História Casa comigo? (Sasusaku) - Capítulo 14


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Sasusaku
Visualizações 491
Palavras 3.789
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Continuação do capítulo anterior, bebês ❤ desculpa a demora para postar.
Espero que estejam gostando ❤

Capítulo 14 - Fogo a fogo


Fanfic / Fanfiction Casa comigo? (Sasusaku) - Capítulo 14 - Fogo a fogo

O ambiente ficou tenso. De repente não havia mais o barulho do alerta de incêndio, nem a tosse de Akira. Apenas o olhar carrancudo e pesado do homem de brincos, que me encarava com deboche.

- Fui avisado que você queria de me ver...- continuou ele.

- Que bom que veio- Repondi.

- Vejo que encontrou meu esconderijo na floresta.

- O cativeiro?- A palavra pareceu pesar demais- Não tente me enganar dizendo que servia apenas pra esconder o ouro. Pra isso servem os bancos.

O homem sorriu com raiva.

- Quanto a minha loja e aos meus filhos, não vou deixar passar - O homem fez selos de katon, assim como os demais.

- Sakura!- chamei.

Ela escorregou para o meu lado e agarrou Akira pelo tronco, puxando para fora da linha de perigo.

Sakura arrastou o homem para dentro de um quarto e se trancou com ele lá dentro.

Imaginei que fosse para cuidar do envenenamento.

- Cuide deles!- gritou ela antes de entrar.

Pulei entre o grande chakra de fogo lançado, as chamas queimaram tudo o que tocaram, mas eu atraveissei por dentro dela, e choquei a espada contra sua bengala de ouro, agora empunhada fazendo meio X para se proteger.

Continuamos trocando golpes, som metálicos tremeluziam seus timbres por nossos ouvidos.

- Amaterasu- queimei sua bengala.

O homem disparou pequenas bolas de fogo com os selos de Katon, que percorreram o espaço disparando mais uma vez o alarme, fazendo chover sobre nós.

- Benjiro, Hayato!

Os  homens que vieram com ele finalmente saíram de seus estados de petrificação e me atacaram.

Os dois homens eram velhos, mas não tão velho quanto o de brinco. Ambos atacaram juntos, e seus anéis brilhavam colo chamas reluzentes. Dos anéis saíram bolas de fogo que formaram uma corrente que usaram como um chicote.

- Itsuki, Jiro, onde está a mulher?- perguntou o homem de brinco, o líder.

Itsuki, que estava machucado após a briga com Sakura, segurava a mulher ruiva pelos ombros, e ela segurava com força o lençol que estava enrolada.

- Jiro, onde está Akira?- Continuou perguntando.

- Não sei, mestre. Estava ajudando Itsuki com...

- Não me importa! Eu mandei que ficassem de olho no velho!

- Mas...

- Vá buscar o desgraçado do Akira!

- Cuidado!- berrou um dos ciganos que vieram com Sakura.

O mestre deles olhou para trás, mas era tarde. Joguei um dos babacas que me atacavam para cima dele. O velho tentou desviar, mas cambaleou para frente. O cara arremeçado bateu a cabeça na parede e caiu desacordado.

O velho se segurou no braço de Hayato, que com o outro fez símbolos, formando os selos de Doton.

Uma redoma de terra saiu das paredes, e pouco a pouco tentava me fechar.

- Amaterasu- A redoma começou a de queimar, até não sobrar nada.

- Que-Que??- Hayato se assustou.

- Está apavorado?- Perguntei, audacioso.

Nem foi preciso responder, sua aparência era de alguém aterrorizado.

- Quer ver o que mais esse olho faz?

Hyato, um dos velhos que acompanhavam o mestre, não fez menção em desejar descobrir o poder do meu Mangekyo. Apavorado com o que vira, correu até a porta corta incêndio e desceu escadas abaixo.

- Tsc- bufou o líder- Mariquinha!!! É verdade que você sempre foi uma mariquinha medrosa, Hayato!

- Hayato não via a oportunidade de escapar- comentou um dos ciganos.

- É o que dá querer colocar nos negócios pessoas que não são família- disse o mestre.

- Ei!- exclamou Jiro (um dos caras do elevador)- Minha família tem negócios com a sua muito antes deu nascer. Está dizendo que não somos fiéis? Ouviu isso, Itsuki?

