História Casa comigo? (Sasusaku) - Capítulo 36


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Sasusaku
Visualizações 326
Palavras 4.179
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


AAAAAAAAAAAAAAA EU TO NO SHAW COM ESSE CAPÍTULO!!!!
Galeris, chegamos nele, o famigerado capítulo do YES, SIM, SÍ!!
Leia e dêem uma surra de favoritos!!

Capítulo 36 - Casa Comigo?


Fanfic / Fanfiction Casa comigo? (Sasusaku) - Capítulo 36 - Casa Comigo?

Evitando pensar em qualquer coisa permiti-me cochilar. Devo ter dormido por trinta minutos até ser acordado pela movimentação de Sakura, que dormia ao meu lado.

Decidi que já era hora de levantarmos, e quando meus pés tocaram o chão acabei notando o quão apreensivo eu estava.

Deitado ali ao lado dela, não notei o qual palpitante meu coração estava a cada minuto que se passava e o momento se aproximava.

Eu estava pensando nisso a dias, e quando minha mente se ocupava de novo eu deixava o pensamento de lado, pensando ser algo momentâneo e que talvez eu não estivesse pronto. Mas de qualquer forma esse dia chegaria, e com nosso ato sexual desenfreado, sabia que um dia eu seria pai, então porque não antecipar o que logicamente devia acontecer antes? E não era por uma questão de ética que eu pensava dessa maneira, eu nunca agi de maneira que a sociedade se agradasse, então pouco me importava o que viesse antes, mas sim pelo fato deu ter descoberto que à partir do momento em que decidi ir atrás de Sakura em Konoha, eu havia traçado meu destino, e era com ela que eu queria me aquietar e viver o resto da minha vida.

Me levantei e caminhei até o banheiro. A água em meu corpo havia se secado, mas a do banheiro definitivamente não.

Minhas roupas sujas estavam no chão, e as de Sakura estavam ensopadas ao lado da banheira. A água continuava ali dentro, cheia de sabão, e no chão havia poças. A pia desorganizada e molhada. Tudo estava uma zona, então decidi me vestir e arrumar aquela bagunça.

Com dois braços pra facilitar, me vesti em instantes e tentei organizar o banheiro secando o que estava molhado com as minhas roupas sujas, as quais coloquei dentro de uma sacola, e as de Sakura tive que torcer e estender na janela do quarto para secar.

Quanto tudo estava limpo e organziado voltei para o quarto. Sakura estava acordada e mantinha o foco longe. Me deitei ao lado dela e ela sorriu ao me ver. Rolou para o meu lado, deixando seu rosto de frente para o meu.

- Arrumei o banheiro- Dei início a nossa interação.

- Isso é ótimo, muito obrigada Sasuke-kun.

- Está quase na hora dos seus meteoros.

Sakura se espreguiçou- Até que passou rápido, não notei quando dormi.

- Você demorou pra dormir, mas ainda assim dormiu antes de mim.

- No que ficou pensando esse tempo todo?- perguntou ela, vendo o próprio reflexo nos meus olhos.

- Evitei pensar em qualquer coisa. Decidi dar folga a minha mente.

- E você conseguiu? Pois eu tentei deixar minha mente vazia mas pensamentos sempre me sobreviam.

- Foi difícil mas consegui- Me sentei na cama- Precisamos ir, Sakura.

Sakura se sentou ao meu lado- Você já está pronto mas eu estou nua. Espere um minuto.

Ela se levantou e pegou a muda de roupas já separadas no aparador. Sakura se vestiu em minha frente, e ironicamente não pensei com segundas intenções vendo-a nua em minha frente. Sakura parecia algo fixo e certo em minha vida, como se fossemos íntimos nesse grau desde sempre.

- Assim está bom?- Sakura girou no lugar para me mostrar suas roupas. Ela vestia jeans e uma blusa de manga comprida. Seu cabelo havia secado no travesseiro então ele estava amassado, mas nada foi capaz de tirar sua beleza espontânea.

