Tenho 17. — respondeu soluçando.

— Eu sou dois anos mais velho que você, acho que sou bem velhinho para você, não acha? — ela negou me fazendo rir. — Okay, respira um pouco, eu vou ficar aqui contigo.

— Obrigada Jeong-in — fiz carinho em seus cabelos.

Ficamos aqui fora, em silêncio, por alguns minutos e depois a levei para a sua sala, calmamente para não parecer que estou querendo me livrar da menina o mais rápido possível.

Paramos em frente a sala da garota e ela falou:

— Me perdoe por... Por escrever a carta e me desculpa pelo ocorrido — ela se curvou e voltou a sua postura.

— Não precisa, eu já fiz isso também. — sorri sem jeito. — Na carta dizia que você fez outras para mim, é verdade?

Ela soluçou e assentiu.

— No total, quantas cartas você fez? — perguntei curioso.

— Seis — respondeu tímida.

— Poderia trazer uma para mim amanhã? — pedi e ela me olhou espantada — Por favor, eu irei mantê-las seguras comigo, só quero ver o que você escreve sobre mim... É que eu acho cartas de amor bem belas e bem românticas.

Ela pareceu relutante mas acatou o meu pedido.

— Obrigado! Bem é melhor voltar para a sua sala, acho que você está perdendo muito conteúdo — expliquei. — Tenha uma boa aula, Julie.

— Você também Yang. — desejou e entrou na sua sala.

Eu me escorei na parede e tratei de ir logo para a minha sala, no caminho todo fiquei pensando na carta. Uma imensa curiosidade bateu para saber o que ela escreveu em todas as cartas restantes.

Como alguém pode amar alguém por tanto tempo? Corrigindo, como pôde me amar esse tempo todo, senhorita Julie?


Notas Finais


○●CRÉDITOS●○

♡Escrita : @Blood_Underwear
♡Betagem : @Black_Horse
♡Capa e Baner : @Blood_Underwear


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