- O senhor não está satisfeito com nossas parcerias?- Perguntou o outro, provavelmente Itsuki.

Itsuki apertou os ombros da garota ruiva, que reclamou.

- Me solta seu patife!- A garota rangeu os dentes.

- Ah, quase me esqueci...- O velho de brincos caminhou até a garota- Cadê o velho do seu marido?

A garota olhou para o homem nu e depois para o velho.

- Não sei onde está Akira-senpai.

- Não seja uma puta mentirosa!

-Não fale assim com a Hyuna-chan!- o homem que antes estava agachado escondendo sua nudez, se levantou. Ele usava óculos redondos e era branco, seu corpo era magro e franzino. Parecia aqueles nerdes inteligentes.

- Hira-chan!- a garota tapou os olhos e corou.

Hira pareceu não ligar para sua nudez apesar de ter ficado vermelho.

O velho riu.

- É com uma arma tão pequena que você quer me desafiar?- O velho riu até ficar vermelho. Junto com ele, todos os seus capangas.

- Felizmente pra você, eu prefiro peixes maiores- o velho se virou para mim- Seus olhos. Sharingan?

Dei de ombros.

- Eles devem valer bastante- comentou ele- Jiro, Kasumi, Masakazu, quero que detenham esse verme. Vamos ganhar uma bolada com os olhos do último Uchiha.

Os três panacas puxaram suas kunais e juntos fizeram selos. Suas armas ganharam brilho e ao serem arremeçadas ganharam caldas flamejantes.

Enquanto elas vinham em minha direção, os três patetas fizeram selos, cada um com um elemento diferente: Doton, Katon e Raiton.

O homem do raiton fez as luzes de emergência piscarem. Bolas de eletricidade giravam ao seu redor, e depois, ao serem direcionadas, explodiam cheias de faíscas.

Bati com minha katana em cada uma das esferas de luz, enquanto bloqueava a rajada de fogo que formavam furacões pequenos no chão, e os golpes pesados com pedaços de terra que o terceiro tentava acertar.

- Katon! Housenka no Jutsu!

Lancei flores de fogo sobre eles. Os três desviaram correndo pela parede e teto, até estarem cada vez mais perto.

Eu poderia facilmente acabar com eles em qualquer momento, mas não queria causar mortes.

Deixei que se aproximassem, e quando estivessem bem perto, com o Sharingan eu veria seus chakras, e então lhes colocaria para dormir.

Os três ninjas fizeram mais selos e lançaram shurikens. Quando estavam a poucos metros de distância, fiz selos de raiton.

- Chidori Senbon!- Agulhas de chakra Raiton saíram de minha espada e cruzaram o espaço até atingirem os pontos de chakra de cada um deles.

- Meu chakra!- exclamou um deles.

- Meus selos não funcionam!!

- O que você fez com...?- Os três me olhavam com raiva. Ao me encararem, os coloquei em um genjutsu.

- Se mecham!- berrou o velho.

Os três capangas nada fizeram. Ficaram imóveis em seus lugares com os olhos perdidos no nada. Deixei que devagassem em seus subconscientes. Para eles, o confronto ainda acontecia.

- Tsc, que porcaria- Berrou o velho- Itsuki, larga essa mulher no chão é vá!

Itsuki, o cara que segurava a moça ruiva, prostrou-se e fez selos. Antes que pudesse terminar ele também estava preso no genjutsu.

- Humf.

- Incompetente!!

O velho se virou para mim, mas manteve seus olhos no chão.

- Pelo visto somos somente eu e você- Rosnou ele.

O homem fez alguns selos que não consegui identificar sua sequência. Senti meu corpo ficar pesado e minha visão turva.

- Jutsu de sono!

Senti meu corpo pesar cada vez mais. Com o passar dos segundos cada parte de mim parecia estar mais próxima do chão.

- Grr.

- Onde está seu Sharingan agora?!

- Maldito... Acha que um jutsu de meia tigela pode me parar?- Forcei a visão a ponto de meu Sharingan ativar o Magekyo sozinho. Sangue escorria do meu olho direito, enquanto o velho precionava as mãos uma contra a outra, como numa oração.

- Sono Eterno!

Minha visão se esbranquiçou, mas eu ainda podia ver seu chakra e seus movimentos. Eu ainda não tinha caído.

- Até que você não é tão fraco- grunhi.