- Está linda.

Sakura me olhou com surpresa e depois com desconfiança, mas não disse nada. Ela ajustou os brincos em suas orelhas e o colar no pescoço.

- Me elogiando...- disse ela por fim.

- Fiz algo de errado?

- Você não é de elogiar ninguém- respondeu ela.

- Não estou mentindo, você está linda.

- Linda não é a palavra mas eu agradeço- Sakura sorriu enquanto calçava seus tênis.

Sakura estendeu as mãos para mim e eu as peguei, saindo da cama. Ela me beijou rapidamente e afagou meu rosto.

- Tem algo diferente nos seus olhos- comentou.

Cocei os olhos afim de tirar o que quer que fosse.

- No brilho dos seus olhos, Sasuke-kun. Você parece muito mais leve.

- Me sinto feliz.

- E por quê ?

- Sinto que eu deveria ter seguido este caminho desde o início. A paz.

Sakura me abraçou com alegria e minhas costas estalaram.

- Estou tão feliz de saber que posso fazer parte da sua falicidade, Sasuke-kun. Eu te disse, não te disse?

- O quê?

- Que te faria feliz!

Observei Sakura enquanto tentava me lembrar dos momentos em que Sakura deixou seus sentimentos por mim claros.

Da primeira vez há muitos anos ela havia dito que se eu escolhesse ficar ela me faria feliz, e sete anos depois Sakura pôde finalmente me mostrar que falava sério.

- Você não estava brincando.

- E como estava, shannaro!

- E quer saber o que me faria feliz agora? Te levar para ver a chuva de meteoros antes que elas passem. A próxima é só daqui vinte anos.

- Você parece mais animado do que eu- Sakura observou.

Puxei Sakura até a porta e só a respondi quando estávamos no corredor.

- Você vem falando dessa chuva de meteoros desde que estávamos no País do Ferro, e de repente não está mais preocupada?

- Se perdermos você pode me levar para ver daqui vinte anos.

- Na próxima, na próxima e na próxima com certeza- Sorri para ela, e Sakura sorriu sem graça.

- Isso se você não se cansar de alguém tão irritante- ela me abraçou pela cintura e fiz o mesmo em seus ombros.

- Vou me acostumar.

Sakura franziu o cenho e eu ri, e desse jeito fomos até a entrada do hotel, onde pegamos o caminho até o planetário, que reunia muitas pessoas do lado de fora, formando filas extensas.

- Devíamos ter chegado mais cedo- disse Sakura.

Olhei para ela de um jeito brincalhão, e deixei Sakura sem entender.

- Eu nunca disse que íamos assistir no observatório.

- Não vamos?

- Tenho uma ideia melhor.

Me agachei na frente de Sakura e pedi que ela subisse. Agora com os dois braços eu podia segura-la com firmeza, e ela aceitou, subindo com cuidado em minhas costas.

- Vamos dar um passeio.

Nos afastamos do planetário e entramos no centro da Vila de novo. Passando por nós havia um homem conduzindo uma Cabriolé, que nada mais era do que uma espécie de carruagem leve puxada por cavalos e com capacidade para duas pessoas em seu assento. Normalmente via-se aquele tipo de condução em antiquários e em exposições, já que era item de colecionador. Mas aquela parecia ter sido restaurada, e na parte de trás da carruagem haviam luzes e faixas refletoras, que deixava claro que ela havia sido mordernizada.

- Condução guiada, vinte ienes, sozinho dez! Promoção especiel da Lua!- gritava o condutor.

- Tive uma ideia- resmunguei.

- Você não vai fazer isso- disse Sakura.

Realmente eu não sabia onde estava com a cabeça. Eu devia estar muito doente por causa daquela doença chamada amor, mas dentro de mim a necessidade de fazê-la feliz ultrapassava até mesmo minha natureza.

Coloquei Sakura no chão e nos aproximamos do cocheiro, que parou assim que nos viu.

- O casal vai querer dar um passeio?- perguntou ele usando sua lábia de comerciante.

- Até a estação- respondi.

- Guiado ?

- Apenas por mim.

- Dez iens.

Paguei ao cocheiro e ajudei Sakura a subir na carruagem.

- Vou explicar como funciona- disse o homem- As cordas que ligam a carruagem aos animais possuem eletrodos que fazem sustentação. Os cabos dentros das cordas são puxadas ou não pelo motor abaixo da carruagem. Acabei de selecionar a estação de trem no mapa e os cavalos vão parar em frente. Só eu tenho a senha dos comandos, então se vocês tentarem mexer eu vou saber. E se tentarem roubar meus cavalos mando meus capangas atrás de vocês, entendido?

Fizemos que sim.

- Bom passeio- O homem apertou alguma coisa atrás da carruagem e sentimos o motor começar a funcionar abaixo de nossos pés.

Sakura segurou o riso quando o homem mencionou os pagandas pois ele não parecia ser alguém que se metesse com essa sujeira. Mas as aparências enganam.

- Não acredito que você está fazendo isso- Disse Sakura, envergonhada.

- Eu também não acredito.

Eu olhava para o lado de fora tentando fugir de seu olhar penetrante. Claramente eu estava agradando Sakura, mas ser romântico exigia muito e eu definitivamente não era alguém caloroso. Aquilo me deixava constrangido.

Decidi respirar fundo e me comportar como alguém normal, como estar numa carruagem antiga e modernizada com Sakura sendo alvo de todos os olhares no centro da Vila não me afetasse.

Quando nos distanciamos e entramos numa área mais isolada da Vila eu finalmente pude relaxar.

Sakura observava as árvores através da pouca iluminação que havia nos postes. O caminho até a estação era uma estrada de terra contornada por canteiros de Hortências azuis e árvores.

As luminárias eram redondas com o símbolo da Lua Crescente, e nefastamente bela, por causa da pouca luz o caminho transmitia insegurança, mas a luz da lua fazia com que se parecesse uma pintura.

Sakura se encostou no banco mais profundamente e suspirou.

- Não quero que isso acabe- comentou ela do nada.

- Isso o quê, exatamente?

- Isso. Essa paz, essa vida feliz que estamos levando. Tenho medo que algum dia precisemos voltar a realidade amarga de um shinobi.

- Não vai ser necessário- Respondi, mas não havia segurança nem certeza em minha voz.

- Gostaria de acreditar nisso.

Fez- sê silêncio, e embora eu entendesse os motivos para ela se sentir assim, eu não queria que Sakura antecipadas qualquer sentimento negativo.

- Mesmo que o perigo eminente algum dia chegue, não precisamos sofrer por antecedência. Vamos aproveitar o momento, e o agora é muito bom.

Sakura me deu um sorriso sem vida.

- Jogue essa preocupação tola pra fora. Tome o Naruto como referência, por acaso ele se preocupa com o amanhã? Naruto por mais idiota que seja logo se tornará Hokage. Está casado e é respeitado em todo o País do Fogo. Até mesmo aqui ele é conhecido.

- Está elogiando o Naruto?- Sakura se empetigou, me olhando desconfiada novamente.

- Estou apontando os fatos... Veja, as borboletas vivem quanto tempo?- Perguntei.

- Cinco dias.

- E você as vê lamentando por ai? Elas simplesmente voam e fazem o que tem que fazer.

- Você anda bastante estranho.

Suspirei.

- Sakura você está me ouvindo?

Sakura me beijou. As palavras que estavam prestes a sair por minha boca voltaram todas pela garganta.

Suspirei mas uma vez, vencido. Ela estava preocupada e com as coisas que viriam e eu sabia justamente porque, e o motivo era eu.