O velho riu- Achou que eu fosse como esses ninjas de merda? Cheguei até aqui com minhas habilidades!

A porta do quarto de Akira se abriu, e de lá saíram Sakura e o homem, que agora parecia bem melhor.

- Hyuna- chan?- chamou ele.

Os olhos do homem de bricos seguiram na direção de sua voz, e então sua feição mudou.

- Deu as caras, maldito?- O velho disparou a direção de Akira, mas antes que pudessem trocar chutes ou socos, o velho de brincos agarrou Hyuna, tirou uma faca do bolso e colocou em seu pescoço.

O homem se certificou que de onde estava pudesse ver todos os que estavam no corredor; Eu, Sakura, os três caras paralisados por causa do Genjutsu, Akira,Hyuna, o homem nu e um dos capangas- Que também estava paralisado.

- Vamos falar na sua língua, velho maldito- Disse o homem de brincos.

- Largue a Hyuna, Matsuda!- Respondeu Akira- Ela não tem nada haver com nossos problemas!

- Aaah! Agora você quer agir como homem?! O que aconteceu com o velho safado de alguns anos atrás?

- Deixe minha esposa em paz!

- Sua esposa?- Matsuda olhou em volta- Mas e esse cara?- Ele apontou para o cara de óculos, que agora tampava sua genitária.

- Cara vai buscar suas roupas!- exclamou Matsuda com uma ordem. O rapaz de óculos correu até o quarto e fechou a porta. As chamas lá dentro foram apagadas pelo sistema anti incêndio.

Akira observava a cena com tristeza.

- E o que me diz?- Matsuda voltou a falar.

- Hyuna-chan... Como pode...? Justo com o meu acessor de imprensa?- ele olhava para a moça com desgosto. Ela era pelo menos trinta anos mais nova que ele.

- Akira-chan, foi um erro, por favor, me perdoe...- falou a garota entre lágrimas.

- A vida está me vingando, caro Akira!! Se você não tivesse fugido com o dinheiro naquela noite, eu não teria ficado para trás. Eu não teria que voltar para casa da minha mãe e ser seguido por um policial. Eu não teria que usar meu jutsu secreto de família para escapar da prisão. Graças a você, Akira, permaneci pobre e procurado! Mas as coisas mudaram quando me casei com Mayu e tivemos nossos seis filhos.

- Você e Mayu se casaram?

- Óbvio que sim, acha que além de me roubar eu ia deixar a Mayu pra você?

- Você sempre fez as piores escolhas, se metia em roubadas, inclusive quase fomos pegos se não fosse por mim. Livrei sua cara várias vezes, e agora eu sou o vilão?

Olhei para Sakura e ela para mim. Aquela sena toda parecia de novela.

Enquanto eles discutiam, nós observavamos o desenrolar da história.

- Se você não fosse um patife que fugiu com a grana da nossa gangue, nenhum de nós ainda estaríamos nessa vila idiota no interior desse país idiota!

- Você ia gastar com bobagens!

- Não interessa o que eu ia fazer! Você enriqueceu nas custas do meu dinheiro!

- Nosso dinheiro!

- Dinheiro do povo- Me intrometi.

Os dois olharam para mim, e depois voltaram a discutir.

- E o que você quer agora, Matsuda?

- Quero que você pague pelo o que me fez passar!- Matsuda apertou a faca na garganta da garota ruiva- Assine um termo passando parte da sua fortuna para mim, e eu liberto a moça.

- Você está maluco, Matsuda?! Não posso fazer isso sem a polícia desconfiar!!

- Não quero saber o que você vai fazer, se quer que eu solte sua infiel esposa, vai ter que pagar!!- Matsuda não estava de brincadeira. A garota ruiva, Hyuna, tossia cada vez mais, e parecia estar ficando com dificuldades para respirar.

- Não dê nada a ele, Akira-senpai!- resmungou ela, abafado.

- Cale a boca, sua cadela inútil!- Retrucou Matsuda.

- Não fale assim com a Hyuna-chan!

- Ela te traiu, meu velho! Essa mulher não vale nada!!

Silêncio se fez por alguns segundos, que pareciam uma eternidade. A porta do quarto que antes estava em chamas se abriu, e o rapaz de óculos pulou para fora. Em sua mão havia uma espada menor do que a minha, do tipo que a Ambu usava. Ele correu até Matsuda e tentou acertar seu braço.