Talvez Sakura soubesse da minha importância para que as coisas se mantessem seguras e que dependia somente de mim, sem mais procrastinação, desempenhar o papel de Hokage das sombras, que me foi designado desde a última conversa que eu e Naruto tivemos.

" Você vai me ajudar a manter o mundo seguro, Sasuke?" perguntou Naruto, e eu, sem poder negar nada a ele ou ao mundo ninja, aceitei. " Quando eu for Hokage, quero você como meu vice, Dattebayo!".

Sakura sabia disso e sabia também que estávamos agindo como duas pessoas seriamente comprometidas, e que quando necessário, eu seria chamado para assumir meu papel, independente de estar com ela ou não.

Deixando as preocupações de lado eu a abracei enquanto nos beijavamos. Um abraço forte que lhe dava conforto. Sakura interrompeu o beijo e escondeu seu rosto em meu pescoço, ainda me abraçando.

- Eu prometo que estaremos juntos independe de qualquer coisa- Beijei seu cabelo.

Continuamos abraçados até a estação, onde descemos.

- Eu te ajudo- ofereci a mão para que ela descesse.

Abracei Sakura pelo ombro e ela me retribuiu, e caminhamos juntos até o salão dentro da estação.

- Agora quero que decida entre meu Susano'o e o trem.

- Que tipo de pergunta é essa?

- Apenas responda.

- Huuum... Ta, eu escolho o Susano'o.

- Então me acompanhe.

Sakura me seguiu até mais além dos trilhos do trem, onde ninguém podia nos ver, então ativei meu mangekyo e o Susano'o se formou.

- Suba.

Sakura se juntou a mim dentro do Susano'o e sobrevoamos as cordilheiras. Vimos o trem se aproximando da estação. Ele apitou e Sakura sorriu.

- Estamos tão alto...- comentou ela.

Sakura abriu os braços e deixou o vento da noite esvoaçar seus cabelos amassados.

- Uhuu!- Exclamou ela.

Não pude deixar de sorrir.

- Está se divertindo?

Sakura me deu o sorriso mais feliz e sincero de todos.

- Devíamos ter feito isso antes!

Ainda sorrindo direcionei o Susano'o para onde eu queria.

- Veja o Vilarejo lá embaixo- apontei para baixo, para o aglomerado de pontos iluminados.

- Estão dando uma festa?

As pessoas no vilarejo estavam reunidas ao redor de uma fogueira e dançavam com música.

- Está acontecendo uma celebração- respondi- Parece... Um casamento.

- Um casamento?

Parei o Susano'o sobre a montanha acima do Canion, onde havíamos estado mais cedo. Lá a vista para a Vila era esplêndida, além de podermos ver o céu com clareza, escuro mas cheio de estrelas.

- Sasuke-kun, venha ver- Sakura estava na beirada do precipício, olhando para baixo, onde o Vilarejo se reunia numa cerimônia de casamento simples ao lado de uma fogueira.

- É assim que o povo do interior se casa- disse eu ao seu lado.

- Não é lindo? É tão aconchegante e íntimo!

Olhei para eles mais um pouco, por causa do entusiasmo de Sakura.

Não pude reconhecer muitos rostos, mas a população estava sentada em bancos de madeira alinhados e entre eles havia um tapete feito de pétalas de flores que dava para um palanque de caixotes de madeira, onde o noivo e a noiva trocavam votos em frente a uma autoridade religiosa.

- Vamos- peguei sua mão delicadamente e a trouxe comigo até o local onde íamos ver os meteoros.

Deitamos um ao lado do outro no chão e ficamos observando as estrelas. Os milhares de pontos brilhantes no céu em breve estariam se movendo.

Sakura de deitou em meu peito e dentro de instantes pontos bracos cortaram o céu de ponta a ponta. Uma multidão de estrelas rasgaram a imensidão sem fim, trazendo vida ao céu.

Sakura suspirou de entusiasmo.

- Faça um pedido- disse eu a ela.

Sakura fechou os olhos.

- O que desejou?- perguntei quando ela voltou a abri-los.

- É segredo- Sakura me olhou nos olhos- Mas saiba que já estou vivendo o que sempre sonhei.

Sakura fitou céu, contemplando os últimos meteoros que penetraram na atmosfera terrestre e se incendiavam, as famosas estrelas cadentes.

E eu não pude ver o desfeixo que as estrelas tomaram, pois minha atenção era toda a Sakura e seus belos olhos verdes.

- Sakura- chamei.

- Sim?

- Casa comigo?

Sakura me olhou surpresa, e da mesma maneira ela se sentou. Imitei seus movimentos, ainda a observando com seriedade e um pouco de emoção. Meu coração disparado batia tão rápido que senti que não viveria para saber sua resposta.

Sakura começou a rir e a chorar ao mesmo tempo, e me agarrando pelo pescoço ela balcuciava que sim.

- Sim Sim Sim!- Exclamava ela audivelmente.

Puxei Sakura para um beijo e ela me abraçou com força. Foi um beijo cheio de emoção pois nenhum de nós conseguiu conter os ânimos.

- Sim! Eu me caso com você, Sasuke-kun!

- Então vamos nos casar.

- Nós vamos nos casar!- Sakura me beijou mais uma vez.

- Qual foi o seu pedido?- perguntou ela.

- Me pedido foi para que você e eu formassemos uma família, e que você aceitasse ser minha esposa.

- Shannaro!! E precisa de estrela cadente pra isso? É óbvio que eu me caso com você!- Sakura me puxou para o chão, onde ela me abraçou e nos beijamos mais.

- Que tal visitarmos o vilarejo?- perguntou Sakura quando a música festiva começou a tocar.

- Quer invadir o casamento?

- Nós também somos noivos, lembra? Acho que eles não vão se incomodar se nós invadirmos a festa.

- Tudo bem.

Com o Susano'o parei atrás das casas para não assusta-los, e sem que os moradores vissem, saímos de dentro dele.

De mãos dadas nos aproximamos, e os moradores assim que nos viram abriram sorrisos de felicidade e surpresa.

- Podemos participar da festa?- perguntou Sakura, sorrindo de ponta a ponta. O entusiasmo pelo pedido de casamento ainda não havia passado.

- Sasuke-san Sakura- san que bom vê-los!- disse vó Yani.

- É o garoto que salvou nossa comunidade, Jojo- disse o velho senhor de antes para a noiva.

O casal recém casado se aproximou de nós e apertou nossas mãos.

- Obrigada pelo que fizeram- agradeceu a noiva, Jojo.

- Não foi nada- respondeu Sakura.

- Sintam-se convidados para festejar conosco- convidou o noivo.

A música começou a tocar mais alto, e os habitantes do vilarejo nos chamaram para  dançar.

Sakura foi tirada para dançar uma espécie de valsa caipira com o velho senhor que se mostrou um exímio dançarino, e eu, assistindo de fora, logo fui puxado para dançar por uma senhora negra com trancinhas no cabelo.

- Não seja tímido, rapaz- disse ela- Se um pedaço de pão como você ficar muito tempo parado vai juntar moscas!

Fiz cara de quem não estava entendendo.

- Moscas- a senhora apontou para um bando de garotas que me olhavam de longe.

- É melhor não dar mole- Comentou ela.

- Eu sou comprometido.

- O que a garota é sua?- perguntou ela. Apesar de estar sendo entrona não me senti incomodado.

- Sakura é minha noiva- respondi.

- Sua noiva?- A senhora me rodopiou no lugar.

- Sim, nós vamos nos casar.

- Que maravilha! Vocês chegaram no momento certo!