O velho sem soltar Hyuna, segurou seu braço para cima, e apertou com força.

Enquanto Hira tentava de disvenci-lhar, Akira agarrou Hyuna e a puxou para fora do abraço de Matsuda.

A garota limpou as lágrimas e o abraçou.

- Akira-senpai, obrigada.

Ele nada disse.

Matsuda se enfureceu.

As mãos do rapaz começaram a fraquejar, e sua espada caiu para o lado. O velho Matsuda sucou seu queixo, e desnorteado, Hira caiu.

Sakura correu para levanta-lo mas foi atingida na barriga. Ela olhou para baixo e viu a espada do rapaz, que a segundos estava no chão, agora presa em sua barriga.

- Se afaste, garota entrometida!- Matsuda fez seus selos de jutsu de sono, e em instantes Sakura apagou.

- Idiota- sibilei

Não pude evitar que Sakura fosse atingida. Tudo aconteceu tão rápido. Em pouco tempo muita gente foi atingida e tudo isso em segundos.

Matsuda agarrou Hira e lhe prendeu numa chave de braço. Com a perna chutou Sakura para que o corpo sonolento dela ficasse longe.

- Vamos ver se você se tornou alguém tão bonzinho, Akira... posso matar esse traidor?- Matsuda pressionou a faca com força contra a garganta de Hira.

Peguei Sakura com o braço e a coloquei sobre o ombro.

- Akira-senpai.... ele vai matar no Hira-chan!!!

- Você e esse verme me traíram!!

- Ele vai mata-lo!!

- Não estou brincando!- berrou Matsuda. Ele levantou a faca para desferi-la contra o pescoço de Hira, mas foi impedido pelo meu chute.

Ele não podia fazer muita coisa, uma vez que tinha que manter o refém imóvel.

Matsuda bateu contra a parede, soltando Hira, que rolou para o lado e se levantou.

Matsuda tentou encontrar sua faca, mas Hyuna a pegou antes que ele a alcançasse.

O velho Matsuda se levantou, ele olhou para mim com raiva e colocou a mão sobre o ombro, aparentemente dolorido.

- Vai me pagar pelo que fez...

- Sua vingança o trouxe até aqui... você já é rico, porque continua desejando ainda mais?

- O que você sabe sobre vingança, garoto?- Matsuda me olhava com ódio- Meu amigo me abandonou, me trocou por um dinheiro que era nosso! Não me venha com conversinha...

- Entendo mais sobre vingança do que você imagina...

Sakura se mecheu. Coloquei seu corpo no chão para que ela pudesse se mover melhor.

- Sa-sasuke-kun...- Resmungo ela. A barriga de Sakura sangrava.

- Se tem alguém que me deve algo é você...- Olhei para Matsuda e ele sustentou meu olhar.

- O que há com vocês?- O velho riu olhando para mim e depois para Akira. Sua cara era uma mistura de deboche e raiva- O que tem nessas mulheres que podem fazer a cabeça de um homem tão facilmente?

- De um lado temos um dos maiores empresários do país do Ferro- Continuou ele- e do outro Uchiha Sasuke, o último Uchiha, usuário do famoso Sharingan. No entanto parecem dois gatinhos por causa dessas garotas...

- Dinheiro e poder não compram amor, Matsuda!!- respondeu Akira

- No seu caso não compram nada, não é mesmo, Akira?

Akira se calou.

Olhei para Sakura. Ela estava debruçada no chão com a mão na barriga. Chakra saia de suas mãos. Ela estava bem e estava se curando.

Meus ombros relaxaram.

- Se quer saber, eu já fui como você. Já tive pensamentos egoístas como os dois. Mas resolvi deixar o passado para trás, não importa o que tenham me feito. A verdade é que todos erramos.

Todos olhavam para mim.

- Tsc... Você tem idade para ser meu neto e quer me ensinar alguma coisa?

- A escolha é toda sua. Você escolheu fazer parte do crime organizado, escolheu planejar sua vingança contra seu velho amigo, escolheu colocar a vida de seus familiares em risco. E me diga... Tem valido a pena?

Matsuda ficou sem graça.

- O que faço da minha vida não é da sua conta!- A espada de Hira, a mesma que atingiu Sakura na barriga, estava a alguns centímetros de Matsuda. Ele ainda não havia percebido, até que o choque entre seu sapato caro e a lâmina produziram um som metálico. Seus olhos seguiram o som, ele se abaixou para pegar a espada.