A senhora estava com cara de quem estava tramando alguma coisa, mas antes que eu pudesse disser qualquer coisa para para-la, os pares mudaram, e em minha direção Sakura foi empurrada, e a senhora se distanciou dançando com o noivo.

Sakura e eu dançamos, e ela ria toda vez que eu errava o passo.

- Está sendo tão engraçado assim?- perguntei, e no mesmo momento tropeçamos um no pé do outro, desequilibrando-nos.

- Eu definitivamente não sei dançar esse estilo caipira- Sakura riu.

Olhando para ela, tão feliz, tão risonha e se divertindo tanto, meu coração cedeu.

- Eu não sei dançar coisa alguma- comentei.

- Você parecia estar dançando muito bem com aquela senhora.

- Era ela quem estava me conduzindo, e foi horrível! Eu parecia um boneco de pano nas mãos dela.

Sakura riu mais uma vez, mostrando todos os dentes.

- Eu já disse que te amo hoje?

Sakura me olhou com brilho nos olhos e me beijou antes de responder.

- Pode dizer de novo?- pediu ela.

- Eu te amo.

Ela me abraçou e me beijou. E palmas interromperam nosso beijo.

Paramos para ver o que estava acontecendo, e descobrimos que nós éramos o motivo da exaltação.

De cima do palanque, a senhora que havia dançado comigo começou a nos chamar para mais perto, e as pessoas ao nosso redor nos puxaram até o altar improvisado, onde tivemos que subir.

Imediatamente o padre local, a autoridade religiosa do vilarejo se aproximou de nós trazendo consigo um livro idêntico aos que ficam nos cartórios.

Então eu soube o que estava acontecendo. Olhei para Sakura e ela estava vermelha como um tomate.

- Pessoal essa noite teremos um casamento duplo!- anunciou a senhora, e os convidados bateram palmas, assoviaram e exclamaram, todos felizes com o anunciamento.

- Os dois pombinhos estão noivos, e o que acham de realizarmos o casamento deles?

Todos gritaram em concordância.

- Podem começar fazendo votos- disse o padre apenas para nós.

Aparemente ninguém ali se importava com o fato de não terem nos perguntado.

- Ah...- Comecei a dizer.

- Sasuke-kun- interrompeu Sakura- Eu prometo te amar, te respeitar, e ser fiel a você na alegria ou na tristeza, na saúde e na doença, e nem a morte há de nos separar.

Sakura abaixou o olhar, envergonhada. E eu sem jeito respirei fundo.

Olhei para os olhos de Sakura e tentei me focar somente nela, como se não houvesse mais ninguém ali. Éramos apenas eu e Sakura, e o nosso futuro juntos.

- Eu... Eu prometo te amar... Te respeitar, ser fiel a você mesmo na alegria ou na tristeza, na saúde e na doença, na distância ou na presença, e nem mesmo a morte pode nos separar.

Fizemos nossos votos e só então percebi que todos faziam silêncio para nos ouvir.

- Pode beijar a noiva! - Anunciou o padre.

Sakura e eu nos olhamos envergonhados. Haviam tantos olhos nós que minhas pernas quase perderam o movimento.

Ajuntei toda minha coragem e estendi a mão para tocar seu rosto, e Sakura correu até mim, cheia de coragem apesar de seu rosto estar vermelho de vergonha, ela me beijou.

Nossos lábios se tocaram delicadamente e eu a mentive perto, rente a mim.

Os que estavam assistindo aplaudiram, e quando os olhamos estavam todos sorrindo e as senhoras até choravam amocionadas.

Os casais se juntaram a se beijaram rapidamente com um selinho, tanto os mais novos quanto os mais velhos.

- Eu já disse que te amo hoje?- perguntei mais uma vez.

Sakura sorriu e me beijou assim como a plateia, com um selinho.

- Já sim, mas eu não me canso de ouvir.

Assinamos o caderno do cartório, oficializado nossa união, e o padre nos forneceu um certificado oficial.

Nunca pensei que nosso noivado fosse durar tão pouco e que em tão pouco tempo depois estariamos casados.

- Viva os noivos!- O padre puxou o uníssono.

- Viva!

Descemos o palanque e os convidados jogaram arroz sobre nós.

- Vamos continuar para a festa?- perguntou Sakura.

- Tenho uma ideia melhor.

Fugimos para longe da festa do casamento, para além das montanhas, onde ninguém poderia nos encontrar.

Perto de onde estávamos passava o braço do rio que seguia para a barragem que desobistruimos, e ao redor dele cresciam flores coloridas como nunca tínhamos visto antes.

Havia uma placa de metal sobre um pedestal entre as flores, que dizia ser o parque Nacional de cultivo de flores de múltiplas espécies, todas protegidas e preservadas.

Nos sentamos ao redor da fonte que cuspia água, caindo em níveis diferentes.

- Tem uma moeda?- perguntou Sakura, olhando reflexo na água da fonte, onde haviam muitas outras moedas.

- Quer desejar mais alguma coisa?- perguntei. Tirei moeda do bolso e coloquei em sua mão.

- Tem algo sim. Mas talvez isso demore um pouco.

- Posso saber do que se trata?

- Se eu te contar meu desejo não vai se realizar- Os olhos de Sakura se sobresaltavam sob o luar. Felizes apesar de não estar sorrindo.

Sakura me puxou para entre as flores e juntou nossas mãos como numa dança, e se encostou, dando passos onde eu tive que a seguir.

- Você não dança tão mal- comentou ela, girando no lugar debaixo do meu braço.

- Eu tenho muitos dons- Sorri.

Sakura e eu demos passinhos para um lado e depois o outro. Ela calmamente se encostou em mim, escondendo seu rosto em meu pescoço.

- Estamos casados- disse para mim mesmo em voz alta.

- Estamos- respondeu Sakura baixinho, sem parar de dançar.

Desenhei o símbolo Uchiha em suas costas e ela percebeu, sorrindo de leve ela suspirou.

Tanta coisa havia mudado. Desde que decidi trazer Sakura comigo na viagem eu havia me transformado em outra pessoa. Não somente meu interior havia mudado mas como meu estilo de vida, meu espírito se tornou mais leve e mais vivo. Descobri depois de tanto tempo que havia motivos pra sorrir, e minha mãe, meu pai, meu irmão e todo meu clã que me assitia do céu podiam me ver agora, vivendo a felicidade que tiraram de mim quando criança.

Pensei no que minha mãe diria se estivesse viva se soubesse que eu estava casado com alguém como Sakura. Provavelmente ela choraria e me abraçaria forte, e cobraria Sakura para que cuidasse de mim.

Meu pai diria que agora eu assumiria novas responsabilidades, e como homem, eu deveria honrar meus compromissos, e principalmente cuidar da minha família com minha própria vida, como ele havia feito.

Já Itachi, ele não diria nada. Apenas me olharia com o olhar que sempre me olhou, e me apoiaria em qualquer decisão que eu tomasse.

A imagem da minha família reunida pela última vez não me saia da cabeça, e deixei uma lágrima escapar.

Sakura percebendo que havia algo errado, saiu do meu abraço e de frente para mim me observou.

Tentei limpar a lágrima antes que ela notasse, mas ela já havia percebido.

- O que foi?

- Não é nada.

Sakura sabia o que eu estava pensando. Ela encostou seu nariz no meu e segurando meu rosto tentou me alegrar.

- Não se sinta assim... Eles estão felizes por você, eu posso sentir. Pois agora nós também somos uma família.

Apertei meus braços ao redor dela e Sakura voltou para o meu pescoço.

- Também somos uma família, querido.

  - A muito tempo, Sakura Uchiha.


Notas Finais


GENTE, EU NÃO AGUENTOOOO 😭😭😭😍😍😍😍


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