Sem pensar duas vezes tentou acertar Akira no peito, mas foi parado por um grupo de homens fardados como policiais. Eles entraram pelas escadas corta chamas, justamente onde Matsuda fazia Hira de refém mais cedo.

Um polícial bateu com força na cabeça de Matsuda, que derrubou a espada e caiu de bruços no chão.

- Polícia do Ferro! não se mexam!- A polícia rendeu a todos- Todos com os dois braços para cima!

Todos levantaram seus braços, inclusive a garota com o lençol.

- Você também!- O policial apontou para mim.

- Não dá.

- O que você está escondendo aí?- O policial levantou minha capa, e dando por falta do meu braço esquerdo, desculpou-se.

- A garota está ferida- apontei com a cabeça para Sakura.

- Estou bem, Sasuke-kun. Já me curei.

Sakura recebeu ajuda de um policial para se levantar.

- Matsuda Ryuunosuke, você está preso!

Dois policiais algemaram Matsuda e o levaram para baixo pelas escadas corta fogo. Agora que o elevador havia parado por causa do incêndio, todos íamos descer pelas escadas.

- Alguém pode me explicar o que aconteceu aqui?- perguntou um policial.

*******

Após alguns minutos de explicação, o policial nos fez assinar termos de isenção pelo prejuízo do andar.

Graças ao ótimo dispositivo contra incêndios, a única coisa que o hotel teria que pagar seria o papel de parede, carpete, e tudo o que estava molhado.

Por causa do termo assinado, nenhum de nós que estávamos presentes teríamos que pagar alguma coisa.

Também assinamos documentos que deixassem registrados nossa presença e depoimento.

Matusuda seria preso por causa de seu involvimento com a máfia do Ouro, que em sua juventude ele e Akira fundaram.

Akira seria distanciado da presidência de sua própria empresa por causa de seus crimes do passado, os quais lhe deram condições para fundar a mineiradora.

Tanto Matsuda e Akira viviam vidas perigosas.

A garota ruiva, esposa de Akira, agora estava vestida. Ela usava o mesmo yukata azul esverdeado de antes. Mas agora ela não parecia tão mais alegre e espontânea.

Sakura estava bem, mas sua roupa estava manchada de sangue.

O estômago de Sakura roncou, e aquilo me fez lembrar que nós não havíamos comido nada desde o café.

Sakura corou- Acho que você tem razão... eu tenho mesmo uma buzina no estômago.

Se não fosse o momento de tensão eu teria rido.

- Assim que tudo isso acabar, vamos comer fora.

Sakura sorriu.

- Mal posso esperar.

Descemos as escadas do hotel; Sakura ao meu lado, seguido de um policial, Hyuna, Akira e Hira. Ambos descíamos desanimados e com pressa até o Hall de entrada, que ficava ao lado dos elevadores.

Ao abrir a porta desejei poder voltar para trás.

Havia muitos câmeras e fotógrafos. Pessoas segurando gravadores e papéis tentavam ultrapassar a corda delimitada entre nós e a multidão.

Eles gritavam "Akira-senpai!" "Hyuna-chan!" e uma série de perguntas aleatórias.

- Sasuke- San!- Berrou uma mulher- É verdade que foi você o grande desvendador desse mistério que assombra o País do Ferro a pouco mais de trinta anos?!

- Hã?

- Sasuke- San!!!

- Uchiha Sasuke, você acha que seu trabalho para o País do Ferro vai ajudar nos negócios entre o País do Fogo?

- Ah...

Um aglomerado de pessoas se juntaram ao nosso redor. Tentamos passar para o lado de fora sem deixar nada para trás. O caminho até a porta de entrada estava livre, mas a rua estava lotada.

- Sakura-chan!!

- Sasuke-san!!

Um homem com um grande microfone na mão puxou minha capa. Me virei para olha-lo, e dei de cara com uma câmera de Tv.

- Uchiha Sasuke de Konohagakure, como é que você e sua companheira de equipe conseguiram desvendar o grande mistério da máfia do Ouro em tão pouco tempo?

Não consegui dizer nada. Tudo o que eu queria era poder sair do foco de suas atenções.

- Não seja tímido! O mundo ninja está te vendo! Somos notícias em todos os países ninja!

Deixei o homem falando sozinho.

Sakura pegou minha mão e juntos subimos a rua.

Alguns fotógrafos nos seguiram, acompanhados das câmeras de Tv.

Segurei o ombro de Sakura e deixei que o Rinnegan fizesse o trabalho.

Assim que os repórteres nos perderam de vista, entramos na calorosa e silenciosa Água Termal, que comparada ao luxuoso Pepita Hotel não valia nada, mas que agora parecia o melhor lugar do mundo: Tranquilo e confortável.

- Que dia- Resmungou Sakura, se jogando sobre a cama.

- Perdeu a fome?

- Huuum... não, não mesmo- Sakura se aconchegou na cama e olhou para mim- Que tal pedirmos comida aqui mesmo?

- E o que aconteceu com o "Vou te levar pra comer fora"?- Me sentei na ponta da cama e fiquei olhando para Sakura, enquanto ela também me olhava. Ela parecia confortável demais para querer se mexer.

- Vamos ter muito tempo pra isso, Sasuke-kun- Ela se aproximou e me abraçou- Porque não toma um banho e relaxa, enquanto eu peço a comida?

- Tem certeza?

- Absoluta.

- Tudo bem... Vamos fazer como você disse. Já volto.

Deixei Sakura escolhendo o que íamos comer enquanto tomava banho.

Pensar em tudo o que aconteceu agora já não adiantava. Mas meu cérebro pedia por encaixar as peças e entender o incidente de hoje;

Primeiro que Sakura e eu fomos contratados para investigar uma tentativa de roubo e homicídio durante o festival dos fogos. Descobrimos que o causador da bagunça trabalhava na verdade na loja da família, e que seu emprego como garçom serviu apenas para escolher e se aproximar da vítima.

Descobrimos também que a loja de suvenires pertence a uma família de ciganos ninjas, que fazem parte de uma antiga rede de crime organizado que atuou a cerca de trinta anos no país do Ferro e que o caso nunca tinha sido dado como solucionado.

O líder da máfia do ouro, a tal organização, planejava assaltos para enriquecer nas custas de trabalhadores da região, principalmente na época do garimpo.

As lojas ao redor faziam parte do esquema, e lucrando por cima disso, não precisavam nem mesmo abrir suas lojas, as quais serviam mais para lavar dinheiro sujo do que para vender.

A organização era familiar, e passava de geração em geração. Com alguns casos de acordos entre as famílias locais, as quais trabalhavam juntas.

Descobrimos por fim que o empresário Akira, que queríamos proteger, era um dos bandidos procurados por tantos crimes há anos atrás, e sua empresa fora fundada com o dinheiro do roubo.

Matsuda, agora preso, planejava sequestrar o amigo- ou a mulher dele- E pedir resgate, o qual custaria mais ou menos a quantia roubada pelo próprio Akira na juventude.

Suspeirei fundo e deixei que a água quente relaxasse meus músculos.

Apesar de gostar da correria, a sensação de terminar um trabalho era dez vezes melhor.

Agora nosso próximo passo era buscar nosso pagamento.

Desliguei o chuveiro, me sequei e me vesti. Ao ver meu reflexo no espelho quase não me reconheci.

Não que eu tivesse esquecido da minha aparência, mas o garoto, agora homem, que aparecia no reflexo embassado do banheiro se parecia com um Sasuke que eu nunca imaginei que pudesse ser.

Meu cabelo molhado cobria o rosto, especialmente a franja, a qual eu usava para esconder o olho esquerdo. O Rinnegan.

Eu estava mais forte e alto, mas o que estava mais mudado era minha feição.

Não havia mais em mim o semplante de sofrimento e dor. Eu parecia apenas um jovem de dezenove anos.

Suspirei novamente e pedurei a toalha.

Ao sair do banheiro, o cheiro de Yakisoba encheu minhas narinas. Agora meu estômago que roncava.

- Ainda com fome?- Perguntou Sakura.

- Com certeza.

- Acabaram de chegar. Se me esperar como com você- Sakura segurava sua toalha e roupas.

- Posso fazer esse favor.

Sakura sorriu e entrou no banheiro. Logo a água do chuveiro começou a cair, e eu fiquei do lado de fora, imaginando o sabor do Yakisoba em minha boca.


Notas Finais


Quero opiniões!!!
Obrigada por lerem até aqui ❤


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